Há pouco, no Jornal das Nove (trechos):
Saldanha Sanches:
Há uma berlusconização da política portuguesa.
Paula Teixeira da Cruz:
Aparentemente, Aveiro acertou em tudo menos no que dizia respeito ao senhor primeiro-ministro… Isto é no mínimo estranho.
Saldanha Sanches:
Nós temos o direito de ter um primeiro-ministro que não tenha conversas telefónicas com alguém que está a ser investigado. Alguém que está a ser investigado por corrupção é porque teve um comportamento duvidoso. Um primeiro-ministro tem que ser sério: não pode ter relações com certas pessoas.
Paula Teixeira da Cruz:
Uma coisa não foi desmentida: a intromissão do primeiro-ministro na comunicação social. Isso não foi desmentido em lado nenhum.
E onde está a função de fiscalização do parlamento?

O que é absolutamente lamentável e mostra como está o país é ver dois juristas a atirar às urtigas a “presunção de inocência”! Quem disse à D. Teixeira da Cruz que “em Aveiro está tudo bem”? Quem disse ao Sr. Saldanha que Vara é culpado?
“Quem disse à D. Teixeira da Cruz que “em Aveiro está tudo bem”?”
A sequência do processo em Lisboa. A única decisão de Aveiro que foi impugnada (não sei se é o termo técnico) foram as escutas ao primeiro-ministro.
“Quem disse ao Sr. Saldanha que Vara é culpado?”
Jorge Sampaio. Há um número de anos suficiente para avisar quem quisesse sentir-se avisado.
Samaio não acusou Vara. Dizem os jornalistas (o que é sempre de desconfiar) que Sampaio exigiu a Guterres a demissão de Vara. O que é um facto, esse sim provável, é que Vara foi absolvido em tribunal, pois nada se provou contra ele.
Ah, esta eterna desconfiança em relação aos jornalistas enquanto se crê cegamente nos políticos (do partido do poder). Nenhuma democracia se constrói sem liberdade de imprensa mas os nossos ‘democratas’ não perdem uma oortunidade de arremeter contra ela, como se andassem nostálgicos da ditadura.
Noto também que a senhora não se refere à questão da intromissão na comunicação social. Lá saberá porquê.
Aí já se torna,por motivos óbvios, mais difícil rasgar as vestes pelo menino d’oiro…
Não me referi, porque essa “intromissão” é uma ura invenção que carece de demonstração.