
Já tive acesso a muita informação que fundamenta bem a razão de ser das quotas de género, informação que se encontra sem esforço como esta, esta, e esta. Podia continuar, porque o que não faltam são estudos e exemplos que demonstram que o sexismo resiste apesar dos movimentos de protesto e dos discursos politicamente correctos e portanto é óbvio que só por via administrativa se consegue corrigir esta injustiça. Mas não quero provocar náuseas a quem deplora este tema. No dia 8 vai ser a hecatombe do costume com notícias e mais notícias sobre a situação feminina, quase todas muito más, a intercalar as do coronavírus e do futebol, por isso serei breve. Quero só partilhar uma história que me ficou na memória desde que a li, em março de 2018, numa edição da revista de uma associação empresarial, que não circula nas bancas, chamada “Comunicações”. Num artigo à volta deste tema das quotas, assinado pela jornalista Ana Sofia Rodrigues, às tantas, lê-se:
“…Para eventuais cépticos de que esta revolução cultural é absolutamente necessária, deixamos um último exemplo. A socióloga Kristen Schilt (Universidade de Chicago) e o professor Matthew Wiswall ( Universidade do Wisconsin), compilaram dados em três congressos de transexuais. Tentaram medir o seu desempenho profissional antes e depois da mudança de sexo. Os resultados a que chegaram são sugestivos. Os homens que mudaram para o sexo feminino passaram a ganhar menos (cerca de 10% menos). Já as mulheres que passaram para o sexo masculino ficaram a ganhar mais (cerca de 7,5%). São exatamente as mesmas pessoas, só mudaram de sexo. Dá que pensar.”
Dá que pensar, caras e caros negacionistas (que também os há, e de que maneira, relativamente a este assunto).

Dá que pensar, caras e caros negacionistas (que também os á,….!!!!!!!!!
Desculpe mas é de “palmatória”
Credo! Vou já emendar!
Sem querer parecer indelicado, permita-se-me notar que Março, excepto se por um partidário do deplorável AO90, se grafa com M.
Quanto ao resto, congressos de transexuais… De transexuais (e três, já; provavelmente por esta altura serão mais). E tal usado como um elemento de aferição geral da sociedade. A excepção – ainda, creio – tomada como referência. Não bastariam as senhoras e os senhores, ab initio como tal, para validar ou atacar uma tese ou postulado?
Homem, heterossexual, branco, cristão; eis a minha condição. Crescentemente imprestável, decerto.
Costa
Tem razão quanto ao M. Sou obrigada, em contexto profissional, a escrever sob o AO90, daí ter-me distraído.
Achei o exemplo dos transexuais muito curioso por revelar o que noutras circunstâncias seria impossível: a mesma pessoa com o mesmo currículo profissional é tratada de forma diferente conforme o sexo com que se identifica.
Um exemplo mais claro de discriminação não pode haver.
“São exatamente as mesmas pessoas, só mudaram de sexo” Aqui é que está o erro. Não mudam só de sexo. Estas mudanças implicam alterações muito mais profundas, não se pode afirmar que “mudaram só de sexo”. A palavra “só” induz facilmente em erro. Há (isto a título de exemplo simples) alterações hormonais que têm vastas consequências psíquicas.
Pronto, está tudo explicado, incluindo as diferenças salariais por… razões de natureza hormonal.
“Pronto, está tudo explicado,” Aqui engana-se, não está tudo explicado. Nem eu pretendi explicar, tive somente a ideia de chamar a atenção para o erro. Tenho um bocado o vício (deformação profissional?), hoje pouco apreciado, do rigor.
Em rigor, quando essas pessoas foram contratadas o que foi tido em conta além do currículo e experiência profissional, foi o sexo. O que é que as alterações hormonais e psíquicas têm a ver para o caso?
