Acordo fechado entre a Visabeira e o Estado português tem a duração de 50 anos
“O grupo Visabeira vai investir 15 milhões de euros para instalar um hotel no Mosteiro de Alcobaça. O grupo português vai pagar ao Estado uma renda anual de 5 mil euros, mais IVA, noticia o Diário Notícias. A Visabeira assinou ontem com a Direção-Geral do Património Cultural um contrato de concessão do Claustro do Rachadouro do Mosteiro de Alcobaça, válido por 50 anos. O acordo vai permitir ao grupo a construção de um hotel de cinco estrelas, de três pisos, 81 quartos e nove suites, SPA, ginásio, para além de espaços para organização de congressos e eventos. O espaço foi atribuído depois de um concurso público internacional. A abertura do hotel está prevista para 2019.”
Algumas das mil perguntas que esta notícia me sugere:
É esta a tão apregoada superioridade da esquerda em relação à cultura? Ou será que a cultura não inclui o património?
Para que serve uma Direção-Geral do Património Cultural, para trocar conventos por hotéis?
E a renda de 5.000 € anuais, esse valor astronómico, é para resolver o problema do défice?
Três pisos num claustro? Como, deitando-o abaixo?
O que se seguirá, uma discoteca nos Jerónimos? Um food hall na Torre de Belém?
E a Unesco, não tem uma palavra a dizer já que o Mosteiro está classificado como Património da Humanidade?
(é que nem consigo pôr uma tag nesta aberração)


Não foi você que pediu um ministro da Cultura culto e poeta?
Até já se pode copular na cama de Fernando Pessoa por 75 E….!
É bom que um ministro da cultura seja culto e não tenho nada contra o facto de ser poeta também, mas espero dele que faça mais alguma coisa do que escrever poemas.
Um mau poeta é um perigo.
Concurso lançado pela Direção-Geral do Património Cultural (que matou o ministério da cultura) a 03-07-2015
…fiquei curioso em saber a posição de Ana Vidal, que pelos vistos não fez o trabalho de casa, depois de tomar conhecimento desta informação…
Pelo visto não fez também o seu “trabalho de casa”, para o que bastaria ter lido o meu comentário de 10.06.2016 às 11:59, aqui mesmo em baixo.
O anónimo sou eu, foi um lapso.
É esta a tão apregoada superioridade da esquerda em relação à cultura? Ou será que a cultura não inclui o património?
Exacto, Ana, a cultura da esquerda é muito mais a cultura do momento (e de uma certa visão de futuro), não a da memória e do passado (i.e., do património), a menos que seja conveniente lembrá-lo por motivos ideológicos.
Por outro lado, uma renda de 5 mil euros por ano representa mais de 400 euros por mês (mais de 500 com IVA), o que, para Alcobaça, deve ser um valor razoável… 🙂
Pois, uma fortuna sine qua non para Alcobaça.
Se eu tivesse sabido, por esse valor alugava eu o claustro e ia lá passar os fins-de-semana. 🙂
Em boa verdade esta negociação já vem de trás, do anterior governo. O que não altera em nada a minha pergunta em relação ao actual, apenas o soma à lista dos culpados. E faço a pergunta porque a esquerda, que sempre reivindicou para si uma superioridade cultural incontestável, acaba por cair no mesmo erro (ou indiferença) daqueles que acusava de tecnocratas e economicistas.
Se reverteu um negócio da dimensão do da TAP, não podia “reverter” também esta ninharia? A cultura foi sempre, e só, uma bandeira eleitoral.
Não teem nada a ganhar, retroceder este negócio…..
Estão a destruir-nos….e continuamos a deixar…?
Vem,sempre de trás….assumam os disparates que fazem,não quero engolir sapos como fizeram neste desgoverno onde apenas deram benefícios a quem não precisava. Vendilhões do templo. Agora segue se mosteiro dos Jeronímos,museu machado Castro.voces são M .que envergonham o país.
Porra!…. 🙁
Sr. José Abreu, um comentário muito Socrático ou de Costa… A preservação do património MUNDIAL DA UNESCO deve ser protegido. Estudo no ramo de Turismo e da Hotelaria e acho que não deveria ser entregue um espaço que pertence aos portugueses pela história que este tem a uma entidade exploradora ….
