Elementar, caro Galamba


Rui Rocha,

O primeiro-ministro terá declarado que encontrou um “desvio colossal em relação às metas estabelecidas para as contas públicas”. Perante tal afirmação, o deputado Galamba desafiou Passos a “explicar o que é que o seu executivo encontrou que a troika não foi capaz de ver” nas contas públicas portuguesas. A benefício da paz de espírito estival do deputado Galamba e para que possa dedicar o seu tempo a pedir explicações sobre o que terá sucedido nos últimos 6 anos, deixo-lhe aqui, sem cobrar nada por isso, uma imagem muito nítida daquilo que Passos terá encontrado:

 

45 comentários em “Elementar, caro Galamba”

  1. Meu caro Rui (se me permite),
    Por muito que lhe custe, os factos são estes:
    a) José Sócrates – como 1.º Ministro – pediu ajuda à troika, mas os ratings de Portugal estavam longe de “junk”;
    b) Passos Coelho – como 1.º Ministro – recebeu a notação de rating da Moody’s: “junk!”
    A sua foto – que é uma montagem – é duplamante falsa:
    1.º) é uma montagem;
    2.º) quem é lixo é PPassos Coelho.

    1. 1) A mim tudo isso custa-me tanto como a si se, tal como acontece no meu caso, pagar impostos.
      2) Infelizmente, a notação de lixo não é de Passos Coelho. Com isso podia eu bem. É do país. Esse que foi governado por Sócrates durante 6 anos e por Passos Coelho durante umas semanas.
      3) Apanhou-me, porra: a foto é uma montagem. Sócrates nunca iria para dentro de um caixote do lixo com um fato Armani vestido.

  2. Galamba e o seu homónimo anónimo, devia(m) perguntar aos hotéis de luxo, aos restaurantes mais caros da Europa, às agências de viagens, às imobiliárias, às empresas de construção civil (auto-estradas, pontes, aeroportos, freeport, faces ocultas e TGV), aos bancos, ao Banco Europeu e por que não ao Teixeira dos Santos, como é que foi o desvio… sem carris.

        1. Mas há desvio?
          E desvio colossal?
          Ou será, antes, colossal desvio?
          Ou subterfúgio, agora que Passos Coelho sente que não é o animal feroz que o País precisa para enfrentar as “Mudes”, as “Fingas” e as “Puras”?

          1. Falando a sério sobre desvios, Anónimo:

            o único desvio que foi tornado público diz respeito à execução orçamental do primeiro trimestre; não sei se PPC se refere a esse ou a outro; acho que devia esclarecer; agora, a referência fundada ou infundada a desvios (que deve ser esclarecida, repito), não nos deve desviar do desvio colossal que foi a governação de Sócrates e da responsabilidade pela situação actual que é, ainda e fundamentalmente, dele. Por isso, nem todos têm a mesma legitimidade para exigir explicações a PPC. Um cidadão comum tem-na, integralmente. O deputado Galamba devia ter vergonha, integralmente.

          2. Desculpe, Rui, mas deixe-se de merdas.
            O “desvio colossal” que foi a governação de Sócrates (como diz) foi julgada a 5 de Junho.
            Avance, portanto, com porpostas ou ideias sérias e deixe de bater no ceguinho! Ou no Galamba!
            Há que pedir explicações a quem as pode dar e esse alguém é PPC por, entre outros, estes 2 singelos motivos:
            1º) foi ele que disse que há um desvio; cabe-lhe a ele dizer onde e porquê (embora me pareça que vai seguir a doutrina da “grande” Barroso aquando ad invasão do Iraque em que afirmou ter visto provas das armas de destruição maçiça – que afinal NÃO EXISTEM!);
            2º) é ele que é agora 1º Ministro e, consequentemente, está à frente da governação; se quissesemos explicações de Sócrates, Sócrates seria ainda 1ºMinistro.

          3. Meu Caro Anonimo ( ma)
            Quem foi o malandreco que passou 6 (seis) anos a falar no defiteo PDS ( recomendado ao BPortugal X medida?)… ainda o submarina estava no papel…. já o “sacanote” falava dele?

            A memória dos portugueses é curta…. por isso, daqui a poucos anos o “vigas” Voltará como Engenh Doutor Filosofo
            E a malta engole- o….limpinho!

  3. Que Socrtres é o mais famoso e habilidoso “”Banha de Cobra” do mundo..

    Pra bem da seriedade e paz interna PPC deveria explanar “tim x tim” de que contas se refere… senão teremos o galambas e lelos a darem-nos cabo da mona…
    Além dsso, só assim, o Povo ficaria a saber que a verdadeira dimensão do polvo.Não deixaria a menor dúvida… afinal é o que os galambetas querem!

    Notei que falta a etiqueta” Moodys” na lata do lixo!

