
Para que conste: um único caso de abuso sexual de menores em qualquer instituição é mais do que suficiente para se considerar um número “particularmente elevado”. 400 casos (número provisório) só em Portugal, independentemente do intervalo temporal em questão, é uma aberração absoluta, um crime imperdoável da Igreja Católica.
Sabia-se desde aquela chegada nocturna a Pedrógão em Junho de 2017 que seria impossível Marcelo acabar o mandato – qualquer mandato – com um mínimo de dignidade, mas as declarações de hoje demonstram de uma vez por todas que não está à altura do cargo. É simplesmente nojento.

Faltou-lhe dizer que até é bom porque são só 70% dos abusos que “o algoritmo” previa. E quando ele disse não lhe parecer elevado porque “em outros países há milhares de casos”, estará a fazer a comparação com países da nossa dimensão ou com outros muito maiores, como a França ou Espanha?
Há muito poucas decisões na minha vida de que me orgulho – mas não ter sequer contemplado votar nele nas presidenciais são duas que exibo como medalhas no peito.
Por acaso até já veio dizer algo do género…
Estou completamente de acordo consigo, nojo. É transversal nesta Igreja Católica, este Nojo.
Os horrores estão a sair da escuridão das Igrejas, este nojo é o que se conhece, fora em outros locais como Timor-Leste, desde Bispos, Padres, Forças de Autoridade e outras personalidades que escondem estes horrores, como em Portugal e própria Curia no Vaticano.
Timor-Leste
Jornal holandês denuncia abusos sexuais do ex-bispo de Díli, Ximenes Belo
Ximenes Belo anunciou a sua resignação do cargo em 2002
Jornal holandês denuncia abusos sexuais do ex-bispo de Díli, Ximenes Belo
O jornal holandês “De Groene Amsterdammer” publicou testemunhos de alegadas vítimas de abusos sexuais, quando eram menores, crimes que terão sido cometidos durante vários anos pelo ex-administrador apostólico de Díli e Nobel da Paz Ximenes Belo.
Na sua edição online, o jornal explica ter ouvido várias vítimas e 20 pessoas com conhecimento do caso, incluindo “individualidades, membros do Governo, políticos, funcionários de organizações da sociedade civil e elementos da Igreja”.
“Mais de metade das pessoas pessoalmente conhece uma vítima dos abusos e outros têm conhecimento do caso. O “De Groene Amsterdammer” falou com outras vítimas que recusaram contar a sua história nos media”, refere a jornalista Tjitske Lingsma.
Breaking: For first time victims tell how they were sexually abused by Timor-Leste”s Nobel Peace Prize winner Bishop Belo. “We have to talk about it, shout it out louder to the world.” The church, that imposed travel restrictions on Belo, keeps silent https://t.co/wK06P6lQXu
– Tjitske Lingsma (@tjitskelingsma) September 28, 2022
“O Paulo e Roberto”, as duas alegadas vítimas entrevistadas para o artigo, “conhecem outras vítimas”, refere o jornal, um dos principais semanários do país.
SÁBADO, 31 DE OUTUBRO DE 2020
Pedofilia na igreja de Timor-Leste e tribunais
Tribunal analisa providência cautelar sobre relatório da diocese de Díli
O Tribunal de Díli ouviu hoje argumentos sobre uma providência cautelar das alegadas vítimas de um ex-padre norte-americano acusado de pedofilia contra a arquidiocese de Díli para travar a publicação de um polémico relatório sobre o caso.
Em causa está um relatório preparado pelo ex-diretor da Comissão de Justiça e Paz, Hermínio de Fátima Gonçalves, que assinou uma suposta investigação ao caso que envolve Richard Dashbach, já condenado e expulso do sacerdócio pelo Vaticano e agora alvo de acusações do Ministério Público (MP) timorense.
O polémico relatório, que inclui dados das alegadas vítimas, tentou desviar todas a responsabilidade do ex-padre, procurando acusar as autoridades judiciais e policiais timorenses e as organizações que têm apoiado as vítimas de “abuso sexual coletivo” por alegadamente terem realizado exames forenses e audições às vítimas. Várias das alegadas vítimas foram colocadas em residências de proteção…
Lusa | ASP // FPA
O silêncio da igreja não tem perdão – Opinião – SAPO 24, 4 out 2022 06:15
Absolvemos a Igreja Católica pelo silêncio face aos abusos sexuais e outros? Lamento, mas não podemos.
