Duas piadas acabadinhas de inventar a que só pessoas de má índole acharão graça


escafandro,

Encolhido num vão de escadas, respirando com dificuldade, tossindo sangue, o sem-abrigo mete a mão no bolso e soma o valor da meia dúzia de moedas que de lá retira. Depois olha para o filho de seis anos que treme de frio abraçado a um escanzelado cão sarnento e murmura: «Só espero que o Passos Coelho permaneça firme e não aceite a sugestão do Cavaco para reintroduzir o imposto sobre sucessões.»

 

Um político, o administrador de um instituto público e um consultor de imagem conversam enquanto atravessam um jardim. Na cabeça de um cão deitado na relva, uma pulga resmunga para uma carraça: «Detesto parasitas.»

20 comentários em “Duas piadas acabadinhas de inventar a que só pessoas de má índole acharão graça”

  1. Pois… no caso da primeira piada… só se o puto tivesse de pagar imposto, por suceder ao pai na indigência…
    no caso da segunda piada… fico sem perceber se o consultor de imagem, é personalizado pela pulga, se pelo cão, quanto ao administrador do IP… isso não ficam dúvidas; é a carraça!

    1. Ei, eu nasci na Beira Alta!

      E ficaria extremamente lisongeado pela comparação ao “The Road” (o livro, que ando a evitar ver o filme, apesar de já o ter comprado em DVD) se não se tratasse claramente de um ligeiro exagero da sua parte.

    1. Tsk, tsk… Bom, menos mal. Achar piada à primeira seria indício de um espírito muito mais perturbado.

      Já agora:
      Um cego entra na cozinha e pega num ralador de queijo. Decorridos uns segundos, pergunta: «Mas quem é que escreveu esta merda?»

    1. Err, ainda bem que coloca essa questão, José, porque me permite esclarecer um ponto (bolas, pareço um político):
      Ambas as situações, bem como TODAS as personagens, são inteiramente ficcionais, produto da imaginação do autor e sem qualquer relação com a realidade presente, passada ou futura.

      E mais uma coisa: nenhum animal foi maltratado durante a elaboração destas histórias.

  2. Prepara-se mais um assalto à poupança das pessoas?

    O sem abrigo diria assim: “detesto” quem votou na Dívida e no Défice.
    Ele próprio pois foram os pobres e a classe média deste país que elegeu os políticos que nos Governaram nestes quase 40 anos incluindo o dito Cavaco que apoiou 25% da Dívida de Sócrates.

    1. Diabos, isto era mesmo só um par de piadas, lucklucky . Mas olhe que o sem-abrigo até foi um empresário de sucesso, possuidor de uma gráfica fornecedora de impressos ao Ministério das Finanças, uma ex-mulher que lhe ficou com quase todo o património, o qual foi destruído pelo novo marido, antes de ela falecer num acidente, do que resultou a criança ter sido entregue ao pai que, por causa de um problema de saúde, foi obrigado a deixar o comando da empresa durante uns meses, o que a levou a afundar-se, em especial por causa das dívidas fiscais (o Ministério não lhe pagava os impressos mas exigia os impostos), a que se seguiu ele perder mesmo tudo e ser obrigado a dormir nas ruas com o filho, onde apanhou três pneumonias simultâneas (bom, digamos seguidas para o relato ser inteiramente realista). É neste momento da sua vida que o encontramos.

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