Mas afinal, depois e apesar das hormonas e o mais, eles são quem sempre quiseram ser. Em meu entender serão não apenas mais felizes, mas também mais produtivos. Por que razão, ganham menos (se mudam para o sexo feminino) quando até estão, com grande probabilidade a fazer algo que preferem e que, portanto, farão melhor?!
Não Aprecio as quotas. E detestaria entrar fosse no que fosse por essa razão. Aí sim, sentia-me diminuída.
“Não Aprecio as quotas.”
Apoiado, apoiado.
“E detestaria entrar fosse no que fosse…”
Claro. Eu tenho uma carreira que fiz sem quotas. Se suspeitasse que fui beneficiada pelas quotas …. nem sei o que faria. Não sou invejosa (nem tenho idade nem posição para valer a pena sê-lo) mas não deixa de me impressionar ver algumas chegarem a certo nível por via das quotas (ou pelo menos com suspeitas fundadas de que assim foi). Intolerável.
A mim o que impressiona não é que as mulheres atinjam certo nível, isso pode até ser desejável; impressiona-me e também temo que só as quotas lá as coloquem e sejam quase uma nulidade no afã de se aproximarem de desempenhos que foram sempre masculinos. Mas talvez seja risco que temos de correr, não se cresce sem dor e deformação.
As quotas forçam uma evolução que já se percebeu que de outra forma não acontece em tempo útil para as nossas vidas. Essas contas já foram feitas por entidades competentes.
Quando discuto a importância das quotas, não penso no meu caso pessoal, que considero absolutamente irrelevante. Penso que essa é uma medida desejável, porque permite reparar uma injustiça que afecta milhões de mulheres.
Só que, homens e mulheres passaram a ganhar menos ou mais porque mudaram de emprego, não propriamente por o seu salário ter sido alterado.
Suponhamos uma mulher que é condutora de autocarros urbanos. Essa mulher também poderia, com a mesma carta de condução que já possui, conduzir um camião TIR em transportes internacionais, e então ganharia muito melhor salário. Só que, os condutores de camiões TIR internacionais são praticamente todos homens, e a mulher não quer arranjar emprego num ambiente totalmente masculino; portanto, continua com o seu emprego de condutora de autocarros urbanos, no qual ganha muito menos.
Ou seja, não há discriminação por sexos, há é uns empregos que são mais para homens, e que pagam melhores salários, e outros empregos que são mais para mulheres, e pagam pior.
Está a comparar empregos com funções diferentes, porquê? Para não dar razão a quem critica a discriminação salarial quando estão em causa empregos com funções iguais?
estão em causa empregos com funções iguais
Estão? O estudo que referiu (sobre mudanças de sexo) controlou em relação a isso? O estudo verificou que as pessoas antes, durante e após a mudança de sexo trabalhavam na mesma empresa e a fazer exatamente a mesma coisa?
É que, a imensa maioria das diferenças salariais entre mulheres e homens deve-se a as mulheres e os homens trabalharem em profissões diferentes, em empresas diferentes, e/ou fazendo trabalhos diferentes.
Luís Lavoura: Obviamente que para serem credíveis, os muitos estudos, feitos por organizações como as que integram a ONU, comparam o que é comparável. Com tanta gente interessada em desacreditar as informações que atestam a existência de discriminação sexual aos mais diversos níveis, não acha que já se teriam desmontado essas estatísticas caso fosse possível?
Vá ver a percentagem de mulheres que frequentam os cursos de medicina e arquitectura.
Vá ver, é só ir ver, a quantidade de rapazes e raparigas que frequentam cursos superiores.
Dentro de dez anos a grande maioria dos médicos, arquitectos, engenheiros, etc. com cursos superiores serão mulheres.
Caro Anónimo a 07.03.2020 às 01:06.
E pode acreditar que fica o mundo indubitavelmente melhor servido.
Fiquem os camiões e o tractores para os homens, – como diz, e muito acertadamente o Luís Lavoura, – que já têm onde empregar a força bruta com proveito e não só contra o árbitro, e deixem o trabalho intelectual para as mulheres que o mundo torna-se muito melhor.
