Dia da Liberdade


Pedro Correia,

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Estado de emergência a vigorar até 2 de Maio, data em que será presumivelmente substituído por um estado de calamidade pública. Supressão parcial ou total da liberdade de circulação, da liberdade de reunião, da liberdade de manifestação, do direito à greve, do direito de resistência, do direito de emigração, do direito de  iniciativa económica privada. Centenas de pessoas detidas por crime de desobediência. Selos sanitários em hotéis e restaurantes – deixando implícito que os restantes serão pestíferos ou purulentos. Medição de temperatura a futuros clientes à entrada de restaurantes e de trabalhadores nas empresas. Praias com lotação limitada – algo jamais visto neste país, nem sequer em períodos de ditadura. Interdição da prática de cultos religiosos, em flagrante contraste com o culto dos rituais do Estado, que continuam a praticar-se. Perseguição a velhos nos jardins públicos e a jovens surfistas nas águas do mar. “Cercas sanitárias” decretadas em vários perímetros municipais, mesmo em concelhos com apenas dez casos de infecção por coronavírus detectados. Mecanismos de “reconhecimento facial” em avaliação para possível réplica local dos métodos que já são correntes na China. Câmaras térmicas para detectar trabalhadores com febre. Drones com altifalantes exigindo às pessoas para recolherem a casa, como cães-pastores empurrando ovelhas para o curral. Desenvolvimento de tecnologias intrusivas para “medir o nível de confinamento” e “analisar a mobilidade dos cidadãos”. Preparação para a chamada “geolocalização de contágios” por aplicação em telemóvel. Monolitismo de opiniões, a pretexto da obediência às autoridades sanitárias, transformando qualquer crítica em delito de lesa-patriotismo

Dia da liberdade. Festejemos, pois. 

159 comentários em “Dia da Liberdade”

  1. Afinal, liguei a TV e não vi ninguém de mascara, nem o Ventura. Na AR, a comemorar o 25 de Abril, está menos gente do que aquela que anda ás compras no Pingo Doce, do Forum Sintra…Tanta conversa para nada.

    1. Eu vi soldados da GNR de viseira na sala de sessões do parlamento, como se receassem um atentado terrorista. Só lhes faltava o escudo para parecerem polícia de choque.
      Uma vergonha, na sessão comemorativa do 25 de Abril.

        1. Fiquei perplexo. Então a senhora directora-geral da Saúde garante aos portugueses que a cerimónia celebrativa podia realizar-se sem qualquer problema por aquilo ser “um edifício grande” e os elementos da GNR aparecem de viseira a custodiar a sala das sessões?
          https://sol.sapo.pt/artigo/694089/graca-freitas-diz-que-nao-e-necessario-usar-mascara-nas-celebracoes-do-25-de-abril-na-ar-e-um-edificio-grande

  2. Bom dia Pedro Correia
    Saúde.
    Abril é quando eu quiser e como quiser. Este ano não o queria em casa, mas lá terá que ser.
    No meu chapéus explico melhor.
    Tenha um bom dia, o melhor possível.
    António Cabral

    1. Abril é quando eles quiserem, António Cabral.

      Único culto permitido é aquele onde eles estão.

      Enquanto instituem estados de emergência, impõem “cercas sanitárias”, detêm cidadãos por “crime de desobediência”, transformam em letra morta direitos e liberdades, como o direito à greve e o direito de resistência. Impedem as pessoas de visitar pais, avós e filhos em lares e hospitais, e proíbem milhares de portugueses de se despedirem de entes queridos, instituindo ‘numerus clausus’ em funerais. Interditam casamentos e baptizados. Preparam mecanismos de “reconhecimento facial” de medição de temperatura. Espalham drones a mandar para casa pessoas que andam a passear ou a pedalar à beira-mar.

      Mas eles reúnem-se e comungam nas liturgias laicas que instituíram.

      No fim, põem um cravo ao peito, cantam a Grândola e dão vivas à liberdade.

      1. As “cercas” são para o gado!

        Inventaram uma expressão nova, estapafúrdia, para a designação que vigora, pelo menos, há dois séculos, em todos os países da Europa ocidental: “cordão sanitário”. Pode parecer, também, estapafúrdia, se não soubermos que a designação se originou de uma acepção militar da palavra “cordão”.

        Este comentário não visa o autor do blogue, que se limitou a utilizar o neologismo coronavírico!… Tem um fito meramente pedagógico, a bem da lexicografia portuguesa!…

        1. Tem toda a razão. Daí eu escrever “cerca sanitária” entre aspas – em jeito de citação da infeliz terminologia oficial.
          Andamos a ser tratados como gado, não admira portanto que o vocabulário em voga seja mesmo este.

