Vamos lá ver, pazinhos. Em 2016 disseram que estava a ser um ano terrível porque morreram o Prince e o Bowie. Agora dizem que 2017 está a ser um ano terrível porque morreu o Zé Pedro. Na verdade, não é bem isso. À medida que o tempo passa, é natural que desapareçam os ícones. Os anos não são nem mais nem menos terríveis. Estamos é a ficar velhos.
Dos anos terríveis
Rui Rocha,

O dia terrível será quando todos disserem bem de nós.
Ouve lá, não percebes?, é isso mesmo, os anos são terríveis porque estamos a ficar velhos. E, para além disso, são mesmo horríveis porque morrem os mesmo nossos.
Enquanto fores tu a ver morrer os outros, o ano é excelente.
Pensa positivo: a morte dá de comer a um milhão de cangalheiros.
Zé Pedro ao Panteão! E com jantar.
Não falemos de coisas tristes.
Hoje é o dia da Sida.
Liberalizem as drogas, pá! Não fazem mal nenhum, pá!
O único consolo é estar o Zé Pedro a esta hora a ensinar os diabos a cantar: “Senhor engenheiro, dê-me um pouco de atenção…”
Ficou-me gravada na memória aquela passagem da Filomena Mónica que refere que o pior da velhice é perdermos os amigos.
[(U) isso mesmo……..]
Mas pelo contrário tantas alegrias politicas.Este tempinho bom que ajuda o espetar de mais uma lança centénica na Europa,quem não aparece esquece não esqueça.Mais anafadinho e agora sorridente o nosso primeiro,depois do conforto e dos imis prometidos naquele transtorno veranil.E que jovialidade nesta rentrée de armenios e nogueiras.