
«Sejamos reaccionários ou progressistas, voltados nostalgicamente para o passado ou resolutamente para o futuro, todos somos modernos, porque reivindicamos e exercemos a liberdade de amar quem quisermos, como quisermos e durante quanto tempo quisermos.
Somos, por outras palavras, senhores dos compromissos que assumimos. Esta soberania preenche-nos, mas também nos confronta, sem evasão possível, com as questões que atormentavam a Princesa de Clèves : basta que amemos para sabermos amar? O amor será em si mesmo amável, digno de estima e de confiança?
Podemos tratar destas questões através da estatística e das ciências sociais.Sem subestimar a utilidade dessas aproximações, escolhi uma outra: a literatura. Madame de La Fayette, Ingmar Bergman, Philip Roth e Milan Kundera foram os meus guias.»
Alain Finkielkraut.
