Podemos também avaliar como decorre o teletrabalho no público e no privado. Claro que não seria fácil em tão pouco tempo implementa-lo, foi preciso improvisar, levar PCs, monitores, discos para casa… uns usarem internet pessoal, outros o PC pessoal… No meio disto não será difícil de perceber quem mandou as pessoas para casa em “teletrabalho” sem assegurar meios para trabalhar.
No final deste mês pode haver mais meio milhão de desempregados em Portugal, tudo se encaminha para isso. Todos do sector privado, nenhum da função pública. Na Administração Pública, como é sabido, não existem despedimentos.
No meio deste naufrágio, gerado pela pandemia, a prioridade da CGTP é… reivindicar aumentos salariais para os funcionários públicos. Que já trabalham menos horas, já se reformam mais cedo, já têm um sistema de saúde exclusivo, já têm remunerações médias superiores (cerca de 12% acima do sector privado) e beneficiam de um salário mínimo superior. E que, sobretudo, jamais enfrentam o espectro do desemprego.
Esta falta de solidariedade em relação aos trabalhadores que estão fora da órbita do Estado, por parte daquela central sindical, é chocante.
Quando alguém critica a obscena divisão de riqueza nas nossas sociedades os nossos conservadores, que ou estão do lado dos ricos ou sonham lá estar, dizem que isso é inveja. Quando os trabalhadores que servem o Estado estão mais protegidos dos ataques, muitas vezes ilegais e imorais, da entidade patronal, os nossos conservadores não dizem que é preciso minimizar os lay-offs ou ajudar a economia. Dizem que todos têm de estar mal. Compreendo o raciocínio: se os servidores do Estado trabalharem como escravos, pode-se assim obrigar os outros a trabalharem como escravos e sobra mais para os ultra ricos que assim deixarão cair uns pingos mais grossos nos seus servidores mais queridos. .
A sua observação é bastante pertinente, por exemplo, na minha área de atividade o cliente são entidades publicas, este determina de forma direta, e muito clara, os salários e as condições de trabalho dos meus colegas.
Poderia argumentar que o Estado, sendo financiado pelos impostos, sobre a economia, e dependendo a economia do sector privado, vive do parasitismo, do “sócio gerente”, do “trabalhador independente” , com pouquíssimos direitos e múltiplas obrigações, do empreendedor /empresário, que põe em causa a sua vida e o seu sossego, quando decide arriscar (o que sabe sobre isso o feliz e contente funcionário público?!) para alimentar uns portugueses predilectos. Só no Estado é que todos recebem, em lay off, a totalidade do seu rendimento, só no Estado se dão dois dias de tolerância de ponto, na Páscoa, quando anda meio mundo fechado em casa “sem receber” Só no Estado se asseguram empregos vitalícios, independentemente de fazerem ou não falta os serviços que são prestados (gostava de saber quantos foram para o desemprego, após a extinção das Juntas de Freguesia? ). Poderia desta forma inferir que o rapinanço estatal é causa dos maus empregos e das péssimas remunerações da maioria dos portugueses que, não são funcionários públicos (os únicos, entre uma maioria, que nunca recebe o salário mínimo). Levamos meio ano a pagar impostos ao Estado e eu nunca os vejo a fazer nada. As autoestradas são privadas, a energia também, tenho seguro de saúde, pois ir ao SNS é de ficar doente com as esperas, o desmazelo das estruturas… Levam – me, da remuneração, 1/4 por cada serviço que presto , e garanto que nunca vi o Estado sentado ao meu lado no carro, nunca o vi fazer a ponta de um chavelho.
Para quando a reforma do Estado? Isto é para quando o escorrega que leve de lá uma maioria silenciosa, porque incapaz?
No Estado não há desemprego. Há emprego garantido para a vida. Há um salário mínimo mais elevado. Há um salário médio mais elevado. Há menos horas de trabalho consagradas na lei. Há mais greves. Há mais absentismo laboral. Há acesso exclusivo a um “seguro de saúde” público, sem paralelo no privado. Há direito à reforma mais cedo do que no sector privado.
E, no entanto, a prioridade para a CGTP é defender estes trabalhadores. Que correspondem apenas a 14% da população activa portuguesa.