Excelentes perguntas, Ana. Já tudo parece valer nessa obsessão em prol da “monocultura” turística. E de repente todas as vozes que se indignavam a propósito do que quer que fosse andam caladinhas como se por um passe de mágica estivéssemos agora a viver no melhor dos mundos.
Pois é, infelizmente.
Talvez muitos não saibam, mas durante muito anos o Mosteiro funcionou como casa de uma série de serviços públicos (câmara, finanças e principalmente do antigo Asilo de Mendicidade de Lisboa, tendo chegado a ter mais 900 utentes)… com o tempo, estes serviços foram abandonando o Mosteiro e instalaram-se noutros locais, até à saída do Asilo, o último organismo a sair, há cerca de 15 anos.
Desde essa data, toda aquela zona do Mosteiro foi-se degradando, por alguma incúria, talvez, mas muito por causa dos custos de manutenção dum edifício destes.
Como pode ver, a utilização do Mosteiro para outras finalidades, que não as culturais e religiosas, que não é nova, sendo até uma prática corrente em muitos países para permitir a manutenção e a vida de muitos edifícios históricos… não tomar uma medida destas, ou parecida, seria condenar o edifício…
Por isso entre o abandono e degradação do Mosteiro por causa dos custos e de outras dificuldades e dar uma utilização nova aquele espaço, permitindo que se criem novas vivências para ali e que tornem o Mosteiro, um património vivo, mil vezes esta última opção.
Apenas em jeito de observação, este processo há muito que vinha sendo pensado entre o Estado e a autarquia (PSD há mais de 16 anos), pelo desde o anterior Governo, embora até possa vir mais detrás, por isso colocar esta opção como uma luta ideológica entre esquerda e direita, parece-me incorrecto…
É que manter o património é muito caro e é bom que não nos esqueçamos disso…
Meu caro, estamos a falar de coisas distintas. Uma coisa é dar utilidade pública a uma parte de um monumento, o que em nada lhe altera a traça e pode ser perfeitamente justificável em termos de economia de recursos (aliás, é uma tradição de há muito em Portugal) e outra, muito diferente, é permitir a construção de um hotel privado, de traça ultramoderna e 3 andares, num claustro de um monumento nacional do séc. XII e da importância histórica do Mosteiro de Alcobaça, que ainda por cima é património mundial classificado.
Quanto às culpas, por favor leia a minha resposta ao comentário anterior. Não estou a pôr as coisas num plano ideológico, estou apenas a dizer que a superioridade cultural da esquerda é um mito que se comprova nestas “pequenas” coisas.
Quanto à questão da degradação do património por incúria ou falta de recursos, que se faça apetecível para mecenas privados a recuperação de monumentos nacionais, mas com compensações que não sejam entregar-lhes os próprios monumentos.
Ana, não se vai “construir” nenhum hotel de traça moderna no local. Três são os pisos já existentes no edifício (que se encontra em avançado estado de de degradação) que vão ser restaurados com um mínimo de alteração à traça original. Aliás só assim faz sentido.
No link em baixo encontra uma foto do claustro do Rachadouro…
http://gazetacaldas.com/economia/hotel-l uxo-no-mosteiro-alcobaca-construido-ate-2 019/
Também pensei candidatar-me ao negócio a quinhentos euros por mês, mas depois esbarrei na falta do quinze milhões de euros que vão ser avançados pela Visabeira e que são necessários para pagar ao Souto Moura e realizar a obra… desisti.
Em tempo: Continuo a achar que a Ana não está a fazer devidamente os TPC…
Cumprimentos
O hotel não vai ser construído no claustro! Informem-se antes de começarem logo a atirar pedras sem sequer terem visto o projecto. Os três pisos também já existem actualmente na zona onde irá ser instalado o hotel. A parte onde vai ser instalado o hotel há muito que está abandonada e degradada, literalmente a cair aos bocados.
Ah, não? Então o que é que está a fazer quando pergunta: É esta a tão apregoada superioridade da esquerda em relação à cultura? Ou será que a cultura não inclui o património?
Se uma empresa está disposta a investir 15 milhões de euros, deixaria de estar interessada no projecto se em vez de 5000€/ano tivesse de pagar 3000€ ou 4000€ por mês?
Boa pergunta.
Finalmente alguém disse algo
Com que então fica muito caro a manutenção do património nacional…!!!
Que apoquentado este caro senhor está, com os gastos de manter o património nacional !!! Que belo cidadão !! Nota-se que é uma pessoa muito culta, sem dúvida nenhuma.