Tenho a certeza, só pelo pouco que já vi a mulher a decidir, que a continuidade proporcionaria um mundo em que todas as crianças riam.
Dá que pensar que o estudo referido como “último exemplo” (e bem mais complexo do que o resumo o faz supor), seja de 2006…
Pois, Sampy, ao ritmo alucinante a que a condição feminina tem evoluído – tanto que nem sei porque insistem em continuar a assinalar o Dia Internacional da Mulher – doze anos são… bué.
catorze
“caras e caros negacionistas”
Por favor, não chame negacionista a quem não tem nada a ver com o holocausto.
Custa-me ouvir chamar este nome a inocentes (já me chamaram a mim e senti-me mal). E custa-me constatar a banalização de palavras como negacionista, fascista, racista, etc. A certa altura já não se sabe o que isto significa. Há muita gente, sobretudo entre os mais jovens, que pensam que fascista significa malandrice ou coisa parecida. Etc. Etc.
«Por favor, não chame negacionista a quem não tem nada a ver com o holocausto.»
Por este andar, num futuro não muito distante, só por escrever “Isr” serei censurado por um dos muitos politicamente-incorrectos-que-odeiam-o-p oliticamente-correcto… ismo
Joana, muito antes do holocausto já existia o vocábulo “negacionista”…
As palavras nascem naturalmente e com a passagem do tempo e, evidentemente, até muito antes de, artificialmente, serem apropriadas semânticamente por uma qualquer ideologia: que o sionismo, essa ideologia supremacista que agora pretende transformar quem a contesta em racistas (no tal agora voraz anti-semitismo usado por eles, recorrendo a uma apropriação semântica que reduz os semitas a judeus qdo semitas são, desde que a palavra surgiu, todos os “filhos” de Sem… incluindo, naturalmente, os árabes!) pretenda rotular os que contestam a sua ideologia supremacista em racistas, é a ordem natural imposta pela propaganda colonialista: já o regime colonialista português insistia que os movimentos de libertação das colónias é que eram racistas, é que iam contra o multirracialismo colonial português! Se a incomoda o exemplo “tuga”, experimente imaginar o quanto racistas foram os “índios” a caçar as caravanas dos pobres e desgraçados europeus que invadiam as suas terras, no que eles são hoje no Canadá e nos EUA… mas por favor, deixe o vocábulo “negacionismo” ser apenas aquilo que desde sempre significou: https://dicionario.priberam.org/negacion
Daqui a uns anos – não muitos! – a Priberam vai ter de incluir, tal como faz para o vocábulo “Semita”, um ponto 2: “Nega os judeus”
Caro anónimos imo das 23:31
Concordo com muito dos que diz, talvez até com tudo. Detesto o politicamente correcto e é provável que eu não me tenha exprimido bem. É difícil em comentários curtos. É certo que o significado das palavras muda e isso é difícil de conjugar com o “deixe o vocábulo “negacionismo” ser apenas aquilo que desde sempre significou”. Depois do holocausto (para muitos da minha idade) o significado mudou. Para mim (e muitos da minha idade, repito) negacionismo está indelevelmente ligado ao holocausto. Quando ouço tal palavra as imagens que me surgem no espírito são insuportáveis. Prefiro que me chamem estúpida, besta quadrada ou machista (não gosto do paternalismo feminista) a chamarem-me negacionista. Penso que hoje se inventam conceitos que se alargam de tal modo que o que é importante fica diluído. E as palavras pro vezes banalizam o que o não devia ser.
Nesse caso, temos que explicar bem pra juventude saber do que se trata.
O problema, parece, que os adultos envergonham-se de explicar por não ser
à la mode.
Os meus parabéns pelo seu “post” que, pela evidente complexidade do exemplo citado, até nem deveria permitir grandes contestações à sua mensagem… mas lá está, como se pode constatar pela maioria dos comentários aqui inseridos, há sempre quem descubra “outras verdades”…
” há sempre quem descubra “outras verdades”…” Quer dizer, quem tenha outras opiniões. É assim o mundo, muito diversificado.
Numa população há mais mulheres do que homens — é normal que as situações de precariedade afectem as pessoas nessa mesma proporção. De resto, se no Estado as mulheres ganham o mesmo e o resto da população activa é sempre maltratada como é que é possível falar em discriminação e onde é que vão buscar esses números?
Isso das mudanças de sexo é um argumento absolutamente ridículo — e não digo isto com nenhuma motivação misógina porque para mim só as mulheres é que deviam trabalhar e os homens deviam ser todos extintos já amanhã — especialmente os mais machistas e os que mais maltratam as mulheres que são os árabes e os pretos.
Ah… e os monhés, os russos e os chinocas. Esqueci-me desses.
Teresa, li algures que a diferença salarial surge não associada ao sexo /género feminino, mas sim quando a mulher decide ser mãe. Ou seja a diferença salarial /progressão na carreira estabelece – se quando a mulher é também mãe.
” mas sim quando a mulher decide ser mãe.” E é engraçado (ou melhor, não tem graça nenhuma) que muitas feministas desvalorizam a maternidade: é preferível ser CEO de uma empresa do que ser mãe e “aturar” filhos.
Joana: Não seja preconceituosa. Sou feminista (não queimo soutiens na praça pública, mas apoio a causa com toda a convicção, porque há muitas mulheres a sofrer neste mundo, só porque são mulheres, incluindo no lado mais fofinho do mundo, que é onde temos a sorte de ter nascido) e sempre quis ter – e tenho – filhos. Também quem conheço entre as mulheres que anunciam orgulhosamente o seu anti-feminismo muitas que nunca quiseram ser mães.
Vorph: Agrava-se, claro. Mas comigo aconteceu essa situação por antecipação. Numa entrevista, o recrutador, depois de já termos falado sobre o meu currículo e experiência profissional, dados que me pareceu terem-no impressionado pela positiva, perguntou-me se era casada. Respondi-lhe que não. Meditou e depois de uma breve hesitação disse-me: “Pois, não é casada agora, mas o mais provável é vir a ser e depois vai querer filhos e então vai começar a faltar porque os filhos estão doentes”. Dito isto, mandou-me passear: “Desculpe, mas realmente não gosto de contratar mulheres!”
Enfim, ao menos foi muito directo 🙂
Ainda bem que não ficou a trabalhar para esse “animal”.
Consegue imaginar o situação de um jovem masculino com menos de 25 anos a enviar currículos para empresas que que prestem serviços na Holanda. Esses nem chegam a fase da entrevista o currículo é logo descartado á partida. Vamos apoiar essa minoria de pessoas. O logotipo será uma folha de cannabis
gimme
A autora está contra a livre associação e quer claro violência do estado para impor o seu Regime.
Sobre a tomada de boa parte do desporto feminino por transexuais nada. Aí se nota logo se a autora está interessada em defender as mulheres ou a ideologia.
Nem me vou dar ao trabalho do não argumento apresentado, ou como a autora nunca fala de quotas para trabalhar nas obras, a recolher o lixo…
Entretanto vamos ver as piruetas da revolucionária autora quando a revolução começar a proibir a autora de ir falar a uma universidade ou à TV…claro notou-se o esforço de se querer manter no poleiro ao falar de transexuais…
Depois terá a lata de escrever no 25 de Abril sobre Liberdade.
lucklucky
Nunca percebi por que carga de água o feminismo mais activo se traduz normalmente em pôr as mulheres a fazer coisas à homem, como se não fosse já de si bastante horroroso fumar, beber e jogar à bola. Enfim, devem ser mulheres com H grande ou então é uma merda psicanalítica qualquer.
