Dois pesos e duas medidas


Pedro Correia,

No dia 4, quando estava em causa José Sócrates, protesta com o máximo vigor: "A instrumentalização política de uma investigação penal inaceitavelmente demorada, através de uma maciça violação do segredo de justiça e de manipulação selectiva das fontes, pode levar a um processo mediático de incriminação, julgamento popular e condenação sumária do primeiro-ministro (que afinal nem sequer está a ser investigado, por nenhuma suspeita credível existir contra ele)." No dia 15, quando está em causa Dias Loureiro, já não há "maciça violação do segredo de justiça" nem "manipulação selectiva das fontes" e muito menos um "julgamento popular" ou uma "condenação sumária": "Os documentos publicados pelo Expresso mostram que o envolvimento de Dias Loureiro nos esconsos (e aventureiros) negócios do BPN foi muito mais directo do que ele tentou até agora dar a entender. Como parecia evidente…"

Parece-me cada vez mais evidente que Vital Moreira tem dois pesos e duas medidas…

9 comentários em “Dois pesos e duas medidas”

    1. Olá, Carlos. Entraram os dois quase ao mesmo tempo, com segundos de intervalo. Também concordo com o que escreves mais acima: não pode haver dois pesos e duas medidas. O que vale para Vital Moreira vale também, e com maioria de razão, para o PR.
      Abraço

  1. Caro Pedro Correia:

    Porque será que o Sr. Vital Moreira não vê as coisas de igual modo, penso que por vezes, ainda anda no tempo em que era Comunista asumido, mas claro ninguém é perfeito e esta colagem ao Engº é demasiado doentia.
    Continue numa de delito eu aprecio e apoio, um dia destes temos que nos encontrar pessoalmente.

  2. Não. A publicação desse documento pelo BPN não reflete qualquer violação do segredo de justiça, penso eu. Trata-se de um documento interno de um banco que, em princípio, não é secreto, muito menos tratando-se de um banco nacionalizado. Os documentos através dos quais um banco constitui um determinado fundo são, em princípio, públicos – não há qualquer valor que justifique o seu secretismo. Também não são secretas as pessoas do banco que assinam esses documentos.

    1. Caro Luís Lavoura, o essencial é isto: não podemos invocar o direito à presunção da inocência quando os «nossos» estão em causa e tornar esse direito tábua rasa quando estão em causa os «outros». O que se reclama para Sócrates deve ser reclamado para outros. A menos que haja o entendimento, e sei que não é esse o seu caso, que a justiça não deve ser igual para todos.

  3. o senhor em Causa ( dele…) o que faz da vida?

    Professor da direito ..

    está visto que se tiver um filho não o deixo ir para a faculdade de direito de coimbra..por motivos obvios..

  4. Vital Moreira:

    Xou um Profexor de Coimbra. Era comuna, virei xuxa – porque gosto da teta.

    Quando O Xampas limpou o c à Conxtituixão bati palmas porque aquilo é uma m – a parte que eu excrevi, pelo menos.

    Dich que xim – vota em mim!

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