Bruto como era, pegou na guitarra com a delicadeza de um qualquer rachador de lenha. Calcou-lhe três dedos da sua mão esquerda no braço, entre trastos e em cordas ao acaso, ou melhor, conforme lhe deu mais jeito à pata. Alçando a outra, preparava-se para aplicar o primeiro golpe às cordas…
E delicodocezinha como era, a guitarra, em tom entre o encolhido e o assertivo, zurziu-lhe um berro:
Na onda de Jean-Baptiste Grenouille!
Eheh…
Bruto como era, pegou na guitarra com a delicadeza de um qualquer rachador de lenha. Calcou-lhe três dedos da sua mão esquerda no braço, entre trastos e em cordas ao acaso, ou melhor, conforme lhe deu mais jeito à pata. Alçando a outra, preparava-se para aplicar o primeiro golpe às cordas…
E delicodocezinha como era, a guitarra, em tom entre o encolhido e o assertivo, zurziu-lhe um berro:
— Aaaaai! Não me toques, que me desafinas!!!
Qualquer dia lanço aqui uma série de microcontos, apelando à colaboração dos leitores.
Como é o caso.
Só é micro-conto porque desde 201 só falamos em euros…
2001.
A um faltou o i, a mim o zero à esquerda…
À esquerda da direita e à direita da esquerda.
Um zero ao centro, portanto.
Ora se no meio está a virtude e se esta vale zero…
Enfim, as meninas boas vão para o céu e eu vou para onde bem entendo!
Para o Benfica.
Benfico, sim
Mas tenho muitas mais rotas, o Inferno da Luz é só mais uma
Inferno da Luz é um pleonasmo.
E é lindo!
Lindo como isto: