Tenho de escrever sobre o início de um livro e o final de outro. Ando dois dias a pensar no assunto, depois encolho os ombros e tomo uma decisão. O livro com o início, comprado e lido durante a universidade, está a duzentos quilómetros, em casa dos meus pais (tem lógica: os pais são sempre o início). O outro encontra-se aqui, a cerca de dois metros. Quase ouço uma voz dizendo: O final está muito mais próximo do que o início.
Desde há uns tempos, não consigo evitar sentir que há uma força irónica e malévola que aproveita toda e qualquer oportunidade para reforçar o meu pessimismo.

Muito bom
Obrigado, Francisca. Ver as coisas pelo lado negativo tem a sua piada – embora um bocadinho negra.
Acho divino este teu post, sendo eu, como sou uma otimista congénita, que nem a vida, quando má, conseguiu demover. Pelo contrário…
Ah, Helena, quão irritante tamanho optimismo…
(Estou a brincar. De resto, ironizar com o meu pessimismo é para mim uma espécie de optimismo.)