Ele – Não podes estar um dia sem mim… Hoje não pareces nada bem humorada.
Ela – Pois. O dia de ontem foi para esquecer. O meu momento alto aconteceu às 11 da noite, quando vi O Sexo e a Cidade.
Ele – Detesto que vejas essa série.
Ela – Porquê?
Ele – É uma série feminista, não é? Nunca vi…
Ela – Nunca viste?! Não acredito… A um título destes a tua curiosidade não resiste.
Ele – Espreitei uma vez. Eram umas dondocas que só pensavam em compras e em ser sustentadas por gajos ricos. Uma merda. O que eu nunca vi foi as Donas de Casa Desesperadas. Confundo sempre essas duas.
Ela – São ambas séries de gajas. Mas não és tu que gostas de decifrar o cérebro feminino?
Ele – Não preciso de ver séries americanas para entrar na cabeça das mulheres europeias. As que me interessam.
Ela – Devias ver. É pedagógico.
Ele – A série das dondocas, nem pensar. Assisti a uns minutos do filme na televisão e achei-o pavorosamente mau. Apenas pretexto para vender marcas. Como podes seguir aquilo?
Ela – O filme não tem nada a ver. A série é muito melhor.
Ele – Mas não é com as mesmas actrizes? Aquela baixinha e nariguda irrita-me.
Ela – E do meu nariz gostas?
Ele – Não conheço nenhum outro tão parecido com o da Cleópatra.
Ela – Hum… Se há coisa que aprecio em ti é isso.
Ele – Isso o quê?
Ela – A tua cultura clássica.


Ó Pedro ainda estou a rir com este retrato televisivo do país.
Podia ser mau. Mas acabo de assistir a um frente a frente no Mário Crespo que era muito pior…
Rir é o melhor remédio, Helena. Felizmente cá no blogue vamos rindo. Ou sorrindo, que também é bom.