      2. Parece-me que já tem mais de 50…tenha cuidado que o bicho anda aí e não escolhe…ele pega quem aparece a jeito…

  3. O PR disse praticamente tudo o que havia a dizer sobre o assunto. Será que pôs fim à polémica? Claro que não, depois como é que a malta se entretia?

    1. Talvez o mais fraco discurso deste PR. Na defensiva e hiper-justificativo: andou às voltas, sem sair do mesmo sítio.

      No fundo, Marcelo percebe que começa a deixar de funcionar como dique contra os populismos de vários matizes.

      Sobra-lhe em instinto político o que lhe vai escasseando em desassombro para enfrentar consensos pastosos. Está prisioneiro da sua própria agenda eleitoral, de olhos postos na campanha para a reeleição que começará daqui a oito meses. E ainda sonha em superar o máximo eleitoral alcançado em 1991 por Soares numa corrida para Belém.

          1. Isso cheira-me a coisa para chineses. Parafraseando um grande especialista de saúde pública norte-americano: se o fizermos snifar isso, damos cabo com o vírus. Um outro grande sábio diria: atenção que vão vir charters.

          2. Já ouvi isto várias vezes e continuo ainda algo incrédulo. Parece uma rábula do Ricardo Araújo Pereira.
            Mas aconteceu mesmo.
            Embora pareça não ter acontecido, porque a senhora continua a fazer recomendações diárias aos portugueses. Com toda a gente aparentemente esquecida do que ficou para trás.

          3. Citação infeliz da DGS que é considerada pelos seu pares como muito competente. Bastava ler o folheto da DGS acerca da gripe asiática que chegou a Portugal de barco vinda de Moçambique, na altura provincia ultramarina. Hoje, com as viagens de avião ainda mais fácil seria.

          4. Acho que se enganou. Não são saltitantes e sim papoilas sufocantes.
            E quando apanham o verdão pela frente, é sufoco de criar bicho e são logo aos cinco de uma assentada.
            Portanto reveja melhor a adjectivação mais correcta.

          5. Eu sou portista.
            Pode acabar Portugal, posso deixar de ser português, mas não deixarei de ser portista. E mesmo que o FC Porto acabe e desapareça, morrerei portista.
            Será isto uma contradição? Pois será.
            É isto e um 25 de Abril sem povo, só com senhores, só com donos. E o senhor do tempo da outra senhora é que era um ditador, e também não usava máscara. Não precisava, a casa continua a ser a mesma e é grande.
            Grande revolução feita contra ninguém, contra um morto. Valentes.
            Valeu-nos o que nos continua a valer hoje, o povo, burro de carga, que saiu para a rua e apanhou alguns dos mascarados desprevenidos.
            Eu sou ista, sou portista, e respeito os que não são istas, enquanto e se eles me respeitarem.
            E se não? Não.

        1. “O Pedro deixou de ser “marcelista””. Pedro é Passista (dos poucos que ainda restam) o que é um bocado diferente de Marcelista.

      1. Como são as coisas.
        Então não é que logo ao fim da cerimónia (?) vi e ouvi o “Costinha” (aka Irmão-do-Outro) afirmar sem se rir que foi o melhor discurso de sempre da veneranda figura?
        E a propósito, pensava eu, que o termo “vergonhoso” estava banido de uso na AR pelo Ferro Torquemada.

      2. Olá, Pedro

        Certeiro, o seu post, pelo vejo pelas redes sociais, de alguns conhecidos de esquerda, Marcelo é elogiadíssimo…

        malhas que o 25 tece

        Abraço amigo

        Fernando Antolin

    2. Só não sei porque é que o PR disse que ia começar o Ramadão. Por acaso somos islamitas?

      Ou por ventura queremos ser? Eu não. Para atrasos já basta os autocarros.

  4. Os dias “celebram – se” também com o fito de nos fazerem lembrar o que não temos, o que não tivemos, mas deveríamos ter. A sua celebração está associada à promessa de um não esquecimento.

    Talvez nesta altura, de liberdades coartadas, faça, comparativamente a outras alturas, mais sentido a celebração do dia da liberdade, tendo como objectivo, por parte do poder político, dar à população a garantia que os dias de Abril voltarão. Que o Poder Político está do lado da Liberdade, não aproveitando a emergência para o seu olvido, em Estados de Excepção permanentes.