Se calhar não está apoquentado com o que os partidos fizeram em termos de destruição total do país, se calhar não está apoquentado com a gatunagem dos políticos (alguns) e o que destruíram e fizeram aos bancos.
Tenha paciência, vá dar banho ao cãozinho.
Estou sempre pronto a protestar com este governo (e não só, e não só …) e também disponível para resmungar com a ascensão do Visabeira, perito por cá e mais austrais paragens, a articular-se com os poderes políticos. Mas gostei deste último comentário (que está visível no momento que escrevo, de Nuno Antunes da Costa) porque permite enquadrar a questão, isso da utilização pelos serviços públicos dos monumentos nacionais (eu próprio, tal como tantos outros, usei o Convento de Mafra) sem prejuízo da parte patrimonial (e de culto). Mas talvez a renda não seja grande coisa, e o negócio um bocado “de leão” em benefício do investidor. Mas sobre isso não tenho dados nem saberes para opinar.
Como não tens? Os valores do negócio estão na notícia e ainda ninguém os desmentiu.
Cito-te: “eu próprio, tal como tantos outros, usei o Convento de Mafra sem prejuízo da parte patrimonial (e de culto)”. Parece-te o mesmo que vai acontecer desta vez?
É feriado. E amigos têm-me dito, até preocupados, que ando demasiado mal disposto, sempre a protestar com tudo, neste entre blog-e-FB. Dois factores que terão influenciado a suavidade deste meu comentário. Disto isto, deixo adenda: a) se há tradição de uso administrativo das grandes instalações patrimoniais não me parece que, nos dias de hoje, isso deva inviabilizar a sua utilização por empresas privadas, para “estatismo” já basta tudo o resto; b) um investimento inicial de 15 milhões de euros (a licença desportiva de qualquer jovem jogador do Benfica) para 50 anos de 400 euros de renda mensal parece algo exagerado. Mas esta é uma outra questão do que a utilização privada do monumento. Quanto ao resto, acho que deixei algum desprendido fumo, o Visabeira cresceu através do jeito de se articular com o poder político [a forma predominante do “liberalismo” português, como se sabe].
Pois não estamos de acordo (na parte da utilização de monumentos nacionais por privados, pelo menos a esta dimensão), mas espero que não fique ainda mais mal disposto por causa disso. Não vale a pena. 🙂
Sim, sim, o comentador Nuno Costa é a única pessoa aqui que sabe minimamente do que está a falar. Nota: o claustro em causa não corresponde às imagens que andam a circular e foi construído no séc. XVII. A construção do hotel permite preservar o mosteiro da ruína a que aquela parte do edifício (antigo asilo) parecia estar condenada.
Parece-me que isto é uma tempestade em copo de água. A valorização do espaço e ainda pagam o que ficou definido em concurso internacional. Podem ver o concurso e se ganhou a visabeira qual o problema ? piores negócios foram os dos CTT e da EDP (ah mas isso foram os salvadores da pátria……) Ou seria melhor deixar arruinar aquela parte do convento ? Pelo menos vão criar alguns postos de trabalho e salvaguardar o património. E quem coloca fotos que não têm nada a ver com a parte do convento em causa, seja sério e tenha vergonha. De noticias manipuladas pela pafiana estamos fartos.
Para ajudar a dissipar a confusão:
Estamos a falar do Claustro do Rachadouro, um dos edificados mais recentes (séc. XVII) e cujas alas contam com três pisos. Haverá adaptações necessariamente a fazer, mas o receio de que se vai “permitir a construção de um hotel privado, de traça ultramoderna e 3 andares, num claustro de um monumento nacional do séc. XII” é no mínimo fantasista.
E mesmo que se viesse a verificar que a intervenção planeada não é minimalista, os receios poderiam continuar a ser infundados. Basta recordar o que foi possível fazer a Norte em circunstâncias bem mais complicadas: http://www.archdaily.com/768833/santa-ma ria-do-bouro-convent-eduardo-souto-de-mo ura-plus-humberto-vieira
E se há negócio ou actividade capaz de se coadunar com as finalidades de um convento ou mosteiro, é a hotelaria. Verifique-se como é esse o caminho seguido pelas próprias ordens religiosas para manterem vivas as suas casas, à medida que vão encerrando as comunidades que as utilizavam/ocupavam.
