É da China? Não, obrigado


Pedro Correia,

Caixas-lusomask-conjunto-3.jpg

Entro na farmácia vizinha, onde costumo abastecer-me de produtos triviais, e peço uma caixa com 50 máscaras cirúrgicas: as que tinha de reserva chegaram ao fim.

Mas faço um pedido expresso: quero máscaras feitas em Portugal, recuso comprar produtos importados da China. 

A simpática farmacêutica vai ao interior do estabelecimento e traz-me duas caixas com aspecto diferente, mas nenhuma delas corresponde ao meu pedido: «Diz aqui que foram fabricadas em Xangai.»

Agradeço, mas recuso. E saio de mãos a abanar.

Sucede cena semelhante noutra farmácia cá do bairro. 

Só à terceira me abasteço enfim do que pretendo. Um conjunto de máscaras cirúrgicas feitas em Portugal.

Deste modo, enquanto consumidor, apoio a indústria portuguesa e contribuo para a manutenção de postos de trabalho no meu país.

 

Gostaria de ver mais compatriotas igualmente exigentes nestas questões, nada irrelevantes. Como fizemos na década de 90, quando recusávamos comprar produtos made in Indonésia. Em defesa activa da causa de Timor.

Neste caso com uma agravante a que não podemos fechar os olhos: grande parte dos produtos que a China comunista coloca nas rotas mundiais do comércio decorre da exploração de trabalho escravo, sem direitos laborais, sociais ou ambientais de qualquer espécie. 

 

Em 2020, o Instituto de Estratégia Política da Austrália, prestigiado grupo de reflexão, publicou um longo relatório em que denunciava a existência de escravidão do povo uigure, servindo as cadeias de produção de 83 multinacionais do Ocidente através dos seus fornecedores e subcontratados chineses. Marcas como a Adidas, a Lacoste, a Nike e a Zara beneficiam deste sistema iníquo. 

Como o eurodeputado francês Raphaël Glucksmann denunciou no seu livro-manifesto Carta à Geração que Vai Mudar Tudo, «esta globalização liga-nos a um crime contra a humanidade praticado noutro lado do mundo enquanto fazemos as nossas compras, aqui em nossa casa».

Campos de internamento, violações sistemáticas, campanhas em massa de esterilização, remoção forçada de órgãos, apagamento sistemático da sua língua e da sua cultura: toda esta repugnante repressão tem devastado o povo uigure, que comete o pecado de ter traços étnicos, idioma e religião diferentes da esmagadora maioria da população chinesa.

 

Não somos consumidores passivos: somos cidadãos esclarecidos e mobilizados contra as injustiças. Temos a obrigação moral e cívica de banir dos nossos mercados todos os produtos que sejam fruto da escravidão. 

Há que começar por algum lado. Pelas máscaras, por exemplo. Não podemos ficar indiferentes a isto.

Eu não fico.

82 comentários em “É da China? Não, obrigado”

  1. O Pedro Correia ainda compra máscaras cirúrgicas? Para quê? Atualmente não é preciso andar de máscara exceto em estabelecimentos de saúde. E para quê comprar 50? Basta uma.
    Andar de máscara é desagradável para com os nossos concidadãos, que ficam privados de nos identificarem pela cara.

    1. Máscaras são necessárias, com ou sem pandemia, para quem usa todos os dias transportes públicos (muitas vezes lotados), para quem tem necessidade de frequentar estabelecimentos de saúde ou lares para idosos. Entre outras situações.
      Há quem prefira usar 50 vezes a mesma máscara. Não é o meu caso.

      1. Máscaras são necessárias, com ou sem pandemia, para quem usa todos os dias transportes públicos

        Eu já usei transportes coletivos milhares de vezes na minha vida, e só em muito poucas delas é que usei máscara. E ainda estou vivo. E quando eu era novo, os transportes coletivos andavam muitíssimo mais lotados do que atualmente.

          1. A última frase confirma que você não faz a menor ideia do que são transportes públicos.

            Pois confirma. Confirma que é um assalariado do Costa que anda aqui a infestar os blogues — só esses cabrestos chamam “transportes colectivos” aos transportes públicos, tal como chamam “interfaces modais” aos parques de estacionamento. Jargão de funcionário público. E também usam esta linguagem de escravo nos formulários que as pessoas normais têm de preencher.

      2. Isto está errado:
        “Não somos consumidores passivos: somos cidadãos esclarecidos e mobilizados contra as injustiças”.
        E você sabe que está e faz o mesmo.
        A sociedade não é avançada, mas hipocrita. Muitos só veem o que lhes interessa ver.

