Dois amigos do melhor amigo de Putin


Pedro Correia,

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Donald Trump e J. D. Vance, apesar da guerra no Golfo Pérsico, arranjaram tempo para dar uma ajudinha ao amigo Viktor Orbán na recta final da campanha eleitoral da Hungria, que vai a votos no próximo domingo. Vance compareceu no comício do Fidesz em Budapeste, algo inédito num vice-presidente norte-americano em funções, enquanto o magnata de Mar-a-Lago participou com a inconfundível voz, via telefone. 

O amigo e aliado deles é também o maior cúmplice e compincha de Vladimir Putin, funcionando como autêntica toupeira de Moscovo na União Europeia. As últimas dúvidas dissiparam-se com a revelação de que o chefe da diplomacia húngara tem funcionado, nas cimeiras comunitárias, como bufo de Serguei Lavrov, o sinistro braço direito de Putin para os assuntos internacionais.

Vance, sempre contra Bruxelas e jamais contra Moscovo, aproveitou o comício para disparar novas críticas à UE, acusando-a de «interferência» no processo eleitoral húngaro. Espantosamente, quando ele estava ali, naquele palco, a fazer precisamente aquilo de que acusa outros. 

Por sua vez, Trump elogiou o primeiro-ministro húngaro por não ter permitido que «as pessoas invadissem o país». Não pode haver louvor mais envenenado, vindo da boca de alguém que não tem feito outra coisa senão invadir países alheios enquanto cobiça velhos e novos alvos, de Cuba à Gronelândia.

 

Orbán diz-se “soberanista” – mas parece disposto como nunca a vergar-se aos apoios estrangeiros. Venham de Washington ou de Moscovo, tanto faz. Talvez por saber que se sujeita agora a uma derrota eleitoral após 16 anos no poder, num país com economia estagnada desde 2022, uma das mais elevadas taxas de inflação e o terceiro mais baixo de poder de compra (após Bulgária e Grécia) a nível comunitário. Além de figurar há quatro anos consecutivos no topo da lista de corrupção em Estados da UE elaborada pela Transparência Internacional.

Quantos votos lhe terão rendido estas descaradas interferências de Trump e Vance, cada vez mais impopulares nos EUA? Suspeito que poucos. Ou nenhuns.

Faltam poucos dias para sabermos.

24 comentários em “Dois amigos do melhor amigo de Putin”

  1. É a globalização. Neste caso na política.
    E não é novidade. Há 2 anos andou quase toda a Europa a fazer campanha contra Trump e o partido republicano … cá se fazem, cá se pagam!
    Do resto é bom sinal que Órban tenha pedido ajuda a Vance. É sinal de desespero e que se prepara para levar um chuto dos eleitores húngaros.

    1. Concordo: é sinal de desespero. Nunca um vice-presidente dos EUA tinha até hoje participado num comício partidário na recta final de uma campanha eleitoral em país alheio.
      Como ficarão as relações húngaro-americanas no caso da (provável) vitória de Peter Magyar, o candidato da oposição?
      Não é sinal de grandeza, mas de pequenez.
      Dizem querer uma “América maior”, mas fazem tudo para diminuí-la.
      A administração Trump escolhe como seu principal interlocutor na Europa o maior aliado de Putin. Não há coincidências.

      1. Aos dias pares, a CIA manda-te dizer que os EUA de Trump são um espectáculo, que vende armas à Ucrânia e agrava sanções contra a Rússia, que garante a militarização da NATO e de Taiwan, que fala forte e feio contra o woke de Medrid, que levou a democracia à Venezuela, que ajudou a derrotar terroristas em Gaza, que levou a democracia à Síria, que está a destruir terroristas no Irão, e que a seguir vai levar a democracia a Cuba…

        Depois, aos dias ímpares, a NED manda-te dizer que os EUA de Trump estão na mão de Putin.

        Quando para se fazer a propaganda do império oligárquico nazi fascista terrorista corrupto colonialista/sionista genocida dos EUA, é preciso ser esquizofrénico ou ter dupla personalidade, então é melhor marcar uma consulta no médico!

        Ainda agora é Abril, e já há declaração do ano. É do Ministro da Defesa do Paquistão:

        “Israel is evil and a curse for humanity, while peace talks are underway in Islamabad, genocide is being committed in Lebanon. Innocent citizens are being killed by Israel, first Gaza, then Iran and now Lebanon, bloodletting continues unabated. I hope and pray people who created this cancerous state on Palestinian land to get rid of European jews burn in hell.”

        – Khawaja M. Asif, 2026-Abril-10

        E porque sou ser humano decente e bem informado, assino por baixo.