    Outras alturas houve em que a não celebração de Abril foi causada por motivos bem mais fúteis e em certo sentido ofensivos, como sucedeu, num ano, em que a tal data fundadora foi “esquecida” em virtude de uma greve dos jornalistas em protesto contra algumas medidas propostas pelo Governo de Cavaco

    Seguindo a mesma lógica grande parte dos dias alusivos deveriam ser extintos. Ex: Dia internacional contra a fome, violência doméstica, etc, pois há e haverá sempre apetites violentos

    1. Este parlamento, neste dia concreto, funcionou como casta. À parte da sociedade.

      Os mesmos que mandaram os portugueses ir para casa e evitarem praias e jardins públicos e aglomerações foram os mesmos que saíram de casa e se aglomeraram para debitar uns discursos, com cravo ou sem cravo.

      Insisto: são os mesmos que a 18 de Março aprovaram a mais drástica redução de direitos, liberdades e garantias alguma vezes registada desde a vigência do actual sistema constitucional.

      Impõem uma coisa, praticam outra.
      Assim vão acentuando o fosso que os separa dos cidadãos.
      Só quem andar de cabeça enfiada na areia não percebe.

      Hoje, o vetusto senhor Ferro deu milhares de votos de bandeja ao inapresentável senhor Ventura.

  5. Um dia da liberdade diferente de todos os que já passaram pelas nossas vidas,só desejo que as coisas possam melhorar e que haja sempre imensa saúde para se poderem festejar algumas coisas!! De qualquer maneira,isto do ajuntamento na assembleia da república por causa do 25Abril está muito mal feito,nós estamos proibidos de nos ajuntarmos,por isso,acho que deveria de ser a assembleia da república a dar o exemplo,infelizmente,isso não aconteceu!! No entanto,espero que toda a gente continue com saúde para enfrentar toda esta guerra,pois a pandemia do coronavírus é uma guerra mundial,infelizmente!!

    1. A Assembleia da República esteve sempre aberta a funcionar,não ouvi ninguém dizer nada. E com muito mais deputados.

      1. A AR tem estado a trabalhar em regime parcial, com reuniões plenárias em número muito reduzido e tendo apenas – no máximo – um quinto dos deputados presentes na sala das sessões.

        Não fazia o menor sentido que fossem desrespeitadas as normas sanitárias impostas pelo próprio Estado fazendo comparecer neste dia cerca de 200 pessoas – incluindo 1/3 dos deputados, dezenas de convidados e diversos funcionários parlamentares, além de elementos da segurança, assessores e jornalistas.

        Foi contra isto que os cidadãos se insurgiram, obrigando Ferro Rodrigues a recuar em toda a linha.

        No final estiveram pouco mais de 60 pessoas, o que é uma diferença enorme em relação ao número que chegou a estar previsto e justificou o repúdio da chamada “sociedade civil”. Como se as normas legais vinculassem todos os portugueses excepto os que integram a casta.

        1. 60pessoas???!!! Ok,sempre é menos mau!! O número,primeiro,era de 300,depois passou para 95 e,agora,no final,60pessoas,desconhecia esse facto,ainda bem que assim foi,já não foi tão mau como parecia ser!!

      2. Meu caro anónimo ou minha cara anónima,eu sei disso perfeitamente,só que,hoje em dia,é totalmente diferente,dadas as circunstâncias em que nós estamos!!

      1. Muito obrigada Pedro e,por favor,para a próxima vez,trata-me por tu,eu tenho 34anos feitos no dia 14Abril deste ano de 2020!! Infelizmente,não pude festejar os meus anos com os meus familiares este ano,o que me deixou triste,contudo,foi um bom dia!! Mais uma vez,obrigada pela saúde que me desejas!!

  6. Primeiro não podia haver sessão comemorativa por motivos sanitários. Quando se viu que não era o caso, a razão passou a ser porque não era altura para festejar. Quando se viu que uma comemoração não é forçosamente uma festa de aldeia, passou a ser porque não se podem fazer funerais.

    Porque não assumem de uma vez que pensam que o 25 de Abril não deve ser celebrado.

    Para a nossa direita celebrar a liberdade é uma coisa de comunistas.

    1. Jojo lindo, diz-me lá: no próximo fim-de-semana, em que voltará a vigorar a impossibilidade de deslocação entre concelhos, quantos daqueles palhaços que contemplaste hoje embevecido estarão autorizados a pôr um pé na AR?

      Eu respondo por ti: todos, porque a eles as leis não se aplicam.

    2. Eu não sou de direita (nem de esquerda) mas de facto acho que celebrar o 25 de Abril é coisa de comunistas, “compagnons de route” e idiotas úteis; eu para celebrar a liberdade festejaria o 25 de Novembro.

        1. Por acaso não tenho falta de ideias mas acontece que umas se aproximam da esquerda outras – talvez mais apenas porque o quadro político português apresenta um claro desvio para a esquerda, sendo as lideranças mais à esquerda do que os respectivos eleitorados – da direita e algumas estão definitivamente fora do quadro partidário actual.

