Mas quem é que relativiza? V. anda a bater na porta errada. Mais chato do que a potassa. Quer os endereços de mil blogues mais próprios para a sua pregação?
Punindo os partidos de poder votando noutros, ou relativizando os abusos, as mentiras e incompetências de quem nos vem governando, escolhendo um deles para governar. É isto, Luís Lavoura, que quero dizer.
Meus caros, O que me parece evidente é que o sistema político e eleitoral não responde com eficácia a todas as preocupações do eleitor. Por exemplo, há muitos eleitores que não tendo simpatia a favor de nenhum dos concorrentes e tendo mesmo antipatia por todos eles em proporções mais ou menos iguais, mas não querendo deixar de participar na festa da democracia que são as eleições, acabam por votar em branco; ora o nosso sistema não só não valoriza os votos brancos, como os atira para um canto sem lhes dar a menor relevância. Há também a questão da proporcionalidade dos votos e dos mandatos. Pouca gente consegue compreender porque é que um partido que, por hipótese, tem apenas 45% dos votos expressos, consegue obter 52% dos mandatos; creio que é a altura de colocar as cartas na mesa e defender que deve haver um sistema de proporcionalidade pura – x% de votação deverá equivaler aos mesmos x% de deputados. Dir-me-ão que tal método (o método de Hondt) foi pensando para criar governos estáveis, mas não creio que essa seja uma objecção válida; é que o alibi dos governos estáveis favorece inevitavelmente os maiores partidos e desfavorece os menores (só para terem uma ideia, nas últimas legislativas, em 2005, o PS teve 45,03% de votantes e obteve 52,60% de mandatos de deputado; o Bloco de Esquerda obteve 6,35% dos votos do eleitorado, mas não foi além dos 3,40% em número de deputados); isto é uma enorme entorse da democracia. As leis eleitorais não têm que se preocupar em garantir governos estáveis, têm é que ter como que traduza com rigor e exactidão as opções dos cidadãos votantes. Traduzindo tudo isso para linguagem comum, o meu voto vale bastante mais se votar num dos grandes partidos, vale muito menos se votar num pequeno partido e não vale nada se votar branco ou nulo. Nesse quadro, a pura e simples abstenção – por não se aceitar um sistema tão injusto – pode ser a opção mais lúcida. Nessa perspectiva, só por ignorância se poderão acusar os abstencionistas de serem pouco democráticos ou de se estarem a marimbar para o regime. Deverão, sim, ser responsabilizados os arquitectos do sistema politico-eleitoral por deixarem fora da opção válida de voto uns milhares muito largos de cidadãos.
Votando nulo.
sinceramente, não consigo perceber como é que se consegue relativizar o endividamento de Portugal
Mas quem é que relativiza? V. anda a bater na porta errada. Mais chato do que a potassa. Quer os endereços de mil blogues mais próprios para a sua pregação?
Eu não voto
Sinonimo de grande inteligência e enorme espírito civico…
Se todos os abstencionistas fossem votar e votassem em branco, será que 40% de votos brancos trariam consequências?
Punindo quê?
Relativizando o quê?
Não percebo o post.
Punindo os partidos de poder votando noutros, ou relativizando os abusos, as mentiras e incompetências de quem nos vem governando, escolhendo um deles para governar. É isto, Luís Lavoura, que quero dizer.
Lavoura vota no CDS
Se o resultado da minha atitude, para mim, natural – votar
segundo a minha vontade se transformar em punição então eu estarei punindo.
Cavaco Silva desfez-me as dúvidas. Infelizmente…
Meus caros,
O que me parece evidente é que o sistema político e eleitoral não responde com eficácia a todas as preocupações do eleitor.
Por exemplo, há muitos eleitores que não tendo simpatia a favor de nenhum dos concorrentes e tendo mesmo antipatia por todos eles em proporções mais ou menos iguais, mas não querendo deixar de participar na festa da democracia que são as eleições, acabam por votar em branco; ora o nosso sistema não só não valoriza os votos brancos, como os atira para um canto sem lhes dar a menor relevância.
Há também a questão da proporcionalidade dos votos e dos mandatos.
Pouca gente consegue compreender porque é que um partido que, por hipótese, tem apenas 45% dos votos expressos, consegue obter 52% dos mandatos; creio que é a altura de colocar as cartas na mesa e defender que deve haver um sistema de proporcionalidade pura – x% de votação deverá equivaler aos mesmos x% de deputados.
Dir-me-ão que tal método (o método de Hondt) foi pensando para criar governos estáveis, mas não creio que essa seja uma objecção válida; é que o alibi dos governos estáveis favorece inevitavelmente os maiores partidos e desfavorece os menores (só para terem uma ideia, nas últimas legislativas, em 2005, o PS teve 45,03% de votantes e obteve 52,60% de mandatos de deputado; o Bloco de Esquerda obteve 6,35% dos votos do eleitorado, mas não foi além dos 3,40% em número de deputados); isto é uma enorme entorse da democracia.
As leis eleitorais não têm que se preocupar em garantir governos estáveis, têm é que ter como que traduza com rigor e exactidão as opções dos cidadãos votantes.
Traduzindo tudo isso para linguagem comum, o meu voto vale bastante mais se votar num dos grandes partidos, vale muito menos se votar num pequeno partido e não vale nada se votar branco ou nulo.
Nesse quadro, a pura e simples abstenção – por não se aceitar um sistema tão injusto – pode ser a opção mais lúcida.
Nessa perspectiva, só por ignorância se poderão acusar os abstencionistas de serem pouco democráticos ou de se estarem a marimbar para o regime.
Deverão, sim, ser responsabilizados os arquitectos do sistema politico-eleitoral por deixarem fora da opção válida de voto uns milhares muito largos de cidadãos.
Há uma gralha, perdeu-se parte do texto. 9/abstencao-branco-nulo.html
Quem o queira ver completo poderá ir a
http://paixaodaleitura.blogspot.com/2009/0