Números divulgados pela UNICEF indicam que cerca de 250 milhões de crianças, entre os 5 e os 14 anos, trabalham em todo o mundo. Cerca de metade, fazem-no em condições inaceitáveis, dez a doze horas por dia, sem ir à escola e em troca de salários de miséria. O trabalho de muitas destas crianças destina-se a encher de produtos as montras das lojas onde satisfazemos a nossa ânsia de consumir.
Infelizmente, nem todas as empresas se comportam de acordo com a credibilidade de que desfrutam no mercado, como podem ler aqui

Isto é serviço público. Parabens ao blog.
Excelente série, Carlos. Nunca é demais lembrar esta realidade. Confesso que uso algumas das marcas. Ou melhor, usava.
Parabéns por toda a série, Carlos. Oportuníssima.
Ficamos sem palavras…
Temos todos de rever comportamentos automatizados.
Tens toda a razão. Falar destas coisas nunca é demais. Nunca.
Peço desculpa por não responder individualmente aos vossos comentários, mas estou no Portugal profundo, só com Internet sem fios e as novas tecnologias ainda não chegaram aqui a tempo inteiro.
Obrigado pelas vossas palavras, extensíveis a todos quantos comentaram nos outros posts sobre este assunto, que tenho procurado estudar aprofundadamente desde 1994.
Parabéns pelo despertar de consciências que esta série suscita.
“O trabalho de muitas destas crianças destina-se a encher de produtos as montras das lojas onde satisfazemos a nossa ânsia de consumir.”
E depois? É evidente que o trabalho, de seja quem fôr, se destina a produzir produtos que as pessoas, sejam elas quais forem, desejam consumir. E isso é bom.
Qual era a solução? Que nós não consumíssemos esses produtos? As crianças ficariam sem trabalho e morreriam à fome. Ou julga que, pelo facto de nós não consumirmos os produtos, as crianças imediatamente deixarão de trabalhar e passarão a ir para a escola e brincar, felizes e de papo cheio?
As crianças trabalham, primariamete, porque as suas famílias são miseráveis e não têm com que as alimentar. Felizmente as crianças encontram trabalho e têm quem consuma os produtos desse trabalho.
Felizmente, claro. Infelizmente, são exploradas, maltratadas, vilipendiadas, abandonadas, abusadas, mortas…