Ou melhor percebo: esse tipo de colonizações vem sempre do mesmo instinto e como está associado a uma ideologia e a um conjunto de reivindicações que tem sempre a mesma metodologia acaba-se por condenar os libertados do regime castrador anterior, só que agora têm de aparecer como chefes. Chefes da mesma trampa que havia antes. Helás, oportunidades perdidas..
“pôr as mulheres a fazer coisas à homem, como se não fosse já de si bastante horroroso fumar, beber e jogar à bola.”
Quando uma minoria se quer libertar é frequente que imite a maioria, por vezes erradamente. Exemplo: as pretas procuram desfrisar o cabelo e embranquecer a pele pensando que ficam mais bonitas. Portanto não me admiro embora discorde.
Não penso que seja horroroso fumar, beber e jogar à bola (pelo contrário). Mas já penso que é asneira o que algumas feministas fazem, incentivando a entrada de mulheres na tropa e a participarem em acções violentas de combate. Como sou do tempo da guerra colonial teria muito a dizer mas não o faço porque este não é o lugar próprio para comentários longos. As feministas actuais dizem tanta asneira que já não não quero ter nada a ver com elas.
lucklucky:
Não perca tempo a responder, não vê que isso é tudo marxismo?
Ehehehe! Li a primeira frase e percebi logo que era o Lucky. Se isto não é ter um estilo inconfundível…
Muito interessante, Teresa. Obrigada pela partilha.
Dá que pensar, sim.
Cristina: no meio de tanto estudo sobre o tema, este destaca-se pela originalidade, mas sobretudo pela eficácia na demonstração de que a desigualdade salarial determinada pelo sexo é uma realidade indesmentível.
«São exatamente as mesmas pessoas, só mudaram de sexo. »
Como se isso fosse uma bagatela!
E é nesse corretês de valorizar o que cumpre a novel ideologia de género que se desenvolve toda uma ciência que descobre que tudo numa História que se conhece desde há mais de dez mil anos foi um erro de interpretação da realidade!
Ser inovador é o mote dominante, ainda que a ciência seja preterida no processo.
Mas não é de descartar a possibilidade de que, pela acção da ciência, se passe da igualdade de género à igualdade hormonal.
O pior cego é o que não quer ver
Pior cego é o que quer ver o que não pode ser visto: a igualdade porque sim; a identidade grupal como se não houvesse individualidade; a verdade do momento como se não houvesse Ciência nem História.
E mesmo quando os pós-modernos tudo querem reduzir a jogos de poder, logo se percebe que tudo é dirigido a disputar o jogo amparando-se na viciação das regras, logo definindo a maioria em grupos de coitadinhos a quem deve ser reservada uma vantagem.
Partem de uma falácia – tudo se reduz a jogos de poder – para sacarem vantagem.
Novidade? Um expediente de sempre… só que em vez de suportarem os custos dasrevoluções, a coisa é suposta resolver-se de treta e propaganda.
Saiu anónimo …
Aparte tudo o mais, que é muito, o ‘São exatamente as mesmas pessoas, só mudaram de sexo’ disputa ferozmente o prémio, não sei se de comentário da semana, se de lavourada da semana.
Ou pelo menos ‘frases de 2020’.
Terry Malloy
“disputa ferozmente o prémio, não sei se de comentário da semana,”
Eu diria bacorada da semana.
Seria interessante um link para esse estudo. Muito provavelmente deve conter erros. Uma pessoa continua a trabalhar na mesma área e passa a ganhar menos? Sim é possível e existem inúmeros factores que levam a isso e a psicóloga que desenvolveu o estudo conseguiu eliminar todos desses factores e ainda ter uma amostragem significativa; acho que não necessito do link nem me vou dar ao trabalho de o analisar
Não pus link, mas creio ser fácil encontrá-lo, a avaliar por um comentário que já caiu nesta caixa, a informar que o estudo era de 2006.