    1. Não se envaideça porque não é caso singular.
      Os condenados também desfrutam da mesma liberdade. E vá-se lá saber de quem são filhos.

  7. A CNPD já publicou uma orientação a proibir a medição de temperatura aos trabalhadores. Isto quando a Ordem dos Engenheiros e a AICCOPN já recomendava este procedimento e agora também a AHRESP. Cada vez é mais evidente que se combate o medo, não a propagação do virus…

    1. É uma grande verdade, Ricardo Abreu. Uma enorme verdade.

      Em nome da segurança, vamos cedendo todos os dias terreno à liberdade. A cabeça das pessoas tem andado a ser formatada nesse sentido, em doses incessantes, nas últimas sete semanas.
      Quando vejo apontar a China como exemplo a seguir, fico esclarecido…

      No fim, receio bem, teremos menos segurança e muito menos liberdade.

  8. Excelente.

    Quão felizes estão os algozes foliões. Afinal, como poderiam prescindir dos festejos se agora mais do que nunca têm o pretexto para pôr a pata em cima das gentes, como íntima e disfarçadamente sempre desejaram? Com a conversa oca sobre liberdade que alegam ter conquistado em nome do povo – e sobre a qual arrogam ter exclusiva propriedade e posse -, reduzem-na a pó à primeira oportunidade.

    Num país sem real massa crítica, com uma comunicação social embrutecida e pasmada como uma mosca em redor da lâmpada, o substantivo liberdade passa a virtual realidade para o grosso dos portugueses em regime de gigante cerca sanitária que os impeça de contaminar essa fina flor de foliões que se governa e perora sobre abstracções.

    Mas para que serve toda esta conversa? Se, no fim de contas, os portugueses parecem satisfeitos com o remate triunfal do senhor presidente e saudosos da sessão oficial da selfie e beijoca. Tudo não passa de questiúnculas menores. O que é importante é festejar a liberdade; saber o que isso é são contas de outro rosário, que o povo não terá que perceber.

  9. Há 70 anos, no liceu, quando tinha actividades da Mocidade Portuguesa, eu e os meus colegas dizíamos “que frete hoje temos merda preta” Na minha terra há uma zona habitacional com vários edifícios de 4 andares conhecida por Tarrafal.
    Eles sabem trabalhar.
    Porque não foi celebrado o 25 de Novembro ?
    O 25 de Abril descambou com o 11 de Março e não fora o 25 de Novembro estávamos como Cuba ou Venezuela. O ênfase que dão este dia ignorando o 25 de Novembro e mais uma tentativa de lavagem cerebral.

    1. Ó vimaranense, calhando fomos colegas de escola, deixe lá essa de Cuba e Venezuela, então e a Coreia do Norte?, que nada é como foi.
      E foi por que o ‘cacau’ assim quiz, doutra forma nunca saberemos.
      Naquela zona, na época, havia ditaduras militares em todos os países que sempre foram ‘ajudados’ pelos EUs, e foi/é o que se vê: nos imensos bairros de lata junto de todas as capitais dos países da América do Centro e Sul vive-se em condições degradantes incomparáveis ao como se vive em Cuba ou na Venezuela.
      Por cá sabemos todos o que aconteceu.

      1. “Por cá sabemos todos o que aconteceu.”

        Por cá rebentou “o cano de esgoto” e por isso estamos rodeados de vermes, ratazanas e porcaria. Vive a libertinagem.

  10. Mas qual é a alternativa que quer ?
    Andarmos todos na rua,na praia a infectar-nos todos uns aos outros.
    Por acaso tem alguma comissão com Agências funerárias ?

    Acha que andamos todos felizes a levar com a porcaria da televisão e de um
    jornalismo que fala 24 horas por dia do covid-19, deprimindo ainda mais as pessoas, já por si chateadas de estarem fechadas em casa.

    É facil criticar, agora soluções ….
    (é claro que já estamos todos fartos disto, mas….)
    Seja mais positivo, ofereça-se como voluntário para experimentar uma vacina.

    1. Quero que os deputados pratiquem aquilo que exigem e impõem aos restantes portugueses.

      Ainda bem que eu e muitos outros protestámos. Porque a cerimónia simbólica que hoje aconteceu no hemiciclo – com militares da GNR de viseira! – nada tinha a ver com aquilo que inicialmente Ferro Rodrigues tinha concebido.

      A sessão inicial esteve para contar com quase 200 pessoas – entre deputados, convidados, funcionários, membros das forças de segurança e jornalistas.
      A sessão inicial esteve para contar com 1/3 dos 230 deputados. Quando nas escassas sessões de trabalho que têm ocorrido no plenário apenas tomam assento 1/5 dos deputados.

