Dos riscos que se correm quando reflicto demasiado


escafandro,

Em 2009 deu nisto:

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Em dia de reflexão eleitoral, as duas fotos que coloquei nos posts anteriores têm água. Superfícies amplas de água convidam à reflexão. Como também o fazem planícies extensas ou um céu estrelado. A imensidão faz-nos pensar. Torna-nos humildes. Abre-nos à consideração de outras hipóteses e ajuda-nos a redimensionar problemas. No caso da água, há um temor instintivo. Medo do afogamento e de criaturas estranhas e malignas, reais ou imaginárias. Mas há também fascínio, uma possibilidade de fantasia, de seres de histórias de encantar. E, mergulhado no que Freud chamou inconsciência, um desejo de regresso ao ventre (ao materno e ao primordial).

Perante uma superfície ampla (o mar, uma planície a perder de vista), o céu reage e torna-se também maior e mais presente. Junto ao oceano, a um rio largo ou a um lago, ficamos entre a água e o céu, conjugações improváveis de poeira cósmica presas entre a vontade de voar e a de mergulhar.

 

 

Credo! Por favor, altere-se a Lei Eleitoral.

0 comentários em “Dos riscos que se correm quando reflicto demasiado”

  1. Não reflita.
    Não medite.
    Não vá votar.
    Fique em casa.
    Veja um filme.
    Durma todo dia.
    Depois das 19 horas vá para rua e diga: hoje fiz um bem ao país.
    Verá que muitos lhe agradecerão e dirão este é um homem bom.

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