Criou o ‘Expresso’ em 1973 – uma fresta aberta no monolitismo pseudo-informativo da ditadura. Criou a SIC em 1992 – rompendo o monolitismo da TV única, oficial até à medula. Bastariam estes dois marcos para termos de lhe prestar homenagem como um dos grandes nomes da comunicação social portuguesa das últimas décadas (e já vão bastantes).
E depois fechou a porta à Liberdade. Boa parte dos capitalistas que se conseguem estabelecer no mercado tornam-se socialistas pedindo regulação do Estado para impedir a competição. O que coloca claro em questão se não era só por interesse.
A questão que devemos fazer é esta: antes de Balsemão havia mais ou menos concorrência, tanto na imprensa como sobretudo na TV? Quanto a mim a resposta é inequívoca: havia menos concorrência. Ou seja: ficámos melhor, também graças a ele.
Quando apareceu, o Expresso foi uma pedrada no charco. Embora se fizesse bom jornalismo em Portugal nesse tempo, e apesar das limitações legais, o Expresso foi uma lufada de ar fresco, que tornava os sábados mais agradáveis. Em relação ao jornalista em causa, e se não estou enganado, parece-me que começou a sua carreira num jornal chamado…”A Bola”, tendo depois passado pelo “Diário Popular”. Depois disso, foi só subir na vida…
Foi administrador-delegado do ‘Diário Popular’, durante vários anos. Precisamente no período áureo deste vespertino (a palavra vespertino, tão fora de moda, traz-me ecos nostálgicos de outras eras). E foi fundador, administrador desde a primeira hora e director do ‘Expresso’ durante os primeiros sete anos de vida do jornal, concebido à semelhança dos grandes títulos da imprensa europeia. Na altura foi sem dúvida um grande salto em frente. Contra a censura pré-25 de Abril. E também contra os candidatos a censores do período revolucionário. Bastaria isso para lhe devermos uma homenagem.
Desbaratou (grande parte d)o prestígio que acumulou durante décadas com a recente capitulação – sua e do seu grupo empresarial – ao «aborto pornortográfico».
Esse é outro debate, Octávio. Um debate que temos aqui travado, como sabe. Mas esta pequena série visa situar as personalidades na época – ou seja, há cerca de 40 anos.
Agora é um jornalista anti-liberdade. Não quer concorrência.
Criou o ‘Expresso’ em 1973 – uma fresta aberta no monolitismo pseudo-informativo da ditadura. Criou a SIC em 1992 – rompendo o monolitismo da TV única, oficial até à medula.
Bastariam estes dois marcos para termos de lhe prestar homenagem como um dos grandes nomes da comunicação social portuguesa das últimas décadas (e já vão bastantes).
E depois fechou a porta à Liberdade. Boa parte dos capitalistas que se conseguem estabelecer no mercado tornam-se socialistas pedindo regulação do Estado para impedir a competição.
O que coloca claro em questão se não era só por interesse.
A questão que devemos fazer é esta: antes de Balsemão havia mais ou menos concorrência, tanto na imprensa como sobretudo na TV?
Quanto a mim a resposta é inequívoca: havia menos concorrência. Ou seja: ficámos melhor, também graças a ele.
Quando apareceu, o Expresso foi uma pedrada no charco. Embora se fizesse bom jornalismo em Portugal nesse tempo, e apesar das limitações legais, o Expresso foi uma lufada de ar fresco, que tornava os sábados mais agradáveis.
Em relação ao jornalista em causa, e se não estou enganado, parece-me que começou a sua carreira num jornal chamado…”A Bola”, tendo depois passado pelo “Diário Popular”. Depois disso, foi só subir na vida…
Foi administrador-delegado do ‘Diário Popular’, durante vários anos. Precisamente no período áureo deste vespertino (a palavra vespertino, tão fora de moda, traz-me ecos nostálgicos de outras eras). E foi fundador, administrador desde a primeira hora e director do ‘Expresso’ durante os primeiros sete anos de vida do jornal, concebido à semelhança dos grandes títulos da imprensa europeia. Na altura foi sem dúvida um grande salto em frente.
Contra a censura pré-25 de Abril. E também contra os candidatos a censores do período revolucionário. Bastaria isso para lhe devermos uma homenagem.
Desbaratou (grande parte d)o prestígio que acumulou durante décadas com a recente capitulação – sua e do seu grupo empresarial – ao «aborto pornortográfico».
Esse é outro debate, Octávio. Um debate que temos aqui travado, como sabe. Mas esta pequena série visa situar as personalidades na época – ou seja, há cerca de 40 anos.