Não vai ser, porque esta triste manifestação de miséria intelectual (não é em vão que Portugal é o país mais analfabeto da Europa e o Brasil um dos mais analfabetos do mundo) vai ter de acabar. E acabará se e quando nós, portugueses, assim o quisermos. Não depende de mais ninguém.
O problema, caro fgh, é que esses portugueses são os mesmos que assistem à impunidade sobre os crimes televisionados, e não acho que estejam em condições de acabar com essa festa privada. A voz da nossa razão bate contra uma parede de silêncios, contradições e cumplicidades.
Agora, como é óbvio, os processos que levaram à criação de uma grande força, têm inerente uma força muito maior. Depois, é só uma questão de saber de que lado ficar…
Essa parede de silêncio existe, os deputados – com pouquíssimas e honrosas excepções, incrivelmente cobardes, ignoram o assunto, traindo o eleitorado* – mas há brechas abertas. Por outro lado, o itamarati ( um dos interessados na coisa) não conseguiu sequer que Dilma fosse convidada para jantar por Obama – o que diz muito do modo como os US olham “a grande potência brasileira” e terá aberto os olhos president”a”.
* há mais ou menos um mês e meio, foram enviadas cartas a todos os deputados sobre o problema do dito acordo. Quase 90% não responderam – nem sequer para acusar a recepção! – algo que numa democracia a sério seria, hoje em dia, totalmente inconcebível. É esta gentalha que temos, mas apesar dela estou convicto que este crime – pois disso se trata – será travado.
Não tenho posição pró ou contra o chamado acordo, há coisas que me chocam outras que estranhava antes. Como oficialmente nos meus documentos em serviço tenho de usar o chamado acordo, aplico-o no dia a dia, pois eu não me conseguia orientar com duas ortografias e ainda assim não é fácil saber se dia-a-dia mantém o hífen. Mas vivo numa ilha a que alguns chamam fai-al por causa da falta daquele y que permitia ler Fa-i-al e há muito que vi leitores de momento lerem sau-da-de e fre-quente.
“há coisas que me chocam outras que estranhava antes” Foi por isso que tivemos a mais duradoura ditadura do mundo ocidental – com direito a acordo ortográfico embora conseguissem ter um mínimo de decoro e de respeito que hoje se perdeu: não havia relvas nem equivalentes no governo nem ministros dos negócios estrangeiros a dizerem, com o ar de quem fez uma descoberta, que a língua tem um valor… descoberta de que castelhanos, franceses ou ingleses, norte-americanos ou canadianos, pouco inteligentemente nunca se aperceberam….
Também sempre ouvi pessoas que dizem os és abertos assim fechados e os és fechados como is (é normal em algumas pronúncias). E ouço imensa gente que sempre deu erros de escrita justificar agora as calinadas que sempre deu com o acordo.
Ou seja, a ortografia fonética é um dislate, já que os minhotos falam de outro modo e escrevem da mesma maneira. Por outro lado, ninguém sabe o que a modificação de palavras, com a mutilação dos grafemas da Língua Portuguesa (OP, AC, EC, etc) pode provocar – foi coisa que nunca foi tentada – nem lembrada – em qualquer país do 1º mundo.
Bem, é claro que, com a mesma grafia, pode-se falar de maneira e com pronúncia diferentes. O meu comentário acima deve ser entendido como um piscar de olho (faltou o sapinho). Como sou do Norte, quis brincar com o facto de que no Sul sempre se pronunciou uma palavra como detectar/detetar” de maneira bem diferente 😉
Embora também use o AO, não pretendi defender que se “debe” escrever assim como se fala.
Os lisboetas e os alentejanos ou os minhotos e os angolanos pronunciam de modo diferente mas escrevem do mesmo modo, o que demonstra o dislate de uma “ortografia fonética” – uma ideia de há 150 anos e esquecida no 1º mundo. Mas, por outro lado, ninguém sabe o que pode resultar da mutilação de grafemas da língua portuguesa ( AC, EC, OP, etc).
Sim, quem terá sido o pateta. Ou será que é preciso escrever “pactecta” para que se pronuncie bem “pateta”? (atenção, não pus vírgula entre “bem” e “pateta”) Ok, não é preciso escrever “pactecta” para que se pronuncie bem “pateta”. Então o problema do “detêta” por “detéta” deve ser visto como mais um dos muitos erros de Português dos jornalistas da geração powerpoint. Nesses erros inclui-se, entre outros exemplos, o “vâlho” por “vélho”, ou o “Tâjo” por “Téjo”. E ainda temos as “seladas”, os “òrinois” e outros bons tratos que os portugueses (para alguns, os “donos da língua”) reservam ao Português. Claro, estes já não são problema nem merecem ser ilustrados com imagens tropicais; afinal têm origem na tal ortografia perfeita e imutável de 1945 e no povo que reelegeu Sócrates.
“âtor” e (sobretudo) “âtriz” já tenho ouvido algumas vezes…
Qualquer dia até fecham o segundo A de atrás…
Outra vai ser o “como mente”, já que “comumente” é suposto substituir o “comummente”… horribili dictu.
Não vai ser, porque esta triste manifestação de miséria intelectual (não é em vão que Portugal é o país mais analfabeto da Europa e o Brasil um dos mais analfabetos do mundo) vai ter de acabar. E acabará se e quando nós, portugueses, assim o quisermos. Não depende de mais ninguém.
O problema, caro fgh, é que esses portugueses são os mesmos que assistem à impunidade sobre os crimes televisionados, e não acho que estejam em condições de acabar com essa festa privada.
