Diálogos gretados


Pedro Correia,

 

Ela – Gostaste de ver a Greta em Lisboa?

Ele – Não. Esta Greta não tem garbo.

Ela – Ela é determinada e fofinha. Gosto muito dela. Miúda voluntariosa e bem intencionada. Luta por uma causa que devia ser de todos.

Ele – Eu vejo-a como uma ignorante que se destaca por faltar à escola.

Ela – Incomoda e mobiliza os outros jovens para uma causa justa.

Ele – Apela aos miúdos para fazerem greve às aulas a pretexto da defesa do clima. Assim é fácil ser popularíssima. Qual o miúdo que não sonha ser liderado e manipulado por alguém assim?

Ela – A Greta não sabe o que é ser falso ou dissimulado ou manipulador. Ela é genuína, autêntica.

Ele – O problema nem é ela, mas os oportunistas que a manipulam para se tornarem “celebridades”. Como estes velejadores ricaços que lhe deram boleia durante semanas no Atlântico e deliram por terem “milhões de seguidores” nas redes sociais. E os políticos que se vergam à miúda porque assim ficam bem vistos nos meios de comunicação.

Ela – O que ela diz e faz só pode incomodar negacionistas como tu e quem se sente posto em causa como cidadão por não fazer nada ou quem é de direita e imagina que os activistas pró-ambiente são todos de esquerda. Ela é um exemplo para os da geração dela, que vivem alheios a tudo e todos, sempre ligados ao telemóvel.

Ele – Os alarmistas como tu podem achar muito gracinha, mas o lugar de uma miúda como ela é na escola, na universidade. Tem de aprender, estudar, investigar. Aos 16 anos ninguém dá lições ao mundo.

Ela – A geração dela é que levará em cheio com as consequências das alterações climáticas. Portanto tem toda a legitimidade para se manifestar pois quem está no poder não faz nada. Ou não faz o suficiente. Que moralidade tem alguém para criticar a causa destes miúdos? Em última análise estão a lutar pela vida.

Ele – Quem lutou e luta pela vida não é a Greta: é a Malala, que arriscou tudo na defesa do direito das miúdas paquistanesas em frequentar as escolas quando eram perseguidas ou até mortas por quererem instruir-se. Ela levou em 2015 o Governo a aprovar a primeira lei que reconhecia o direito universal à educação lá no país. Foi gravemente ferida, esteve quase à morte, mas não desistiu. Enquanto a Malala defende as meninas nas aulas, a Greta quer tirá-las de lá. Se admiro uma, não posso admirar a outra.

Ela – Que argumento mais manipulador e demagógico! Assim não dá para manter uma discussão com pés e cabeça.

Ele – Deixemos então de discutir. Queres vir ao cinema comigo? Apetecia-me ver O Irlandês.

Ela – Não está no cinema, só dá para ver na Netflix. Vai ser o meu programa para esta noite, mas sem ti. Passa bem.

90 comentários em “Diálogos gretados”

  1. quase sempre sou um “ele” em muitas situações…

    e sou um “ele” porque sou muito mulher – principalmente quando se contrapõe as Malalas desta vida com as Gretas.

  2. Tive essa discussão ao almoço. Comparar o “aCtivismo” da Greta e da Malala, é como comparar um tipo que ficou preso na A1 e passou fome, com um que não tem que comer diariamente.
    A Greta é uma pop star. Aprecio muito que defenda causas, acho que faz bem, e não devemos hipocritamente por um lado dizer que os putos só querem saber de net e videojogos, e mandá-los para a escola quando abraçam estas causas.
    Daí a dar lições de moral… pois. E o argumento do “ouçam os cientistas”. Que saiba, a Greta tem o mesmo cv científico do Trump (quiçá um ou dois anos a mais em idade mental), tem zero de autoridade na matéria.
    Adiante.
    Li com atenção aquele texto do “blog da semana” acerca da carta do Borboun, ou lá como se chama o fedelho. Descasca de cima a baixo. A malta acha graça, afinal o puto
    armado ao pingarelho é um privilegiado que sabe pevide acerca da vida real, e vem para aqui ca*ar sentenças. Imagino o mesmo texto, o mesmo raciocínio, aplicado à menina Greta.
    Oh, o discurso de ódio, o homem branco de meia idade a rebaixar a jovem mulher.

  3. Gostei muito, Pedro. Concordo mais com ele do que com ela, mas creio que os dois se complementam. Ela não soube estar, como se verifica no epílogo. Não manipulou, estragou… normal nestes tempos de fundamentalismos.

  4. A parte final do diálogo revela que o que ele na verdade quer é ir à greta dela. Mas ela, com pundonor, não deixa!

    1. Caro Luís Lavoura,
      Acho extemporâneo e pouco fundamentado esse raciocínio.
      Qual o homem que numa noite de Sporting vs. Benfica, troca esse programa futebolístico por uma ida ao cinema?
      Qual a mulher que tem como programa passar três horas e meia a ver um filme como O Irlandês só, desacompanhada
      Nem ele é um homem a sério apesar de eu estar de acordo com as suas/dele opiniões, nem ela é uma mulher a sério (basta ouvi-la a argumentar).
      Não vejo, portanto, creio que ninguém vê neste diálogo nada que permita chegar à conclusão que tirou.

