Diário semifictício de insignificâncias (15)


escafandro,

Tenho de escrever sobre o início de um livro e o final de outro. Ando dois dias a pensar no assunto, depois encolho os ombros e tomo uma decisão. O livro com o início, comprado e lido durante a universidade, está a duzentos quilómetros, em casa dos meus pais (tem lógica: os pais são sempre o início). O outro encontra-se aqui, a cerca de dois metros. Quase ouço uma voz dizendo: O final está muito mais próximo do que o início.

Desde há uns tempos, não consigo evitar sentir que há uma força irónica e malévola que aproveita toda e qualquer oportunidade para reforçar o meu pessimismo.

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