As pessoas não têm de facto muitas vezes a noção das barbaridades que proferem; são pessoas totalmente distintas, com papéis na sociedade completamente díspares e…não há comparação possível, sendo que a cada um o seu mérito. Enfim…os exageros do costume.
A propósito deste post não resisto partilhar um pequeno episodio domestico, que se passou com o meu filho mais novo, que na ingenuidade e ignorância dos seus oito anos, se deteve dois segundos diante da televisão e perante a imagem da urna de Eusébio no relvado do Estádio da Luz e as varias imagens de Eusébio que foram repetidamente divulgadas nos telejornais pergunta: …. Agora vieram enterrar Mandela no Estádio da Luz ?
Já tinha sugerido isso num post do Sérgio. Eusébio, mais que Pelé, dadas as circunstâncias coloniais portuguesas, foi um símbolo muito importante para que a juventude crescesse com um herói negro. Afinal qual era a selecção europeia que tinha negros, e ainda mais como heróis? Nessa época, não os via na Inglaterra e muito menos em França… esse país tão progressista na igualdade. Hoje é bem diferente, não é?
Havia quadros de Salazar e Caetano, sim… mas também havia muitos posters de Eusébio. A política faz muitos heróis… com a Mão-dela pode ter os que quiser, com o silêncio dela, calam o Biko. No caso de Eusébio, pelo menos o Pé-dele era genuíno, e calou muita boca racista. As crianças cresceram com um herói negro… e por muito que se pinte, isso fez diferença na percepção nacional. A África do Sul só teria direito aos seus heróis negros no desporto, muitos, muitos anos depois…
LOL. Onde é que viu “teoria de conspiração” no que escrevi?
Mas deve ter razão, nunca houve conspiração na História… só anjinhos com asas. Sendo assim, quem nega a existência de conspirações senão os conspiradores?
A irracionalidade levada ao extremo ou como o futebol cega.
Sobretudo os que não podem ver…
Quer-me parecer que Mozer se equivocou um tudo-nada: Mandela foi praticante de boxe.
Sim, é provável. Melhor seria ter comparado com o Camus que foi guarda-redes na Argélia.
As pessoas não têm de facto muitas vezes a noção das barbaridades que proferem; são pessoas totalmente distintas, com papéis na sociedade completamente díspares e…não há comparação possível, sendo que a cada um o seu mérito.
Enfim…os exageros do costume.
BE
Sim, até porque o joelho esquerdo do Mandela estava em muito melhor estado do que o do Eusébio.
A propósito deste post não resisto partilhar um pequeno episodio domestico, que se passou com o meu filho mais novo, que na ingenuidade e ignorância dos seus oito anos, se deteve dois segundos diante da televisão e perante a imagem da urna de Eusébio no relvado do Estádio da Luz e as varias imagens de Eusébio que foram repetidamente divulgadas nos telejornais pergunta:
…. Agora vieram enterrar Mandela no Estádio da Luz ?
O certo é que houve um certo exagero em tudo isto. Mas enfim, sejam todos os exageros desta natureza IMMC.
Já tinha sugerido isso num post do Sérgio.
Eusébio, mais que Pelé, dadas as circunstâncias coloniais portuguesas, foi um símbolo muito importante para que a juventude crescesse com um herói negro.
Afinal qual era a selecção europeia que tinha negros, e ainda mais como heróis?
Nessa época, não os via na Inglaterra e muito menos em França… esse país tão progressista na igualdade. Hoje é bem diferente, não é?
Havia quadros de Salazar e Caetano, sim… mas também havia muitos posters de Eusébio.
A política faz muitos heróis… com a Mão-dela pode ter os que quiser, com o silêncio dela, calam o Biko.
No caso de Eusébio, pelo menos o Pé-dele era genuíno, e calou muita boca racista. As crianças cresceram com um herói negro… e por muito que se pinte, isso fez diferença na percepção nacional. A África do Sul só teria direito aos seus heróis negros no desporto, muitos, muitos anos depois…
Mais uma vez: a teoria da conspiração.
LOL. Onde é que viu “teoria de conspiração” no que escrevi?
Mas deve ter razão, nunca houve conspiração na História… só anjinhos com asas.
Sendo assim, quem nega a existência de conspirações senão os conspiradores?
Parece-me inegável que Eusébio era, por si mesmo, um ser humano absolutamente genuíno, Da Maia.
Claro, seria isso ou pertencer ao conjunto dos que “se fazem a si mesmos”… esses brilhantes galináceos que puseram o ovo que os pariu.