    2. O Laboira anda carente!

      Ele é pinheiros, lingerie, fraldas em setembro, a greta, … Caramba, só falta a ourivesaria de Gondomar!

  5. Até já há quem diga cá temos um(a), desta vez, ‘Gabriela Malagreta’ a infernizar muita gente com a destruição do planeta, por os homens tratarem mal a natureza.

      1. Aqui era o feminino de Gabriel Malagrida, o tal que queria convencer as gentes que o terramoto de 1755 tinha sido a fúria de Deus pelos males que se andavam a cometer na terra.

      1. Mãozinha de vaca, rabo de boi? Hum… talvez não. De repente senti uma grande afinidade com a Greta. Sempre fui gretista, desde pequenina.

  6. Não acredito que salve o planeta se me abstiver de comer carne de vaca ou se fizer chichi durante o duche como me aconselham os da Quercus.
    História do meu primeiro frigorífico:
    Há muitos, muitos anos, a tropa mandou-me para Moçambique. Estive lá 3 anos. Nunca tinha tido um frigorífico. Nem tive durante os 2 primeiros anos apesar do calor. No início do 3º ano, um colega da tropa convenceu-me a comprar-lhe um em segunda mão. Fiquei, eu e a família, tão feliz que o trouxe para Portugal. Era coisa preciosa. Durante anos serviu, andou pela minha casa, pela dos meus sogros, voltou para mim e depois para os meus pais. Levaram-no para a aldeia e funcionava tão bem que até os vizinhos pediam licença para pôr lá coisas. Funcionou sempre bem mas, devido ao uso, as prateleiras (de plástico ou coisa parecida) começaram a partir-se. Levou uma pintura por fora mas prateleiras não se encontravam à venda. Era muito difícil acomodar lá as coisas. Entretanto os frigoríficos embarateceram. Um dia o meu pai atirou com ele para um mato (não havia recolha de lixo) e comprou outro novinho e com prateleiras em condições (mas com outras dimensões, não serviam para o velho). O velho foi-se apesar de congelar e bem.
    Moralidade. Toda a produção está orientada para o desperdício. A publicidade e o jogo dos preços convence-nos a deitar fora e comprar coisas novas e na moda. Não tenho outro remédio: se deitar fora e comprar novo é mais barato, ou quase, do que consertar. Que hei-de fazer? Chichi durante o duche??

    1. Ciclos de vida curtos e consumismo. Alicerces do nosso modelo económico.
      Os carros hoje poluem e consomem mais do que os de há 50 anos atrás? As fábricas poluem mais? Os electrodomésticos consomem mais electricidade?
      Ou a questão está na população total do planeta e do número de pessoas que HOJE têm acesso ao que há meio século era um luxo?

      1. Vejo muitos de carros com 10 anos e mais em muito bom estado nas nossas estradas. Isso não acontecia há 30 anos, aos 10 anos e 100000km um carro era sucata, os painéis da carrocaria já estavam todos desconjuntados, a ferrugem atacava.

        lucklucky

    2. A história do frigorífico faz-me lembrar o que me aconteceu com um carro que me durou 22 anos. E mais duraria se não viesse a lei das inspecções e nas oficinas não me gozassem quando eu queria uma certa peça e me diziam com ar jocoso: deite fora que o conserto fica mais caro que o valor do carro. Não tive outro remédio e comprei outro carro. Fazer chichi no duche parece-me muito pouco. Os tipos da Quercus que façam, eu não. Por acaso até acho muita piada às anedotas que contam no programa da TV Minuto Verde (ou coisa parecida). Farto-me de rir apesar de não haver planeta B.

  7. Essa ideia de que a Greta representa uma geração que está a “lutar pelo futuro” (pela vida) é um logro absoluto. O conhecimento acumulado das Gretas todas é o mesmo que tentar ir à Lua com os diagramas que saíram na Popular Mechanics em 1958.

    Todo este ambientalismo é fruto do que escorre dos discovery channels e das aulas de esquerdismo das escolas públicas misturado com chantagem emocional típica dos adolescentes das burguesias dos condomínios privados. Não tem nada de científico nem produz nenhum tipo de soluções viáveis. Impostos talvez produza. E mostra qual vai ser a novilíngua para arranjar empregozões em Bruxelas daqui a 5 anos se é que não garante lugares em grupos-piloto e comités é o raio que o parta.

    By the way, os palermas do Governo e os Costas e os Guterres que escrevem à Greta já replantaram as árvores que deixaram arder 2 anos seguidos? Palhaços.