        E também muitos são consumidores passivos de “jornalixo”.

        1. Lixo é este comentário anónimo.
          De alguém que gasta muitas palavras sem condenar nunca a escravatura na China e o trabalho sem direitos na China.
          De alguém incapaz sequer de dizer que não volta a comprar em Portugal coisas feitas na China já produzidas por empresas portuguesas, que criam postos de trabalho em Portugal e pagam impostos em Portugal. Sem escravizar ninguém.
          Repito: lixo são comentários como este.
          Anónimos, claro.

          1. Eu não concordo, mas o meu comentário é mais útil a denunciar uma sociedade hipocrita, de aparências. Onde alguns falam em certos assuntos para depois isso ajudar a encobrir outros. Repito, não somos uma sociedade avançada, mas hipocrita.

            E você sabe que o “jornalixo” existe.

          2. Lixo há em todo lado.
            Nas redilixos socialixos medra a olhos vistos.
            Há anonimilixo todos os dias nas caixas de comentários do DELITO.

  2. Se o Pedro Correia quer fazer um boicote à China, boicote todos os produtos desse país e não somente as máscaras. Vai ter muito que boicotar…

  3. Feitas na China e embaladas em Portugal, realmente muda tudo
    Mais uma utopia, retirar da equação de consumo, o maior produtor mundial. Fica bem na fotografia, mas o desafio é convencer as pessoas a aceitarem pagar mais 30 ou 40% pelos mesmos produtos feitos sem a famigerada mão de obra escrava. A começar pela roupa, passando por telefones, carros, computadores, etc, etc.
    Boa sorte

  4. O Pedro Correia não deve acreditar piamente em todas as coisas más que os países anglossaxónicos divulgam sobre a China (e outros países). Os países anglossaxónicos têm os seus interesses e são peritos em manipular as opiniões públicas para os alcançar, intoxicando-as com informações falsas ou distorcidas.

    1. Não acredito numa palavra da intoxicação propagandística dos regimes totalitários, como os que têm sede em Moscovo ou Pequim.
      Ao contrário do que parece acontecer consigo.

  5. Também não sou indiferente ao trabalho escravo. Mas, sinceramente, não sei se na minha terra encontro, por exemplo, máscaras que não tenham mão chinesa. E não serão muito mais caras as máscaras produzidas em Portugal?! É que, se sim, não estou a ver, com a carestia que se anuncia e mais a que já implantou, quem é que recorre apenas a produtos nacionais. É um luxo poder optar.

    1. Bea, luxo é adquirir Adidas, Nike e Lacoste a preços elevadíssimos. E o preço ainda é mais caro se pensarmos que o fabrico desses produtos também custa vidas humanas.

      1. Que há muito quem não os possa adquirir; mas outros têm-nos em fila, vários pares. E não deviam as marcas ser penalizadas por utilizarem tal mão de obra?! Era mais fácil, são menos. Mas põe-se o ónus no consumidor. Muita gente é ninguém.

        1. O ónus principal deve recair na China comunista, Estado totalitário que usa minorias étnicas como os uigures para as explorar como mão-de-obra escrava.
          E, claro, também tem de recair nas marcas que se servem disso, não ignorando a situação lá existente.
          É aí que entram os consumidores. Há que passar a palavra, boicotando essas marcas que lucram com a escravatura.
          Mencionei algumas. Muitas outras estão mencionadas em documentos vários com a chancelas de organizações de direitos humanos.
          Depende também de nós traçar essa linha de fronteira.

          1. Depende também de nós, ou só de nós?! Que países não compram à China comunista por tal motivo? Como e quem proíbe as marcas de usar mão de obra escrava? Essa linha de fronteira, por muitos motivos, se vinda do consumidor, nunca será consistente. As opiniões globais e maioritárias, vindas do um a um no grupo do mundo, só se encontram teoricamente – ou nem assim; que me lembre, nestes casos, nunca passaram à prática. Parece-me esperança vã, tentativa sem expressão e em que não consigo acreditar. Oxalá seja apenas um problema pessoal de descrença e a humanidade se congregue para punir tais afrontas. A punição a haver teria de ter outro caminho, vir de cima e não de baixo, obrigar a. Mas não colhia agrados e logo se apodava de anti democrática ou qualquer coisa que o valha. E, portanto, o baile segue sem mudar a música.

