«O Governo português desmente categoricamente a notícia de que estaria a ser alvo de pressões por parte de vários países da zona euro para pedir ajuda financeira externa.» O que quer dizer, em linguagem governamental, que o Governo português está a ser alvo de pressões por parte de vários países da zona euro para pedir ajuda financeira.
Portanto, temos o FMI a rondar-nos. Há-de chegar a Lisboa no primeiro trimestre de 2011, quando Teixeira dos Santos estiver a explicar que a próxima derrapagem se deve a não ter sido ainda implementado o “corajoso conjunto das medidas previstas para vencer a crise internacional, uma crise que é uma crise severa, e para vencer o nervosismo dos mercados, que é um nervosismo que se tem verificado nos mercados”.

Na Ribeira e no Bolhão vai um nervosismo como nunca se viu. O peixe não pára quieto.
Eheheh…
Explicado por Teixeira dos Santos, que é um Ministro que já não é bem um Ministro.
Repara bem no nervosismo dos ministros…
Falta explicar que tudo isso se deve à hesitação do PSD, porque senão, as medidas teriam já sido tomadas há pelo menos um ano.
Talvez até antes do PC existir, quem sabe?
O PCP? Esse já existia no tempo em que os dinossauros falavam.
No primeiro trimestre de 2011, o “FMI” deve andar numa fona sem saber para onde se virar: Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha, Bélgica… Se calhar já ninguém se vai dar ao trabalho de individualizar os devedores, para se fixar em vez disso nos credores. Há-de haver um momento em que as contas dos bancos alemães, franceses e ingleses vão aparecer à luz do sol… ou então aparecem os défices da Alemanha, França, Inglaterra. O que quer que seja, não vai se bonito de se ver. Penso eu de que.
(Cela nous fait une belle jambe, como dizem os franceses)
Des belles jambes é mais a minha especialidade, mas não tenho grande dúvida de que tudo isto acabará em perdão de dívidas com acerto de contas no simples pagamento dos juros de cada um ao exterior. É uma questão de tempo, sob risco de os países com maior produção não terem a quem vender os seus produtos por falta de riqueza bastante dos outros para comprá-los.
Yep.
Mas acho um bocado curioso que a versão que me parece mais corrente em Portugal é o baraço ao pescoço, vestido de sarapilheira e cinzas na cabeça. Suponho que assim é mais fácil manter o povo sereno.
Deve ser isso, com muita falta de vergonha à mistura, porque o baraço de uns é o embaraço de outros…
E como se costuma dizer: “Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu”…
Até ao dia em que o FMI for substituído pelo FBI…