  8. ” Aos 16 anos ninguém dá lições ao mundo.”cartazes
    É verdade, mas eu encaro isto como uma operação de propaganda. Há propaganda que é feita, por exemplo, através de cartazes … e outros meios se podem imaginar. Aqui utilizam-se de uma miúda em vez de afixarem cartazes. Pode questionar-se se é legítimo utilizar crianças para estes fins (ainda por cima sofrendo de um síndroma que nem sei bem o que é). Mas, não sei porquê, ninguém questiona.
    Será decente e legal utilizar criança em publicidade?
    A propaganda que ela faz pode chamar a atenção de muitos para o problema. Já quando tenta interpretar (ou alguém por ela, não interessa) diz coisas muito duvidosas e acho que mesmo erradas.
    Pelos vistos ninguém acha mal: nem os pais nem as autoridades nem as Comissões de Protecção ás Crianças, etc.

    1. Ninguém acha mal. Ainda por cima uma criança antipática que chora e ralha aos adultos que, na opinião dela, têm a culpa de tudo. A figura dela naquele discurso na ONU (suponho) foi triste.

      1. Como triste é fazerem-se piadas de cariz sexual, a resvalar para a ordinarice, sobre uma miúda de 15 anos. Regra geral adopta – se esta estratégia quando os contra argumentos são frágeis ou nulos. Agora até a criticam por ter chegado a Lisboa num veleiro de meio milhão. Queriam que viesse a pé e descalça, querem ver…. O que incomoda os reaccionários, esquecendo o consenso científico sobre as causas das mudanças ambientais, é a solução obrigar a uma mudança nos padrões de consumo….e pronto, são os comunas que estão por detrás de tamanho ardil.

        By the way, como “chicha” , mas o meu carro tem 150.000km, consome 5l/100km, mudo de roupa só quando fica rasgada, e só faço a barba e corto o cabelo 2xano. No Natal e no aniversário da minha santa mãe.

        Malala é igual a Greta. Ambas miúdas extraordinárias. Os meios culturais, as “histórias de vida” é que são diferentes. Comparar uma com outra, para discredibilizar quem não se gosta, ou se sente “ameaçado , no seu modo de vida, pelas políticas ambientais, inexoráveis, do futuro, é uma estratégia não muito arguta.

        1. Não era obrigada a vir a pé ou descalça.
          Podia… não vir.
          Ou vir de avião.
          Se calhar fazendo as contas, a pegada de um avião que leva 300 pessoas de um lado para o outro fica ela por ela com um veleiro de luxo.
          Argumentos da Greta… prefiro ouvir is cientistas, mesmo.

  9. Quem não embarca no coro – é néscio.
    E fala-se no sindroma de asperger de que a jovem sofre.
    Porque nasceu assim. E admiram-na, mais assim.

    E os cínicos, Senhor – porque os fizeste assim, com tanta dor…

    “Que quem já é pecador
    sofra tormentos, enfim!
    Mas as crianças, Senhor,
    porque lhes dais tanta dor?!…
    Porque padecem assim?!…
    E uma infinita tristeza,
    uma funda turbação
    entra em mim, fica em mim presa.
    Cai neve na Natureza
    – e cai no meu coração”.(Augusto Gil – “A neve”)

  10. Irónico um país que tem fama e proveito do turismo vir receber com honras de estado quem se recusa a andar de avião.

    1. “Governo empenhado na descarbonização”

      Ou seja esta governo é extremista. Quer fome e quer gente a morrer de frio.

      É significativo o silêncio dos que estão sempre a avisar contra o populismo sobre esta operação de propaganda que usa a Greta.

      Note-se como todos os jornais e TV’s a aceitam como elemento válido das notícias.

      lucklucky

  11. No Twitter:
    «I’m so happy to see that young women around the world are leading the climate movement. Thank you to girls like @GretaThunberg for using your voice, speaking truth to power — and encouraging other young people to do the same. 💕»
    @Malala Sep 20

    «Replying to @Malala
    ❤️❤️❤️»
    ‏@GretaThunberg Sep 20

    É assumida pela própria “claque” politicamente incorrecta, a sua lógica limitada (“andam eles a preocuparem-se com estas m…”) e o quanto o seu universo é unidimensional… assim um “versus” entre a Malala e a Greta, não só é típico, como apenas uma desnecessária confissão pública das suas próprias limitações.
    É claro que a Malala sim… a “mártir-do-islão”, a prova da barbárie (oposta à civilização… ao ocidente) “das” outras religiões mas, claro, só depois de “lavada” dos seus pecados, a de não só até ser islâmica como ainda por cima trotsquista. Infelizmente, para eles, ela não é só pelo “direito das crianças à escola” mas tb, pelo das «young women around the world (…) leading the climate movement», pelo «socialism is the only answer, and I urge all comrades to struggle to a victorious conclusion».
    Greta, pelo contrário dizem eles, quer “destruir” a civilização, quer ser “bárbara”… e é por isso que há quem até não só queira acreditar («apesar de eu estar de acordo com as suas/dele opiniões»), como convencer os seus, que «a Malala defende as meninas nas aulas, a Greta quer tirá-las de lá».

