7 comentários em “Detroit”

  1. Este post é de uma desonestidade intelectual brutal.

    O que vai dizer a seguir? Que como há fome em África, não há problema nenhum com a união política e financeira?

    É feio este tipo de argumentação. É desonesto…

    1. Não. Que em vez de apenas bramirmos contra a maldade alheia, devíamos assumir os nossos erros e mudarmos o que podemos (e temos de) mudar. Depois até talvez conseguíssemos ser levados a sério na discussão de outros pontos. Infelizmente, sempre que se tenta algo nos pontos essenciais – reforma do Estado, diminuição dos encargos recaindo sobre as empresas privadas (TSU, veremos com o IRC) – quase toda a gente diz que não podemos ir por aí e que o que é preciso são outras políticas europeias. Este post pretende apenas mostrar que a união política e financeira não basta.

      1. Não basta, mas sem ela qualquer ajustamento, modernização, reforma ou o que quer que seja tem custos exponenciais e eficácia questionável. É como dizer que não adianta querer voar se não tivermos asas, mas que quem se queixa da ausência de atmosfera devia estar calado.

        1. A questão não é se nos seria mais fácil sair da crise com outras regras europeias – claro que sim, como Detroit poderia continuar na vida de sempre se o Governo Federal pagasse. A frase do post apenas chama a atenção para o facto de a união política e financeira não evitar situações como a nossa. Sendo que, para sair dela (mas isso já não está no post), não podemos contar somente com modificações a nível europeu, que de resto se tornam mais difíceis quando nos recusamos a fazer o que sabemos há mais de uma década ser indispensável. Ainda por cima, de modo a assegurar a sustentabilidade da economia, teríamos de fazer tudo o que estamos a tentar evitar, mesmo com outras regras europeias.

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