A voz da nossa razão bate contra uma parede de silêncios, contradições e cumplicidades.
Agora, como é óbvio, os processos que levaram à criação de uma grande força, têm inerente uma força muito maior.
Depois, é só uma questão de saber de que lado ficar…
Essa parede de silêncio existe, os deputados – com pouquíssimas e honrosas excepções, incrivelmente cobardes, ignoram o assunto, traindo o eleitorado* – mas há brechas abertas.
Por outro lado, o itamarati ( um dos interessados na coisa) não conseguiu sequer que Dilma fosse convidada para jantar por Obama – o que diz muito do modo como os US olham “a grande potência brasileira” e terá aberto os olhos president”a”.
* há mais ou menos um mês e meio, foram enviadas cartas a todos os deputados sobre o problema do dito acordo. Quase 90% não responderam – nem sequer para acusar a recepção! – algo que numa democracia a sério seria, hoje em dia, totalmente inconcebível.
É esta gentalha que temos, mas apesar dela estou convicto que este crime – pois disso se trata – será travado.
Espero que tenha razão fgh, e que os crimes sejam travados a tempo.
Isso é falso. Segundo o acordo, a palavra comummente não muda. E a sua segunda frase é completamente agramatical.
Ambas as grafias são possíveis, a do Brasil não muda, e o acordo levará ao seu uso entre nós, tal como em “conosco”… é esse o “suposto”.
Mais uma contradição da pretensa uniformização, nem conseguiram uniformizar palavrinhas destas…
PS: Agramatical é o seu papagaio.
Aí sim?! Diga-o aos que arqui-tetaram a coisa.
Não tenho posição pró ou contra o chamado acordo, há coisas que me chocam outras que estranhava antes. Como oficialmente nos meus documentos em serviço tenho de usar o chamado acordo, aplico-o no dia a dia, pois eu não me conseguia orientar com duas ortografias e ainda assim não é fácil saber se dia-a-dia mantém o hífen.
daquele y que permitia ler Fa-i-al e há muito que vi leitores de momento lerem sau-da-de e fre-quente.
Mas vivo numa ilha a que alguns chamam fai-al por causa da falta
“há coisas que me chocam outras que estranhava antes”
Foi por isso que tivemos a mais duradoura ditadura do mundo ocidental – com direito a acordo ortográfico embora conseguissem ter um mínimo de decoro e de respeito que hoje se perdeu: não havia relvas nem equivalentes no governo nem ministros dos negócios estrangeiros a dizerem, com o ar de quem fez uma descoberta, que a língua tem um valor… descoberta de que castelhanos, franceses ou ingleses, norte-americanos ou canadianos, pouco inteligentemente nunca se aperceberam….
Os lisboetas e os alentejanos não falaram sempre assim?
Pensei o mesmo, Cristina Torrão! Linguagem da “linha”, afectada.
É o vermâlho , o coâlho. . mesmo sem AO.
Também sempre ouvi pessoas que dizem os és abertos assim fechados e os és fechados como is (é normal em algumas pronúncias). E ouço imensa gente que sempre deu erros de escrita justificar agora as calinadas que sempre deu com o acordo.
E a quantidade de vezes que eu já ouvi burros a zurrar. Fecham sempre as vogais no fim do zurro.
Ou seja, a ortografia fonética é um dislate, já que os minhotos falam de outro modo e escrevem da mesma maneira.
Por outro lado, ninguém sabe o que a modificação de palavras, com a mutilação dos grafemas da Língua Portuguesa (OP, AC, EC, etc) pode provocar – foi coisa que nunca foi tentada – nem lembrada – em qualquer país do 1º mundo.
O que bai probocar sei eu.
Bem, é claro que, com a mesma grafia, pode-se falar de maneira e com pronúncia diferentes. O meu comentário acima deve ser entendido como um piscar de olho (faltou o sapinho). Como sou do Norte, quis brincar com o facto de que no Sul sempre se pronunciou uma palavra como detectar/detetar” de maneira bem diferente 😉
Embora também use o AO, não pretendi defender que se “debe” escrever assim como se fala.
Os lisboetas e os alentejanos ou os minhotos e os angolanos pronunciam de modo diferente mas escrevem do mesmo modo, o que demonstra o dislate de uma “ortografia fonética” – uma ideia de há 150 anos e esquecida no 1º mundo.
Mas, por outro lado, ninguém sabe o que pode resultar da mutilação de grafemas da língua portuguesa ( AC, EC, OP, etc).
Não sabemos, mas imaginamos.
Há bocado ouvi uma besta a dizer “espetro”… Só à chapada.
Voltámos ao tempo em que os animais falavam.
Sim, quem terá sido o pateta.
Ou será que é preciso escrever “pactecta” para que se pronuncie bem “pateta”? (atenção, não pus vírgula entre “bem” e “pateta”)
Ok, não é preciso escrever “pactecta” para que se pronuncie bem “pateta”. Então o problema do “detêta” por “detéta” deve ser visto como mais um dos muitos erros de Português dos jornalistas da geração powerpoint.
Nesses erros inclui-se, entre outros exemplos, o “vâlho” por “vélho”, ou o “Tâjo” por “Téjo”. E ainda temos as “seladas”, os “òrinois” e outros bons tratos que os portugueses (para alguns, os “donos da língua”) reservam ao Português.
Claro, estes já não são problema nem merecem ser ilustrados com imagens tropicais; afinal têm origem na tal ortografia perfeita e imutável de 1945 e no povo que reelegeu Sócrates.
Foi um pateta que não estudou o aborto gráfico nem no abraçou como vossemecê.
Diga lá «idioleto».
Cumpts.