Diário semifictício de insignificâncias (1)


escafandro,

O calor põe o meu corpo a lutar consigo próprio. Na face interior dos cotovelos e dos joelhos desenvolvem-se áreas vermelhas que ardem como feridas tratadas com álcool. É como se a minha pele fosse tóxica para ela mesma. Ou como se fosse tóxica, tout court (não passa assim tanto tempo encostada a outras peles para que me seja possível ter certezas). O calor faz-me sentir uma rã dos trópicos, húmida e venenosa. (Agora – que estupidez – estou a pensar no filme de animação Rio 2.) E o problema não surge apenas nos cotovelos e nos joelhos: o suor queima-me os olhos; nos ombros surgem-me pequenas crostas. Todo eu pareço exsudar veneno. Entre o desespero e a auto-ironia (a distância é curta), procuro convencer-me de que existe um lado positivo. De que talvez seja terapêutico. De que talvez seja o veneno que vou acumulando ao longo do ano – a bílis fermentada – a sair. Só espero que não destrua o ozono ou faça aumentar o teor de dióxido de carbono na atmosfera.

0 comentários em “Diário semifictício de insignificâncias (1)”

  1. ” ou faça aumentar o teor de dióxido de carbono na atmosfera”

    Aqui, as plantas agradeceriam e até a Gronelândia poderia vir a ter árvores tropicais e, quando eles falam no mal para as plantas, estão apenas a falar de espécies que cultivamos, algo que seria facilmente substituível por outras espécies perenes (por exemplo o espinafre, cultivamos todos os anos quando há uma espécie que rebentará todos os anos, sem ser preciso nenhum esforço), a grande maioria, das plantas deste Planeta, não precisa de ser cultivada.

    Aliás, nós só sabemos desperdiçar, comemos os pimentos e deitamos fora as folhas, fazemos o mesmo com a batata doce, cujas folhas são mais nutritivas que os espinafres, a rama da cenoura (que tornam incomestível por causa dos químicos que lhes deitam), a rama da cebola, das beterrabas, as folhas do milho, do pepino, da abóbora… mas, era preciso voltar a aprender porque, por exemplo, as folhas do tomateiro ou da batata comum são venenosas, portanto, isto de meter medo às pessoas e dizer que são culpadas do aumento do carbono só serve para enganar tolos. Entre raízes, rizomas, caules flores, folhas, sementes e frutos, enquanto as plantas se sentirem bem neste Planeta, não temos nada a recear, apenas, aprender e adaptar-nos como sempre fizemos ao longo de toda a existência humana. Só há que questionar a quem beneficia criar medrosos, dependentes e totós 😉
    E, agora, era capaz de apostar que a grande maioria nem sequer sabe que a batata doce não se planta como a batata comum (se fizerem isso, não nasce nada) e, já poucos devem saber, como se obtém a batata comum, cada vez mais afastados da natureza, alguns já devem pensar que nascem nas prateleiras do supermercado 😉

    O que seria mesmo bom, era saberem que todas estas secas e fogos não são tão naturais como pensam porque, há muitas décadas, “doidos” andam numa de engenharia climática e isto de andarem a pulverizar a atmosfera com partículas de alumínio, bário e estrôncio, não são boas para plantas nem para animais e, muito menos, para os humanos.
    Google:
    http://pt.allreadable.com/d2495Qpe

    Eu não acreditava e, no mínimo, pensava que estávamos “fora do circuito”, até ao dia em que os vi, numa madrugada de domingo, os aviões não deixam rasto como cruzes do jogo do galo. Como o bário é mais venenoso que o arsénio, era bom começarem a “abrir a pestana” e em vez de olharem tanto para o vosso próprio umbigo, a vossa equipa de futebol ou o vosso Partido Político, deviam começar a olhar para o céu, temos algo em comum, estão a tentar fazer o que “apregoam”, reduzir a população Mundial em 80-90% em nome das Tretas do Costume, Clima e Sustentabilidade… mas disso, já falei por aqui… algures…

    YouTube:
    https://www.youtube.com/watch?v=uhCqU8S5R8I
    Chemtrails Portugal 2016

  2. Calor é moleza, noite mal dormida, exasperação no trabalho. Aturar pessoas no Verão, igualmente exasperadas e desconfortáveis – é do piorio.

    Ah, que bem sabem aqueles dias plúmbeos e uma chuvinha…

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