O Prof. Marcelo, todo expedito, censurou Arménio Carlos por uma infeliz afirmação que o mesmo havia feito quanto à cor da pele de um dos elementos da Troika, que considerou racista e que deveria obrigar o seu autor a um pedido de desculpas. Que não aconteceram, claro.
Mas, rápido no gatilho e perante as diferenças existentes entre António José Seguro e António Costa, o mesmo Marcelito responderia, por sua vez, lépido, que elas (as diferenças) eram “como televisão a preto e branco e televisão a cores”!
Nem comento, está de ver.
Nem comento, está de ver.


Tirando o facto do Prof. Marcelo usar a metáfora precisamente em sentido contrário…
E citar a frasezinha toda, não? É que fica claro quem é a televisão a preto e branco e quem é a televisão a cores na analogia…
O Prof Marcelo disse várias coisas entre as quais que o actual governo acabaria o mandato, que António José Seguro ganhava a António Costa, que Seara…etc, etc, etc.
Em matéria de “coloração” não me lembro que tenha dito nada mais. Mas se o caro Marco sabe a frase inteira porque não a cita?
Não era melhor? Fico à espera.
E ficámos a saber que nem lê o que os seus co-bloggers escrevem… 😀
«António José Seguro e António Costa é como televisão a preto e branco e televisão a cores.»
Frase citada ali em baixo por Pedro Correia.
Tranquilize-se que eu leio o que dizem os meus co-bloggers. Mas onde é que está a diferença?
A frase de Marcelo refere-se às diferenças de valor – para ele Marcelo – entre os dois candidatos.
Em que é que eu digo o contrário?
A interpretação é sua. Não minha. Que, aliás, nem comento, porque achei a comparação de humor infeliz!
Ó Marco, essa raivazinha toda ainda vem daquele equívoco por causa de uma fotografia sem créditos? Olhe que isso faz-lhe mal à saúde, homem.
Costa do Castelo é a TV a cores cheia de grandes ideias, nenhuma aproveitável por acaso e Seguro é o velho rame rame socialista que fala fala mas é sempre o mesmo zip-zip
Pensemos, pois. No caso de Arménio, refere-se a uma qualidade intrínseca. Marcelo refere-se a um “modo de revelação” ou de “mostragem”, extrínseco aos visados, uma maior ou menor vivacidade, etc.
Faz a sua diferençazinha 🙂
E porque é que sendo o comentário de Marcelo extrínseco, não é infeliz?
Não havia outra comparação -mais feliz – a fazer entre Costa e Seguro do que usar tv a preto e branco e tv a cores?
Duvido muito que uma comparação entre Seguro e Costa possa ser menos que infeliz, mas enfim.
Oh Dra. Helena
Neste seu post (é verdade, todos temos os nossos dias), houve, apesar de tudo, um pormenor que adorei, juro.
O Marcelito. Adorei.
Bjs
RM
que considerou racista e que deveria obrigar o seu autor a um pedido de desculpas
Por quê?
É verdade que o senhor do FMI é mais escuro que os outros dois. Fazer notar isso é, em minha opinião, despropositado e inútil. Mas é racista? Não me parece.
Se, por exemplo, ele tivesse dito que o representante da Comissão Europeia é mais clarinho, ou que tem os olhos mais azulinhos, isso também não seria racista. Seria despropositado e parvinho, mas não racista.
E pedir desculpas a quem? Ao senhor do FMI? Ele sabe que é escuro e não se ofende por tão pouco.
Se em África um negro referir alguém como sendo “branquinho e de olhos azuis” duvido que não seja um comentário infeliz ou jocoso.
Que é um comentário infeliz, jocoso, despropositado, parvo, enfim, estou de acordo. Agora, racista é que não é. E também não é nada de que se tenha que pedir desculpa.
Depois da critica que fez, e bem, ao comunista Arménio Carlos, ( aquilo na boca de alguém da Direita, já tinha aberto trinta telejornais), o minimo que se pode dizer é que MRS foi infeliz na comparação que fez entre Seguro e Costa.
Se queria usar imagens alusivas à televisão sobre os dois, podia por exemplo dizer que um e o outro parecem do tempo em que a RTP de vez em quando nos brindava com um cartaz que dizia: “pedimos desculpa por esta interrupção…o programa segue dentro de momentos”.
Quanto ao resto, parece que depois da tempestade vem a bonança, não é?
Caro Alexandre
O seu comentário corresponde exactamente ao que eu penso.
A Helena tem o Marcelo em muito má conta. Não acredito que outra pessoa tenha ouvido a referência ao Costa e ao Seguro, tal como tal como sugere.
Desculpe, mas a dúvida que levantou não tem cabimento. Assim penso.
A conta em que tenho Marcelo interessa pouco. Até porque me não interessa muito e só formo opinião sobre as pessoas que me interessam.
Mas considero que a tentativa de MRS fazer humor lhe saíu mal. Acontece!
Tem graça, Helena, ainda pensei fazer um post a dizer precisamente o mesmo. Estas analogias ao arco-íris são sempre perigosas, mesmo que o Marcelo tenha invertido as personagens (esperto como é, teria sido para ficar bem na fotografia? I wonder).
o homem cinzento da nomenklatura pós sócrates
já Arménio Carlos provém do mesmo stock de acções que Seguro do aparelho e das bases…
o pobre arménio não tem a finesse dos cursos dos lyceos
é como o Passos coelho tenta uma chalaça fora da cassete e lixa-se
eu não ficava
à espera claro…
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veria que não haverá resposta
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Helena,
A questão é mais grave do que possa parecer. Um desses senhores acabará, quase de certeza, por ser Primeiro Ministro do nosso País. As diferenças entre um e outro são boas de ver e é importante que se reflicta sobre isso, em especial sobre o nosso sistema político partidário. Desta vez acho que MRS fez uma reflexão acertada e que merece ser seguida a fundo.
Concordo! Só não apreciei a blague usada que lhe saíu mal!
A Mediocridade do Talento Quem entre nós não tem talento? Mesmo aqueles que nada têm, têm talento até os políticos – até os jornalistas… Fique pois dito de uma vez para sempre: quem me disser que eu tenho talento, ofende-me; quem me disser que sou um homem de talento, aflige-me.
Renego o vosso talento; despejo-o com os jornais na latrina. Falo-vos claro; para mim o talento não é senão o grau sublime da mediocridade. O talento é aquela forma superior de inteligência que todos podem compreender, apreciar e amar. O talento é aquela mistura saborosa de facilidade, de espírito, de lugares-comuns afectados, de filiteísmo um tanto brilhante que agrada às senhoras, aos professores, aos advogados, aos mundanos, às famosas pessoas cultas, em suma, a todos os que estão meio por meio entre o céu e a terra, entre o paraíso e o inferno, a igual distância da animalidade profunda e do génio grande.
Giovanni Papini, in ‘Um Homem Liquidado’
Alexandre