Creio que (quase) toda a gente concorda que o fim do sigilo bancário é decisivo para efectuar um adequado combate à fraude fiscal e ao enriquecimento ilícito. Todavia, olho com preocupação para as recentes propostas (e parece que o PS vai concordar, finalmente). Quem é que vai afinal coordenar a análise das contas bancárias de todos nós? A nossa incompetente polícia? Os nossos inábeis procuradores? Ou os nossos ridículos políticos? Em qualquer dos casos, não me parece que possamos ficar descansados. Nem um pouco.
Do sigilo bancário
josegomesandre,

Ora nem mais.
O que pode muito bem acontecer é que invejas, intrigas, baixezas e sabe-se mais lá o quê levem a que as contas de uns sejam analisadas por uma tropa-fandanga, enquanto as de outros viverão em paz e sossego.
Para isso cria-se já uma comissão independente. Com figuras já batidas na nossa praça e no final como já todos sabemos que de independente nada terá, será mais um acumular de tachos com resultados insuficientes controlados pelo sistema.
E só para inglês ver, teremos dois ou três desgraçados apanhados para tapar o sol com a peneira. Deixando justificada a criação de tao importante comissão, com avultados custos para todos nós!
Há, nos bancos, uma figura que todos conhecemos chamada “Gestor de Conta”.
Esse/a “Gestor de Conta” tem obrigação de conhecer os (seus) clientes.
Porque não aproveitar essa pessoa para analizar entradas anormais de dinheiros nas contas, até porque quando as contas têm um saldo mais elevado têm o cuidado de telefonar aos clientes para apresentar produtos de investimento?
Geralmente o cliente até diz que esse dinheiro foi de uma venda… de uma herança… e é para utilizar em…
A partir daí é muito fácil, controlar a proveniência do dinheiro, sem sair do círculo do Banco.
Os Bancos até têm economistas e advogados… que em caso de suspeita podem agir e interagir com as entidades fiscalizadoras.
Acabar com as off-shores também é essencial!
E, nunca esquecer a velha máxima:- “Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem”!!!
Eh eh… esta camarada teve a luminosa ideia de o gestor de conta passar a denunciante…
Julgo que vai ser o Banco de Portugal com a sua magnífica “supervisão bancária” de nomeada, que tantas alegrias nos tem trazido, dada a sua eficácia…
Um abraço.
Gosto bastante do modo como coloca as questões por aqui. Acho que já lhe disse isso.
Sobre este assunto gostava de saber qual seria então a entidade capaz de fazer uma coordenação bancária capaz!
: ))
Obrigado pela sua simpatia:) Quanto à pergunta… não tenho resposta. E sinceramente não acho que possa haver nenhuma satisfatória. Portanto.. deixem lá estar o sigilo em paz! 🙂
NÃO DEVERÁ TER O EFEITO QUE MUITA GENTE BEM INTENCIONADA ESPERA.
Falta saber em que circunstâncias se vão verificar as contas bancárias, quem terá autoridade para o ordenar e quem o vai fazer.
Será que é desta vez que se vão verificar os movimentos de milhões que circulam entre bancos e as offshores “? ou entre os bancos? ou entre as outras empresas (as verdadeiras e as que se criam especificamente para movimentar os milhões)?
Acredito que será o chamado “zé povinho” o principal fiscalizado e irá servir para se reduzirem uma vez mais as despesas sociais do Estado…
As grandes transacções financeiras hão-de encontrar uma qualquer forma de contornar a lei, mesmo que à partida isso não seja evidente…
Para além de poder servir um dia para reduzir as comparticipações da Segurança Social na saúde, reformas, desemprego, etc…, desconfio que a medida visa para já o aumento das receitas das finanças, uma vez que se vai fiscalizar os depósitos bancários acima de 100.000 euros (uma ninharia) e tudo acaba com o pagamento de uma percentagem elevada às finanças e pronto (ponto final). Não segue o “rasto do dinheiro”: de onde vem, para onde vai e porquê?
É ineficaz e talvez que os pagamentos no estrangeiro ou em “dinheiro vivo” passem a ser a forma de pagamento nos casos de corrupção (?)
Zé da Burra o Alentejano
Obrigado pelos vossos comentários, concordo com quase tudo o que se disse por aqui…