
Isto começou com alguns conhecidos jornalistas da esquerda socialista que botam nos “jornais de referência”, foi secundado por “opinadores”. Para meu espanto até por antropólogos (ironizo um pouco quanto a este espanto, no seio da corporação surpreende-me a desfaçatez mas não o pensamento). Defende-se o escrutínio dos votos dos imigrantes brasileiros em Portugal para opinar sobre a pertinência da sua permanência no país. A indução de um ambiente de pressão, moral que seja, sobre essa “comunidade” – que será muito mais um colectivo inorgânico de indivíduos, contendo alguns núcleos de sociabilidade e de entrejuda mas não exclusivos. De facto, a exigência que estes cidadãos legalmente residentes (“documentados”, na gíria politicamente correcta desta falsa “esquerda”) assumam – relativamente ao seu país e, em sentido lato, face ao mundo – os valores político-culturais putativamente dominantes na sociedade que os acolheu. Nos termos dos intelectuais (e dos antropólogos em particular) trata-se da exigência de uma “assimilação”, perspectiva sempre contestada quando relativa a imigrantes oriundos da Ásia ou da África. Uma vontade assimiladora que é sempre dita efeito de racismo, de lusotropicalismo, de imperialismo, de (neo)colonialismo (o prefixo está a ficar em desuso muito por influência do pensamento boaventuriano, que tornou “colonialismo” um all aboard para definir a história moderna e contemporânea).
Esta ênfase persecutória sobre os brasileiros é ainda por cima discriminatória, de modo paternalista, essa suprema face do racismo: ninguém nesta “esquerda”, se preocupa em andar a escrutinar os votos (se os houver) dos imigrantes nepaleses, dos paquistaneses ou bangladexes, integrados em processos eleitorais complexos, entre ascensões de comunistas, “trumps” asiáticos e fundamentalismos islâmicos; ninguém se lembra de tentar encontrar as simpatias políticas dos imigrantes magrebinos ou do ocidente subsahariano, onde abundam os radicalismos islamófilos. E se alguém aventar a necessidade de fazer essa pesquisa, logo a corporação antropológica (olha logo estes) e os jornalistas do ex-DN e do Expresso, virão contestar, desabridos, a deriva persecutória, racista, securitária. Mas sobre os brasileiros, o voto no energúmeno bolsonar? Tudo é permitido. Isto mostra bem o paroquialismo desta classe-média locutora portuguesa mas também a incongruência e mediocridade intelectual e moral deste meio. Pois trata-se de um meio ambiente, não apenas de alguns miseráveis: eles botam estas coisas e não há, nos seus contextos de referência, partidários, profissionais, uma única voz crítica. Se algum jornalista do CM ou do Observador, se algum professor da Católica ou do ISCSP, escrevesse sobre a necessidade de escrutinar os votos dos imigrantes angolanos ou mauritanos para aferir da pertinência da continuidade dessa comunidade? O que diriam jornalistas, antropólogos e outros intelectuais, as presidentes da junta socialistas, os “comunicadores” e bloguistas-facebuqueiros? O que escreveriam os anticolonialistas directores dos jornais de referência, ex-diários que acolhem estes verdadeiros xenófobos nas suas páginas e nem tugem nem mugem? Mas este lixo? Passa. Porque os seus locutores “fazem parte …”, “são dos nossos” …
Margarida Martins, a conhecida guida gorda do frágil, é diferente. Pois é presidente de uma junta de freguesia lisboeta, eleita no PS. Tem responsabilidades oficiais. Representa a besta exactamente como os outros locutores, do Expresso de Balsemão, do DN de Ferreira Fernandes ou das universidades, sejam estas quais forem. Mas representa-a assente, sentada, num cargo público para o qual foi eleita nas listas do partido do governo. Para mais é presidente de Arroios, freguesia onde coabitam imigrantes de dezenas de nacionalidades. E tem este tipo de mentalidade persecutória (e assimilacionista) face a “comunidades” imigradas. Isto é um óbvio caso que requer a destituição. Pelo menos a retirada de apoio de um partido que está no governo e anda com a prosápia que anda – ali logo ao lado a mandar construir um templo com fundos públicos, destinado aos estrangeiros, por exemplo.
Claro que os jornais de referência não a atacarão. Afinal a “guida” é “lisboa”. E, mais do que tudo, é “pêésse”, das “nossas”.