  12. Imaginemos que hoje, num passe de mágica, conseguimos mudar todos os veículos de combustão para eléctricos.
    É o que o lobb… gente ambientalista vende como solução.
    Alguém sabe se existe capacidade para gerar electricidade para esses veículos? E com que fontes? Qual o impacto? E a produção de baterias?
    Existe quem consiga responder objectivamente?

  13. É precisamente por acharem que só quem é pobre, oprimido e sofrido pode reclamar e mudar o mundo que o mundo está como está.
    Já vi o mesmo tipo de discurso para descredibilizar outras pessoas, que sendo ricas ou privilegiadas ficam logo “impedidas” de serem revolucionárias.
    Vejo a situação completamente ao contrário, é de louvar que uma miúda que tem tudo se preocupe com o mundo e que se sujeite a tanto escrutínio e maledicência.
    Fosse uma menina indiana a sofrer diariamente com a poluição, já era uma heroína para todos.
    O maior defeito da Greta é ter nascido numa família rica, ninguém lhe perdoa, não bastava ser rica ainda quer ser especial!

    1. «Fosse uma menina indiana a sofrer diariamente com a poluição, já era uma heroína para todos.»
      Não, cara Psicogata, não era… e nunca seria porque apenas, como um desses “todos” que menciona até colocou a “coisa” aqui, «a questão está na população total do planeta e do número de pessoas que HOJE têm acesso ao que há meio século era um luxo?» (Anonimus no dia 3, às 21:14)… sim, “a questão”, definitivamente, está nos “luxos” a que qualquer mediana “menina indiana” teve e poderá vir a ter, “acesso”. Isto é – se não me percebeu até aqui! – o que ele, como (se confessa num outro comentário) «homem branco de meia idade a rebaixar a jovem mulher» acha é que os “outros”, essses que adquiriam esses “luxos”, apenas são os verdadeiros “culpados”.
      Num outro comentário, ele até descobre que perante o «argumento do “ouçam os cientistas”», da Greta, há esta mais do que evidente Verdade: «a Greta tem o mesmo cv científico do Trump (quiçá um ou dois anos a mais em idade mental), tem zero de autoridade na matéria.» – é a habitual “cambalhota lógica” dos trumpistas: como é que um fedelho se atreve a sugerir que a Humanidade ouça o que a maioria dos cientistas têm a dizer sobre o assunto? Que estudos, que “autoridade na matéria” (como ele diz!), tem ela para sugerir tal ousadia? Até acredito que ele perante qualquer problema de saúde, consulte uma bruxa…
      Na verdade, a Malala só é uma “heroína” para “eles”, porque serviu um propósito “politicamente incorrecto”: o de ter sido, com sucesso, utilizada como um “caso útil” à crescente campanha islamofóbica no Ocidente. E para isso, nos grandes média ocidentais ela foi, sistematicamente, extirpada de várias das suas facetas pessoais (digamos assim, como que) “menos convenientes”, como – as que apontei aqui num anterior comentário! Ou seja – a de, por exemplo, ela até ser islâmica, ou trotskista… para além de feminista, de até apoiar uma maior responsabilidade por parte dos jovens e de, tal como a Greta, até se manifestar empenhada no movimento climático. Sim, ela foi reduzida à conveniente figura da vítima do fanatismo islâmico que, como se podia ler nas entrelinhas de cada notícia que qualquer média agora a choramingar com as “fake news” até sugeria que o “fanatismo islâmico” era um radicalismo mas sim consequência porque o Corão até diz que…
      Aqui, desde o autor do texto que deu origem a este fórum, a todos os outros que alinha(ra)m na sua lengalenga da “Malala-de-facto-heroína”, na verdade, até nunca perderam um único segundo das suas preciosas preocupações existenciais, com as coitadinhas das criancinhas paquistanesas que até nem têm acesso à escola: ainda na verdade, digo que eles até sabem que, mais cedo ou mais tarde, elas apenas até vão engrossar a lista dos que terão acesso aos tais “luxos” de que o Anonimus fala! Sim, por eles, uma verdadeira praga que, com esses “luxos”, como o de se poderem deslocar em motociclos apenas ameaçam os privilégios (adquiridos!) do «homem branco de meia idade» de poder continuar ir até ao café da esquina no seu “popó”.
      E não, não se engane, cara Psicogata: a (vasta) maioria dos que blogam aqui no DO, mesmo quando eles choramingam sobre direitos ameaçados à liberdade de expressão, o que eles, lá bem no fundo, da suposta generosa ladainha defendem é que, V. (e eu, e outros) não tenha(mos) o direito de até achar que eles são esses ingénuos que V. julga que eles são!

      1. Vejo muita citação aí, duvido é que o Vaz perceba o que está a citar.
        Iliteracia é lixada, ainda mais quando auto-infligida.

    2. Subscrevo!

      A velharia do restelo reclama constantemente contra a actual geração, que ó quer saber de smartphones e videogames e aparece uma miúda interessada em assuntos importantes para toda a humanidade e vêm logo dizer que o lugar dela é na escola. Coitados, não dão mais.