A igreja é feita pelos homens e pode falhar, muitas vezes falhou na História e foi protagonista do pior. Em pleno século XXI, os escândalos que acumulamos – e que respeitam a abusos cometidos por membros do Clero e opções de branqueamento, pela hierarquia clerical – são inaceitáveis.
O Papa Francisco diz que há tolerância zero. Compreendo e aceito que o diga, mas não lhe agradeço, como tenho visto muitas pessoas fazer questão de dizer, por considerar que não há perdão no abuso a menores, ou outros, feito com o poder do nome de Deus.
Neste momento assistimos a uma cebola a ser descascada. Quando as notícias surgem, dando a garantia de que as esferas mais altas da Igreja foram informadas, e optaram pelo silêncio e pelo não afastamento dos indivíduos em questão, lembro-me dessa dimensão humana da Igreja, mas recuso a indulgência.
Maioria dos membros da Santa Sé é gay – Mundo – Correio da Manhã (cmjornal.pt)
Autor francês fez 1500 entrevistas na Cúria e afirma que 80% dos sacerdotes do Vaticano são homossexuais e muitos deles pagam por sexo.
Francisco J. Gonçalves, 14 de Fevereiro de 2019 às 01:30
A esmagadora maioria dos sacerdotes do Vaticano são homossexuais não assumidos.
João Felgar
Compreende-se a necessidade que o PR sente de proteger a instituição Igreja Católica Portuguesa dos seus casos de polícia, tal como muita gente diz sem grande indignação pública que é necessário proteger um clube de futebol dos seus casos de polícia. Uma espécie de leitura legalista e constitucional que se tornou a resposta pronta para estas situações e que separa as instituições das suas vicissitudes.
É essa a leitura a fazer das suas primeiras declarações, perfeitamente desastradas. Nas declarações seguintes, com uma releitura das estatísticas, tenta encontrar uma saída mais ou menos airosa e curiosamente arrisca persistir na mesma ideia. Porquê? Porquê correr esse risco? Creio que o PR, como é inteligente, entende claramente que isto, parecendo um erro e uma ignomínia da parte dele, por acaso não é um erro: na verdade é a única coisa que pode dizer porque já não é possível mexer neste assunto de forma diplomática.
O verdadeiro assunto —aquilo que se passa no interior da cultura seminarista da Igreja Católica e de um modo geral em muitas instituições com cultura de internato e relativamente afastadas do domínio público, religiosas, militares, desportivas— começa a aparecer sempre como “o elefante na sala”, para usar uma expressão inglesa.
A popularidade de malhar na Igreja Católica é uma constante do corretês e do progressismo, saloio ou não.
Ninguém se questiona sobre quantos os anos a que se referem os casos e a quantos predadores em percentagem dos padres e acólitos.
Que a Igreja foi abrigo de homosexuais vai vagarosamente afirmando-se como facto estabelecido.
Também importa valorizar ter-nos livrado por tantos anos do ‘orgulho gay’.
O cientista que venceu o Nobel há dias pelo estudo do genoma do Neanderthal afinal teve a vida facilitada: há exemplares vivos entre nós. Como se vê.
De genoma conheço pouco.
De progressismo saloio conheço-o todos os dias.
V. devia mudar a alcunha para jgnulo.
Por acaso o poder “civil” dos padres, nos negócios, nas instituições que controlam é rigorosamente idêntico ao “poder homossexual” que governa desde Bruxelas, o município de Lisboa e uma série de outras áreas onde isso se transformou num privilégio.
De vítimas de auto-proclamada discriminação a suprematistas com mão-de-ferro no dinheiro e nos recursos simbólicos do estado. Sempre soubémos que iria ser assim.
Uma distinção importa estabelecer.
O refúgio na Igreja ocorre, em idade juvenil, pela acção individual confrontada com uma condicionante social que se tem por imutável. Estabelecido na instituição, publicitam-se acontecimentos de há mais de 2000 anos e da instituição só se conhece uma votação publicada por fumos.
Bruxelas é instituição de gente madura, suposta ser o reflexo de sistemáticas votações e quotidianamente publicitada.
Eu também percebi, desde os incêndios de Pedrogão, que não tínhamos presidente. Mas aí ainda forçou a demissão da ministra Constança. Depois desse episódio tem sido sempre a descer…
O pior é que este só foi o disparate maior dito até ontem. Ainda há muito por escavar.
Sim, ainda falta muito para descobrir muitos outros, a Católica entrou em Portugal em 1718, saíram em 3 de Setembro de 1759, vieram novamente em 1910 até aos nossos dias, falta muita outras histórias, quando a Igreja assume um papel dominante numa sociedade, todos querem esconder os males, um caso da pena nação de Timor Leste, que não eram só sacerdotes, era transversal à sociedade.