          2. Bea, não só podemos mas devemos combater a escravatura. Cada qual à nossa escala.
            Se somos consumidores, vamos combatê-la enquanto consumidores.
            Se há máscaras produzidas em Portugal, optemos como estas, recusando as chinesas, como fiz.
            Tão simples como isto.
            Se Adidas, Puma, Lacoste, Calvin Klein e Hugo Boss – entre outras multinacionais milionárias – têm componentes produzidas com trabalho escravo, documentado, recusemos estas marcas.
            Tão simples como isto.

            Sugestões de leitura em vários idiomas:
            https://www.bbc.com/news/world-asia-china-59595952
            https://elpais.com/internacional/2022-06-06/china-institucionaliza-el-trabajo-forzoso-de-los-uigures-en-xinjiang.html
            https://www.publico.pt/2020/07/23/mundo/noticia/cinco-pecas-roupa-usamos-origem-trabalho-forcado-uigur-china-1925553
            https://www.estadao.com.br/internacional/nike-adidas-e-outras-marcas-enfrentam-criticas-por-comprar-da-china-que-explora-uigures/
            https://www.theguardian.com/world/2022/may/05/xinjiang-cotton-found-adidas-puma-hugo-boss-tops-researchers-claim-uyghur

  6. O problema é mais vasto. A ganância levou a que a Europa deslocalizasse praticamente toda a sua produção para a China, justamente por causa da mão de obra super barata. Mesmo com todos os custos que essa decisão acarretou, (custos de transporte e, obviamente, a ser verdade o que nos vendem, mais poluição). Até muitas marcas de luxo produzem os seus produtos na China.
    Hoje vivemos no mundo da subcontratação exatamente pela mesma razão, não ter encargos com pessoal e obter mão de obra abundante, barata, sem direitos e muitas vezes sem contribuir para a SSocial. Daí à falta de emprego estável, remunerado decentemente e com uma entidade patronal, temos empresa com um empregado apenas para movimentar dinheiro, muito do qual passa fora do sistema fiscal dos países.
    Com a crise de 2008 falou-se muito em combater as sociedades off shore, mas elas aí estão a operar a todo o vapor.

    1. A deslocalização e a “desmaterialização” do fabrico de bens essenciais, transferido para zonas do mundo em que os direitos laborais são inexistentes (como a China comunista, governada por um partido-irmão do PCP), geram o quadro actual. Marcas de luxo, vendidas aqui a preços altíssimos, são confeccionadas lá por mão-de-obra a preço baixíssimo.
      O que torna tudo ainda mais imoral. E mais inaceitável.

      1. Não foram o PSD e o CDS que venderam a EDP à China? Eu sei que bater no PCP está na moda, e com alguma justiça, mas não são nem foram governo.

          1. Se o PCP pratica “trabalho escravo”, deve ser semelhante ao “voluntariado” do Rock in Rio e desses festivais todos. Há sempre idiotas que gostam de servir o grande capital de graça, porque não haverá quem faça o mesmo com o PCP?

  7. Aplaudo com as duas mãos, porque não tenho três, ou quatro. Tanto voluntarismo que se observa nas redes sociais e ainda não vi nenhum movimento organizado em relação a isto!

    1. De facto, não consta do cardápio de microcausas da moda, Teresa.
      Talvez porque a China não se situa no Ocidente. E só no odiado e malfado Ocidente há coisas dignas destas vagas de indignação sempre muito selectivas.
      E talvez também porque muitos dos indignadinhos gostam de vestir e calçar as ‘griffes’ da moda, feitas com trabalho escravo.

  8. Há que começar: eu até concordo consigo, mas será que os portugueses querem deixar de ter produtos da Apple como computadores, iPhones, e uma serie de roupas e sapatos de marca. Eu por mim até andava nu na rua com as vergonhas a mostra para deleite das mulheres que sonham comigo. O problema é que ninguém quer abdicar do conforto e de ter uma panóplia de produtos e serviços made in China. Há depois o problema das chinesas que vivem em Portugal made in china que trabalham em ateliês de massagem que desempanam o atrofio mental dos cabeçudos frequentadas por velhos e jovens sem escrúpulos. O problema não é a China nem os Chineses. O problema são os Portugueses que não querem saber.

    Manuel Santos

    1. O problema não é a China nem os chineses.
      O problema é o regime comunista totalitário (passe o pleonasmo) que vigora na República “Popular” da China. Um regime que condena todo o povo à opressão e parte dele à escravatura real, não apenas metafórica.