Os funcionários públicos a trabalhar como escravos…? Essa só pode dar vontade de rir. Deixe-me que lhe diga que, na minha modesta opinião, alguns até deviam pagar para ter o seu empregozinho, pois a única coisa que fazem bem é dificultar a vida a quem quer investir, trabalhar e produzir. Além disso.. 35 horas semanais? E agora muitos “lombrigários” do Estado nem se dignam atender presencialmente quem precisa de resolver os assuntos que são essenciais para que a vida não pare! E não tenha dúvidas: mais umas semanas disto e teremos uma miséria nunca antes vista. A minha esperança é que quando a fome se instalar as pessoas finalmente abram os olhos!
É imoral utilizar a palavra escravatura, associando-a aos trabalhadores da função pública. É branquear e banalizar esse crime contra a humanidade que é a escravatura, infelizmente ainda existente em muitas parcelas do mundo actual. Na China, por exemplo, onde persistem várias bolsas de trabalho escravo.
Obsceno é que, nesta crise de pandemia e nesta devastação económica já em marcha, a CGTP, em vez de se solidarizar com os trabalhadores das actividades privadas (que são 85% dos assalariados portugueses), apareça a reivindicar aumentos salariais para os funcionários públicos – únicos que estão, à partida, protegidos contra o vírus do desemprego. Que mata tanto ou mais do que os outros vírus. A CGTP, neste contexto de dificuldades acrescidas, surge em defesa da minoria privilegiada. A que nunca fica sem trabalho pois a torneira do Estado, para ela, nunca fecha.
Não percebo este post do Pedro Correia ! Todos sabemos que existem diferenças abissais entre as regalias oferecidas pelo “estado” e pelo “privado” para a mesma função logo não existe novidade nenhuma. Eu penso que agora é uma oportunidade (pandemia económica) de ouro para os “liberais democratas” porêm em prática aquilo que defendem amiúde para todos na esfera económica e social. Só empresas capazes, organizadas e realmente importantes irão sobreviver, só os sectores económicos relevantes para o país irão sobreviver, tudo o mais está a mais e isso deveria ser suficiente para esgotar o stock de Moet e caviar entre as elites “liberais democratas”.
Eu do Estado apenas quero Soberania, SNS, educação, controle total dos monopólios naturais e controle indirecto nos oligópolios, tudo o resto está a mais, mas como já se sabe a França é a França.
Ontem fez-se uma “festa” pela “ue” ter aprovado um pseudo pacote de 500 biliões de euros para todos os 27 (em breve serão menos), só para lembrar que o ultimo “resgate” a Portugal foram 78 biliões de euros e que neste “pacote” apenas nos calham 4.5 biliões o que mostra bem como a “ue” é solidária no seu seio. Só Portugal (os portugueses) deram em ajudas directas á banca quase 25 biliões de euros em 10 anos e desses apenas 5 biliões para a CGD a que temos de descontar as imparidades do BPN que foi nacionalizado Se alguém puder pôr aqui os números do resgate á Grécia teremos ainda melhor capacidade de avaliar a mentira que foi e é a “ue” desde já ressalvando que a esmagadora parte desse dinheiro foi para salvar os bancos internacionais que lá tinham “investido”.
Eu não preciso que me explique, eu já sei, aprendi (aprendo) ás minhas custas. Vocês “liberais democratas” (e outros) não têem vergonha, ao menos podiam ficar-se por umas vacuidades sem interesse para deixarem trabalhar quem tem de trabalhar, mas não, tem de estar sempre a instilar ódio, a abrir brechas, a cavar trincheiras, são piores que os anarquistas, parece que vivem do caos…
O que escrevi são factos ,não são fake news, são história recente da “europa”, estão gravados por todo o lado, estão na memória das pessoas, nos seus corações, nas suas dores, infelicidades e sofrimento, aliás viviam-se todos os dias por essa “europa” fora antes de chegar o vírus. O que o Pedro Correia e outros aqui em Portugal sempre defenderam está aí mais uma vez agora sob forma de uma doença para purificar a economia e a sociedade segundo a vossa “religião”. Até instituições mundiais colaboram e parece que toda a “gente” quer esquecer de onde veio o vírus e o porquê de agora a economia “europeia” estar de calças na mão e não ter capacidade de dar resposta ás suas populações.
Podemos também avaliar como decorre o teletrabalho no público e no privado. Claro que não seria fácil em tão pouco tempo implementa-lo, foi preciso improvisar, levar PCs, monitores, discos para casa… uns usarem internet pessoal, outros o PC pessoal… No meio disto não será difícil de perceber quem mandou as pessoas para casa em “teletrabalho” sem assegurar meios para trabalhar.