Na Polónia, por exemplo; De acordo com um relatório da Igreja da Polónia, apresentado no passado mês de junho, entre 1958 e 2020 houve 292 padres que abusaram de 368 menores naquele país. E isto é da Igreja, fora outros participantes políticos de grande importância que foram também alvo de critica
27/07/2021 — … Católica está implicada em 100 casos de pedofilia na Polónia … em que a Igreja Católica, muito influente a nível político na Polónia, .
E quando um País tem gente que são alegadamente muito subservientes aos Homens da Igreja e mexem cordelinhos para avisar o bispo, ou cardeal das ações do MP que vão realizar, isto tem um nome, Cumplicidade nos Crimes ou Obstrução à Justiça, mas como são políticos de renome e grande importância nas Forças Armadas, nada acontece a esta gente.
Quando as realidades forem tamanhas de grande nojo, depois esta gente não tem cara para enfrentar as pessoas de bem, deixa andar o barco
Porr… qual Pedrogão!
O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa logo depois de ter sido eleito- ou seja com o voto do povo na urna – foi visitar e beijar a mão da celebridade assassina de seu nome Fidel Castro , Ditador* da Comunista Cuba que nunca foi votado no poder.
Dando assim dando uma bofetada de tal tamanho nos votantes seus e neste regime Democrático.
Mas o mais espantoso não foi que isto aconteceu. Foi que ninguém falou, nem protestou.
Uma coisa extraordinária. O Presidente começou logo a andar nú e ninguém disse nada.
*Como a maioria dos jornalistas portugueses se referiam à dita celebridade assassina como “Líder Cubano” em vez de “Ditador Cubano” talvez explique a quem o Presidente Marcelo queria sinalizar….. a maioria dos jornalistas legitimavam essa Ditadura…e o Presidente fez-lhes a vontade.
Se um só caso já seria condenável, que dizer de quatrocentos, ou mil, ou um milhão, ou… será que ele fala o que pensa ou não pensa o que fala? Fico banzada como ele ultimamente dislates deste calibre com a maior naturalidade.
O homem está descontrolado.
Vai de mal a pior
Se calhar não lhe parecem muitos casos pois quiçá conhece algumas coisitas dos meandros da dupla Pedroso, Rodrigues e companhia Ltd.
Enfim já nem há palavras para descrever este inútil que tanto se esforça para destruir a credibilidade da presidência da República. Enganou-me nas 1as eleições mas nas segundas já o tinha topado. Este homem não passa duma Maria vai com as outras incapaz de tomar posições firmes mas nunca jamais poderá ser um verdadeiro presidente. É triste mas o povo quis repetir a dose com este inútil.
O mais ridículo disto tudo é que 400 casos de abuso sexual é, objectivamente, um número elevado.
Se calhar Marcelo diria que os autos-de-fé nem foram assim tantos: o Tribunal do Santo Ofício só queimou 1175 (*) pessoas vivas ao longo de 300 anos. Nem chega a 4 pessoas por ano. Tudo normal.
(*) dados da Wikipédia
Mas esse número de pessoas mortas em fogueiras em 300 anos, em que País ?
Ora preocupem-se com o que importa..o homem cometeu um deslize verbal e fazem esta tempestade…enquanto isso as questões estruturais do país são ignoradas…enfim afinal é fácil entender o país que temos..
Sim se calhar estamos a exagerar, o homem teve um deslize, teve. Tem sido um bom Presidente da República, devia ter uma posição a defender, e não o espetáculo degradante em beijar a mão de um padre.
Quando os problemas na Igreja, como na Casa Pia, como noutras situações que vem a público esses crimes contra crianças, temos sempre forma de abafarem e ou esconderem a informação, eles são um Estado dentro do Estado Português.
A minha perplexidade por esta gente ditos católicos que apregoam valores de respeito, seriedade e honestidade entre os homens e mulheres, assistimos a uma grande mentira e isto vai continuar enquanto a República existir. Existem outros senhores dentro da Igreja que ocuparam outros lugares, para mudarem de posição, e estes ilustres portugueses admiram no tanto, que quem sabe se não teremos novidades de nojo.
Se depender da minha posição na eventualidade da existência de uma Monarquia tradicional ou mesmo Constitucional, a Igreja Católica Romana e Apostólica será expulsa de Portugal, como já aconteceu em 3 de Setembro de 1759.