Diz-me quem te elogia


Pedro Correia,

Acompanhei hoje, em directo, o debate parlamentar em Espanha. Tanto o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, como o líder parlamentar do Podemos, Pablo Echenique, elogiaram Rui Rio. Nunca me lembro de ter ouvido tantos elogios a um político português no Congresso dos Deputados em Madrid. 

Diz-me quem te elogia, dir-te-ei quem és.

46 comentários em “Diz-me quem te elogia”

  1. Também nunca houve um Vírus que parasse o Mundo todo ao mesmo tempo. Eu não me identifico com a linha socialista,mas compreendo o que ele quis dizer. E li num artigo dum jornal belga,um elogio ao nosso SNS que nesta altura trata toda a gente,emigrantes incluídos, ao passo que em Espanha e por votação do VOX,os emigrantes tinham que pagar,o que os inibiu de aceder aos serviços. Se tem credibilidade esta noticia? Pois eu relato o que li.

  2. O Pedro Correia gosta assim tanto de Espanha, dos espanhóis e, sobretudo, da política espanhola que se dê ao trabalho de assistir a um debate nas Cortes?!
    Eu nem a um debate na nossa Assembleia da República assisto, muito menos asistiria a um nas Cortes!

    1. Eu gosto de estar informado. Em directo, sem necessidade de ir beber às “redes sociais”. Vejo debates parlamentares em Espanha ou França ou na Câmara dos Comuns em Londres.
      Também já assisti a debates no Senado norte-americano e até no Congresso brasileiro.
      Aprendemos muito. E não apenas sobre política.

    2. Alô! Teste… 1 – 2 – 3: Lavoura, note que ele até gosta «de estar informado. Em directo, sem necessidade de ir beber às “redes sociais”» e se restassem dúvidas, nessa matéria, ele esclarece que «Também já assisti(u) a debates no Senado norte-americano e até no Congresso brasileiro.»… esquecendo-se, naturalmente, de mencionar os que TAMBÈM assistiu numa das (ou nas duas) câmaras do Uzbequistão para não falar do Botsuana… noblesse oblige! Nada a acrescentar a tamanho propósito..

      Sim, até sou, na realidade, um recente leitor deste blogue e, por isso, ignorante na profundidade dos seus meandros e propósitos mas tenho a certeza que, desde que o comecei a ler, não me lembro de ver o PC tão obcecado com a Espanha como tem estado desde o início de todo esse processo que deu origem à sua “geringonça” mas, exponencialmente, até mais a partir daquela manifestação das “feministas” (malditas Evas, que trouxeram a maçã Covid-19, à nação espanhola! Que S. Pedro de Arbués nos salve desta maçã e condene à boca do inferno essas evas histéricas!)

  3. “Conte com a colaboração do PSD, porque a sua sorte é a nossa sorte.” (Rui Rio em 18.03.20)
    “Forbes, Le Figaro e até o New York Times elogiam os portugueses e António Costa pela forma como estão a lidar com o novo coronavírus, fazendo de Portugal a exceção da Europa, um exemplo no combate à pandemia.” (TVI 24 hoje)
    Que enorme deceção para aqueles que defendiam o modelo sueco, enfim, a pandemia da minha vizinha é sempre melhor que a minha…

      1. O modelo sueco, neste momento, não é nada recomendável.

        Você sabe lá! O modelo sueco é criticado, tanto na Suécia como no estrangeiro. Mas o modelo italiano, ou o alemão, ou outros, também são criticados, tanto nos respetivos países como no estrangeiro.

        Prognósticos só no fim do jogo. A Suécia está a seguir o seu modelo, deixá-la seguir.

        (Eu o que gostava era de seguir o modelo marroquino. Repare no artigo do Guardian que Marrocos, com uma população bem superior à portuguesa, tem bem menos casos que Portugal…)

        1. Circule por aí à vontade. Anule distâncias sanitárias. Passeie pelos centros comerciais. Abanque nas esplanadas. Distribua beijinhos e abracinhos.
          É o modelo sueco: oitavo posto mundial nos países com mais óbitos por milhão de habitantes.
          Que lhe faça bom proveito.

          1. Nisso também alinho. Nos beijinhos e abracinhos.
            Seja um benemérito da humanidade carenciada e diga onde se encontra a receptividade para a boa vontade, não só do Luís Lavoura como também da minha.

    1. Eu ouvi os tipos do PSOE e do Podemos a politizarem a doença quando estavam na oposição em 2014 e o Governo do PP resgatou de África dois missionários espanhóis infectados com o Ébola que acabaram por falecer. Na altura só uma enfermeira ficou contagiada – e posta, naturalmente, de quarentena.