Já o facto de ter saído vencedora a candidatura da Visabeira me faz soar alguns alarmes. Mas o que eu teria a dizer sobre isso não passaria de especulação.
Sim, é verdade que se trata de um claustro construído posteriormente, creio que para alojar a biblioteca do mosteiro. Obrigada pela correcção. E também é verdade que a Pousada de Sta. Maria do Bouro (não privada ainda à época, se não me engano), apesar de algumas excrescências dispensáveis nas janelas, é um trabalho primoroso de recuperação de um edifício religioso e sua transformação em unidade hoteleira.
Mas mantenho que estamos a falar de um monumento nacional com a importância histórica e simbólica do Mosteiro de Alcobaça, que é, além disso, património mundial. E mantenho também os meus receios quanto à estética final de uma das alas do mosteiro face às restantes, com tantos assassínios arquitectónicos que tenho visto neste país em matéria de património classificado (vide a Casa dos Bicos, e é claro que pode não estar de acordo comigo). Pelo menos que o estado português, em vez de um aluguer ridículo de 5.000 € por ano exigisse à Visabeira, como contrapartida da exploração de uma das alas do mosteiro, a manutenção das outras alas.
Quanto à candidatura vencedora, pelo que li foi mesmo a única apresentada. O que me faz soar ainda mais alarmes.
Amigos pensem um pouco e olhem para o passado e agora o presente PS no governo Visabeira a encher o bolso
Presumo que somos bem abastados (Panamá Papers) se me fixar nas imensas e importantes obras a que (dizem) devemos manter e preservar, como prioridade nacional. Tavez seja bom confrontar os valoroso defensores do “patrimonio” com a simples pergunta _ e quem se chaga frente para pagar ? quando perguntaram a merkl ela respondeu nich.
Não falei em prioridades, Cristof.
Vai investir 15 milhões? Ou vai buscá Los aos fundos comunitários como fez na VistaAlegre.? Vai ao filão para ñao variar…e o apoio á verdadeira economia de produção de valor acrescentado fica para traz
isto ja e um projecto velho. ja ha uns dois anos que oiço falar disto e desaprovo completamente se bem que a minha opiniao nao conta para nada. este projecto e de autoria do anterior governo caso nao saibam.
O que é da autoria do governo anterior é a abertura do concurso (no que não o isento de culpas, como já escrevi lá para trás). Mas o ante projecto foi apresentado já a este governo, que o aprovou. Para este governo não se trata sequer de ter de “reverter” um negócio já feito, mas, mesmo que fosse esse o caso, não me diga que seria mais difícil de consegui-lo do que no caso da TAP, com toda a sua complexidade e amplitude.
Volto a dizer: eu mudaria de ideias, talvez, se 1. conhecesse o projecto e este não agredisse a traça original do Mosteiro, e 2. se me garantissem que existe uma contrapartida para o estado português que não seja a insultuosa renda de 5.000 € anuais durante meio século.
É verdade…e ninguém faz nada, Ana…
Penso que ninguém pode fazer nada agora, Júlia. Inês é morta, e pela segunda vez.
http://www.tintafresca.net/News/newsdeta il.aspx?news=7b7a7746-1799-4b66-9775-484 7ef7ff21c&edition=188
Estive a ler atentamente a notícia e gostei de saber que “foram criadas unidades de alojamento sem interferir com o património”, e que “em todo o projeto só mudámos 6 portas”.
Por esse lado fico mais descansada. Mas continuo a não ver outras contrapartidas exigidas à Visabeira para além de pagar os tais 5.000 € anuais, criar alguns postos de trabalho e facultar o uso de parte do jardim do hotel ao público. O que continua a deixar-me perplexa. Além disso, o comentário à notícia (no link) alerta para um eventual problema que não é de desvalorizar.
Em primeiro lugar o negócio não é mau…
Não ofende ninguém um hotel naquele espaço, se forem, obviamente,restritos e bem estudados os sinais de referenciação daquele equipamento hoteleiro. Um património daqueles por mais dinamizado que fosse,nunca geraria receitas tão avultadas. Um equipapamento com estas características vai, trazer “turismo dourado” à cidade…vai proporcionar, com toda a certeza, outras exigências ao nível do pequeno e médio comércio, o que beneficia o emprego.
Compreendo a apreensão de alguns, no entanto refiro que pela velha Europa há muitos exemplos desses, monumentos, castelos, fortificações adaptadas a espaços hoteleiros e sem qualquer perda de identidade…
Os núcleos das nossas maiores cidades Lisboa Porto …. foram completamente despovoadas dos seus habitantes precisamente para dar lugar a espaços equipamentos hoteleiros, e ninguém deu por nada…ou melhor, ninguém quis saber…no entanto, hoje já se olha com outros olhos, para a reconversão qualitativa da arquitectura das cidades…
Se consultar o Basegov pode ver que o procedimento para a “Concessão do claustro do rachadouro no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça para instalação de um estabelecimento hoteleiro” teve o anúncio de procedimento Direção-Geral do Património Cultural publicado a 03-07-2015. Ou seja… parece que não ter ministério da cultura é que deu azo a estes abusos. Não foi o governo da esquerda, foi o da direita. Mas tenho pena que o actual governo o tenha deixado passar. Mas se calhar o contrato estava “armadilhado” permitia um valor ridículo de rendas por ano, mas tinha uma clausula de rescisão escandalosa…e escandaloso é estas “noticias” sairem assim sem verificarem a data em que o procedimento foi lançado. Falta de rigor também é grave…
É a esquerda que mais de metade dos portugueses votaram!!!! Viva a cultura!😠
Depois de com atenção fazer a leitura deste artigo, apraz-me apenas fazer a simples questão: a Sr. Ana Vidal conhece, por acaso, o Mosteiro de Alcobaça? É que pelas suas afirmações/perguntas não me parece
Apraz-me responder ao Sr. Asdrúbal que sim, conheço o Mosteiro de Alcobaça. E que já lá fui várias vezes. Estive lá há menos de um mês, por sinal. Satisfeito?
Já agora convido-o a ler os comentários anteriores, em que alguns equívocos se esclareceram. Se lhe aprouver, claro.
Sim para que receber 5 euros por visita quando podem cobrar 5000 euros mais IVA que creio esta a 22por cento o que da uma renda anual de 6100euros que por mes da a misera quantia de 508.33 euros o mes ,Negocio fechado com este tipo de numeros esta certo e seguro que vamos sair da crise
Mau de mais para ser verdade
Muito mais de 5000€ pago de impostos todos os anos. É a esquerda a fazer rir… Tirar aos ricos para dar aos pobres. Eu o rico, a empresa o pobre…
Depois de constatar que o ministro da educação parece um atrasado mental não fico admirado por saber que o património cultural é tratado desta forma.
Bem por 5000€ anuais até eu tinha arrendado isso 🙂
Tenho de ir ver se consigo arrendar o castelo de almorol tb que assim aproveito e passo já lá este verão…. este país está perdido e deve ser com esses 5000€ anuais que vamos pagar a nossa divida
Boa tarde. Sou Alcobacense. Conheço em profundidade o Mosteiro de que fala com enorme ignorância. Deixe-me esclarece-la: A área a ser ocupada pelo Hotel, foi durante décadas ocupada pelo Lar Residencial de Alcobaça (um enorme asilo entretanto encerrado). Antes disso era um quartel militar. Actualmente, toda essa área está desocupada, a caminhar para a ruína. Dificilmente poderá ser adaptada sem enormes custos, pois as utilizações anteriores caracterizaram toda essa área de forma muito específica. Suponho que esteja a sugerir que se exigisse mais renda, garantindo assim que ninguém concorreria à construção do hotel? (é que a este concurso só concorreu a Visabeira…) Ou talvez a direita esteja agora, de repente, tão preocupada com a cultura que os partidos de direita e seus “fãs” se vão chegar à frente com outra solução? …e dinheiro, já agora. Suponho que à direita, tão preocupada com a cultura que até extinguiu o respectivo ministério, também não interessa o que pensa Alcobaça do assunto… Já agora, aproveito também para a informar que a autarquia Alcobacense é PSD… E ainda gostaria de lhe perguntar: a Igreja ocupar o espaço e património público, impondo regras religiosas a quem o visita, não a incomoda? Deve ser só problema meu que sou ateu e de esquerda, porque claramente que a sua abordagem muitíssimo racional é que deve estar correcta.
