Aguardo sozinho no passeio a mudança do semáforo quando uma miúda (loura, sete ou oito anos) me grita da janela de trás de um carro que passa: «Adeus!»
Com atraso, devolvo-lhe o cumprimento. Fico a sorrir, mas depois começo a perguntar-me por que razão gritara ela «adeus». Por que não «Olá», «Bibó Porto» ou «És velho»? Será um presságio?
Tenho imenso cuidado a atravessar a rua e em todo o trajecto até casa. Mas durante o jantar quase me engasgo. Se amanhã não acordar, fica tudo explicado.

🙂 é bom que isso não suceda, quero poder continuar a ler o Diário semifictício de insignificâncias
Obrigado, Gabriela. Continuo vivo, embora não muito. E custou-me imenso a acordar – mas é possível que fosse apenas sono.
Este teu diário está quase a dar um livro, José António.
Não me parece, Pedro. A este ritmo, levarei pelo menos mais uns três anos.
Porque ela passava, nunca mais o veria. A deus, que ele o proteja…
Hmmm, é filologia a mais para uma miúda tão nova…
Tranquilo , significa apenas que as crianças de hoje são iguais às de ontem. Ainda me lembro de ir no banco de trás do carro a dizer adeus e a acenar a todo o mundo .
A sério? Deve ser uma coisa de raparigas… Ou então de crianças citadinas.