Dúvidas


cadernoelastico,

Sempre que oiço Louçã ou Jerónimo (ou alguém dos respectivos partidos) a falar sobre urrricos e os bancos, tenho sempre uma dúvida: mas esta gente guarda o dinheiro onde, debaixo do colchão? É que independentemente de eu até poder discordar das políticas dos bancos, e da distribuição de dividendos e blá blá blá, no final do dia gosto de saber que o sítio onde tenho o meu pouco dinheirinho vai continuar de portas abertas. Gosto de saber que o meu pouco dinheirinho não desaparece numa qualquer falência ou bancarrota. Mas isso, sei lá, sou eu. Se calhar as outras pessoas, como o Louçã e o Jerónimo, são mais espertas que eu, e têm o dinheiro numa latinha em casa, à prova de incêndios e intempéries. 

16 comentários em “Dúvidas”

  1. Ana Margarida, o facto de eu, por exemplo, falar contra o mau estado geral das estradas e os maus empreiteiros, não quer dizer que prefira andar por carreiros de cabras. Bom, às vezes tem mesmo de se ir por caminhos alternativos. Há muita gente que deve estar agora a pensar que mais valia ter deixado o dinheiro em casa numa latinha, do que o ter colocado no BPP.

    1. Este Pedro, lá na sua, está a tomar a árvore (BPP ) por toda a floresta.
      Com que então caminhos alternativos à Banca para guardar uns dinheiritos!

      1. Acho que não me leu bem. Ninguém está contra a existência de bancos. O que eu digo é que um depósito em bancos, até pelo exemplo que dei (posso dar outros, aqui ou lá fora) não é uma protecção divina contra a desgraça e criticar banqueiros não é o mesmo que criticar Nosso Senhor.

  2. O mais chocante é que os bancos estão em sarilhos porque financiaram o Estado Social do Louçã e do Jerónimo. Estado Social que agora não pagaria se não fosse a magia do BCE.
    Mas se os grandes Bancos nesta década que passou se tivessem recusado a comprar dívida e a financiar todos os projectos do Estado os mesmos Louçã e Jerónimo mais os seus amigos nos jornais teriam feitio uma campanha contra os Bancos.
    Assim a Esquerda aceitou os Bancos ficando com uma parte do poder para comprar votos e os Bancos apresentaram o preço. Como seriam os contribuintes a pagar a conta ninguém se importou.
    O problema chegou porque perderam o controlo viciaram-se no crédito… A montanha de crédito é tão grande que é impossível pagar sem regressar à riqueza dos anos 90.

    1. Sim, claro, é precisamente por isso que os pobres bancos estão tão mal. Coitados dos bancos, que emprestaram dinheirinho aos Estados, ao público que é tão mau gestor e torrou o dinheirinho dos bancos. As minhas condolências, bancos!

  3. Boa malha.

    Outra coisa que me inquieta e, porque não dizê-lo, me faz chegar a mostarda ao nariz, é o que essas duas boas almas (o seráfico Louçã até é economista) acham de onde é que nos vem o dinheirinho para pagar salários, reformas e pensões depois de, como é mais que sabido, o inefável Sócrates e o seu bando terem deixado o país, nem já digo a pão e água , mas, sim, na mais vil falência.

  4. Aninhas, este foi mesmo para encher chouriços não foi? Estou quase a considerá-lo o pensamento do dia, profundo…

  5. Na América há centenas de milhares de pessoas a tirarem o dinheiro da banca comercial privada para o porem em associações mutualistas sem fins lucrativos. Há mesmo movimentos organizados neste sentido.
    Em Portugal só há uma instituição de crédito deste género: o Montepio Geral. Mas em contrapartida há um banco público, a Caixa Geral de Depósitos. É nesta que tenho o meu dinheiro, enquanto a não privatizarem. Se a privatizarem, passo-o para o Montepio ou para uma instituição congénere estrangeira.

  6. O facto de se criticar uma coisa não faz necessariamente de nós uns anti-coisa. Sobretudo quando não há alternativas. É por saberem que representam praticamente a nossa única alternativa que os bancos podem tudo neste mundo (por isso e por outras coisas mais). É nosso dever reportar abusos e exigir melhor. Ou não?

    1. Se os bancos podem tudo neste mundo porque raio valem hoje 1/10 do que valiam há 2 anos atrás e vários faliram?
      Que tal começar-se a deixar entrar mais luz.

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