
Por mais cúmplice que o DN tenha sido nestes seus últimos anos com o nepotismo do Partido Socialista, a morte do velho jornal, o matutino dos meus avós, é lamentável. Sinal dos tempos, mas custa um pouco. E custa um pouco este estertor, esta coisa tipo semanário a querer protelar o cadáver. O primeiro número desta (terminal) série dedicado ao bacalhau da Noruega (francamente, é para enganar quem?, um óbvio serviço comercial encapotado). E o segundo com este assunto de campo. Lá no café que frequento onde o DN ia saindo na segunda-feira o montito ainda estava assim. Ninguém pega. Tivessem tido a coragem de enfrentar a corrupção e o nepotismo e talvez (talvez) tivessem resistido. Sendo servis ficou isto. Um bocado da história deitada fora.

O matutino do meu avô paterno, linotipista do Diário de Notícias. Uma vida. A do avô em cuja casa se jantava muito cedo, porque ia trabalhar à hora mais bizarra do mundo. Para mim. Para um miúdo, enfim.
Há muito que o não lia, fosse por esse nepotismo, fosse pela ortografia cretina a que servilmente se curvou. Mas o DN tem em mim um lugar que nunca perderá. Vive-se mais e mais de memórias.
Costa
É isso, pelo menos para os de XX faz parte da história de vida
Se algum alguém quiser escrever a história dos jornais e dos jornalistas durante estes anos -os de esta democracia- em Portugal …
Não sendo a minha área de interesse específico não posso afiançar mas julgo que há trabalhos publicados sobre a matéria
“Sendo servis ficou isto.“
Lapidar.
“Por mais cúmplice que o DN tenha sido nestes seus últimos anos com o nepotismo do Partido Socialista”
Teoria da conspiração much? (o que dizer do Observador)
A gente do Observador e a do DN, com todos os defeitos que lhes possamos apontar, têm uma qualidade, crucial: assinam o que escrevem.
Lamentável este triste fim do Diário de Notícias. Já o tinha escrito aqui no Delito: s-jornais-tambem-se-abatem-10061344
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o
Pois, eu li e bem concordei. Esta é apenas uma nota (póstuma).
Não era( é) jornalismo – era (é), prostituição.
Sobrevive-lhe o “público” no “trottoir”…
JSP
Não me parece que vá sobreviver por muito tempo
Era de se esperar. Quando há subserviência ao que quer que seja acaba mal. [
Tem pouco que ver com subserviência.
Tem tudo que ver para que é que os jornais servem apenas: Catalizadores de da Religião Política.
Não servem para informar.
Não servem para ao informar nos dar indícios do futuro.
Não servem para prevenir a repetição dos erros.
O que servem é para promover mais e mais política.
Até promovem que a Religião Política pode controlar o Clima.
Eu sujei muitas vezes as mãos e até os joelhos a ler o DN, na altura em que os jornais largavam tinta.
Não faz falta, pois todos os outros jornais e TV’s são iguais, dizem as mesmas coisas e têm as mesmas opiniões.
Em Portugal temos um órgão de informação único. Tem muitos nomes. Chamam-se Expresso ou Publico, SIC ou RTP, dizem todos o mesmo.
Menos um nome é mais um passo para desmascarar o jogo.