Diário semifictício de insignificâncias (18)


escafandro,

«Há que tempos…»

«Um quarto de século.»

«O que tens feito, desde a universidade?»

Digo-lhe. Não me alargo em explicações. Tenho sempre relutância em analisar o meu percurso de vida. Na verdade, e ainda que não consiga evitar fazê-lo, recordar o passado perturba-me. Com raríssimas excepções, circunstanciais e temporárias, recordar o próprio passado é analisar uma traição.

«Temos que manter o contacto.»

«Sim, claro.»

Mas sei que é improvável. E sinto alívio quando nos separamos.

4 comentários em “Diário semifictício de insignificâncias (18)”

  1. Passei por aqui, só para, em jeito de despedida, deixar um vídeo (uma escolha difícil porque, como este, há muitos) mas, se o ouvir até ao fim, talvez entenda, melhor, muitas das coisas que eu comentei neste blogue. Nos próximos meses, o Mundo poderá ficar… deveras interessante e, uns, vão perceber tudo, enquanto outros, “acordarão” ou não mas, não faltarão… confusões, medos, falta de informação e, um excesso de desinformação.

    https://www.youtube.com/watch?v=ppBsJWO1ARk
    Get Your Microchip for World War 3

    Porquê neste poste? Uma insignificância que só poderia ser deixada num diário semi… de insignificâncias, impossível deixá-lo noutro sítio mas, confesso, ainda pensei… sobre a areia da praia 🙂

  2. Se recordar o passado o perturba, talvez devesse recordá-lo e analisá-lo, até deixar de o perturbar, ou, pelo menos, até o aceitar. Ajuda a conhecermo-nos a nós próprios.

    Recordar o passado é analisar uma traição? Como assim?

    “ Uma vida tem de ser vivida olhando para a frente, mas só a podemos entender olhando para trás.”
    Kierkegaard

    Tirei esta citação do facebook, mas a fonte parece-me fiável: foi no mural da jornalista Helena Ferro de Gouveia.

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