Meu caro alcobacence, chega tarde à discussão. Se se der ao trabalho de ler os comentários anteriores verá que tudo o que diz respeito à localização do futuro hotel já foi esclarecido, e que eu não tenho culpa de que os media nos manipulem com imagens e notícias incompletas ou falsas. Como compreenderá (ou não, o que não altera em nada a minha atitude) não me ficaria bem alterar o post depois desses esclarecimentos, como se quisesse apagar o erro em que essas notícias me fizeram incorrer a princípio.
Mas uma coisa é a localização e outra, muito diferente, é estar de acordo com o facto de se permitir a um privado que use em seu proveito exclusivo, por 50 anos, uma parte de um monumento nacional pela quantia inacreditável que está em causa – a qual, pasme-se, lhe parece a si muito adequada – sem que lhe sejam exigidas outras contrapartidas que beneficiem o próprio monumento (como a preservação de outros espaços públicos do mesmo, por exemplo).
Passando por cima das questões políticas, que não vou discutir, respondo apenas à sua estranha pergunta: não, não me incomoda que a igreja ocupe um… mosteiro. Afinal foi para local de culto que ele foi construído, ou a minha enorme ignorância está a pregar-me uma partida?
O país está a saque!
Mas nem toda gente dorme!
Confesso-me curioso, alarmado e estupefacto, aquando a leitura desta “interessante” notícia!
CURIOSO… Informei-me sobre o espaço físico exacto da intervenção e ao que parece o Claustro em questão, constitui-se numa estrutura formal anexa ao mosteiro, onde funcionou um asilo encerrado à 15 anos.
ALARMADO… Indaguei que a referida estrutura, se encontra degrada por 15 anos de abandono e que a tipologia existente e a necessidade de intervenção podem “legitimar” a intervenção que o Arq. Eduardo Souto Moura, com certeza executará com a preocupação e aprumo que nos tem brindado.
Mas ESTUPEFACTO não consigo deixar de estar… “uma unidade hoteleira de cinco estrelas, em três pisos, com 81 quartos e nove suites, uma ampla zona de serviço, spa, ginásio, para além de espaços multifacetados para a organização de congressos e eventos diversos” pelo mesmo valor que a rolote de “Bifanas do Armando” paga pela taxa de ocupação de via pública em dias de jogo do Benfas… parece-me “porreiro pá”!
Não posso discordar dos pressupostos do que escreve. Tudo isto é uma aberração. Vc perdeu me assim q começou com a conversa da “esquerda”. O País e mal gerido faz 40 anos pela direita e pela “esquerda”
Meu caro, eu também não escrevi isto para “ganhá-lo”. Mas, por estranho que lhe pareça, concordo totalmente consigo. Só referi a política neste caso porque é inegável que a esquerda se considera superior em termos culturais. De resto, reconheço sem nenhuma dificuldade culpas partilhadas entre os que nos têm governado, tanto à esquerda como à direita (se é que essa distinção faz sentido quando aplicada às últimas décadas).
Texto completamente deslocado da realidade! Não falem sem saberem, provavelmente nem conhecem o mosteiro de Alcobaça!
Provavelmente não leu nada do que está para trás, mas publiquei na mesma o seu comentário.
Comentários sem ir à essência do problema:quanto custa ao Estado manter, anualmente, o Mosteiro? Respondam, depois discutimos.
Se me é permitido pergunta: A Ana conhece o Mosteiro de Alcobaça? Conhece o estado em que ficou esta área depois da desactivação do Lar/Asilo de Alcobaça há quase 15 anos?
Eu conheço, porque lá trabalhei 8 anos como Técnica Superior. Vi as paredes as caírem e a estrutura a degradar-se. As pragas, os pombos e os ratos a tomarem conta dos edifícios.
E sim, o Claustro do Rachadouro, tem 3 pisos.
E sim, é possível fazer tudo o que está previsto sem desvirtuar a área medieval do Mosteiro de Alcobaça.
Tudo isto estava planeado desde que esta área foi desmantelada.
Creio que os Técnicos da Direção-Geral do Património Cultural estudaram a proposta e analisaram tudo ao mais ínfimo pormenor.
Já tudo estava previsto pelo antigo IPPAR, depois a pasta passou para o IGESPAR e agora o contrato foi fechado depois de muitas unidades hoteleiras nacionais e internacionais terem visitado o local e apresentado propostas.
Há que renovar a mentalidade. Há que renovar os espaços em avançado estado de degradação.
Há que rentabilizar o Património e protegê-lo antes que tudo caía sem apelo nem agravo.
Neste caso era urgente fazer qualquer coisa…
Para não estar constantemente a repetir-me, por favor leia as minhas respostas aos comentários anteriores (basta ler os últimos, não a maço muito).
Mas se está tão por dentro do negócio, conhecerá com certeza as contrapartidas que foram exigidas à Visabeira no sentido de o Estado português rentabilizar o seu património, sem ser pelo valor anunciado de 5.000€ anuais durante meio século. Pode dizer-me quais são, por favor? É que em parte nenhuma li alguma coisa sobre isso. Também não li nada sobre a apresentação de outras propostas, pelo contrário. Tanto quanto sei pelas notícias, a única proposta apresentada a concurso foi a da Visabeira.
E sim, uma vez mais: conheço o Mosteiro de Alcobaça.
Mas o governo quer lá agora saber de cultura, o governo o que quer é dinheiro para poder gastar com ele e os seus “boys”|
Há imensas alternativas culturais para valorizar e ajudar a conservar e manter vivo o espaço. Será precisa muita imaginação? A ausência desta deveria ser um óbice à ocupação de lugares governativos à Cultura ligados. Mas estes parecem estar apenas acessíveis aos “boys” políticos…
Quanto à mencionada renda, lembro que corresponde ao aluguer de um apartamento T1 das nossas cidades. Que negócio!…
nas nações mais evoluídas da Europa e do mundo é prática corrente e nada se vê degradado ou sem utilidade, já agora sugiro que proponham à Visabeira restaurar S. Cucufate, o Alentejo agradeceria.
Acompanhei o o debate sobre a utilização de parte do Mosteiro de Alcobaça para fins hoteleiros e o meu espanto é: 1) não vi nada na comunicação social a respeito; 2) a anualidade parece ridícula (razão têm os estrangeiros quando afirmam que os portugueses não valorizam o que são e têm) e 3) esta questão dos concursos é sempre um engano voluntário pró involuntário. Porque, uma vez que os governos são por quatro anos e segundo a prática portuguesa de quem governa não conta tudo à oposição, julgo, talvez ingenuamente, o governo chegado ao poder ignora os detalhes das negociatas ou negócios que lhes vão cair no regaço. Todos se recordarão, certamente, das inúmeras notícias saídas a público de ministros recém chegados encontrarem o vazio, i.e., documentos desaparecidos… Enquanto não houver transparência em todos os actos administrativos e governamentais, especulamos… e… alegremente, discutimos o sexo dos anos…
Já alguem se questionou sobre quantos 5.000€ estão a passar por baixo da mesa nesta negociata para suposta preservação de património?
É verdade que um hotel foi adjudicado no mosteiro de Alcobaça. Mas é num claustro que já foi quartel e lar. É um espaço devoluto, longe da nave principal e muito decadente, a precisar de obras. Talvez não seja assim tão mau, quem visitar o Mosteiro não dará pela existência de um hotel, com entrada autónoma a pelo menos 500 metros da entrada principal. Os alcobacenses não permitiriam algo que chocasse com o seu Mosteiro.
Estaremos num País surrealista, ou no a caminho de dar ao futuro uma História e um passado preservado/conservado.
Um alerta para estas tentações de utilitarismo desenfreado: que seja supervisionado e sujeito ao rigor do IGISPAR e dos bens Culturais da Igreja.
Mas porque não são enquadrados em estâncias turísticas os Castelos deste País?
Não dariam Instalações maravilhosas e hotéis de nxn estrelas?
O mosteiro de Alcobaça é grande. Caso o hotel seja instalados nas instalações conventuais que não estão abertas ao público, que não são a parte majestática do convento, entendo que foi uma óptima ideia, na medida em que permite garantir as obras de conservação necessárias à preservação do monumento. O acordo prevê todas as obras de conservação e a manutenção das partes não sujeitas à unidade hoteleira? Se sim, é um óptimo negócio. Em frente!
