Costumo ler dois livros em simultâneo. Há muito que o faço e por isso tornou-se um hábito.
Acabei de ler o “Doutor Glass”, de Hjalmar Soderberg que é um belíssimo ensaio sobre a alma humana. Não é recente e foi considerado um livro muito bom. É-o de facto.
E já comecei outro, acabado de sair – tem dias -, intitulado “Jusqu’ici tout va mal”, de Cecile Amar, uma especialista em faunos da política e que aqui se ocupa de Hollande, depois de já ter escrito sobre Ségolène Royal e Lionel Jospin.
Porquê este último? Porque, por motivos sentimentais, a França é, para mim, uma espécie de segunda pátria e o seu actual presidente constitui, aos meus olhos e parece que aos dele próprio, um verdadeiro enigma.
Se não, vejamos. A obra obra abre com a frase de Hollande “Vous me demandez qui je suis? Ça, c’est une question terrible…”.
Será preciso dizer mais?!
Será preciso dizer mais?!



Parece a mesma pergunta do aio Telmo Pais ao romeiro no ‘Frei Luís de Sousa’. E talvez a resposta não seja muito diferente.