  14. Greta Thunberg, “ambientalismo”, e o neo-marxismo.

    É consensual, dentro dos limites que a ciência permite, ter a actividade humana influência, substantiva, nas mudanças climáticas verificadas desde, pelo menos, o séc XIX (século de grande expansão industrial) mas, sobretudo, a partir do inicio das décadas de 20, através da vulgarização dos combustíveis fósseis como principal fonte energética e de 60, do século XX, em consequência das “revoluções”, operadas, no sistema bancário/crédito, na indústria, voltada, após a IIGG, para a produção de bens de consumo, bem como das técnicas de marketting, subsequentes aos estudos de psicologia social – condicionamento de Skinner e Watson e “O Sonho Americano”.

    É consensual ser impossível, além de demencial, continuarmos com o actual estilo de vida, baseado num consumo/produção desbragado e imoral.

    É consensual que hajamos, no imediato, para evitar chegarmos a um ponto de não retorno.

    Não é consensual quais as estratégias a serem adoptadas que visem o combate, a mitigação, das alterações climáticas.

    É consensual que o modelo económico presente, deriva do “Capitalismo à Americana”, baseado no consumo, via obsolescência “programada” dos produtos.

    É consensual que o hiperconsumismo se deve à inovação tecnológica mas, também, de complexas campanhas de marketing (manter o consumidor insatisfeito pela criação de necessidades).

    Parece-me evidente que a crispação sobre “o que fazer? ” se relaciona muito mais com lutas ideológicas intestinas, do que propriamente com a necessidade de agir. Esta tensão origina-se, subliminarmente, ou não, das propostas apresentadas, pelos académicos/ambientalistas, concentrarem-se, unanimemente, numa revisão do modelo económico (o tal capitalismo/hiperconsumismo), interpretadas pelos capitalistas fundamentalistas, como tentativas espúrias das vanguardas vermelhas para, em nome do ambiente, implementarem as suas agendas marxistas derrotadas nas “assembleias de voto”.

    É consensual, ou parece-me a mim consensual, que efectivamente poderá haver nos movimentos ambientalistas, brigadas vermelhas, que secundarizam preocupações nobres e legitimas (o equilíbrio da biosfera, a qualidade de vida das gerações vindouras,etc), perante fins, ilegítimos, de engenharia social.

    Parece-me, por último, consensual que decorre, de forma sofisticada, campanhas de desinformação, de “baralhação” sobre a influência, ou não, da actividade humana nos desequilíbrios naturais, a todos, por demais, evidentes. Campanhas, estas, financiadas pelas poderosíssimas empresas petrolíferas (petrodólares) e não pelas vulneráveis ONG, dedicadas à protecção ambiental. Aliás, consultando a história verificamos ser regra as “Corporações” descredibilizarem factos científicos usando a manipulação da opinião pública, através do patrocínio de estudos pseudo-científicos “marretados” por cientistas “sibaritas”.

    Sobre este assunto nada mais há a dizer.

    1. Os problemas ambientais são essencialmente dois: sobre exploração dos recursos e impacto no planeta superior ao que este consegue processar.
      Causas? Excesso de população (sim, é um problema), o aumento da pegada por consequência do acesso a bens antes menos acessíveis (2 ou 3 carros por agregado só invés de 1, ou nenhum, electrodomésticos, etc), e acima de tudo um modelo assente no crescimento eterno (como se tal fosse possível num sistema finito como é a Terra), consumismo extremo e ciclos de vida curtos dos produtos (porque é preciso consumir).
      Resolver? Não faço a mínima.
      Mas não basta plantar couves no quintal e comprar um carro eléctrico.

  15. Sindicato vai entregar ao ministério da Educação “uma árvore de Natal proporcional à consideração que milhares de professores contratados têm recebido”. Em causa está o facto de nem todos os professores de substituição terem recebido o subsídio de Natal.
    O dinheiro despendido no aparato montado para receber aquela imberbezinha dava para muitos professores receberem um subsidiozinho de Natal, nem que fosse 500,00 €, para os ajudar a vestir os filhos nesta época.
    Monhé e Medina são dois montes de esterco.

  16. A famosa marca de underware CuEca’s vai revolucionar o mercado de vestuário interior. Consciente da problemática dos GEE no futuro do planeta, aquela multinacional lusa prepara-se para lançar, numa primeira fase, boxers masculinos com um filtro supressor de metano – o MetanoCu©. O fabricante, depois de testes exaustivos em consumidores de: feijão fradinho, catarino, tripas à moda do Porto, rancho, feijoada à transmontana, chegou a resultados zero na emissão de metano antropogénico.
    “Vai ser um sucesso!”, referiu o CEO de CueCa’s, “Estamos atentos aos problemas modernos e, assim, contribuímos para o esforço global contra os gases efeito de estufa.”, disse ainda. Sobre desafios futuros, revelou que a I&D do grupo tem em fase avançada de estudo um filtro supressor de cheiro e que será esta a nova tecnologia a incorporar nos seus produtos.

    Fonte La Trina

    Smoreira

  17. A quantidade de adultos aqui a zurzir numa adolescente de 16 anos com posições ditas radicais. Caso não sabem, o Público tem uma página online para adultos “anormalmente irritados” com Greta. Aconselho vivamente. Vão poupar imenso em benzodiazepinas.