      Tudo isto foi tão criticado que levou a casta a recuar.
      Hoje esteve lá muito menos gente do que inicialmente fora anunciado.
      Convidados, contavam-se pelos dedos das mãos.
      E dois dos principais discursos da sessão de hoje – começando pelo do PR – gastaram-se a explicar e justificar o sucedido, perante a avalanche de críticas.

      Enfim, um disparate. Com um país sem liberdade efectiva, dispensava-se o ritual litúrgico, palavroso e oco, sobre a liberdade em abstracto.

      1. Agora percebo, como é que aparecem Brunos de Carvalho no Sporting.

        Enquanto houver Pedros Correias que apoiem estas Belles Toujours, com estes traços de personalidade então sem dúvida que teremos a liberdade garantida.

        Mas tem razão em nome da liberdade ela devia ter falado ou gaguejado.

        mas como diria alguém….. isto é mentira!!!

          1. Tem razão, no dia da liberdade pode falar.
            Nos outros dias, o Sr. Pedro Correia, já não apoia.

            (esquece-se das regras para o impedimento)

            mas não fico admirado.

          2. Estou sempre do lado da liberdade. Mesmo para anónimos como tu virem aqui contestar-me. A 25 ou 26 de Abril ou seja em que data for.
            Porque para mim não há partido único nem cartilha única. Nem sequer cantiga única ou flor única, como alguns gostariam.

          3. Compreendo a dificuldade da unicidade.

            Com tantas Belles Toujours, nos seus posts, afecta qualquer um.

            anónimo

  11. Para uma cera franja, celebrar Abril é colocar um cravo e proferir discursos ao som de cantiga de intervenção.
    Tal como alguns acham que “celebram a mulher” comprando uma dúzia de rosas no seu dia.
    Não desprezo o ritual nem o simbolismo, mas os tempos actuais e que se avizinham não são compatíveis com proclamações de liberdade em ambientes fechados e controlados. Nem o futuro pode ficar nas mãos de bacocos que se acham em 1975, e que podem dispersar o vírus cantando Zeca.
    Não é complicado acreditar que certas liberdades e garantias, direitos individuais e de privacidade, vão ser a curto prazo revogados. A análise diária de sintomas por parte do Estado, ou de entidades privadas, a análise de dados para controlar potenciais cadeias de contágio, a tipificação do indivíduo consoante a sua reacção ao vírus. As possibilidades são infinitas, a tecnologia já muito permite, haja a vontade de a aplicar.
    Cenários distópicos de abolição de contacto físico, de distanciamento obrigatório, restrição a viagens, substituição de eventos ao vivo por live streaming, uma vida cada vez mais passada num confinamento com tanto de obrigatório como de voluntário.
    Ou se calhar estou a exagerar, Marcelo, Ferro, e restantes camaradas estão vigilantes e atentos na defesa da liberdade. Da nossa.

    1. A liberdade recua diariamente, com imensa gente a bater palminhas.
      Nada melhor para a instauração de regimes autoritários – e até totalitários – do que a tecnologia posta ao serviço do olhar vigilante do Estado alegando virtuosos pretextos de saúde pública.
      A autocracia sanitária, perseguindo a utopia de um mundo imune a vírus, espreita hoje um pouco por todos os recantos do globo.

  12. Não estou muito de acordo com o seu texto, Pedro Correia.
    Quando diz: ” algo jamais visto neste país, nem sequer em períodos de ditadura” deverá levar-se em consideração que não foram medidas ditatoriais conducentes à supressão dos direitos de liberdade e expressão do povo, ditadas a bel-prazer por uma ou várias cabeças governativas.
    Foram medidas que se julgaram necessárias para a debelação do vírus que a todos nos apanhou desprevenidos. Com maior ou menor ênfase, mais radicais ou mais redutoras, todos os países europeus, e alguns outros, preconizaram idênticas restrições.
    Que o futuro nos mostre que eram desnecessárias, – Deus o permita, – não interessa porque a intenção foi boa.
    É o que vejo, ou, provavelmente, as ganas revolucionárias que me norteavam resolvessem dar-me um merecido descanso.

      1. E com toda a razão e só mostra a superior inteligência de quem nos governa.
        Sabe o Pedro Correia tão bem como eu, e se calhar o Vorph e o Vento também sabem, que toda a vida teve origem no mar.
        Ora sendo esta (bicho) uma vida desconhecida, quem nos afiança que não é uma nova vida.
        Surfistas, banhistas e molhados turistas, todos para choldra.
        Antes prevenir do que remediar.