  4. Eu não queria incomodar e fiquei ainda mais tímido do aquilo que sou habitualmente. Especialmente depois de ler tão doutas opiniões, mas acabei por ganhar coragem e não resisto em perguntar: mas o senhor primeiro ministro Pedro Passos Coelho não tem uma folga de mil milhões de euros? (é o que dizem por aí); Se tem onde os conseguiu apurar em tão curto espaço de tempo? Ou os mil mihões são apenas virtuais e só os terá, na realidade, lá para o final do ano?
    Obrigado e desculpem esta minha intromissão, mas perante tão colossal dúvida tinha de desabafar.
    Cumprimentos

  5. PPC antes de nos roubar 50% do Sub de Natal veio com a história da execução orçamental do 1º trimestre, tenho cá para mim que esta história do colossal desvio é para nos surrupiar os outros 50%.

    Quando votei no PSD tive a esperança que as coisas fossem diferentes, ainda só passaram 15 dias e pelo caminho que leva vai continuar tudo na mesma, prometeu que não subia impostos e eu acreditei, prometeu que não cortava no 13ª mês e eu acreditei, prometeu que não havia despedimentos na função publica acreditei mas já não acredito

    Só mudaram as moscas

    1. E no Pai Natal acreditas?

      Então o “filosofo” e o “bocarras”piram-se…. deixam esta merda no lixo ( nem dado a Valorsul o quer) e não querias cortes…. aumento de impostos?

      Se fosse há 500 anos ainda podias acreditar…Aproveitavam-se os Estaleiros de Viana… montavam-se uma caravelas…. e vai daí… a malta voltava ao caril ao marfim e ao ouro….
      Trabalha malandro.

  6. Se até os grandes criminosos da História sempre tiveram e continuam a ter indefectíveis admiradores, que surpresa pode haver no facto de um bandalho notório dar ainda lugar, depois de seis anos de desvario, a alguns dos comentários acima?

  7. Seria muito útil saber o que é esse “desvio colossal” e ter a noção da sua quantidade.
    Para mim, só para empresas de consultadoria e gestão de imagem foram largos milhões. E porquê?
    Puseram para nos governar um analfabeto, que de superior só tinha a “lábia” e o vestir.

  8. com isto tudo ainda ninguem explicou a dita folga de mil milhões… e eu gostava mesmo de saber. Com tanta mentira que foi dita nos últimos tempos, é pena que as graves insinuações que vão sendo feitas, não sejam nunca provadas.
    Já agora, vale a pena lêr o artigo
    O jornalismo que noticia a árvore mas é incapaz de olhar a floresta
    Hugo Mendes

    Esta notícia sobre este relatório, de que já falámos ali em baixo, é muito relevadora. Por um lado, ignora o elemento verdadeiramente interessante: a queda das desigualdades de rendimentos, em particular do índice de Gini, para valores historicamente baixos. Por outro, o título – “Mais de um quinto dos idosos em Portugal é pobre” (que toda a gente associa a uma verdade intemporal) – ignora como este indicador tem evoluído, e quando refere a variação, menciona apenas o aumento verificado no risco de pobreza dos idosos entre 2008 e 2009, de 20,1% para 21%.

    Ora, escrever isto sem perceber o que se passou desde o início da década anterior é quase enganar o leitor. O gráfico seguinte explica porquê: entre 2003 e 2009 o risco de pobreza nos idosos diminui em mais de 1/4 (26% para ser exacto). Não é possível mencionar a variação entre 2008 e 2009 e ao mesmo tempo ignorar a dinâmica da década, que aproxima finalmente Portugal da média europeia.

    1. Isabel, eu sei que Fukuyama falou do fim da história. Mas, ela ainda não acabou. Muito menos em 2009. E em 2011 a verdade é que os portugueses, novos e idosos, foram conduzidos a uma situação em que o mais provável é ficarem todos pobres.

  9. Bom dia Rui. Como escrevi no outro dia, parece-me que há muita gente obcecada por Sócrates. O homem já lá vai e continuam a pensar e a escrever apenas sobre ele. Passos Coelho lá anuncia um corte no subsídio de Natal e, tumba, toma lá um post sobre Sócrates, para “não nos esquecermos dele”. Não se preocupem que, com PPC, todos nos lembraremos dele, pois são quase cópia um do outro.