    Adoro aquele argumento de “o lugar dela é na escola”.
    E que dizer da comparação com Malala? Um verdadeiro bijou de retórica.
    E o argumento dos lobbies da economia verde que se estão a aproveitar dela para ganhar dinheiro? Ui, imbatível. Que isto de ganhar dinheiro só é permitido mesmo é ao pessoal do petróleo.
    E os ricaços que a levam no seu veleiro para terem mais seguidores no Instagram? Isso trás água no bico, é preciso muito cuidado, ó lá se é!

      1. Acontece.

        Nada que um corrector ortográfico não evite.

        Se puder fazer a correcção, agradecia. Se não puder (ou não quiser(ou será quizer?)) não tem problema.

        Já me esquecia, obrigado pelo reparo.

      2. Passou-lhe outro erro: “Caso não sabem” devia ser “Caso não saibam”.

        Olhe que está a perder qualidades…

    1. O lugar de Greta é, de facto, na escola. Nascida e criada (creio não estar errado) numa das sociedades que maior bem-estar proporciona aos seus cidadãos e podendo beneficiar (seguramente) de um invejavelmente sólido sistema de ensino, seria de esperar que Greta – dispensada das, digamos, emoções fortes da fome, da falta de cuidados de saúde, de alojamento e higiene dignos, da privação de ensino, usasse dos privilégios da sua origem, mais não fosse por respeito a quem faz da próxima refeição o assunto das suas vidas, e prosseguisse os seus estudos. E depois, legitimada pelo conhecimento adquirido, honrando as oportunidades copiosamente postas à sua disposição, se fizesse, querendo, porta-estandarte da causa que entendesse abraçar.

      Que entretanto protestasse, que se manifestasse, decerto. Mas fosse às aulas e estudasse. Entendeu a criatura – e, menor de idade, permitiram-lho – tornar-se num símbolo legitimador das criancinhas ansiosas por um fundamento para faltar às aulas – e logo, ó tão inesperada opção, à sexta-feira! – e passear (ou ser passeada) pelo mundo, como forma de vida, recorrendo a opções de transporte de encantador romantismo e insultuoso irrealismo (muito aventureiras e decerto doce e verdadeiramente memoráveis; só que de dúbia praticabilidade, pelo menos, na ausência de “amigos”ricos; ricos mas “desinteressados”, claro), guinchando de olhar furioso, faíscante das sólidas certezas da adolescência, umas coisas com que qualquer pessoa de bem, enquanto conceitos e princípios gerais, concordará. Mas propondo (exigindo) fórmulas de acção óbvia, berrante e penosamente erradas, inviáveis, enquanto os políticos se rebolam salivantes e submissos a seus pés (a coisa parece dar votos) e as ingenuidades intocáveis das juventudes irreprimíveis, de cada vez mais longeva irresponsabilidade e inimputabilidade (sob pena de quem ousar dar-lhes um berro, mandar ter modos e juízo e, se necessário, placidamente chumbá-los, ser fulminado com acusação de fascismo ou pior), celebram efusivamente.

      Depois essas juventudes pegam nos seus telemóveis, cheios de metais raros, de extracção altamente poluente, e gigantes “pegadas ecológicas”, fabricados muito possivelmente por infelizes em semi-escravidão e que nem imaginam o que seja isso de protestar numa manifestação com protecção (e não repressão) das autoridades, e vão contar tudo nos facebooks, instagrams e twitters que constituem o seu mundo. E ao final do dia, muito naturalmente, recolhem-se no morno conforto dos lares paternos (“lares progenitorais”; deve ser bem mais correcto assim, por estes dias).

      No dia seguinte nada lhes faltará.

      Costa

      1. Felizmente, teve a sorte de nascer num país com um nível de vida e de desenvolvimento bem acima da média mas os teóricos da populismo já lhe andam a cobrar esse facto, do qual ela não é responsável, trazendo para o assunto outras activistas como Malala (que por acaso já lhe manifestou apoio expresso, mas isso é convenientemente ignorado pela horda de haters da jovem sueca).

        Podendo ela optar, a decisão do sítio onde deve estar cabe-lhe a ela e aos seus progenitores, ponto final parágrafo.

        Vem-me à memória a história de um maluquinho da aldeia que passava as noites de lua cheia a atirar pedras à lua dizendo que estava a tentar atingi-la. Um dia veio um concurso a ver quem atirava pedras mais longe e ele ganhou.

        Talvez as medidas que ela defende (tenho dúvidas que ela tenha defendido metade do que lhe imputam, um hater inventa qualquer coisa) sejam impossíveis de implementar na generalidade na sociedade actual, mas a sua voz ajuda a que se vá fazendo algo sobre um problema que afecta a humanidade no seu todo.

        Sintomática essa sua observação de desprezo sobre ‘a coisa parece dar votos’. Ai as eleições e os votos, essa chatice.

