Eleições na Grécia: primeiras impressões


Rui Rocha,

As urnas já fecharam na Grécia. As sondagens à saída das assembleias de voto apontam para empate técnico. O acto eleitoral decoreu sem incidentes graves. Registaram-se, todavia, o lançamento de duas granadas não detonadas contra as instalações de um grupo de comunicação e o ataque a uma assembleia de votos por encapuçados. A diferença entre os partidos mais votados, Syriza e Nova Democracia (não necessariamente por esta ordem), poderá ser inferior a 0,5%, o que corresponderá a, aproximadamente, 35.000 votos. Provavelmente só depois da contagem efectiva existirão certezas. O partido vencedor deverá ter cerca de 130 deputados. O PASOK, terceira força mais votada, com 10 a 15%, poderá ter papel decisivo na formação de uma maioria (aparentemente mais viável se a ND vencer). A Aurora Dourada, de extrema-direita, poderá ter sido o 5º ou 6º partido mais votado, mantendo a % obtida em Maio ou diminuindo ligeiramente. Todavia, foi a 3ª formação política mais votada entre os jovens. Merkel atrasou a partida para a cimeira do G-20 face à incerteza dos resultados.

 

Actualização às 18h45: a 2ª ronda de sondagens atribui vantagem tangencial à ND. Os deputados da ND e do PASOK poderão ser suficientes para, só por si, assegurar uma maioria parlamentar (previsão de 159 mandatos, são necessários 151).

 

Actualização às 19h25: projecção oficial de mandatos do Ministério do Interior da Grécia – ND 128; Syriza 72; PASOK 33; Gregos Independentes 20; Aurora Dourada 18; Esquerda Democrática 17; KKE 12.

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