    Quanto a PPC, que é sobre ele que interessa agora falar, pois os actos e as palavras são dele e não de Sócrates, convinha o sr. Primeiro-Ministro em funções explicar:
    – Se existe um desvio colossal, então de que folga orçamental está ele a falar?
    – Se existe uma folga orçamental, então por que raio foi criar um imposto extraordinário? Por cautela? Por capricho?
    – Se existe um desvio colossal, então não terá sido essa a razão da classificação de lixo pelo Moody’s? Então porque foram dizer que não compreendem a nota negativa da agência de rating? Terá sido mesmo “terrorrismo”?
    – Se a troika esmioçou as contas públicas e o PSD, tal como o CDS (convém não esquecer o parceiro de governo, apesar de andar escondido das câmaras), leram o memorando de entendimento e aceitaram-no, como é que podem agora falar em surpresas? Se os números agora publicados já eram do seu conhecimento aquando do memorando…

    Por tudo isto, volto a escrever: PPC é outro igual a Sócrates e só um cego é que não vê. Há ainda muita gente a tentar ignorar o óbvio e a não querer reconhecer a fraude em que se envolveram no dia 5 de Junho. O tempo há de lhes fazer acordar para a vida, como alguns já acordaram aliás. E, volto também a escrever, ainda hão de ter saudades de Teixeira dos Santos. Não de Sócrates, mas do antigo Mini. das Finanças.

    Abraço.

    1. É o que digo, Ricardo. PPC deve esclarecer o sentido da afirmação. Quanto ao mais, a sua análise baseia-se em presunções e em expectativas sobre o fuuturo. PPC tem apenas algumas semanas de trabalho. Poderá ter razão, mas é preciso esperar para ver. A análise do trabalho de Sócrates diz respeito a factos. E a crítica ao que vier a ser o desempenho de PPC não nos impede de ter memória. O que é forçado, neste momento, é confundir 4 semanas de trabalho, num determindo contexto, com 6 anos de governação num contexto bem diferente. Abraço.

      1. Rui, salvo melhor opinião, a mentira e a verdade não estão dependentes de contextos. PPC já mentiu, mais do que uma vez, e por muito contorcionismo argumentativo que possamos fazer, não há volta a dar-lhe. No governo são 4 semanas, mas na oposição foram quase 2 anos. E os últimos meses bastaram (ou deveriam ter bastado) para até os cegos mais obstinados verem a realidade. E 4 semanas bastaram para ver que, em matéria de economia e finanças, o novo governo anda “à nora”, com os resultados à vista. Como esperam eles acalmar os mercados e os terroristas das agências de rating com boatos sobre desvios colossais? E como pode haver um desvio colossal se existem mil milhões de folga? Ou menta no primeiro caso, ou no segundo. Façam favor de escolher.
        Ainda quanto aos contextos, Sócrates teve dois. Entre 2005 e 2008, a economia melhorou, reduziu o défice para valores aceitáveis (abaixo dos 3%), o emprego aumentou (em números líquidos), as exportações aumentaram e isto tudo apenas em matéria de economia e finanças. Os erros foram cometidos no início de 2009, ao encarar da pior forma a crise internacional (na altura já era mundial, apesar de alguns insistirem que era apenas nacional) ao descer o iva e aumentar os funcionários públicos, em vésperas de legislativas e para captar mais votos com essas medidas. Mas até o pec4 ser chumbado, os juros da dívida pública nunca subiu tanto como a partir desse momento, apesar do Moedas garantir que não e do que dizem ser o presidente de todos os portugueses também assegurar que não. E culpa de quem?
        E estou a comparar este segundo contexto com o actual, pois são idênticos. Ou já não se recorda que o pec4 foi aprovado por todas as entidades internacionais e que as medidas, mesmo as posteriores, do anterior executivo foram igualmente aceites e elogiadas. Ou também não se recorda de a própria Merkel ter enxovalhado publicamente PPC por causa do chumbo do pec4 e das suas consequências?
        Há coisas que saltam à vista e não é preciso tempo para vermos certas coisas. E nestes meses já vi mais do que o suficiente para tirar conclusões. O Rui fala em presunções e expectativas. E eu digo que são evidências baseadas em factos, nomeadamente nas colossais diferenças entre aquilo que tem sido dito e agora tem sifo feito por PPC.
        Continuo na minha, o Rui continua a dar o benefício da dúvida, eu já dei há muitos meses e o tempo foi desfazendo as dúvidas, dando provas, umas atrás das outras, da falta de preparação e experiência. Espero sempre o melhor e torço pelo melhor, porque sou afectado pela medidas, boas ou más, dos governos, mas não sou cego e recuso-me a sê-lo.
        Abraço.

          1. Ele há gente que, sardonicamente, só vê de um olho. E nem sequer é nenhum dos que estão à vista… Mal sem cura, portanto.

  10. Posso não ter boa vista, mas tenho discernimento para saber que fui enganado, roubado, por um PM aloprado, doente, inconseqüente e fanfarrão. Gostava que suas ações fossem apuradas pelo MP, responsabilizado e julgado. Só assim, no futuro, não teríamos outros Sócrates.
    Quem o defende não tem princípios, é outro igual.

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