Fui à primeira Festa do “Avante”, em 1976, com um grupo de amigos. Entre eles estava um dirigente do CDS que não se cansou de tecer elogios à organização da Festa, à capacidade de mobilização dos comunistas e ao seu espírito solidário. Eu sei que os anos 70 eram outros tempos. As pessoas ainda não se tinham enquistado nos seus redutos partidários, a política não se resumia a discussões patetas e patéticas que fazem lembrar as conversas sobre futebol, os valores eram outros e os dirigentes políticos tinham outra qualidade e abertura. Não era a sua discordância com o Partido Comunista, que os impedia de ir até lá, usufruir e apreciar o ambiente que por lá se respirava.
Trinta anos depois, a Festa do “Avante” continua fiel ao seu espírito e, goste-se ou não, é uma festa incontornável no calendário de festividades lusas, sendo injusto reduzi-la à expressão de festa partidária. É certo que já teve melhores dias e agora já não é o palco privilegiado para ver e ouvir grandes nomes da música internacional, mas uma visita à Atalaia, num fim de semana quente como o que se anuncia, nunca será tempo perdido. Por lá vão passar vozes do fado como Aldina Duarte e Teresa Salgueiro, mas também David Fonseca, Maria João e Mário Laginha, ou as bandas Blind Zero e Peste & Sida.
Não perderei, certamente, a oportunidade de ver e ouvir as “Voces del Sur”, sem medo de ser “contagiado pela propaganda comunista”. Não poderei, no entanto, estar lá muito tempo, porque serei, durante este fim de semana, o anfitrião desta FESTA do Blogobairro, para a qual estão desde já todos convidados.

Carlos: parabéns pelo aniversário do blogue, nascido sob o signo Virgem. E que a festa lá no Blogobairro seja de cinco estrelas.
Obrigado, Pedro. Estás convidado, como todos os membros da equipa do DO e os leitores que o desejarem.
Se a festa for como a do ano passado, não faltará animação.
É aproveitar, porque a próxima festa já será no hemisfério sul.
Parabéns, Carlos. Vou acompanhar a tua festa, claro.
Erguerei a minha taça para te fazer um brinde, Teresa. Afinal, também tens uma quota parte de responsabilidade no crescimento do Rochedo
Bem gostaria, Carlos. Mais uma vez, fico todo cheio de inveja…
Quem sabe se uma das próximas festas do Rochedo não pode ser feita nos Açores?
A meio caminho entre a Patagónia e Portugal? Talvez não seja mal lembrado, Pedro!
Há umas conterrâneas tuas, dos Açores, que vão estar presentes, João. Mandarei . por elas, uma fatia de bolo.
Fico à espera. E parabéns, Carlos, que bem mereces. Para o ano ainda não será no hemisfério sul, não: será nos Açores, espero.
(O Pedro já está a sacudir para ti a dor de consciência por o próximo jantar do DO não ser cá.)
Nos Açores, só se alguém me pagar a viagem da Patagónia até aí, João. Caso contário, embora goste da ideia, parece-me pouco viável.
Parabéns Carlos, não sabia que era aniversariante:))) depois passarei lá pelo Rochedo para um brinde e apreciar os festejos. Vinha aqui hoje à espera da sua crónica das mulheres sul-americanas,:))) mas o momento é de outras algazarras. Espero que não desista.
Também eu estive na primeira “Festa do Avante”. Fui praticamente a todas, até ai final dos anos 80, mas já não atravessei o rio para ir à Atalaia. Lembro-me dos concertos fabulosos de Miriam Makeba a Chico Buarque, de Ivan Lins aos Fairport Convention à Elba Ramalho, numa noite gelada, a Max Roach … divirta-se, eu já não tenho paciência.:))
Não desisto, não, Ariel. O problema foi a organização dos festejos do CR e as outras algazarras, que me ocuparam bastane tempo. Para a semana voltarei, assim o espero…
Vá então ao CR beber um copo e participar na festa, que será muito bem recebida.
Parabéns, Carlos!! Um brinde à tua saúde, à do blogue e à dos planos de Patagónia, que me fazem uma inveja danada. Já lá vou deixar-te um beijo no Rochedo.
🙂
Obrigado, Ana. Já te “vi” lá no Rochedo e fiquei muito sensibilizado com a visita e o comentário
“(…)Sei que há leguas a nos separar
tanto mar, tanto mar
Sei também como é preciso, pá
navegar, navegar(…)”
“Tanto Mar”(versão II)
Chico Buarque
Eu, durante anos, enquanto vivi em Lisboa, não falhava à “Festa do Avante”, pelos bons concertos e pela festa – a última que fui foi no Casalinho da Ajuda , em 87, “se bem me lembro”. Não era nem sou filiada em nenhum partido- reparava que muita gente ia pela oportunidade de ver e ouvir boas bandas , na época não havia a oferta de espectáculos que há hoje, também não cheguei a atravessar o rio e não o farei ainda este ano – tenho que atravessar primeiro o mar;))
Agora, “apesar de você”, Carlos, eu vou à festa, pá, do “Crónicas do Rochedo” que “amanhã será outro dia” e eu ainda quero provar um canapé , estão com um aspecto delicioso e tem lá um binhito.. de se lhe tirar o chapéu ou a boina:))
Boa noite e bom fim-de-semana.
Isto de se ser conterrâneo, nos Açores, tem que se lhe diga… São, só, 9 Ilhas:))
Já a vi por lá, Maria e agradeço a sua presença. Quanto à oferta que quer levar ao João, esteja à vontade. Ele vai gostar, de certeza.
Não é pelo facto de os Açores terem nove ias que as pessoas deixam de ser conterrâneas, pois não Ou será que por haver tanto mar a separá-las, se deve dizer Conmarâneas? 🙂
Não é “ias,” é ilhas
Carlos , eu percebi, claro, estava só a brincar e a tentar dizer que vivia noutra ilha – S.Miguel;))
A festa está a superar as minhas expectativas, o Carlos é que anda muito ocupado, entendo, são esses últimos acontecimentos…
Eu também estava a brincar, Maria, só que me enganei e escrvi “ias” em vez de ilhas.
Então e os presentinhos para o João?