Acho sempre muito curioso este empenho em tentar por todas as vias descredibilizar argumentos, negar factos, quando se discute o tema da discriminação sexual.Há tanta informação, bem fundamentada, a circular e à distância de um clique que é impossível ignorar esta realidade. Um combate assim contra as evidências revela o quê? Desespero? Raiva? Culpa? Talvez um mix…
Não considero evidente a discriminação sexual nos rendimentos salariais.
Também existem estudos que chegaram à conclusão contrária
De certeza que houveram experiências que concluíram essa não descriminação mas que não foram publicadas por falta de interesse; há cientistas parciais mas sérios o suficiente que preferem não publicar resultados contra o martelar dados.
Muitos estudos sociais chegam a conclusões de causa efeito baseadas apenas em correlação estatística. Comer gelados provoca afogamentos.
Acho um pouco estranho uma pessoa passar de um estado infeliz para um estado feliz e isso não se traduzir em maiores rendimentos. Lanço esta hipótese e se ao analisar os dados descobrir que a maioria dos transexuais passou a ganhar mais após a operação descontando a percas por faltas, chego á conclusão de que a minha hipótese é factual
“Também existem estudos que chegaram à conclusão contrária”
Pois existem. Nem sempre convém citá-los. Por vezes há “Desespero? Raiva? Culpa? Talvez um mix…” que afasta o rigor.
“houveram experiências que concluíram … ” E, já agora, estude o verbo haver que costuma nadar muito maltratado nos jornais e televisão.
Não cito nenhum porque não procurei mas sabendo que grande parte dos cientistas sociais usam o método científico ao contrário primeiro definem a conclusão à sua hipótese e depois procuram um dado estatístico que comprove essa conclusão. O relatório da ILO é um bom ao invés de basearem o relatório em dados disponibilizados pelas bolsas de valores para as grandes empresas e dados disponibilizados por entidades para as pequenas e medias empresas basearam o relatório em questionários. Não é preciso um elevado grau de inteligência para se saber de que a maioria os questionários respondidos voluntariamente foram-no por mulheres e de que os respondidos por imposição do superior hierárquico pouco veracidade contém. Espero ser compreensível mesmo com o meu português
Sendo a autora composto uma mulher é normal que defenda as mulheres. Eu também gostaria de um dia internacional da minoria onde me incluo e legislação que me defenda os meus direitos. Homens com 2 MT e acima estou farto de me curvar perante ombreiras de portas, estou farto de vergar na cozinha estou farto de ter o exaustor a tapar-me a vista ao que estou a cozinhar os fabricantes de cozinhas, portas, camas e electrodomésticos deviam ser obrigados por lei a disponibilizarem desses produtos com mais 20 cm ao mesmo preço.
Tive curiosidade de visitar os links que propôs no post através dessas notícias fui à fonte https://www.ilo.org/global/publications/b ooks/WCMS_700953/lang–en/index.htm. Uma das conclusões do relatório é de a promoção de mulheres para cargos de gestão das empresas aumenta os proveitos destas em média 15%. Achando estranho de que os accionistas não queiram ganhar mais esses 15% tive de analisar mais em detalhe o relatório.
“Unfortunately, most businesses do not have this level of gender diversity. Why?”
Deparo-me com essa frase no “Executive Summary” na página 14 do relatório quer-me parecer que o uso da palavra “unfortunately” retira alguma imparcialidade ao relatório. Entretanto descobri porque os accionistas não são estúpidos ao ponto de preferirem perder dinheiro mas discriminar mulheres. No chapter 1 do “Report structure” podemos ler; “For example, research and enterprise surveys indicate having more women in decision-making positions
can improve profitability.” A palavra research está a mais pois a única investigação feita para este relatório foi através de questionários que foram considerados sérios pois foram enviados para as pessoas de topo das empresas.
Já dizia o Scolari ” E o burro sou eu”