No final deste mês pode haver mais meio milhão de desempregados em Portugal, tudo se encaminha para isso.
Todos do sector privado, nenhum da função pública. Na Administração Pública, como é sabido, não existem despedimentos.
No meio deste naufrágio, gerado pela pandemia, a prioridade da CGTP é… reivindicar aumentos salariais para os funcionários públicos. Que já trabalham menos horas, já se reformam mais cedo, já têm um sistema de saúde exclusivo, já têm remunerações médias superiores (cerca de 12% acima do sector privado) e beneficiam de um salário mínimo superior. E que, sobretudo, jamais enfrentam o espectro do desemprego.
Esta falta de solidariedade em relação aos trabalhadores que estão fora da órbita do Estado, por parte daquela central sindical, é chocante.
Quando alguém critica a obscena divisão de riqueza nas nossas sociedades os nossos conservadores, que ou estão do lado dos ricos ou sonham lá estar, dizem que isso é inveja.
Quando os trabalhadores que servem o Estado estão mais protegidos dos ataques, muitas vezes ilegais e imorais, da entidade patronal, os nossos conservadores não dizem que é preciso minimizar os lay-offs ou ajudar a economia. Dizem que todos têm de estar mal.
Compreendo o raciocínio: se os servidores do Estado trabalharem como escravos, pode-se assim obrigar os outros a trabalharem como escravos e sobra mais para os ultra ricos que assim deixarão cair uns pingos mais grossos nos seus servidores mais queridos.
.
A sua observação é bastante pertinente, por exemplo, na minha área de atividade o cliente são entidades publicas, este determina de forma direta, e muito clara, os salários e as condições de trabalho dos meus colegas.
Poderia argumentar que o Estado, sendo financiado pelos impostos, sobre a economia, e dependendo a economia do sector privado, vive do parasitismo, do “sócio gerente”, do “trabalhador independente” , com pouquíssimos direitos e múltiplas obrigações, do empreendedor /empresário, que põe em causa a sua vida e o seu sossego, quando decide arriscar (o que sabe sobre isso o feliz e contente funcionário público?!) para alimentar uns portugueses predilectos. Só no Estado é que todos recebem, em lay off, a totalidade do seu rendimento, só no Estado se dão dois dias de tolerância de ponto, na Páscoa, quando anda meio mundo fechado em casa “sem receber” Só no Estado se asseguram empregos vitalícios, independentemente de fazerem ou não falta os serviços que são prestados (gostava de saber quantos foram para o desemprego, após a extinção das Juntas de Freguesia? ). Poderia desta forma inferir que o rapinanço estatal é causa dos maus empregos e das péssimas remunerações da maioria dos portugueses que, não são funcionários públicos (os únicos, entre uma maioria, que nunca recebe o salário mínimo). Levamos meio ano a pagar impostos ao Estado e eu nunca os vejo a fazer nada. As autoestradas são privadas, a energia também, tenho seguro de saúde, pois ir ao SNS é de ficar doente com as esperas, o desmazelo das estruturas… Levam – me, da remuneração, 1/4 por cada serviço que presto , e garanto que nunca vi o Estado sentado ao meu lado no carro, nunca o vi fazer a ponta de um chavelho.
Para quando a reforma do Estado? Isto é para quando o escorrega que leve de lá uma maioria silenciosa, porque incapaz?
Subscrevo na íntegra!
O estado é um péssimo “sócio”: só está presente para receber, nunca para ajudar.
No Estado não há desemprego.
Há emprego garantido para a vida.
Há um salário mínimo mais elevado.
Há um salário médio mais elevado.
Há menos horas de trabalho consagradas na lei.
Há mais greves.
Há mais absentismo laboral.
Há acesso exclusivo a um “seguro de saúde” público, sem paralelo no privado.
Há direito à reforma mais cedo do que no sector privado.
E, no entanto, a prioridade para a CGTP é defender estes trabalhadores. Que correspondem apenas a 14% da população activa portuguesa.