          1. Assim como capitalista e livre não faz sentido. Não se é livre com 705€/mês.

      1. O problema não é a China nem os chineses.

        Claro que é. São tantos que facilmente derrubariam qualquer regime. Mas a maioria não quer, não faz nada. Compactua. Portanto é

        1. Quantos regimes é que a China já derrubou? Será que essa lógica se aplica ao povo americano? É que esses, ao contrário dos chineses ou dos russos, podem votar.

          1. «O povo americano» é que provoca escravatura contra minorias étnicas e religiosas na China.
            Cada coisa mais imbecil vou lendo por aqui…
            Tudo anónimo, claro.

  9. Eu também aplaudo, mas como os produtos fabricados na China são mais baratos, temo que com a atual situação económica não seja possível para a maioria das pessoas ter a mesma atitude.

  10. Já há alguns anos que evito comprar produtos feitos na China, embora nem sempre consiga encontrar alternativas. Mesmo marcas internacionais e bem conhecidas optam por ter os seus produtos fabricados na China – é o caso do material eléctrico, só para citar um exemplo. Mais complicado ainda é o facto de por vezes pensarmos que estamos a comprar português, e na verdade de português só tem a parte final da produção e tudo o resto vem de fora. Não é fácil ser consumidor consciente hoje em dia 🙁 Mas pelo menos há que tentar.

  11. Plenamente de acordo. Mas as pessoas, quando se lhes mexe no bolso, esquecem tudo o resto, incluindo os direitos humanos… e a própria dignidade.

  12. Assim mesmo! Muitos parabéns.
    Mas que quer? Podemos lá viver sem Zara, sem Adidas, sem Lacoste…Mais vale fechar os olhos e não pensar muito. E, se quisermos mesmo meter a mão na massa e ficar de boa consciência, vamos exigir que peçam perdão pelo tráfico de escravos dos secs.XVII e XVIII ou até por esse hábito racista de tomar o “cafézinho”. Reconheçamos os pecados passados, façamos penitência, humilhemo-nos…pelo passado. Há tantos motivos para nos indignarmos, o passado é tão vasto, porquê incomodar a nossa difícil vida quotidiana com assuntos que não podemos resolver, questões complexas, estruturais e complicadas, tudo é muito complicado. O povo uigre está muito longe, não se ouve falar dele…

    Para si Pedro Correia os meus cumprimentos e que Deus nos guarde

  13. Eu também sou assim, mas comecei logo no início da pandemia com o papel higiénico. Com as vacinas foi o mesmo; agulhas, frascos, seringas, algodão só ” made in Portugal “. Se não fossem, saía porta fora.
    Nestas coisas não perdoo; se temos cá as coisas porque é que vamos comprar ao chinês?

      1. Não há problema, agora quando acabar a pandemia vai aparecer no mercado uma vacina 100% portuguesa. Consta que vai matar a bicharada toda. A malta toma cinco doses e é limpinho.
        E com as máscaras, já há pessoal em Torres Vedras a tratar do assunto. Em Fevereiro de 2023 qualquer cabeçudo já pode ostentar uma máscara genuinamente portuguesa.

  14. Podes sempre ir viver para o campo e produzir tudo o que comes. Assim não há risco de vir nada da China.

    1. Já cá faltava, um avençado da Zara ou da Adidas em defesa de quem lhe paga o soldo.
      Este limita-se a mandar-me “para o campo”.
      Se fosse na China, fiava mais fino. Era remetido para um “campo de reeducação”.

      1. Bem, neste blog já fui acusado de ser apoiante do Putin (e do Zelensky noutros, não que considere essa “acusação” um insulto), por isso ser acusado de ser defensor da Zara ou da Adidas não é nada de novo. Sou neoliberal e não sabia. Nem sei como não votei Iniciativa Liberal, pelo menos têm memes mais engraçados.

    1. Usar «roupa de marca» e «ténis de marca» produzidos por mão-de-obra escrava na China comunista?
      Nem pensar.
      Se todos fizermos o mesmo, damos um forte contributo para que essa atrocidade termine de vez. Não podemos ser cúmplices do genocídio contra os uigures (e os tibetanos) em curso na China.

    1. Fim à compra de produtos chineses. Ainda por cima quando há produtos de melhor qualidade, produzidos em Portugal, por portugueses, criando postos de trabalho e pagando impostos no nosso país.
      Sem escravizar ninguém.

  15. O Pedro tem razão em tudo o que diz e propõe,
    Acrescentaria outra razão que não me parece de somenos, que é a forte possibilidade de estarmos a financiar corrida ao armamento que servirá para desencadear futuras guerras,
    Assim sendo acompanho o Pedro em tudo o que possa boicotar a compra de produtos provenientes da RPC.

