“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo o que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos” – Carlos Caldas, University of Cambridge
Ele saberá disso?
Sérgio de Almeida Correia,

É preciso ser ignorante para escrever uma coisa destas.
A maior destruição económica no País foi com o 25 de Abril- PREC. O 25 de Abril em si não fez nada, mas o PREC que lhe seguiu pela obra da sua Esquerda destruiu muito mais que produção.
Destruiu relações pessoais, comerciais, competitividade, empresas completas.
E nem vamos entrar na totalitarismo Escola Publica no pós 25 de Abril e a sua destruição dos saberes não livrescos.
Comparado com isto os subsídios da União são peanuts. E pelos vistos são bons para dizer mal e dizer bem quando convém.
Carão Sr.
Eu iria mais longe, e diria que a culpa é do Afonso Henriques que até agrediu a mãe.
Será que 20 anos depois não foi possível mudar o que se julgava errado? Lembram-se do amor pela educação e dos mais de 150.000 funcionários admitidos? Ou então porque não julgam as condições em que aceitamos o tratado de adesão com o único propósito de dar resposta a vaidades e ambições pessoais?
Já o preventivo que duplicou a dívida e nos afogou em PPP não tem quaisquer responsabilidades. É apenas um irresponsável.
Daqui se poderia concluir que a University of Cambridge também é frequentada por ignorantes.
No verão de 1974 deu-se inicio à destruição da industria, da agricultura e das pescas em Portugal, através de ocupações selvagens das empresas, o que levou ao 1º resgate em 1978 e ao 2º resgate em 1983, ambos com o FMI.
Em 1985 quando o “senhor que ocupa o Palácio de Belém” chegou a 1º ministro Portugal tinha uma economia completamente depauperada, práticamente toda nacionalizada, tinha uma inflação perto dos 30%, os juros custavam 35-40% pagos à cabeça (era a banca ao serviço do povo, da economia e do desenvolvimento nacional), e tinha mais de 20% da população activa na agricultura. E 450 mil trabalhadores com salários em atraso.
Eu não sou advogado do professor Cavaco Silva, nem o meu comentário serve para defender a sua acção como 1º ministro onde também cometeu muitos erros. Mas a esquerda, tentando reescrever a história alijando as suas responsabilidades no que se passou durante o PREC, criou esta narrativa de que os governos do Cavaco destruiram a economia portuguesa; como é que se pode destruir o que já estava destruído, e como é possivel destruir uma economia que cresceu em média entre 1985 e 1995 muito perto dos 4%?
Se na University of Cambridge ensinam que foi o Cavaco que “cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, então estamos conversados.
A propósito: qual é a actividade de Carlos Caldas na University of Cambridge?
Carlos Caldas é médico e investigador na University of Cambridge; mas isso não lhe dá o direito de ser intelectualmente desonesto e falar do que não sabe.
Está claro que Carlos Caldas tem direito às suas opções politicas, e é muito provável que tenha apoiado o que se passou em Portugal nos anos a seguir a 1974.
Sendo um cientista, fica-lhe mal tentar reescrever a história ao mais puro estilo estalinista.
A actividade do Caldas não é exercida em Cambridge, onde ninguém o conhece; o Caldas exerce a sua actividade em Portugal, ao serviço do PS.
Para que conste.
O tempo chegará – mas já não, correndo as coisas um curso normal (até porque alguns que nos governaram desde então, governam hoje ou potencialmente governarão, estiveram envolvidos, nem que por omissão, nos crimes então cometidos), nos nossos dias – em que a História relatará serenamente os idos do PREC e os tempos e actos dessa loucura como o que foram: crimes de lesa-pátria e criminosos os seus autores. Mesmo os que já têm honras de toponímia e integram a lista oficial de santos da nossa democracia.
Costa
Se por “Cavaco Silva” se quer dizer a modernidade, a abertura de fronteiras e a economia concorrencial de mercado, temos de concordar com o sábio de Cambridge. Foi mesmo isso que acabou com a nossa frota de pesca artesanal, a nossa agricultura de subsistência, e as nossa indústria obsoleta que sobrevivia graças a salários de miséria e restrições às importações. Claro que, nesse caso, temos de dar crédito ao “Cavaco Silva” por igual efeito desde Gdansk a Varna. “This is the West, sir. When the legend becomes fact, print the legend”.
“O professor de Economia José Maria Castro Caldas afirmou hoje, em Coimbra, que o dinheiro emprestado pela ‘troika’ a Portugal não foi para pagar salários e pensões, mas para pagar a credores.” (ionline)
Ou seja, Portugal entrava alegremente em incumprimento e passava a haver dinheiro a rodos. E, se precisasse de mais algum, a Associação Mundial dos Carlos Santos Silvas resolvia logo o problema, sem haver sequer a necessidade de se saber quanto adiantava.
Há decerto internados por menos…
Creio que não sabe, nem ele nem a comandita que o persegue, nem aqueles que o elegeram, Presidente da República. Enquanto Primeiro Ministro fez asneira e como Presidente é uma completa nulidade.