
Mesmo detestando eu a mediocridade poluente da ladainha “lusofonia” (que ambiciona ser muito mais do que a mera descrição de “falantes de português”), há tempos deixei aqui uma crónica sobre o “internacionalismo lusófono” futebolístico – evocando um caso de entusiástica (e então até surpreendente) adesão austral à nossa selecção nacional…
Recordo o texto pois hoje é a minha vez de “internacionalista”. Estou completamente por Cabo Verde, neste dia da sua estreia no Mundial de futebol. E logo contra os “nuestros hermanos”, esses Cains dos quais nunca será de esperar “nem bom vento, nem bom … cruzamento”.
E, desprovido que estou de cachecol dos “Tubarões Azuis” que me acompanhe ao sofá, hoje neste estarei ombreando com esta garrafa de “Tropicana”, grogue do arquipélago que casal de bons amigos acabou de ofertar no seu regresso de férias por lá passadas – junto fotografia comprovativa:


lastimo os independentistas nunca terem pensado na dupla nacionalidade
Para ver Cabo Verde só mesmo com uma garrafinha de tinto.
Vai para uns dois anos que pude apreciar, por obra e graça do amigo José Marçal Correia e restante família, ele colega no aeroporto, antes de demandar, há décadas, terras de Macau, uma catchupa rica, com tudo o que a receita diz, num aprazível almoço, na casa de família/refúgio, pelas bandas das Olaias. As raízes cabo-verdianas são fundas, de Santo Antão, onde os pais terminaram os seus dias, entre outras coisas produzindo grogue, tornado a velho, de fama reconhecida. O almoço terminou seriam umas dez da noite, precisamente brindando com entusiasmo “grogueante”, por entre vivas ao Benfica…ninguém é perfeito 🙄🤩.
Assim, entre sôdade e patria chica(Antolin não é genuinamente ribatejano…), opiniones divididas 🤣
Impressionante Cabo Verde. Acabei de ver.
No primeiro campeonato do mundo da sua história impuseram com todo o brio e justiça um empate a zero à gigante e favorita Espanha.
Grandes e grandiosos rapazes.
Adoro o futebol africano. E quando falam a mesma língua que nós, muito mais.
Muitos parabéns, rapazes.
Melhor resposta não podiam dar a esse presunçoso e ignorante dono da UEFA.
E Portugal que entre para ganhar, que o futebol africano já mostrou que não estão ali para mostrarem a servidão de séculos passados devida aos branquelas.
Grandes Tubarões – incluindo o “nosso” Jovane Cabral. Bateram o pé, com sucesso, à poderosa selecção campeã da Europa.
Gerando em Espanha títulos como estes:
https://www.elespanol.com/deportes/futb ol/mundial/20260615/vozinha-gran-sorpres a-mundial-amargo-debut-espana-desconocid o-anos-valor-eur/1003744287149_0.html
https://www.elperiodico.com/es/depo rtes/20260615/espana-cabo-verde-resumen-r esultado-mundial-2026-131434627
https://elpais.com/deportes/mundial-fut bol/2026-06-15/cabo-verde-pincha-el-glob o-de-espana.html
https://www.elmundo.es/deportes/fut bol/mundial-de-futbol/2026/06/15/6a30525 7e9cf4a746f8b456d.html
https://www.vozpopuli.com/deportes/c abo-verde-desnuda-las-carencias-de-espan a-sin-gol-sin-fisico-sin-soluciones-y-co n-muchisima-ansiedad.html
https://www.abc.es/deportes/futbol/mund ial/espana-sabe-empezar-cinco-victorias-d ebuts-mundialistas-20260615211623-nt.htm l
https://www.eldebate.com/deportes/mundi al-futbol-2026/20260616/espana-tiene-pro blema-delantera-oyarzabal-no-toco-balon-v ez-primeros-30-minutos_429048.html
https://www.elconfidencial.com/depo rtes/futbol/2026-06-16/de-la-fuente-lami ne-yamal-seleccion-espanola-cabo-verde_4 373278/
https://www.eldiario.es/mundial-2026/em patamos-si-ganasemos-mundial-burela-cele bra-primer-espana-cabo-verde-historia_1_ 13306893.html
Isto merece um postal de imagens feito!
Hoje apetece-me muito ouvir mornas e coladeras… Salvé Cesária Évora e Tito Paris!
O flamenco, de que também gosto muito, pode esperar…
De aquecer o coração foi ver na final do jogo a multidão de espectadores no Terreiro do Paço gritar vitória em uníssono, brancos e pretos, cabo-verdeanos e portugas, irmanados nos festejos de um empate com sabor a vitória. É um prazer constatar que uma História comum paga dividendos, quando sentimos como nosso um feito desportivo alheio, qual pai embevecido batendo palmas ao filho emancipado mas não distante.