8 comentários em “Dez jornalistas de Abril (2)”

    1. Criou o ‘Expresso’ em 1973 – uma fresta aberta no monolitismo pseudo-informativo da ditadura. Criou a SIC em 1992 – rompendo o monolitismo da TV única, oficial até à medula.
      Bastariam estes dois marcos para termos de lhe prestar homenagem como um dos grandes nomes da comunicação social portuguesa das últimas décadas (e já vão bastantes).

      1. E depois fechou a porta à Liberdade. Boa parte dos capitalistas que se conseguem estabelecer no mercado tornam-se socialistas pedindo regulação do Estado para impedir a competição.
        O que coloca claro em questão se não era só por interesse.

        1. A questão que devemos fazer é esta: antes de Balsemão havia mais ou menos concorrência, tanto na imprensa como sobretudo na TV?
          Quanto a mim a resposta é inequívoca: havia menos concorrência. Ou seja: ficámos melhor, também graças a ele.

  1. Quando apareceu, o Expresso foi uma pedrada no charco. Embora se fizesse bom jornalismo em Portugal nesse tempo, e apesar das limitações legais, o Expresso foi uma lufada de ar fresco, que tornava os sábados mais agradáveis.
    Em relação ao jornalista em causa, e se não estou enganado, parece-me que começou a sua carreira num jornal chamado…”A Bola”, tendo depois passado pelo “Diário Popular”. Depois disso, foi só subir na vida…

    1. Foi administrador-delegado do ‘Diário Popular’, durante vários anos. Precisamente no período áureo deste vespertino (a palavra vespertino, tão fora de moda, traz-me ecos nostálgicos de outras eras). E foi fundador, administrador desde a primeira hora e director do ‘Expresso’ durante os primeiros sete anos de vida do jornal, concebido à semelhança dos grandes títulos da imprensa europeia. Na altura foi sem dúvida um grande salto em frente.
      Contra a censura pré-25 de Abril. E também contra os candidatos a censores do período revolucionário. Bastaria isso para lhe devermos uma homenagem.

    1. Esse é outro debate, Octávio. Um debate que temos aqui travado, como sabe. Mas esta pequena série visa situar as personalidades na época – ou seja, há cerca de 40 anos.

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