        No segundo lugar, está a frase do vassalo corrupto Rutte, que não vou citar, vou só parafrasear:
        “a NATO serve para os EUA projectarem o seu poder militar”

        Ao que que respondo: está então na hora de Portugal cumprir a sua Constituição e sair da NATO e recuperar a soberania dos Açores, e MANTER essa integridade territorial com ajuda de aviões chineses, submarinos russos, artilharia sérvia, drones iranianos, e recuperando a indústria naval portuguesa!

        Está também na hora de Portugal cumprir a parte da Constituição que fala contra o colonialismo, cortar relações com “israel”, e ajudar Espanha a criar uma no-fly zone para os criminosos de guerra dos EUA.
        E quiçá, com Espanha e Marrocos e Argélia, criar uma no-navigation zone para os barcos de guerra/genocídio dos EUA na zona oeste do Mediterrâneo.
        Se os Iranianoa podem fazê-lo no Estreito de Hormuz, e os Houthis no Mar de Aden, nós também podemos fazê-lo na entrada do Mar Mediterrâneo!

        PS: os objectivos da Rússia no Donbass estão nos 100% em Lugansk, e nos 82% em Donetsk. E as zonas tampão em Dnipropetrovsk, Kharkov, e Sumy, aproximam-se da percentagem que falta em Zaporojie. É hora de negociar e aceitar a democracia, i.e. a vontade do povo do Donbass que em 2014 votou para se separar do regime nazi-golpista que a CIA implantou ilegalmente em Kiev.
        É uma pena a Ucrânia não ser democrático nem independente, e em vez disso estar mas mãos do ditador mais corrupto do mundo, simultaneamente o fantoche mais fácil de manusear pelos EUA, que irá fazer o que a RAND/Pentágono planeou há décadas: guerra proxy até ao último ucraniano, só para aleijar um pouco a Rússia. Enfim.

        1. Quase cinco anos depois da criminosa invasão terrestre da Ucrânia pelos blindados do neoczarista e neocomunista Putin, vens aqui celebrar incontáveis vitórias de fantasia do teu amo, o genocida.
          São sempre as mesmas, e a fantasia nunca se torna realidade, pois ele é impotente para “conquistar” seja o que for.

          A Ucrânia continua soberana, sem prestar vassalagem, apesar da convergência óbvia entre o líder supremo dos oligarcas russos e o multimilionário de Mar-a-Lago: os dois velhos corruptos amam-se, como todo o mundo percebeu no vergonhoso “rendez vous” de Anchorage.

          Mas Zelenski não verga, não cede, não se dobra. Como demonstrou também perante o mundo inteiro ao enfrentar Trump e Vance – cúmplices de Putin e de Orban – na emboscada da Sala Oval.

          Um resistente. Um homem livre. Um verdadeiro líder desta época com tanta falta deles. E não precisa de ter bombas atómicas para pronunciar a poderosa palavra NÃO.
          Coisa que tu nem imaginas o que possa ser.

    2. Infelizmente, a campanha anti-Trump da Europa foi como os avisos da Cassandra mitológica, eram demasiado sombrios para serem credíveis. Ainda hoje há quem não acredite neles, não é?A realidade trumpiana tem esse efeito sobre muitas pessoas – ser realidade mas inacreditável…

  2. Budapeste. Conversas da treta.

    Vance: (Gritando para o microfone) — “Meus amigos, estamos aqui hoje para denunciar a ignóbil, a terrível, a mastodôntica interferência da União Europeia nestas eleições soberanas! É uma vergonha! Bruxelas a querer ditar o vosso destino!”

    Assessor: (Sussurrando, ao ouvido de Vance,) — “Senhor Vice-Presidente… desculpe, técnicamente, o senhor estar aqui, a dizer ao povo em quem votar, é… bem, é a definição de interferência. Pura e dura.”

    Vance: (Para o assessor, sem desligar o microfone) — “Não sejas parvo, Kevin. Eu não estou a interferir. Eu estou a dar apoio moral.”

    Assessor: “Certo, senhor. Mas o senhor disse que a interferência é um crime contra a soberania.”

    Vance: (Voltando-se para a multidão) — “Como eu dizia! Abaixo os estrangeiros que se metem na vossa vida! Abaixo aqueles que atravessam fronteiras para vos vir dizer o que fazer!”

    Assessor: “Senhor… o senhor atravessou o Atlântico. Ontem. Num avião oficial. Para fazer este discurso.”

    Vance: (O olhar começa a ficar vítreo, o ‘loop’ instala-se) — “Nós não interferimos. Nós apenas dizemos que quem interfere é mau. Por isso, ao interferirmos para dizer que a interferência é má, estamos a anular a interferência deles com a nossa interferência.”

    Assessor: “Senhor, as pessoas estão a olhar. O senhor está a morder o próprio lábio.”