        1. Se é “antes prevenir que remediar”, deixem lá os surfistas e as pessoas que fazem caminhadas nas praias e façam antes essas surtidas policiais às pensões rascas no centro de Lisboa (a que agora chamam hósteis, com acento na penúltima sílaba) que albergam largas dezenas e até centenas de pessoas vindas sabe-se lá de onde e infectadas sabe-se lá com o quê, por vezes em beliches instalados nos quartos, com tudo à molhada, enquanto o Governo e a Câmara jogam ao empurra, sacudindo água do capote.

          https://www.publico.pt/2020/04/20/local/noticia/covid19-presidente-junta-arroios-exige-asae-fiscalize-hostel-1912996

          https://www.publico.pt/2020/04/20/politica/noticia/base-ota-recebe-130-refugiados-morais-soares-1913005

          https://observador.pt/especiais/sem-espaco-ou-planos-de-contingencia-viagem-aos-hostels-que-abrigam-800-refugiados-e-onde-a-covid-ja-entrou/

          1. Devem ser hotéis preparados para receberem condignamente as hostes.
            Falando seriamente, caro Pedro Correia, uma das coisas que seguramente aprenderemos é que não necessitamos de tudo que julgávamos imprescindível para vivermos.
            Um excelente resto de fim-de-semana.

  13. Uma reportagem interessante sobre os tempos do Covid19 na Russia, e os tempos da era soviética, com os seus racionamentos de papel higiénico e a vigilância imposta aos cidadãos.

    Nada como a história para aprendermos sobre o presente.

    https://www.bbc.com/reel/playlist/world-in-lockdown?vpid=p08961q8&xtor=ES-213-[BBC%20News%20Newsletter]-2020April23-[coronavirus]&ocid=ww.social.link.email

  14. Vale o que vale: saí de casa para ir a uma mercearia e a um talho na Estrada de Benfica onde faço compras há anos, e estava imensa gente na rua: famílias a pé e de bicicleta, alguns grupos a beber cerveja perto de cafés abertos em regime de “take away” (“drink away?”). E em Sete Rios, junto ao Jardim Zoológico, estavam estacionados quatro grandes autocarros de excursões, coisa que não via ali há meses – pergunto-me de onde vieram, quem trouxeram, e para onde.

    Já ontem, noutra saída para compras, tinha reparado num aumento considerável de trânsito na Avenida de Berna em relação ao que verifiquei há poucas semanas.

    Para o bem ou para o mal, com emergência ou com calamidade, não me parece que o confinamento dure muito mais tempo.

        1. “O Estado perdeu hoje a autoridade para continuar a impôr o confinamento.” Genial! É pena o circunflexo estragar tudo.

          1. “Não me lembro de ter subscrito o AO45.” Quem não conhece a ortografia também não adere a acordos nem sabe o que isso é. Condiz.

          2. Querido Joquinha, auto-empossado nazi da gramática:
            A ortografia e eu costumamos entender-nos bastante bem, podes ficar descansado. O que não impede um ou outro ocasional arrufo. Mas, como ela sabe, em vírgulas e acentos, prefiro-os a mais do que a menos.
            Quanto ao que pensas que eu não conheço ou não sei, deves andar muito enganado. Condiz?

  15. aha aha aha aha (para se entender, quero escrever risada, de estar a rir )

    Mas vou dizer qualquer coisita : a descriçao, o manancial, mais parece uma dor de barriga, de alguem que corre a apanhar as canas dos foguetes. (nao faz a festa, nao confessa que piores medidas decretaria ? )

    Apesar do final feliz, a ultima linha faz muita diferença, mas nao disfarça a azia visceral.

    1. Há sempre gente pronta a bater palminhas ao reconhecimento facial, às aplicações para medir distâncias, aos drones policiais, às “cercas sanitárias” e aos aparelhos de medição de temperatura.
      Tudo em estado novo. Em nome da liberdade.

  16. Se em Portugal registasse-mos 700 mortes por dia de covid -19,todos os dias, desde que estamos em estado de emergência, como aconteceu e acontece na Europa e nos EUA.

    Neste momento andava tudo caladinho que nem ratos ,já nem se colocava em causa o estado de emergência.

    É só valentes, como aqueles que durante o estado novo, comiam e calavam.

    haja paciência !

      1. Lá está uma das típicas fugas à argumentação – a correcção ortográfica.

        Se alguém profere uma crítica com senso, que desagrada, logo vem o autista argumento, como se já nem se justificasse responder.

        A ortografia acima de tudo.

        Os outros é que são reaccionários e cerceiam os “direitos fundamentais” (esquece-se do direito à saúde).

        Mas tem razão. Um blog é um feudo, não uma democracia.

        José de Bêtum

        1. “Lá está uma das típicas fugas à argumentação – a correcção ortográfica.” A gramática não interessa para nada. Viva a bacorada.

