Dos livros e leituras


cronicasnofeminino,

 

 

Subscrevo inteiramente tudo o que se diz neste excelente post, tudo, excepto dobrar o canto da página. Isso não!

 

44 comentários em “Dos livros e leituras”

        1. Eu sou mesmo de livrarias, João, porque sou muito atraída pelas novidades. Além disso, adoro aquele cheirinho dos livros acabados de imprimir e a virgindade dos livros. Claro que gosto também de livros lidos, se não nem seria bookcrosser, e de os partilhar.

        2. Concordo inteiramente João…os livros da minha vida parecem na aparência ter 200 anos, páginas amarelas e foram todos comprados em alfarrabistas…Adoro percorrer aquelas prateleiras e os melhores livros estão nas prateleiras mais altas e mais escondidas. Existe um em Almada que acho que nem sabe que em caixas espalhadas pela loja tem primeiras edições.:)

          1. É uma tentação vasculhar coisas assim. Gosto do cheiro do papel recentemente impresso, mas não substitui o cheiro dos alfarrábios, aquele cheiro do tempo.

          2. Provavelmente por me ter habituada a algumas relíquias da biblioteca dos meus pais nunca fui muito de alfarrabistas, mas compreendo o fascínio.

          1. E sabe Leonor, pensando bem, tenho marcadores bem catitas!
            (Nesta idade, o que eu aqui mudo… Ah pois, não é só conversa. Qualquer dia tenho uma novidade para lhe dar Leonor. Só não a dei já porqu etenho andado ocupada com outras coisas…)
            :))

  1. Gostei… E concordo com tudo, até dobro o canto e tudo. Será crime e eu não sei??? Gosto tanto dos meus livros e de todos os outros, mesmo dobrando a página, porque não sou organizadinha e nem sempre tenho marcador à mão… E leio onde calha e como calha..

    1. Mas mesmo não tendo marcador à mão não dobro as páginas e olhe que não sou organizada. Uso o que tenho, uma etiqueta, um talão de compra, um bilhete, quaqluer coisa… menos dobrar as páginas. Curiosamente não sou muito cuidadosa com a maioria dos meus livros, mas quando compro um tem de vir imaculado, sem beliscadura. Procuro sempre o que me parece melhor entre os vários disponíveis. Manias… 😉

      1. Também não dobro os cantos da paginas…detesto,e não uso nenhum tipo de marca… quando em presto algum livro(o que também não gosto muito hihi) imponho logo a regra, nada de cantinhos dobrados 🙂

        1. Eu tenho uma colecção imensa de marcadores de livros que raramente estão à mão quando preciso, mas são esses que uso, alguns estão espalhados por livros a assinalar alguma página ou porque deixei a leitura ali.

  2. Os livros são para ser lidos, anotados, transportados, dobrados nos seus cantinhos, levados para a praia (ficando cheios de areia), usados até à exaustão, até deles lermos tudo o que nos querem transmitir. Não há problema, eles gostam!
    O que não querem mesmo é ficar perdidos pelas prateleiras e pelos baús…

    1. Eles podem gostar, André, mas eu nem tanto, pelo menos com areia, o resto faz parte do saudável manuseamento. Na minha aventura de bookcrosser quando ponho um livro a circular já sei que é um risco e que quando regressar às minhas mãos vem amarfanhado pelas sucessivas viagens de correio. Nesse caso não me importo rigorosamente nada. Como dizes, importante é serem lidos 🙂

        1. O primeiro livro que pus a circular no Bookcrossing ficou nas mãos da primeira pessoa a quem o passei. Até hoje lamento o livro, porque nunca mais vi outro à venda, já lá vão uns seis anos. Depois desse já pus outros, emprestei alguns e voltaram sempre.

          1. Por isso não gosto de emprestar…perdi alguns livros assim,emprestei e nunca mais os vi…

          2. Não Leonor, mas já pensei nisso hihi …ainda sou dos empréstimos á moda antiga…estar a ler um livro, um amigo ou colega pedir emprestado porque fica curioso com o titulo ou com o autor…Na minha mala ando sempre com um ou dois livros, acho imprescindível …e sou daquelas pessoas que leio e releio os mesmos livros se me agradarem.

          3. Pois, lá os empréstimos são mais através do site, mas nem só de empréstimos vive o Bookcrossing. As releituras são muito interessantes. Comecei a reler por causa disto: http://mesemquando.blogspot.com/search/label/receitas%20de%20leitura. Tem sido uma experiência muito gratificante, há livros que não se esgotam numa só leitura.

          4. Cada vez que se relê um livro encontram-se certas coisas que parece que não estavam lá nas leituras anteriores.

          5. E como se processa para ter os livros? Desculpe a minha ignorância. 🙂

          6. O Bookcrossing é um movimento de libertação de livros, não tanto de troca, mas na prática trocam-se muitos livros e partilham-se em Bookrings (um círculo de leitores em que o primeiro leitor inscrito passa ao seguinte até regressar ao seu dono original) ou em empréstimos directos. O primeiro passo, além de se inscrever é registar os seus livros, obtêm assim um número identificativo para fazer uma entrada quando lê o livro e que permite que seja traçado o percurso do mesmo. É uma dinâmica de troca e de partilha sempre. Damos e recebemos em troca.

  3. Leonor

    Mais uma machadada numa hipotetica boa reputação minha. Eu dobro cantinhos, sublinho, ponho notas, anoto frases inteiras…. Tudo isso. Gosto do cheiro dos livros, do papel e tenho um prazer quase físico ao abrir um livro pela primeira vez. A livraria é a única “loja” onde às vezes não me controlo!
    :)))

    1. Só escrevo o meu nome a tinta nos livros (também há quem diga que é sacrilégio), adoro escrever a lápis e também o faço nos livros. Agora menos do que antes. Por (de)formação fiz isso anos a fio até me cansar e deixar que a leitura fosse algo menos académico.

      1. Também eu. Só escrevo a tinta o nome, por vezes a cidade ou país onde comprei o livro, com a respectiva data. Tudo o resto vai a lápis. Aliás só uso lápis em livros.

          1. E no final do livro assinalo a data e o local onde acabei de o ler. Mais as estrelas da praxe: classifico os livros tal como os filmes, de bola preta a cinco estrelas.

          2. É-me muito difícil atribuir estrelas aos livros, fico-me pela impressão geral e pronto. Há pouco li um artigo interessante sobre esse sistema de bolas e estrelas, talvez na Actual do Expresso.

          3. Este método ajuda-me a perceber até que ponto gostei (ou não) de um livro, anos depois, quando o folheio de novo. E já tem acontecido que ao relê-lo lhe dou uma classificação diferente. Fica lá também essa classificação, com a nova data. O mesmo livro pode merecer-nos leituras muito diferentes, dependendo do momento em que o lemos.

          4. As releituras são interessantíssimas. A altura da nossa vida em que lemos os livros e as pessoas que somos nesses momentos influenciam sempre a nossa relação com a leitura.

  4. Há muitos anos que deixei de dobrar o canto superior direito das páginas dos livros, como marcador, coisa frequente nos meus tempos de juventude. Utilizei a «imagem», não só porque o fiz nos primeiros anos, mas também, para simbolizar uma «relação de intimidade» com o livro. O ser lido, vivido. O ser usado. Hoje estou mais «puritano» e protejo mais os livros.

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