    Vance: (A voz sobe de tom, entrando em falsete) — “Eu estou aqui para dizer que ninguém deve estar aqui! Incluindo eu! Mas se eu não estivesse aqui para dizer que ninguém deve estar aqui, as pessoas que não deviam estar aqui estariam aqui sem ninguém para lhes dizer que não podem aqui estar!”

    Assessor: (Afasta-se lentamente) — “Pronto, bloqueou. Alguém chame o Putin. Ele percebe de janelas, pode ser que o Vance esteja com falta de ar.

  3. ( )…

    Pedro Correia…

    Os amigos são para as ocasiões.
    E isto ainda não é nada…
    E agora vá contar os sapos…

    João Barros da Costa

    1. Você ainda não percebeu que daqui a dois ou três meses, quando a SAPO encerrar de vez os blogues, isso a que você chama “sapos” ficará um enorme espaço vazio, intransponível para outra plataforma, e essa frase que aqui deixa será ainda mais absurda do que já é hoje.
      Enfim, nada que me surpreenda atendendo à sua prestação nestas caixas de comentários. Prestação que prefiro não qualificar.

  4. “…Orbán diz-se “soberanista” – mas parece disposto como nunca a vergar-se aos apoios estrangeiros. “
    Como diz o simpático e bem informado General: “vamos lá a ver” a Hungria, um Estado membro da União Europeia em pleno direito, comporta-se de uma mencionada forma tão discutível ao informar a Fed. Russa de decisões internas.
    A Legislção que criou e aprovou esta União Europeia óbviamente o permite, e tem permitido. Durante anos como se consta. Erro dos virtuosos Tratados?. Afinal o que está mesmo errado não será esta supra-nacioanl construção, esta dita União Europeia?.
    Executivo de nomeados, não eleitos pelos cidadãos. Burocracia cujo fim é apenas esvanecer responsabilidades. Ao lado uma Câmara que Legisla, sem vinculação.
    Entretanto o poder incomensurável e centralizado discute o “sexo dos anjos”. Os bárbaros, ateus ou nem por isso, já cá estão dentro e até foram e são recebidos, oficialmente, com flores e chocolates. Porque quem?. Sabemos bem. Curiosamente não pela Hungria. Será essa a fonte do problema?.

    1. Você defende o indefensável. No fundo, justifica a traição de Orbán à União Europeia como serviçal da Federação Rússia.
      Orbán comporta-se como Janos Kádár, que em 1956 traiu os sonhos de liberdade do povo húngaro para se vender a Moscovo.
      Eis a História a repetir-se. Enquanto farsa, como dizia o outro.

    2. Parece-me evidente ser mesmo “erro dos virtuosos Tratados”, como diz. O que não implica de maneira nenhuma desistir da virtude ou não honrar os Tratados, mas sim corrigir o erro que permite a oportunistas usar abusivamente o voto para chantagens e colaboracionismos.

      Se a Hungria, ou qualquer outra vítima oprimida pelo “poder incomensurável e centralizado” da UE não se sente bem, porque não se põe simplesmente a andar e recupera a independência, ou a soberania, ou o nacionalismo, ou lá o que seja que tanta falta lhe faz? Ninguém os ia obrigar a ficar, como o Brexit já deixou claro – já têm até um exemplo para seguir…

      O problema é capaz de ser aquele velho dilema de não se poder ter tudo ao mesmo tempo.
      E fora das basófias e fanfarronices com a soberania e tal e coisa, o povo húngaro há-de querer o mesmo que queremos todos: paz e sossego, pão na mesa, circo q.b. e poder ter a língua comprida sem que lha cortem.

      Se as alternativas passassem de facto pela expulsão da UE (mais um dos tais “erros” a precisar de urgente correção) por desrespeito do Estado de Direito que se comprometeram a observar aquando da adesão, o Órban já se tinha mudado para a Moscóvia, a fazer companhia ao Assad – porque duvido muito que os húngaros queiram voltar para debaixo da pata do colonizador russo.
      Mas como a expulsão não está – por enquanto – considerada nos “virtuosos Tratados”, vão brincando aos “irredutíveis gauleses”, comandados por um sempre-em-pé corrupto, que consegue ser amigo de gregos e troianos, de putins e de trumps, uma espécie de alcoviteiro que conspira com qualquer um que o ajude a manter-se no poder.

      Para os húngaros, se não o rejeitarem nas urnas, vai ser mesmo a fonte de muitos problemas.
      Para a Europa é mais um empecilho do que propriamente um problema. Esperemos pela decisão dos húngaros no domingo, talvez o problema se resolva por si.

        1. É mesmo necessária para a continuidade da própria ideia de União Europeia, solidária e fundamentada nos ideais do Estado de Direito demo-liberal.

