Doentio ou ignóbil?


fiodeprumo,

 

“Strauss-Kahn acusado de cumplicidade em rede de proxenetismo”.

Devo confessar que, durante muito tempo, fui admiradora do casal Strauss-Kahn/Anne Sinclair, considerando que acabariam no Eliseu nas próximas eleições. Como é possível que tudo isto se tenha passado e só agora venha a público? Como é que um homem com as sua qualidades intelectuais, e tão doentia pulsão, não se submeteu a tratamento? E como é que Anne Sinclair ignorava tudo, sendo casada com ele há tantos anos?

20 comentários em “Doentio ou ignóbil?”

  1. Ignorava ?
    Tem a certeza ?
    Ele petisca, aqui e ali.
    E… se ela costurava para fora ? Sendo casada com ele há tantos anos ?

    1. Não. Nem eu digo que está. Refiro-me à pulsão sexual de DSK e dessa parece não haver dúvidas.
      Se é cúmplice de proxenetismo ou não, veremos.
      Espero sinceramente que não. Embora me custe a acreditar que ele não soubesse que as senhoras com quem se envolvia eram pagas.
      Clinton também disse que…não tinha tido relações sexuais com a Monica.
      Sou eu que estou velhota e já perdi a noção dos conceitos… :))

  2. No léxico pátrio, dele, e especialmente socialista moderno, é um bon vivant, ela só vai de pendura. Conveniências políticas. Disfarçam bem, como é da prática. Qual a novidade? Qual o escândalo?

    1. Se a acusação de proxenetismo se provar verdadeira, desculpe, mas acho, de facto, escandaloso.
      Para mim um bon vivant não é propriamente isto…

      1. A esquerda não peca. A esquerda é virtuosa. A esquerda é sempre vítima de ataques e perseguições e dos discursos moralistas da direita.

        1. A bem dizer, nunca se poderia apodar de proxenetismo estas revisitações críticas a Sade. É preciso reabilitar a capacidade [per]turbadora do Iluminismo.

          A sério, toda a gente sabe que alguém, há muito, saberia de tudo isto. Não é ser conspirativo, é apenas não ser parvo. E se até até agora ninguém agiu foi apenas porque tinha sido decidido proteger DSK.

          O episódio de NY apenas pode ter feito cair uma imunidade mais típica do velho continente.

          (Não é preciso dizer que DSK é maçon, pois não?)

  3. Os tempos estão cada vez menos para libertinos e cada vez mais para hipócritas. Por mim, continuo a preferir os libertinos. Quanto à acusação de proxenetismo, cheira-me a que só foi feita porque o crime de libertinagem (ainda) não voltou a constar do ordenamento jurídico.

  4. Temos o mesmíssimo exemplo na Lusa cena publica e já julgado em processo recentemente subido a Tribunal da Relação…

  5. Estou longe de simpatizar com DSK, e até escrevi num blog, creio que no saudoso Albergue Espanhol, antes do escandalo em NY, quando se começou a falar no nome dele com candidato do PS ao Eliseu, que DSK é “um filho da puta que quer ser presidente da França”. E escrevi isso porque por razões que não vêm ao caso, já lhe conhecia há anos a vasta cronica de “rabo-de-saias”.
    Posto isto, pensar que ele é cumplice de proxenetas é um exagero que não subscrevo. Se ele frequentou festas onde estavam mulheres a quem pagaram para lá estar e prestarem favores sexuais aos convidados, faz dele cumplice de proxenetismo? DSK recebeu uma comissão dos pagamentos feitos às senhoras? Então quem é cliente de prostitutas é simultaneamente proxeneta? Ele terá que responder por aquilo que fez a algumas pessoas de quem abusou ou tentou abusar sexualmente, mas esta acusação é uma farsa.
    Quanto à sua mulher, não sabemos se ela sabia das aventuras do marido ou não. Mas que enquanto ele se entretinha noutras “praias” ela se devia sentir aliviada, disso não tenho grandes duvidas; e que ela não merece um marido destes, tambem não!
    PS Sra D Helena Sacadura Cabral: o unico tratamento adequado ao DSK seria capá-lo. Mas como sabemos, essa solução não é exequivel.

    1. Não, não faz. Aquilo que eu transcrevi foi o título de uma notícia. Nada mais. Até ser julgado presume-se inocente.
      E quem é cliente de prostitutas não é proxeneta. É apenas alguém que paga para ter sexo. Se gosta, se tem dinheiro para pagar, se não lhe repugna, então pratique e viva feliz!

