E o Óscar vai para


Maria Dulce Fernandes,

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Depp vs Heard

O veredicto não foi uma vitória, mas foi uma conquista.

Não sou políticamente correcta. Não vou em modas. Fui seguindo o filme, conforme as notícias iam saindo. Mesmo sem tomar partidos, sempre me inclinei para o “lado dele”. 

Há cinco ou seis anos a esta parte, este veredicto seria inconcebível, devido ao turbilhão de acusações e à caça às bruxas que se vivia.

Muitos intervenientes foram acusados de imundas práticas, impróprias e imorais, julgados e condenados. Eram inequivocamente culpados. Muitos outros foram com a maré, vítimas de vindictas pessoais e, mesmo sem qualquer tipo de acusação provada, ficaram com a vida estilhaçada. Este é provavelmente o caso mais mediático.

Disse quem viu as sessões de tribunal que passavam na TV ao vivo, na Law & Crime Network, que ambos se empenharam em actuações dignas de um Óscar.

Estou contente pelo Johnny Depp, que pode até não ser isento no lodaçal de toda aquela roupa suja, mas a Menina Heard nem sequer era coerente no seu discurso.

O veredicto pelo menos vingou muitos daqueles que arderam na fogueira das vinganças mentirosas que denegriram o verdadeiro feminismo, na sua essência e nas suas causas, revanches escondidas por detrás de um hashtag que apostou na notoriedade e não se preocupou com as consequências.

(Imagem do Google)

11 comentários em “E o Óscar vai para”

  1. Um Óscar mais que merecido.
    Um resultado que me deu uma enorme satisfação.
    Certas mulheres envergonham a maioria e descreditam
    as que verdadeiramente são vítimas.

  2. Eu queria ter outra coisa que não a guerra em tempo absoluto nos telejornais. Mas não sei se Depp e sua ex, mais a tralha que arrastam e por acaso desconheço porque não segui e nem tenho pena, dizia eu que Depp e sua ex, ora esta, é quase tão mau como a guerra. E depois havia o advogado de serviço a comentar – o quê santo Deus?! Uma pessoa depara com cada coisa…Ora bolas.

    1. É stand up jurídica, Bea. Quase tão hilariante quanto as deputadas da AR a pintarem as unhas. Felizmente não foi em canal aberto, porque poderia tirar audiências aos BB e outras lixaradas que se vêm por cá. Eu só vi umas audiências por outras no YouTube e felizmente não tinha os tais comentários do advogado de serviço.

      1. Estou em crer que o mundo anda um bocado descaído, feito velho tonto e a perder-se por atalhos que não fazem caminho. Que é como quem diz que os homens são, cada vez mais, menos si mesmos (se é que a expressão pode ser).

        1. É mesmo. Uns são cada vez mais menos, outros, e felizmente, são cada vez menos mais, Bea. Estou em crer que o Mundo anda a frequentar sítios mal afamados a noite inteira e acorda com ressaca. Depois dá nisto tudo.

        2. Os homens são cada vez mais acessórios dispensáveis. Qualquer vibrador de qualidade é mais excitante.

          Ana Sousa

          1. Não era nada disso que eu queria dizer, Ana. Não é questão de género. Mas sim, podem ser dispensáveis, se apenas quiser a função e não a pessoa. E pode mesmo dispensar tudo, fica mais em conta.

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