Com a crise que está, qualquer dia cobram também cada cubo de gelo e a palhinha, para além da “taxa do frio”, claro, que sumo fresco sai mais caro do que à temperatura ambiente: rodelas de limão incluídas na factura.
E tiveram muita sorte
eventhorizon,

Vou-me lembrar disto da próxima vez que comprar limões: “Olhe, se não se importa, corte-os às rodelas que, assim, ficam de graça”.
Agora a sério: alguém pensa mesmo que as rodelas de limão são de graça? Elas são sempre pagas, só que o custo quase nunca vai discriminado.
Eu, por mim, não me importaria, por exemplo, de encontrar cafés onde o açúcar fosse pago à parte. Mesmo que o custo pareça ínfimo. A verdade é que eu não o gasto. Porque é que tenho de pagar como se o consumisse? Assim como dispenso perfeitamente o naperonzito de papel e o chocolatinho ao lado. Faz lembrar aquela do cliente que vai a pagar o café e pergunta: “Quanto é do bombom?” Responde o empregado: “Ó meu amigo, os bombons são de graça!” Diz então o cliente: “Ai são? Então dê-me uns três quilos”.
Ou o limão vem misturado nas outras coisas ou à parte.
Se foi pago pela loja está sempre na conta.
É como a taxa de utilização do multibanco supostamente grátis.
Não vem na conta directamente mas vem nos spreads e nos juros.
Todos pagam e quem usa mais é provavelmente quem paga menos.
Quando há a mudança de uma sistema para o outro é que o comerciante habitualmente se aproveita.
Isso ja acontece há mais de 10 anos na cervejaria Galiza do Porto. Qual a surpresa? Obvio que quando vi a factura deixei de lá ir.