Os funcionários públicos a trabalhar como escravos…? Essa só pode dar vontade de rir. Deixe-me que lhe diga que, na minha modesta opinião, alguns até deviam pagar para ter o seu empregozinho, pois a única coisa que fazem bem é dificultar a vida a quem quer investir, trabalhar e produzir. Além disso.. 35 horas semanais? E agora muitos “lombrigários” do Estado nem se dignam atender presencialmente quem precisa de resolver os assuntos que são essenciais para que a vida não pare! E não tenha dúvidas: mais umas semanas disto e teremos uma miséria nunca antes vista.
A minha esperança é que quando a fome se instalar as pessoas finalmente abram os olhos!
É imoral utilizar a palavra escravatura, associando-a aos trabalhadores da função pública.
É branquear e banalizar esse crime contra a humanidade que é a escravatura, infelizmente ainda existente em muitas parcelas do mundo actual. Na China, por exemplo, onde persistem várias bolsas de trabalho escravo.
Obsceno é que, nesta crise de pandemia e nesta devastação económica já em marcha, a CGTP, em vez de se solidarizar com os trabalhadores das actividades privadas (que são 85% dos assalariados portugueses), apareça a reivindicar aumentos salariais para os funcionários públicos – únicos que estão, à partida, protegidos contra o vírus do desemprego. Que mata tanto ou mais do que os outros vírus.
A CGTP, neste contexto de dificuldades acrescidas, surge em defesa da minoria privilegiada. A que nunca fica sem trabalho pois a torneira do Estado, para ela, nunca fecha.
Uns estafermos, os dessa “Sindical”, que nunca fizeram na porca da vida um único parafuso
Não percebo este post do Pedro Correia !
Todos sabemos que existem diferenças abissais entre as regalias oferecidas pelo “estado” e pelo “privado” para a mesma função logo não existe novidade nenhuma.
Eu penso que agora é uma oportunidade (pandemia económica) de ouro para os “liberais democratas” porêm em prática aquilo que defendem amiúde para todos na esfera económica e social. Só empresas capazes, organizadas e realmente importantes irão sobreviver, só os sectores económicos relevantes para o país irão sobreviver, tudo o mais está a mais e isso deveria ser suficiente para esgotar o stock de Moet e caviar entre as elites “liberais democratas”.
Eu do Estado apenas quero Soberania, SNS, educação, controle total dos monopólios naturais e controle indirecto nos oligópolios, tudo o resto está a mais, mas como já se sabe a França é a França.
Ontem fez-se uma “festa” pela “ue” ter aprovado um pseudo pacote de 500 biliões de euros para todos os 27 (em breve serão menos), só para lembrar que o ultimo “resgate” a Portugal foram 78 biliões de euros e que neste “pacote” apenas nos calham 4.5 biliões o que mostra bem como a “ue” é solidária no seu seio.
Só Portugal (os portugueses) deram em ajudas directas á banca quase 25 biliões de euros em 10 anos e desses apenas 5 biliões para a CGD a que temos de descontar as imparidades do BPN que foi nacionalizado
Se alguém puder pôr aqui os números do resgate á Grécia teremos ainda melhor capacidade de avaliar a mentira que foi e é a “ue” desde já ressalvando que a esmagadora parte desse dinheiro foi para salvar os bancos internacionais que lá tinham “investido”.
WW
Há muita coisa que você não percebe, pelo que deixa aqui escrito.
Mas também não serei eu a explicar-lhe.
Eu não preciso que me explique, eu já sei, aprendi (aprendo) ás minhas custas.
Vocês “liberais democratas” (e outros) não têem vergonha, ao menos podiam ficar-se por umas vacuidades sem interesse para deixarem trabalhar quem tem de trabalhar, mas não, tem de estar sempre a instilar ódio, a abrir brechas, a cavar trincheiras, são piores que os anarquistas, parece que vivem do caos…
O que escrevi são factos ,não são fake news, são história recente da “europa”, estão gravados por todo o lado, estão na memória das pessoas, nos seus corações, nas suas dores, infelicidades e sofrimento, aliás viviam-se todos os dias por essa “europa” fora antes de chegar o vírus.
O que o Pedro Correia e outros aqui em Portugal sempre defenderam está aí mais uma vez agora sob forma de uma doença para purificar a economia e a sociedade segundo a vossa “religião”.
Até instituições mundiais colaboram e parece que toda a “gente” quer esquecer de onde veio o vírus e o porquê de agora a economia “europeia” estar de calças na mão e não ter capacidade de dar resposta ás suas populações.
WW