          1. A “bacorada”? Isso é expressão de intelectual de direita.

            Como diz o “povo” : mais vale uma pedra na mão que duas bacoradas a voar.

            Valha-nos S. Judas Tadeu.

            José de Bêtum

  17. Que disparate. O vírus permitiu que as já de si deficitárias democracias ocidentais se tornassem ditaduras? Tenha lá juízo homem.

    Qual é problema de aferir a temperatura de um trabalhador, ou o grau de alcoolemia? É pior que olhar para ele e ver se ainda tem os membros todos? Ou constatar que está a tossir e espirrar?

    Se deixam andar é laxismo típico da esquerda, que é mesmo típico. Se tomam medidas (tardias e demasiado suaves) são os novos arautos do fascismo.

    Já parece um bloquista de direita.

    José de Bêtum

    1. Dado que o risco de transmissão ocorre por contacto próximo, principalmente através de gotículas que contêm partículas virais que são libertadas pelo nariz ou boca de pessoas infetadas, quando tossem ou espirram, e que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo, recomendo que se proceda à medição de temperatura retal tendo em conta que esta é ≥ 1,0ºC acima da temperatura média individual.

  18. O autor confunde as coisas…numa guerra, e é uma guerra o que estamos a viver, não entre homens contra homens, mas entre os homens e um estranho vírus, as liberdades ficam sempre cerceadas, é sempre assim, e justamente o celebrar abril serve para justamente ver como bom é ter liberdade, sobretudo quando a não ou temo-la por razões de saúde. E se quer um “culpado” olhe-se atire-se contra os cientistas, não os políticos, aqueles que são, ou devem ser, estudiosos destas coisas de vírus; aliás, nesta matéria de liberdades, em todos os países ditos civilizados, está toda a gente confinada.
    Não sei é desse tempo, mas como aparece com a figura de um leão, gostaria de lhe perguntar se tem alguma coisa a ver com o leão Clarence da série Daktarin? É que parece…

    1. Nada mais simbólico, neste pretenso “celebrar abril”, do que a minúscula designada para o quarto mês do ano. Até o leão Clarence merece letra maiúscula, ao contrário do que sucede com o mês da liberdade.

      Sempre houve e sempre haverá gente disposta a sacrificar parcelas da liberdade em nome da segurança – neste caso da segurança sanitária, perseguindo a utopia de um mundo “limpo”, sem rasto de vírus e bactérias. Esquecendo que esse mundo “limpo” seria também um mundo morto.

      A esses, recomendo a sabedoria de Benjamin Franklin: «Quem renuncia às liberdades essenciais para conseguir um pouco de segurança, não merece nem a liberdade nem a segurança.»

      1. Simbólico, como diz sobre o mês de abril, sim escrito com minúscula, como decorre do acordo ortográfico, goste-se ou não, é que os meses do ano, pontos cardeais e estações do ano, passam a escrever-se com inicial minúscula!
        E quer um exemplo do que é simbólico mesmo, quando nos referimos a “abril…”toda a gente associa logo ao movimento dos capitães que derrubaram o regime caduco e fascista que vigorou quase meio século em Portugal.
        E meu caro…já ninguém está disposto a morrer como no tempo do seu Benjamin, aí haviam homens que sacrificavam, a sua própria vida em prol de um ideal, hoje, nem tanto, até os militares os polícias têm um discurso reivindicativo que só vê direitos, olvidando-se que há profissões específicas cujos direitos estão algo coartados. E, por acaso, o que choca no discurso do Bolsonaro, é justamente o desprezo, em primeiro lugar pelo perigo da doença, e sem segundo lugar, pela preservação da vida, sobretudo dos mais desprotegidos, que adianta ter liberdade se vemos morrer pessoas, designadamente, os dos grupo de risco, desprotegidas e tudo em nome da liberdade, está disposto a ver morrer os “seus” desprotegidos dessa maneira? Ou cairá em cima dos responsáveis políticos e cientistas porque não usaram medidas para proteger os mais frágeis, enfim, julgá-los, quiçá, num tribunal especial internacional?

  19. Comemorou-se (e bem) o dia em que passou a haver liberdade de opinião, a poder ser expressar ideias em se ser preso nem torturado.

    Já não é pouco.

    Quanto às medidas limitadoras de liberdade que enuncia ao longo do seu postal, umas estão em vigor, algumas ituacoes acontecem e começam a ser insuportáveis. Outras pertencem à categoria de “é possível executá-las mas não estão a ser executadas nem o vão ser”.

    Em rigor, qual é mesmo o sentido do seu postal? O povo não tem liberdade e “eles” comemoram na AR?

