E se pensassem?!


fiodeprumo,

O Prof. Marcelo, todo expedito, censurou Arménio Carlos por uma infeliz afirmação que o mesmo havia feito quanto à cor da pele de um dos elementos da Troika, que considerou racista e que deveria obrigar o seu autor a um pedido de desculpas. Que não aconteceram, claro.

Mas, rápido no gatilho e perante as diferenças existentes entre António José Seguro e António Costa, o mesmo Marcelito responderia, por sua vez, lépido, que elas (as diferenças) eram “como televisão a preto e branco e televisão a cores”!
Nem comento, está de ver.

25 comentários em “E se pensassem?!”

  1. Tirando o facto do Prof. Marcelo usar a metáfora precisamente em sentido contrário…

    E citar a frasezinha toda, não? É que fica claro quem é a televisão a preto e branco e quem é a televisão a cores na analogia…

    1. O Prof Marcelo disse várias coisas entre as quais que o actual governo acabaria o mandato, que António José Seguro ganhava a António Costa, que Seara…etc, etc, etc.
      Em matéria de “coloração” não me lembro que tenha dito nada mais. Mas se o caro Marco sabe a frase inteira porque não a cita?
      Não era melhor? Fico à espera.

      1. E ficámos a saber que nem lê o que os seus co-bloggers escrevem… 😀

        «António José Seguro e António Costa é como televisão a preto e branco e televisão a cores.»

        Frase citada ali em baixo por Pedro Correia.

        1. Tranquilize-se que eu leio o que dizem os meus co-bloggers. Mas onde é que está a diferença?
          A frase de Marcelo refere-se às diferenças de valor – para ele Marcelo – entre os dois candidatos.
          Em que é que eu digo o contrário?
          A interpretação é sua. Não minha. Que, aliás, nem comento, porque achei a comparação de humor infeliz!

      2. Costa do Castelo é a TV a cores cheia de grandes ideias, nenhuma aproveitável por acaso e Seguro é o velho rame rame socialista que fala fala mas é sempre o mesmo zip-zip

  2. Pensemos, pois. No caso de Arménio, refere-se a uma qualidade intrínseca. Marcelo refere-se a um “modo de revelação” ou de “mostragem”, extrínseco aos visados, uma maior ou menor vivacidade, etc.
    Faz a sua diferençazinha 🙂

  3. Oh Dra. Helena
    Neste seu post (é verdade, todos temos os nossos dias), houve, apesar de tudo, um pormenor que adorei, juro.
    O Marcelito. Adorei.
    Bjs
    RM

  4. que considerou racista e que deveria obrigar o seu autor a um pedido de desculpas

    Por quê?

    É verdade que o senhor do FMI é mais escuro que os outros dois. Fazer notar isso é, em minha opinião, despropositado e inútil. Mas é racista? Não me parece.
    Se, por exemplo, ele tivesse dito que o representante da Comissão Europeia é mais clarinho, ou que tem os olhos mais azulinhos, isso também não seria racista. Seria despropositado e parvinho, mas não racista.
    E pedir desculpas a quem? Ao senhor do FMI? Ele sabe que é escuro e não se ofende por tão pouco.

      1. Que é um comentário infeliz, jocoso, despropositado, parvo, enfim, estou de acordo. Agora, racista é que não é. E também não é nada de que se tenha que pedir desculpa.

  5. Depois da critica que fez, e bem, ao comunista Arménio Carlos, ( aquilo na boca de alguém da Direita, já tinha aberto trinta telejornais), o minimo que se pode dizer é que MRS foi infeliz na comparação que fez entre Seguro e Costa.
    Se queria usar imagens alusivas à televisão sobre os dois, podia por exemplo dizer que um e o outro parecem do tempo em que a RTP de vez em quando nos brindava com um cartaz que dizia: “pedimos desculpa por esta interrupção…o programa segue dentro de momentos”.
    Quanto ao resto, parece que depois da tempestade vem a bonança, não é?

  6. A Helena tem o Marcelo em muito má conta. Não acredito que outra pessoa tenha ouvido a referência ao Costa e ao Seguro, tal como tal como sugere.
    Desculpe, mas a dúvida que levantou não tem cabimento. Assim penso.

    1. A conta em que tenho Marcelo interessa pouco. Até porque me não interessa muito e só formo opinião sobre as pessoas que me interessam.
      Mas considero que a tentativa de MRS fazer humor lhe saíu mal. Acontece!

  7. Tem graça, Helena, ainda pensei fazer um post a dizer precisamente o mesmo. Estas analogias ao arco-íris são sempre perigosas, mesmo que o Marcelo tenha invertido as personagens (esperto como é, teria sido para ficar bem na fotografia? I wonder).

  8. o homem cinzento da nomenklatura pós sócrates

    já Arménio Carlos provém do mesmo stock de acções que Seguro do aparelho e das bases…

    o pobre arménio não tem a finesse dos cursos dos lyceos

    é como o Passos coelho tenta uma chalaça fora da cassete e lixa-se

  9. Bem-Vindo ao DreamsInCode

    DreamsInCode é um site maioritariamente sobre programação, com os ocasionais desvarios do programador pela real life.

    Terá especial incidência nas linguagens de programação C#, PHP e ActionScript e em projectos relacionados com jogos de loto (incluído o jogo europeu Euromilhões e o nosso velhinho Totoloto), com geração automática de

  10. veria que não haverá resposta
    « post anterior | home | post seguinte »
    E se pensassem?!

    Marta Spínola (perfil)

    Patrícia Reis (perfil)

    Pedro Correia (perfil)

    Rui Rocha (perfil)

    Teresa Ribeiro (perfil)

    Por que não se calam?

    Valha-o Deus, homem

    Blogue da Semana

    Do Palato para a Alma

    Afinidades

    A Curva da Estrada

    A Mesa de Café

    A Ronda dos Dias

    Amor e morte em pequenas doses

    Bandeira ao Vento

    De Mês em Quando

    Dias Imperfeitos

    Do Palato para a Alma

    Era uma Vez na América

    Escrever

  11. Helena,
    A questão é mais grave do que possa parecer. Um desses senhores acabará, quase de certeza, por ser Primeiro Ministro do nosso País. As diferenças entre um e outro são boas de ver e é importante que se reflicta sobre isso, em especial sobre o nosso sistema político partidário. Desta vez acho que MRS fez uma reflexão acertada e que merece ser seguida a fundo.

  12. A Mediocridade do Talento Quem entre nós não tem talento? Mesmo aqueles que nada têm, têm talento até os políticos – até os jornalistas… Fique pois dito de uma vez para sempre: quem me disser que eu tenho talento, ofende-me; quem me disser que sou um homem de talento, aflige-me.
    Renego o vosso talento; despejo-o com os jornais na latrina. Falo-vos claro; para mim o talento não é senão o grau sublime da mediocridade. O talento é aquela forma superior de inteligência que todos podem compreender, apreciar e amar. O talento é aquela mistura saborosa de facilidade, de espírito, de lugares-comuns afectados, de filiteísmo um tanto brilhante que agrada às senhoras, aos professores, aos advogados, aos mundanos, às famosas pessoas cultas, em suma, a todos os que estão meio por meio entre o céu e a terra, entre o paraíso e o inferno, a igual distância da animalidade profunda e do génio grande.

    Giovanni Papini, in ‘Um Homem Liquidado’

    Alexandre

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *