12 comentários em “Dez meses é muito tempo”

  1. Ambas as frases demonstram o atabalhoado mas permanente conluio de poder político, entre PS e PSD. Ambas as frases demonstram que nas eleições em que aparecem diferenciados PS e PSD, todos os votos nestes 2 partidos irão na verdade eleger o mesmo grupo, o mesmo poder político.
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    A fúria incontida, demonstrada no discuros de M. Mortágua, é a auto-constatação da ingenuidade e impotência política do seu BE -a somar à impotência do PS, do PSD e do sistema político português em geral- perante a realidade do poder de credores perante devedores. O poder real, supra-político.

  2. José Sócrates também jurou meses que não precisávamos de ser resgatados e finalmente justificou a pedido de assistência financeira com o facto de o mundo ter mudado em 15 dias.
    No fundo hoje entendemo-lo bem melhor. O seu conceito de mundo resume-se ao que deseja e a realidade nunca tem sentido de oportunidade.

  3. Para matérias estruturantes, o PS vai procurar o PSD. Para matérias fracturantes, o PS vai procurar o BE. E para matérias sindicalizantes, o PS vai procurar o PCP.

    Este PS parece um mariola num bar de strip…

  4. O primeiro comentário obviamente que não faz qualquer sentido (para não dizer que é parvo). Pode não ter precisado na altura ou precisar agora, mas poderá precisar no futuro.

    O segundo comentário, por si só, não invalida o primeiro. Governar implica múltiplas tarefas e ser sustentado no parlamento. “Matérias” (estruturantes ou não) são temas específicos a discutir no parlamento e que podem implicar mais negociações. Por exemplo, se quisessem mudar a consituição, teriam de ter (se não me engano) pelo menos 2/3 do parlamento. Isso só seria possível com a direita, mas não implicaria que não pudessem governar.

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