        Um verdadeiro case-study, estes ataques descabelados a uma adolescente activista de uma causa global.

        1. Só isso? Que tão pouco inspirado maquiavelismo. É que quanto à substância do que escrevi, há, de si, bem pouco de substantivo. E o pouco que há é ténue banalidade ou genérico chavão.

          Mas fico, confesso, comovido, com a fervorosa crença que você parece ter na bondade, sentido de dever e desinteresse da actuação de quem faz, por estes tempos, da política vida. Para si quem os encare de forma diversa da sua considera, na mais bondosa hipótese, as eleições e o voto como uma chatice. É portanto, está visto, um intolerável inimigo de uma sociedade democrática. Ou, vá lá, um maluquinho de aldeia.

          E está, aliás (para si, decerto), a nossa história recente cheia de exemplos do quão credores da nossa irrestrita confiança eles são. Verdadeiros bastiões na defesa de uma sociedade democrática, colossos da guarda dos interesses colectivos, inatacáveis símbolos de honestidade e pudor perante a coisa pública que lhes é confiada, sublimes pensadores de um futuro de excelência, mesmo a décadas de distância.

          Você, há falta de melhor, acusa os que apenas (e com evidente abundância de fundamentos) descrêem dos actuais agentes, de verdadeiramente atacarem os valores. Como se se tivesse a obrigação de aceitar que esses valores andam por cá exemplarmente defendidos.

          Não andam. Veja lá se as pedras que você atira ainda atingem a sua cabeça.

          Costa

          1. Conteúdo? Desculpe devo andar distraído. Pareceu-me apenas um texto retórico de elevado gongorismo.
            Mas isto devo ser eu a dizer chavões.

          2. Chavões, precisamente. Aquilo que você repete com canina obediência. Só lhe faltam os “bués” e as “cenas”.

            Acompanhou

            Costa

          3. Não faltam nada.

            Estou agora a pensar em bué de cenas, tipo, a soberba bacoca dos seus textos e a presunção da sua superioridade crítica.
            Bués de cenas, cota mental!

          4. Cota. Boa! Tomo essa sua qualificação como um elogio e a garantia do meu bom senso, ó seu chavalito muito provavelmente subsídio-dependente e demonstradamente irresponsável e abaixo de imaturo

            Costa

            Ps: esse “acompanhou” é coisa estranha, bem entendido.

          5. Ehehehehhehe,

            Aqui o Costa a presumir sobre o RSI, a idade, a irresponsabilidade, a imaturidade, é um mestre. Cada tiro cada melro.

            Ainda não parei rir ó moralista de meia-tigela.

          6. Certo, certo. E quanto aos factos, nada. É claro.

            Boa noite. Fico por aqui.

            Costa

          7. Mas quais factos? Os que dizem o actual estilo de vida ocidental, baseado em crescimento ad infinitum, e exploração do recursos naturais desenfreadamente têm tido repercussões nonas alterações climáticas, desde há várias décadas?

            Quais factos? Os fakes ou os que são corroborados pela comunidade científica?

            Entra a pé juntos nos comentários, a bolsar chavões e a tecer considerações manhosas sobre como vivo ou deixo de viver e agora vem pedir factos?

            Eu só tenho conversas de jeito com quem merece. Não é o seu caso, moralista de pacotilha.

          8. Bem vê (não vê, pelos vistos; ou não quer ver) os factos que refiro e que você não contesta – muito menos contesta, contradita, substantivamente -, são aqueles que refiro logo no meu primeiro comentário neste post.

            Quanto a eles diz apenas que os paizinhos da menina são livres de fazer da educação da cria o que bem entenderem. Certo, aí você contesta o que eu afirmo; e até o fundamenta, é certo. Só que parece que essa sua fundamentação – pai e mãe fazem dos filhos o que entenderem e ninguém tem o que seja a ver com o caso – imagina-se numa dessas comunidades de fundamentalismo religioso, cegas e dominadas por um “profeta”, ou título parecido, vivendo em isolamento ou quase e de que exemplos nos tempos recentes têm demonstrado fins trágicos. Se é esse o seu mundo, ou com ele convive bem (enfim, a política dita de esquerda – que parece ser de sua devoção – tem muito de análogo com esses ambientes, sendo que lá o pai e a mãe são o estado, como se sabe) é lá consigo e explica muita coisa do que escreve.

            Essas comunidades que refiro e, bem entendido, certas sociedades, “culturas” e etnias que é perigoso nomear a não ser para nelas tudo elogiar, tudo delas aceitar (mesmo o que de mais retrógrado tenham) e de tudo as desresponsabilizar. Sociedades, “culturas” e etnias que, curiosamente, a esquerda, quando no poder (isto é depois de delas não precisar, por não haver já as maçadas dos formalismos burgueses de legitimação desse poder), não costuma acarinhar tanto assim.