Um gajo olha para esta gente, estes guidas gordas, estes jornalistas rastejantes, estes antropólogos “de esquerda”, e lembra-se, constata, que, como todos, tem um bolsonaro cá dentro. Há que o reprimir. Ser cívico, civilizado. E, nesse civismo, clamar o óbvio: Margarida Martins tem que ser destituída. Isto é inaceitável. Os restantes têm que ser desprezados. E ditos.

Tem razão, jpt
Às vezes, muito raramente, isso acontece-me. Estou certo que este ano, 2019, este foi o dia.
2018/2019, saiu incompleta a óbvia referência futebolistica
estamos em 2018, mas pode que o senhor seja como Nietzshe e chegue cedo demais:).
Nada de Nietzsche, é muito mais antever a descida de divisão no final da época …
Pior esperar Godot… e falo em tons de verde e amarelo, está bem?!
Hum … em termos futebolísticos antes Godot que descer de divisão. Sei do que falo, sou sportinguista.
Godot é um avançado bera…
A gente tem tido pior
E falava eu em excomungados a propósito da discussão teológica… agora foi mesmo gargalhada!
é por destas e parecidas que já pouco blogo ali ao És a Nossa Fé. E quando lá vou pio fininho … Que por lá excomunhão é mimo.
Acredito 🙂
Também já pouco lá passo a ler – falta de tempo e, agora, são os assuntos normais de cada clube, relevância interna apenas.
Não desespere, Godot chega para o ano, no próximo ano é que é! (Picardia, jpt; espero que cheguem à Europa este ano)
V. veio agoirar, não há dúvida. Botou e … chicotada psicológica na madrugada do Dia das Bruxas – não me acuse de associaçóes malévolas, elas são explícitas.
Enfim, já lá fui ao És ao Nossa Fé afirmar o meu juizo sobre a situação do clube e sobre quem deve ser o próximo treinador (Rui Vitória, para sedimentar a tradição nascente?)
Eu não tive culpa, t’arrenego belzebu! Até vos quero na Europa – mas deixe-me cá o nosso Rui, que eu ainda tenho fé nele!
Voltando ao assunto deste postal. Num outro que dediquei a este assunto uma comentadora deixou “No balanço geral, Haddad venceu nos estados do Nordeste e em 2 do Norte, e Bolsonaro venceu no Distrito Federal. nos restantes 15 estados e também no exterior, onde residem 500.727 brasileiros (71,02% contra 28,98%), a maioria nos EUA e Japão.”
Isto mostra bem a dimensão da irreflexão, ignorância e irresponsabilidade desta política, bem como dos jornalistas e académicos que reproduzem os ataques aos imigrantes – Alexandra Lucas Coelho foi fotografar imigrantes brasileiros apoiantes de Bolsonaro, “vejam as caras do fascismo”. Tamanho o preconceito, a irreflexão, que só fica a ignomínia da ignoraância. E são estas as vozes ouvidas …
É de coragem, aquele último postal! Não lho disse lá porque são questões internas do clube que não afectam a percepção nem a vivência em sociedade*; e se por lá aparecesse com tal discurso aí, sim, poderia ser confundido com, embora não fosse, provocação da minha parte.
* E agora o jpt podia refutar dizendo que, pelo contrário, apenas espelha esta urgência quotidiana em obter resultados positivos sem apurar conceitos e processos, apenas preconceitos e pressas; mas penso que terá percebido a distinção das situações 🙂
Obrigado. Podia lá ter comentado, os ânimos acalmaram-se muito com o gradual apagamento mediático do Bruno de Carvalho. Agora é mais o rame-rame das coisas da bola, o ambiente dos comentários está muito menos abrasivo (esteve tanto que eu reduzi muito a minha participação: aprecio a boa peleja mas aquilo no estertor do brunismo estava para além disso).
Quanto ao resto não aparto as coisas: já botei que o Sporting de XXI foi um micro-cosmos do país. E que os processos dos grandes clubes são uma verdadeira refracção dos processos económicos e culturais de Portugal – como tal um bom laboratório para análise. Aliás, o nosso actual presidente apresentou-se com uma tal retórica, militarista (de facto ele é um queque armado em militarista), fascizante que pode ser visto como a primeira expressão classe média lisboeta deste bolsonarismo tímido que agora pôs o pé fora do armário
Bem sei que lançou postal sobre a matéria, está nos favoritos (o do DO).
Sim, Varandas é isso tudo – um BdC polido na escola do exército, na verdade. Mas com menos garra – já se vergou às claques e adeptos do lenço, mau indicador.