      «Tras reunirme con los profesionales de la salud, exigimos a Rajoy que ponga fin al desgobierno en la crisis de ébola», escreveu o Sánchez.

      «El caso del ébola es una muestra del coste que tienen los recortes y de la incompetencia del gobierno. Hay responsables, que den la cara», escreveu o Iglesias.

      https://www.abc.es/espana/abci-coronavirus-cuando-psoe-y-podemos-politizaron-crisis-ebola-para-atacar-gestion-pp-202003041341_noticia.html

        1. “Estiveram mal” é um eufemismo, comparando como ambos se comportaram em 2014, na oposição, com aquilo que exigem agora, estando no Governo, após terem protagonizado a mais desastrada acção registada por um Executivo na Europa face ao coronavírus.
          Com números trágicos, bem à vista de todos:
          https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/os-doze-mais-infectados-11475668

  4. Esta incursão do presidente socialista do PSD na diplomacia externa (o que dirá o ‘malhador’) no final do Verão produzirá resultados: os caudais dos rios comuns serão respeitados.

    Nas difíceis contendas por um bom lugar nos semáforos de Frankfurt, a Rui Rio não faltará água. O Mercedes da fraulein brilhará e o Seat do Sanchez brilhará na villa do rabo de cavalo.

    Smoreira

  5. https://ionline.sapo.pt/artigo/692392/portugueses-costa-e-rui-rio-nas-bocas-do-mundo-os-in-meros-elogios-feitos-a-portugal-no-combate-a-covid-19?seccao=Portugal

    A união entre os partidos em Portugal, numa altura em que uma pandemia mundial afeta o país, foi utilizada como exemplo por Pedro Sanchéz, que pediu à oposição para seguir o exemplo do presidente do PSD, Rui Rio, que ofereceu a total colaboração do seu partido ao Governo liderado por Costa.

  6. Como negar elogios a um governo que se gaba de ir distribuir um milhão de euros para artistas amigos emitirem concertos na internet, a partir das suas casas. Sendo os espectáculos 120, cada um deles com 90 minutos e 4 artistas, isso dá €2.083 para cada artista estar em sua casa a tocar música durante 22 minutos. A lógica é que os artistas não têm contratos de trabalho e não ganham nada. Os condutores de tuk-tuk, as senhoras que faziam as limpezas dos alojamentos locais e a restante multidão do sector informal também não ganha nada. €2.083 dava, provavelmente, para aguentarem 4 meses. Mas, o que valem eles, comparados com um daqueles artista que só chora pelos pobrezinhos e diz que vai emigrar quando a esquerda está na oposição.

      1. Já era… esse. É que, para alguns, a economia não pára. Esta notícia é de ontem: “Metro de Lisboa adjudica primeira fase da linha circular. Paga 48,6 milhões à Zagope” (já que não pode ser a Odebrecht, que seja a Andrade Gutierrez).

    1. Perante a ameaça da subida de share daquele canal que toda a gente execra, mas vê, a RTP suspendeu aquele programa com artistas que toda a gente não sabe quem são, o que cantam ou a data da sua, deles, últimas produção. Não sei do que se queixam a Sandra Felgueiras e a Ana Leal.

      Aumenta a esperança média de vida dos nossos idosos. Falta o vírus …

      Smoreira

  7. Não me interessa se o PSD dá ou não elogios a Rui Rio. Eu também gostei de o ouvir. É assim que se fala num momento como este.

  8. Sempre acreditei em pessoas que põem de parte o futebol em favor dos seus munícipes, sempre acreditei em pessoas que põem o interesse nacional em primeiro lugar que os interesses politico-partidários.
    Até prova do contrário, nesta situação estou com RR.

    1. Pergunte ao sucessor de Rio na Câmara Municipal do Porto e putativo aspirante à sucessão de Pinto da Costa no FCP, Rui Moreira, se põe de parte o futebol.
      E não se esqueça: Moreira recebeu o apoio entusiástico de Rio para a sua candidatura.

  9. Para centrar a perspectiva , sugiro o artigo de Luis Ventoso , no ABC de hoje, dia 9.

    abc.es/opinion/abci-luis-ventoso-crees-esta-caen-202004082328_noticias.html.

    Como brinde, a belíssima “Saet”, de Ignacio Cmacho, mesmo ao lado.

    Disclaimer : assisti à quae totalidade do debate nas Cortes. Mais uma vez se comprovou que a Guerra Civil continua a gozar de boa saúde e se recomenda…

    JSP

    1. Infelizmente é verdade: as “duas Espanhas” voltam à superfície. Os espanhóis ainda terão imensa saudade dos 40 anos de paz, prosperidade e progresso proporcionados pela transição democrática entre 1978 e 2018.
      Esses tempos já nos parecem muito longínquos.

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