    1. Olha-se em redor, como você faz, e não se vê nem um pouco de recuo nas liberdades.

      Não vigora estado de emergência.
      Não vigoram “cercas sanitárias” (belíssima expressão).

      Não há gente a ser despedida todos os dias.
      Não há empresas a decretar falência a cada momento.
      Não há cerca de um milhão de trabalhadores em ‘lay-off’.

      Não há “medições de temperatura” já em avaliação acelerada – e luz verde oficial – nos locais de trabalho que restam.
      https://expresso.pt/politica/2020-04-25-Covid-19.-Governo-considera-viavel-medicao-da-temperatura-corporal-nas-empresas

      Não há drones policiais a mandar para casa pacíficos cidadãos que passeiam ou praticam desporto junto às orlas marítimas.
      https://www.publico.pt/2020/04/24/local/noticia/psp-vai-patrulhar-passeios-maritimos-norte-drones-1913690

      Não há centenas de detenções por crime de desobediência.
      https://zap.aeiou.pt/175-detidos-mas-so-18-julgados-318633

      Não se generalizam as aplicações informáticas intrusivas da privacidade dos cidadãos em nome do “rastreamento da pandemia”.
      https://www.dn.pt/edicao-do-dia/04-abr-2020/ja-ha-apps-para-rastrear-o-covid-19-no-telefone-e-isso-pode-ser-um-risco-12026880.html

      Enfim, neste tempo – como noutros tempos – há sempre gente disposta a fechar os olhos à realidade.
      Enquanto outros estão na primeira fila a fazer claque, batendo palminhas.

      1. Medições de temperatura? Não há.
        Generalização de aplicações informáticas? Não conheço nenhuma que esteja a ser aplicada contra a vontade de quem as instala no seu telemóvel.
        As empresas a fechar e trabalhadores a serem despedidos há sempre nas crises económicas. Não me lembro de isso ter sido relacionado com a perda de liberdade pelos que agora clamam contra a falta de liberdade, relacionando esse pretenso facto com as comemorações oficiais do 25 de Abril.
        Não me tome por imbecil, já tenho alguns anos a virar frangos.

          1. Não. Imbecil é aquele que toma por “imbecil” todo aquele que dele discorda.

            Decorre a tautologia, imbecis somos todos.

            Como diz o “povo”, nada melhor que morrer na praia, a ver gaivotas a voar.

            José de Bêtum

        1. Caro Makiavel posso garantir-lhe que me avaliam a temperatura todos os dias que vou trabalhar vai para dois meses e obviamente a todos os outros trabalhadores da empresa e a visitantes / subcontratados.
          Quando começaram a avaliar as temperaturas estava em hipotermia todos os dias, nalguns já devia estar morto, desde há quinze dias voltei a estar vivo, já mudaram os termómetros para um modelo melhor…

          WW

  20. O Sr. Pedro Correia parece um spot publicitário.

    “Amanhã tens telescola”

    só falta dizer,

    “e não te esqueças da sacola”

    Lembrando o Cardeal Cerejeira, em tempos idos, quando glorificava o seminário.

      1. Só podia ser sportinguista. Não leve a mal, os adeptos de futebol são todos tolos e iludidos. Mas só os sportinguistas são masoquistas. Resulta julgarem-se mártires rodeados de dragões e águias infiéis. Devia ter-se voltado para o Islão. Isso sim teria sido de valor.

        José de Bêtum

          1. Que rico exemplo, o Ferro Rodrigues.

            Minha Nossa Senhora, o estado a que a República chegou.

            Pronto, pronto, já sei, telescola pela manhã…

            José de Bêtum

    1. O patronato, os latifundiários, o capital, os EUA, a NATO, a União Europeia, as confissões religiosas, a propriedade privada, o voto secreto, as listas alternativas, os dissidentes traidores, os sindicatos independentes, a inteligência.

  21. O festejo do dia que despoletou mais de 1 milhão de mortos, incluindo uma, várias? centenas de milhares ex. portugueses?

    Nas estatísticas dos portugueses mortos por violência no Séx.XX não estão os ex.portugueses…

    Se não existisse a aliança ideológica com muitos dos que fizeram o 25 de Abril e boa parte da culturas do 25 de Abril as ditaduras que se seguiram ainda vá que não vá. Mas não. A nódoa ficará para sempre.

    lucklucky

  22. Não há nada pr’a ninguém …

    Não há desobediência pr’a ninguém
    Não há praia pr’a ninguém
    Não há surf pr’a ninguém
    Não há trabalho pr’a ninguém
    Não há escola pr’a ninguém
    Não há bancos de jardim pr’a ninguém
    Não há rua pr’a ninguém

    Vamos embora Manel !!!

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