          E, ultrapassado que seja esse obstáculo do cavalo-de-troia dentro de portas, a UE tem que se blindar contra esse tipo de oportunistas, traidores e candidatos a autocratas sustentados nas “decadentes” e “fracas” democracias liberais: há questões existenciais que têm que deixar de ser decididas por unanimidade; e as versões “iliberais” de democracia, com voto mas sem respeito dos valores do Estado de Direito, não podem pura e simplesmente ser toleradas: quem não quer pertencer ao clube das democracias liberais de tipo europeu não pode ter lugar entre elas – aliás, é já esse o compromisso actual para a adesão, só que foram esquecidas as consequências em caso de incumprimento flagrante, daí os abusos e as chantagens. Suspender transferências de fundos não chega, e até é usado para vitimização.

          No que toca aos traidores e colaboracionistas com um possível inimigo da UE, também nada foi prevenido, e urge fazê-lo, porque como se constata os inimigos já nos fazem fila à porta.
          Nenhum território sob ataque permite quintas-colunas, é uma questão de simples bom-senso, e a Europa está deveras sob ataque, e em duas frentes.

          Há que corrigir assim que possível os erros cometidos, por excesso de boa-fé ou negligência, porque ameaçam destruir o mais avançado projecto político que a humanidade já conheceu, a Paz Europeia; e a civilização mais humanista alguma vez posta em prática, o modo de vida europeu.
          Há ainda muito para desenvolver e aperfeiçoar, mas para isso temos que querer e saber livrar-nos dos pesos mortos que não nos deixam avançar.

  5. A “invasão ” é manchuriana. Os gringos acham que a Europa está tomada, e a Hungria (que nem devem saber apontar no mapa) é o último bastião de resistência.
    O Trump ainda não invadiu nada, só raptou e bombardeou. Com toda a legitimidade, que maduro e ayatolas não são democratas, Cuba vai a a seguir e será melhor para o país.

    1. Tratando-se de Trump, faz sentido falar em manchuriano. Cada vez o associo mais à personagem do filme “O Enviado da Manchúria” – alguém que, secretamente oriundo do bloco comunista na Guerra Fria, se infiltra num alto escalão da política dos EUA.
      Quando o vejo de cócoras perante Putin, cada vez mais ajoelhado perante o déspota do Kremlin, penso nisto.

      1. E por falar em manchuriano, o Pedro já viu o vídeo “Legend of the Valley of Gold” realizado com o alto patrocínio do PC Chinês? Está no “Observador”, se ainda não viu, não perca – estou segura de que vai apreciar…

        Para lá de muitas outras considerações possíveis sobre o dito vídeo, designadamente o cinismo chinês e o branqueamento iraniano, também bate onde dói; e não me parece nada que depois de o ver o Trump ainda tenha vontade de ir à China. Aliás, como tal vontade sempre deve ter sido nenhuma, tem agora bom pretexto para não o fazer.

        E provavelmente um dos objectivos da China, com semelhante escárnio aos EUA e achincalho do seu POTUS, seria também evitar que o King White Eagle lá fosse; e de facto, vai lá exactamente para quê?

  6. A mesma máfia evangélica à qual pertence Vance, é a mesma que empesta a sociedade brasileira e que apoia fanaticamente o governo extremista de Israel. A corja é toda a mesma. Se o regime iraniano é indiscutivelmente teocratico, este governo americano para lá caminha. O mesmo Deus inventado, mas com nomes diferentes, é colocado nas frentes de batalha criadas por esta gente. Por cá, também temos seguidores destas aberrações. São os adoradores do querido líder que tem o mau costume de invocar o nome de Deus nas alarvidades que diz. Até petições para converter homexuais em heterossexuais já estão a circular. O grande mal deste mundo não são as guerras, o grande mal é mesmo a estupidez. Infelizmente não existe cessar fogo para a estupidez. Nasce-se estúpido e morre-se estúpido.

    1. O Vance já não é da máfia evangélica, converteu-se ao catolicismo extremista “paleocon” há uns seis ou sete anos – e como todos os recém-convertidos é fanático militante, sempre a invocar o nome de Deus em vão e a proceder como se tenha ligação directa e exclusiva com Ele. Na verdade, um espertalhão blasfemo, arrogante, supremacista, pretensioso e ávido de poder. E muito mal educado, já agora.

      Nenhuma imbecilidade bate a da máfia evangélica, como lhe chama; mas o “catolicismo” do Vance é uma imbecilidade diferente.

      1. E corremos todos o risco deste imbecil vir a ser o próximo presidente do novo estado teocratico do ocidente “livre”. Perante um vespeiro, só há duas alternativas: ou se deixa o dito, sossegado; ou se acaba com ele de vez, rápida e eficazmente. Os crentes da Casa Branca não souberam fazer nem uma coisa nem outra. Para esta situação não existem saídas airosas, a única saída é de calças na mão sem papel higiénico disponível.

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