    1. Agradeço-lhe ter captado a ideia essencial, que era essa.
      Tão simples como descrevi.

      Logo houve vários comentadores, de boa ou má fé, que desviaram o assunto.
      Como se um gesto simples ao alcance de qualquer um de nós fosse digno de reprovação.
      Como se o comportamento criminoso do regime chinês não merecesse este incómodo mínimo de recusamos as máscaras “made in” Xangai que nos querem impor em certos estabelecimentos, tratando-se de um produto que felizmente já é fabricado em Portugal.

  16. Concordo que devíamos comprar cada vez menos produtos made in china, não só para parar de financiar uma economia que tudo indica que irá ser a maior do mundo e os perigos que estão associados as políticas ditatoriais militares que ultimamente nos têm mostrado o caminho que os chineses estão a traçar, por isso sim, devíamos dar prioridade ao que se produz no nosso país.

  17. deveria informar-se quem são os donos das empresas que se deslocalizam para usufruir de trabalho escravo e com isso conseguir lucros milionários ao não ter de dar as condições exigidas nos seus países aos trabalhadores. depois de saber quem são , escarrapachava aqui os nomes e eu atirava pedras com todo o gosto. e tinha feito um serviço público deveras necessário.
    como completo investigava porque os produtos da china não são alvo de taxas aduaneiras de um valor tal que não compense deslocalizar.-
    os chineses aproveitaram o que a ganância cega de uns ogres lhes ofereceu , ogres que continuam , através dos “intelectuais “que compram , a tecer loas à globalização e ao “mundo moderno” , porque nunca tiveram tanto poder e dinheiro como agora , nem nunca se puderam dissimular tão bem.

    1. Algumas marcas são claramente identificadas neste relatório australiano que teve repercussão mundial. Seguem por ordem alfabética:
      Abercrombie & Fitch, Acer, Adidas, Alstom, Amazon, Apple, ASUS, BAIC Motor, Bestway, BMW, Bombardier, Bosch, BYD, Calvin Klein, Candy, Carter’s, Cerruti 1881, Changan Automobile, Cisco, CRRC, Dell, Electrolux, Fila, Founder Group, GAC Group (automóveis), Gap, Geely Auto, General Motors, Google, Goertek, H&M, Haier, Hart Schaffner Marx, Hisense, Hitachi, HP, HTC, Huawei, iFlyTek, Jack & Jones, Jaguar, Japan Display Inc., L.L.Bean, Lacoste, Land Rover, Lenovo, LG, Li-Ning, Mayor, Meizu, Mercedes-Benz, MG, Microsoft, Mitsubishi, Mitsumi, Nike, Nintendo, Nokia, Oculus, Oppo, Panasonic, Polo Ralph Lauren, Puma, SAIC Motor, Samsung, SGMW, Sharp, Siemens, Skechers, Sony, TDK, Tommy Hilfiger, Toshiba, Tsinghua Tongfang, Uniqlo, Victoria’s Secret, Vivo, Volkswagen, Xiaomi, Zara, Zegna e ZTE.
      https://www.aspi.org.au/report/uyghurs-sale

      1. não é bem a lista de nomes de empresas, é mais bem isto : quem é o dono da Victoria’s Secret? L Brands, Inc. ; quem está por detrás desta empresa ? Bella Cabakof . e depois procura saber de donde vem a Bella . e assim para todos esses ogres. encontrará uma regularidade nada surpreendente em termos históricos. só os contemporâneos ficarão surpreendidos , os falecidos devem estar a rir-se nas tumbas com a ingenuidade dos “modernos”. puxe o fio meada , atreva-se 🙂 `está um pouco enrodilhada dada a “complexidade ” acrescida que trouxe a globalização , mas dá para desenredar.

      2. Hart Schaffner , empresa da qual nunca ouvi falar , por exemplo. é num instante que chegamos a Harry and Max Hart . e já vão 2 …este e da victoria s…..

      3. e não se esqueça , Pedro , essa gentalha não só usa escravos como levou á falência milhares de pequenos e médios empresários ( até em Portugal , no têxtil e calçado ou cerâmicas ) com concorrência desleal ao terem deslocalizado e podendo praticar preços impensáveis para os custo no ocidente. desemprego como consequência , vidas destruídas pela ganância pura e dura.
        o karma não cai do céu por acaso…escravidão pobreza dos outros é o que exploram…e por puro prazer.

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