"O julgamento será feito pelos oeirenses", diz Isaltino Morais à saída do Tribunal que o condenou por diversos crimes de corrupção e branqueamento de capital, entre outros. Lamento, mas não será. E será uma pena se aqueles pensarem sequer por um minuto que o podem fazer. O julgamento foi feito por um tribunal, dentro de um Estado de Direito que, da última vez que verifiquei, ainda era o que vigorava em Portugal. Os crimes não são julgados em praça pública, e muito menos nesse local perigoso que é a urna. A democracia não se esgota na urna; a democracia cumpre-se, sim, quando criminosos são trazidos à justiça, com um processo justo e célere (bom, este com alguns problemas), e condenados em função das provas apresentadas.
Eleições não são julgamentos
cadernoelastico,

Subscrevo inteiramente, Ana Margarida.
aquela frase fez-me muita confusão, Leonor.
E com toda a razão. Tem a ver com um estilo muito próprio de alguns autarcas, nomeadamente Fátima Felgueiras. É fácil apelar ao povo, como se as eleições limpassem a culpa, e escudar-se em obra feita.
Ana Margarida:
Estou 100% de acordo consigo.
Situações destas, só dão descrédito, à politica, e cada vez mais, nos afastam da dita.
Urnas eleitorais, são isso mesmo e nunca servirão, para substituir, os Tribunais, quem confunde isto está a subverter tudo.
.. sem dúvida alguma. Ainda que seja de lamentar que a dita justiça não funcione para todos os criminosos de igual forma. Justa.
«O julgamento será feito pelos oeirenses.» Ouço estas coisas e (repito) passo-me todo. É assustador. Socorro!
Será que vai cumprir os 7 anos de pena efectiva????
Se (repito: se) essa pena transitar em julgado, será isso que ficará registado no cadastro, mas é provável que saia em liberdade condicional por volta da metade do tempo, se for bom comportado. A inibição para o exercício de cargos políticos, no entanto, manter-se-á até ao final do tempo.
Se eu estiver errado, espero que um dos nossos juristas me corrija.
Ana Margarida, estou de acordo e empatia consigo!
Só lamento que, no nosso “Estado de Direito”, não haja uma lei que impeça esses senhores de se candidatarem enquanto decorre o “recurso” e ainda quando são arguidos em processos não concluídos.
Engraçado, hoje ouvi a candidata do PSD a Oeiras, na TSF, dizer que o importante é julgamento de 11 de Outubro…
…ah ja sei deve ter sido en sentido figurado…. é tudo uma questao de qual é a figura que ambos vao fazer…
“Os oeirenses farão o seu julgamento ( de Isaltino de Morais) a 11 de Outubro”- disse Isabel Meirelles (candidata do PSD a Oeiras)
Há coincidências incríveis, não há?
É verdade, Isabel Meirelles disse exactamente a mesma coisa. Isto é uma questão de cultura política e democrática. Infelizmente neste nosso triste quintal não há muita gente com capacidade e idoneidade para atirar pedras sem efeito de boomerang.
Totalmente de acordo com o que escreves, Ana Margarida.