Primeiro foram os de Fafe e Guimarães, agora parece que há mais. Segundo as notícias há alunos do 12º ano que tiveram conhecimento de alguns conteúdos do exame por sms e antes da prova. Tendo em conta o sigilo em que as provas são elaboradas e as poucas mãos por onde passam não será difícil apurar a verdade. Ficamos à espera.
E o Ministério nada disse
cronicasnofeminino,

Eu não sei como as provas são elaboradas, mas diria que, pelo contrário, devem passar por muitas mãos. Incluindo as mãos dos tipógrafos.
Isto é revelador da seriedade da vida pública em Portugal. Em Portugal nada do âmbito público é levado a sério e com honestidade. As pessoas só são honestas, quando o são, no âmbito da sua vida privada, familiar, etc.
Diria, ainda bem que não diz. As provas circulam num círculo muito restrito. Evidentemente o Ministério da Educação sabe em que mãos andaram. É bem fácil de apurar, assim haja vontade. Acho que tendo em conta a gravidade da situação, o Ministério já devia ter dito algo. Os tipógrafos merecem o meu respeito como todos os outros. Não é por serem ‘apenas’ tipógrafos que são presumíveis culpados.
Li a notícia no PÚBLICO, e fiquei a pensar que a notícia é falsa, ou melhor, que o título do PÚBLICO é falso.
Sendo leitor daquele jornal desde o primeiro número, não entendo o que se está a passar no jornal, parecendo-me que muitos dos jornalistas que ali trabalham andam desorientados, com destaque para os responsáveis da Redacção e da Direcção.
Aquela notícia, com aquela chamada à primeira página, é coisa que não entendo. Estarei a perder qualidades?
Fui reler a notícia e não sei em que se baseia para dizer que é falsa. Houve uma denúncia ao GAVE e encaminhada para a Inspecção. A notícia foi adiantada pelo Correio da Manhã. Até agora não houve desmentidos.
Quanto ao ‘Público’ não faço a menor ideia do que se passa, se é que se passa alguma coisa.
No desenvolvimento da notícia do PÚBLICO, em lado nenhum se diz que alguém tenha recebido o conteúdo da prova, mas apenas a indicação de alguns “conteúdos”. Mas na notícia também se diz que outros “conteúdos”, que circulavam por sms eram falsos. Por isso, parece-me que a notícia não merecia aquele título em 1ª página.
PS – não trabalho no MEC.
Se ler bem o meu post é exactamente isso que digo: os alunos tiveram conhecimento de alguns conteúdos da prova, o que para o efeito é suficientemente grave. É indiferente se souberam a prova toda ou apenas um aspecto. O sigilo foi quebrado.
O que me irrita na notícia e falo da primeira que linko é descartar à partida a fonte da fuga de informação. Quem está familiarizado com o processo de exames sabe que esta fuga só pode ter vindo de dentro, evidentemente. Não é credível que tal tenha acontecido na entrega nas escolas ou que tenha passado pela GNR. As provas vêm embaladas e tem de se dar conta do número de sacos, bem como do número de provas em cada saco e cada saco é aberto na presença dos alunos na hora exacta da realização da prova. A contagem/confirmação do número de provas é feita pelos professores vigilantes e qualquer anomalia comunicada de imediato ao Júri Nacional de Exames
Foi opção do ‘Público’ destacar esta notícia na primeira página e acho muito bem. O que aconteceu é demasiado grave e deve ser esclarecido. O Ministério da Educação ou o GAVE (Gabinete de Avaliação Educacional) deviam ter tido uma palavra sob pena de pôr em causa todo o processo de exames.
Leonor, o ponto é este: você acredita que a fuga aconteceu e que “o que aconteceu é demasiado grave e deve ser esclarecido” e eu tenho muitas dúvidas sobre o que aconteceu, parecendo-me que, tudo espremido, não terá acontecido nada. E a notícia de hoje, no PÚBLICO, não dissipou as minhas dúvidas.
Também me parece que o ministério deveria dizer alguma coisa, para além de confirmar uma denúncia anónima (sublinho anónima) ao Gave – o seu silêncio não se justifica.
Sim, eu acho que aconteceu alguma coisa, não tenho razões para acreditar no contrário mas, como em todas as outras situações, acho que o Ministério da Educação já devia ter dito algo. A verificar-se a fuga de informações o que vai acontecer? Todos os alunos repetem a prova na 2ª Fase ou ficamos assim? Reafirmo a gravidade do caso. Adianto-lhe que não tenho o GAVE na melhor das considerações por outras razões e que não o acho o supra-sumo, tendo em conta o seu desempenho e os próprios exames, o que não significa que sejam à partida culpados. Esclarecimento precisa-se urgentemente.
Leonor, o Expresso de ontem fala do assunto. Leu?
Deixei de compra que dizem? Que foi só fumaça? Curioso é o DN nem mencionar o assunto. Crato já disse no fim de um debate na AR que iria agir com ‘grande firmeza e grande prudência’. A verificar-se a fraude pergunto-me o que irá acontecer aos alunos. Fazem exame na 2ª fase?