Estas declarações de Otelo enquadram-se no seu percurso de incessante busca pelo tempo perdido, por parte de um velho líder revolucionário que viveu um período eufórico nos idos de 1974/1975, onde julgava poder transformar-se no Fidel Castro da Europa, mas depois nunca foi capaz de se adaptar ao regime democrático. As declarações e conferências de Otelo a reclamar um novo golpe de Estado não representam qualquer perigo para o regime, mas não deixam de ser um curioso sinal dos tempos. Há muito tempo que Otelo tinha deixado de fazer este tipo de declarações. O facto de agora as repetir constantemente significa que acha estarmos em período em que elas poderão surtir algum efeito. É por isso preocupante a instabilidade financeira, a perda de soberania e o descrédito do regime a que temos vindo a assistir nos últimos tempos. O risco, no entanto, ao contrário do que julga Otelo, não é que isto conduza a um novo 25 de Abril: é que conduza a um novo 28 de Maio.

concordo plenamente.
um golpe militar, a acontecer, seria mais 28 de Maio que 25 de Abril.
por várias razões, uma das quais especial: a perda de importância dos militares na sociedade ao longo dos anos, e claro, a sua perda de regalias.
Absolutamente. Seria bom que os senhores que estão agora ao leme tivessem este risco em consideração.