Antes de se indignarem tanto, e ficarem tão escamados, vão ver o Mosteiro. Conhecem-no? Duvido. E se já lá estiverem, não viram a área que poderá ser destinada a hotel.Voltem lá, e peçam para ver. Tiros no escuro dão mau resultado.
realmente seria bom que fosse o 1° de Abril mas pelo menos alguem faz obras para preservar o patrimonio que temos porque se estivermos à espera do Estado vai tudo ao chao, a renda anual é ridicula se realmente é de 5.000 € so é verdadeiramente ridiculo e 50 anos igualmente
Mas infelizmente o Estado faz o que quer o anterior so pensava em vender este aluga mas ao menos que seja com rendas actualizadas isto é mais um multimilionario que se esta a preparar ( Num Pais falido )
Isto já andava a ser negociado à uns dois anos, ou seja, já vem do tempo do PSD.
Não, não é o 1º de abril e vá saber exatamente o que se passa com esta decisão e quem a tomou? Creio que a “apregoada superioridade de esquerda” teve pouco a ver com isto a não ser concluir um processo anterior. Certo? Ou estarei enganada?
Eu já me tinha parecido que este ministro da cultura tinha qualquer coisa de estranho, mas não podia imaginar o que realmente era. Afinal agora fico a perceber que o homem é bom para alugar mosteiros, por 50 anos e 5.000€ anuais. Para além da afronta aos valores simbólicos duma nação, 5.000€, daqui a 50 anos, não chegam para comprar um bilhete de autocarro duma carreira urbana.
Obviamente que quem escreveu isto não conhece o mosteiro de Alcobaça e o local onde vai ficar o Hotel.
Grande parte da zona especifica que vai sofrer as obras teve como última utilização um lar de idosos que quando fechou já não tinha condições, neste momento está tudo abandonado e a cair aos bocados.
Quanto aos 3 andares, não sei se já os tem, penso que sim, pelo menos 2 tem seguramente!
Falando da pouco avultada renda, sim, também acho que é curta mas sendo um espaço praticamente devoluto que iria custar muito dinheiro a manter ou recuperar, associado aos benefícios (duvidosos para quem conhece Alcobaça) que um hotel 5 estrelas trará para a cidade, é compreensível que seja uma maneira de atrair os investidores.
Existem vários exemplos de sucesso de pousadas de Portugal em monumentos históricos, como alcobacense, não me choca nada que se troque uma quase ruína por uma espécie de pousada de Portugal!!
O Mosteiro, esse vai continuar lá…
Uma vez mais reflito e volto a dizer, alguém manda neste país e não os políticos.
Estes são os fantoches de alguém que põe e dispõe do que supostamente seria nosso…..
Fica a dica!
O que se esquecem de dizer é que o projecto de reabilitação está a ser feito pelo Eduardo Souto de Moura, apenas um dos melhores arquitectos do mundo e a par do Siza um dos maiores especialistas em arquitectura portuguesa e defensores do nosso património. Mandar postas para o ar só porque sim como fazem neste post nao serve para nada, apenas uma oposição bacoca e ignorante. claro que o hotel não ocupa o mosteiro inteiro, claro que a nave e claustros principais ficarão intactos, é APENAS um dos claustros arquitectonicamente insignificante e fechado ao publico ha 15 anos que vai ser recuperado e ainda por cima por um dos grandes arquitectis portugueses. em vez de continuarmos com o monumento a meio gaz com uma parte sem uso e debilitada vamos continuar a ter o mesmo edificio com a mais valia de ter uma ala recuperada por quem o sabe realmente fazer! e já agora para responder à questao dos tres andares, vao ver fotografias ou vao visitar o claustro em questão e contem quantos andares tem, deixo uma pista: é entre dois e quatro…
Mas alguém está a tomar em consideração que daqui a 50 anos o estado é proprietário de um imóvel recuperado que pode alugar como unidade hoteleira? É que estes 15000000 de euros, após os 50 anos, vão continuar lá.
nojo!!!! Grande nojo! Trafulhas, ignorantes, ladrões. nojentos!
Está tudo maluco.
Não acredito!
Suponho que o autor do blogue já conhece o projecto, única forma de se poder emitir opiniões fundamentadas e inteligentes. Como não conheço o dito projecto não posso emitir opiniões, mas conheço em Portugal e em muitos outros paises, mosteiros recuperados e reconvertidos em hotéis que são obras de arte de arquitectura.
Na minha terra, Tomar, apareceu, ha muitos anos, um projecto para adaptação de parte do convento de Cristo para uma pousada onde antes tinha funcionado o Hospital militar. Alguma opinião pública revoltou-se e conseguiu que hoje, passados uns 30 anos, o espaço lá esteja em bom estado mas inútil e nunca visitado.