é isto


Patrícia Reis,

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0 comentários em “é isto”

  1. Uno caro saluto a Umberto Eco com quem aprendi a abrir a obra.
    Mas, a palavra, não foi muitas vezes, demasiadas vezes, dada aos idiotas, em todos os tempos?
    Suspeita-se hoje que a oposição entre ciência e conhecimento vulgar não equivale à oposição luz/trevas.
    Na internet, com o seu internetês, boateiro, corriqueiro, coscuvilheiro, os fenómenos virais sucedem-se, o fósforo arde e apaga-se e volta a arder. Porquê?
    Será a internet como uma parede cheia de rabiscos e tags, uma pop-net, uma grafito-net, uma kitsch-net ?
    Em vez de querermos saber o que ‘os idiotas’ pensam, ou porque não pensam, poderíamos tentar entender o que sentem.
    O que pulsa na net? Os atiradores de tomates, os egos soprados de solidão ou de vazio, os talentos mais livremente revelados, as second lifes, o toca e foge, always interneting logo existing, a net mercantil, a net cultural, uma weak wiki, as redes do bem e da compaixão, as redes do mal?

  2. No momento que todos tem direito de voto, damo-lo aos idiotas. É isto não é? A liberdade é tão complicada…

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