            O resto que diz, e dentro sempre da formulação simplista, maniqueísta, da esquerda radical, são coisas em grau maior ou menor de senso comum: que a forma actual de produzir e consumir precisa de considerável modificação, quem de boa-fé e no plano dos princípios discorda? Mas, cá está, para si tudo se resolve com o fim do capitalismo, como uma noite de tempestade a que se sucede uma manhã morna e de doce sol. O facto das sociedades onde o comunismo imperou, ou impera ainda, se revelarem expoentes de desastre ambiental, para si, nada significará.

            O seu credo, Makiavel, revela-lhe que o capitalismo é a fonte de todo o mal e o seu derrube, em gloriosa revolução socialista, tudo purificará. E nas manifestações em torno e a propósito da “ambientalista” Greta, já abundam cartazes e outros sinais dessa mesma crença. Era questão de tempo, evidentemente.

            Quanto a ambiente, ecologia, sua genuína defesa e apresentação de fórmulas realistas e sustentáveis de alteração das coisas, estamos por si, parece, conversados.

            Costa (esse mesmo, o moralista de pacotilha)

          9. Desculpe mas parei naquela parte em que compara a não ida à escola da activista com comunidades de fundamentalismo religioso.
            É uma comparação muito manhosa e decorre de uma deturpação sua daquilo que escrevi. Nunca disse que os pais podiam fazer o que quisessem dos filhos. Vá lá ler melhor. Se calhar nemnprecisa porque sabe bem o que escrevi, mas apeteceu-lhe fazer demagogia canhestra.
            Mas eu lembro-lhe: é um parágrafo que começa “Podendo ela optar…”

            Onde é que entram aqui as comunidades fundamentalistas religiosas? Precisa de desenho?

            Já agora, por comunidades fundamentalistas religiosas, está a referir-se à seita do bispo Macedo que apoia o actual presidente do Brasil?

            Não se esforce mais que não chega lá.

          10. Essa seita, entre outras, certamente. Quanto ao resto: “Podendo ela optar, a decisão do sítio onde deve estar cabe-lhe a ela e aos seus progenitores, ponto final parágrafo.”

            Palavras suas. Em último caso, é como escreve: cabe-lhes a decisão. O que não é certificado de bondade da mesma. E ela, não esqueçamos, menor de idade e, parece (não é presunção minha, lamento) afligida por distúrbio psiquiátrico. O que está por trás, e menos confessável, terá muito interesse, sem dúvida.

            Costa

          11. Certo, palavras minhas.

            Sublinho “podendo ela optar” e “cabe-lhe a ela e aos seus progenitores”.

            Chamar à colação realidades ligadas a comunidades fundamentalistas religiosas é de uma pobreza franciscana que só os mais desatentos (ou intelectualmente desonestos) têm em consideração.

            Seguindo a sua teoria da conspiração sobre os interesses que estarão por trás, também eu me pergunto sobre quais os interesses que estarão por trás dos ataques descabelados contra uma adolescente activista, ataques esses de que o senhor é apenas um pobre exemplo.

  18. pelo pouco do PC que passa na netflix, perdao, no sapo, estou, como direi, admirado pelo tipo de prosa.

    Até diria excelente, pois dá o mesmo tempo de antena ao “bajulador ” e ao realista, o critico.

    Por acaso , ou nao, tendo para o critico. E já disse aqui, mas para um colega neste blog, isso mesmo, quando ele defende a miudagem, e , basicamente, acho que adulto nao recebo liçoes das criancinhas. E anteriormente fui mais feliz na expressao deste sentimento, mas agora saiu como está.

    1. acrescento, o que acabo de ver : a Greta tem 176 milhoes e o rapaz que inventou a destruiçao do plastico no mar tem 270 mil seguidores no google.

  19. O mais ridículo da chegada da greta é estarem lá aqueles deputados todos a receber a criança, unidos pelo ambiente e pelo clima…. e a tirar selfies com os seus iphones topo de gama, provavelmente adquiridos na última black Friday. A receber a criança que veio toda contente informar que navegou num veleiro, para não poluir o ambiente…. mas que se esqueceu de dizer que esse veleiro é propriedade de um magnata, com negócios em tudo o que é país e em tudo o que ramo. Um veleiro que custou milhões de dólares, e que com certeza não foi construído à mão… como a arca de Noé.
    Então lá foram eles todos contentes receber a miúda, em vez de estarem a trabalhar na assembléia, a debater os assuntos verdadeiramente importantes para o país, a tentar encontrar soluções viáveis, num dia em que as notícias sobre o sns são aterradoras.

    1. Gongorismos, meu caro, gongorismos. A acreditar em voz autorizada, acima, e que manifestamente não sabe o que é gongorismo.

      Costa

    2. O senhor a presumir que as selfies foram tiradas por iPhones comprados em Black Fridays é um tratado (de manhosice intelectual).
      Fala de tudo menos do tema central da intervenção da adolescente: o combate às alterações climáticas.

      Também eu, se fosse um presumidor encartado como o senhor, diria que, como está contra a activista e a desvaloriza, deve achar que não há alterações climáticas com causa na actividade humana. Presumo até que deve achar que a terra é redonda e que a mulher nasceu de uma costela de Adão.

      Isto a presumir é à vontade do freguês.

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