  6. Valha-me Deus que agora chegamos ao ponto de ter de tratar a pulsão para o sexo. Pois eu gosto da personagem. Não sou casado com ele e nem a mim nem ao povo prometeu fidelidade. Quanto a ir às meninas, no mundo de hoje só por hipocrisia pode ofender. E isso, que eu saiba, não é proxenetismo.
    Gosto do Dom Giovanni do Mozart, porque se recusa ao arrependimento proposto pelo comendador. Só encontro uma justificação para tanta sanha moralizadora: inveja. Por parte dos homens pela perfomance. Por parte das mulheres… vejam e oiçam o Don Giovanni e logo verão porque as mulheres o perseguem. do tipo: Engana-me que eu gosto!

    1. Faz muito bem em gostar do D. Giovanni. Eu também gosto!
      Mas não se assanhe. Aqui ninguém falou em moral. Quem gosta de ir às meninas que vá. Basta que tenha dinheiro.
      Quem acusou DSK foi a justiça francesa. Não fui eu. Ou não?!

  7. ah, já conta com o proxenetismo comprovado!

    Já deve contar com várias acuasções que correm por aí e nos deviam preocupar mais?

    Bom, a Justiça portuguesa é outra loiça, não é verdade?

    Quanto a pulsão sexual, qual o mal? Desde que não seja pedofilia, até pode ser same sexers, who cares?

    Só se pode gostar de pastel de natas?

    E o mercado do sexo só tem pecado do lado dos compradores, a prostituição de luxo não se lhe adequou por ambição das legionárias.

    Enfim, as mesmas tretas e moralismos difusos tão ao jeito da cartilha social-socialista. Pois por isso ele é bon vivant, à grande e à francesa. E socialista!!!

    Para terminar: não gramo o tipo mas também pouco me importa, para além de representar uma maneira de ser, estar, viver e… fazer política que me desagrada e nada tem a ver com a sua vida pessoal. Mas é patético o que arranjam ao homem. E hipócrita, o que suporto ainda menos.

    1. Eu não afirmei nada. Limitei-me a transcrever o título de uma notícia, e a afirmar que DSK gosta muito – parece que demasiado -, de sexo.
      A isso, nos adolescentes e jovens, chama-se pulsão sexual. Nos velhos, o termo não lhe agrada. Aceito.
      Quanto ao resto é inteiramente livre de pensar e praticar o que muito bem entender. Desde que lho consintam.
      Quanto a moralismos, estamos portanto conversados.
      A vida sexual dos políticos não me interessa rigorosamente nada, excepto em dois casos: ser com crianças ou ser paga com o meu dinheiro.

  8. Esta dupla parece-me mais próxima do conceito de “firma” do que de casamento.
    Passando ao lado do ruído feito pela comunicação social, que interfere de forma pouco benéfica na administração da Justiça, parece inegável que neste como em outros casos “não há fumo sem fogo”.

  9. Ele ainda tem muitos esqueletos no armário, não sabemos nem nunca deveremos vir a saber sequer a metade da história.

    E ela gostava da proeminência social. É bom ser famosa! É bom ser tida como uma jornalista inteligente e elegante, casada com um dos homens mais famosos do mundo.

    A mesma história de sempre…

    Os dois hipócritas!

    1. A Anne Sinclair antes de casar com o DSK , já era uma das mais populares jornalistas da Televisão Francesa.

      E também tinha fortuna pessoal.

      Se a DSK abusou da empregada do Hotel , ou foi um acto consentido, ainda não sabemos, e o caso, tem contornos no minimo ESTRANHOS.

      Se o DSK participou em festangas com prostitutas, que venha o primeiro politico françês atirar a primeira pedra.

      Aliás este subito moralismo em relação ao DSK, dá vontade de rir, em tempos um presidente da Republica francesa morreu no seu gabinete em pleno acto com uma senhora fácil( como então se dizia)

      De VGd´E, até Chirac, de Mitterrand ao Sarkozy, é um ver se te avias de casos, mas parece que o DSK saiu na rifa, azar o dele, ou ter pretenções ao Eliseu…

      1. Vai-me dizer que acredita que a mulher, depois de tantos anos casada com ele, não sabia que o marido andava em orgias?

        Claro que não está nada provado, mas custa-me a acreditar que ele se limitava a ir a essas festangas. Se todos o fazem e se o caso dele está a dar tanto que falar, quer-me parecer que há mais por trás disso…

        A ver vamos. A não ser que ele consiga abafar.

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