Dedique-se às modalidades, jpt…
ao berlinde, quer V. dizer …
Pensava no ciclismo e no atletismo, mas seja…
Há um conjunto de pessoas para quem a democracia é uma coisa maravilhosa – desde que dê o resultado que querem. Num passado recente, Soares, Alegre e capitães de Abril recusaram ir à Assembleia da República celebrar o 25 de Abril quando os portugueses votaram nos partidos errados. No presente, Margarida Martins, autarca eleita pelo PS (não estamos a falar de um qualquer anónimo do Facebook – é mesmo alguém pago pelo contribuinte) desejaria, segundo as palavras que publicou, cancelar o visto de residência a brasileiros que votam no candidato errado. Talvez ainda venha, num assomo de moderação, propor como alternativa a esses votantes equivocados – uma temporada num campo de reeducação.
(Margarida Martins, se me lembro correctamente, foi quem usou – sem autorização dos próprios – a fotografia de funcionários da sua Junta de Freguesia em cartazes de campanha do PS, retratando-os como desempregados vítimas da troika. É todo um tratado de ética, a Dona Margarida.)
Esse episódio que recorda é sintomático. Algumas personagens reclamando a superioridade de proprietários da história. Quanto a estes neófitos são anos a propalarem uma qualquer superioridada moral
A recusa em participar nas comemorações que refere não se deveu ao partido ser errado – na óptica dos mencionados foi-o muitas vezes e a recusa não foi constante. Recusaram a participação pela falta de respeito que consideraram ter sido demonstrada – porque, doa a quem doer, a história pertence a todos mas nem todos estiveram do mesmo lado dos acontecimentos e, nesse particular, sim, uns têm mais direito em fazer valer a sua opinião quanto às comemorações do que outros. Afinal, comemora-se no 25 de Abril a Liberdade mas também o fim da tortura – e ainda vivem muitos dos que foram torturados.
Deixe-se de coisas A arrogância de considerar que o governo e respectiva maioria parlamentar não representava a democracia foi um insulto aos votantes A liberdade e a democracia não é dos ex-torturados, esse é um argumento a la PC que depois o PS quis monopolizar Até parece mal esse tipo de argumentação
Pode-se contrapor que umas comemorações em que quase se desculpabiliza a ditadura são um insulto a quem sofreu tortura, guerra e exílio político (já nem falo das fugas a salto em busca de trabalho).
A democracia é de todos, foi para isso que os prisioneiros e os torturados e os exilados políticos suportaram o papel que escolheram. Mas quando os representantes dessa democracia os ignoram e quase eliminam das comemorações daquilo por que sofreram acho que estaremos perante mais do que mero “avançar da história”, é quase um querer “apagar a história”. Chatearem-se pela falta de cravos na lapela é chicana de quem liga mais aos símbolos do que à essência.
Lembra-se da urgência da revisão da Constituição de “inspiração marxista” saída do 25 de Abril?
Motivação do PSD é deixar cair Estado social
Francisco Assis (que está muito longe da ala esquerda do PS) reagiu ao projecto do PSD de revisão constitucional.
“Pura e simplesmente, o PSD propõe que seja revogada a proibição do despedimento sem justa causa, que é nuclear em matéria de protecção dos direitos dos trabalhadores. O PSD visa apenas liberalizar o despedimento individual”
“O PSD quer aproveitar a crise internacional para pôr em causa o Estado social em Portugal”
Eu lembro-me. E tu camarada?
Os meus camaradas são os meus amigos. Lembro-me sempre disso. E lembro-me também, por ter aprendido, que a liberdade e a democracia são o aceitar as diferentes perspectivas sobre o que é o regime democrático, inclusive sobre o que é o chamado “Estado social” (de facto o Estado-Providência, mas a retórica mudou por pudor). Ou seja, mesmo a escumalha imunda que se apropria do estado social para roubar e acumular (olhe para este governo – veja quem esteve no governo de Sócrates e com isso lucrou, pessoal e corporativamente) é considerado democrata, passível de ir a comemorações do país. Quem nunca considerou anti-democrata – e inimigo do Estado Social – o ladrão Sócrates e todos os seus coniventes colegas de governo bem que se pode calar quanto a juízos sobre quem é ou não democrata …
Sócrates anti-democrata… quer desenvolver? Tenho lido coisas engraçadas sobre esta matéria, e gostava de conhecer a sua percepção sobre tal anti-democraticidade.
Tenho a minha, comentarei depois se não se importar.
Há a dimensão da corrupção – não é apenas a cena “moral” (a coisa da personalidade como a Cancio veio lacrimejar depois de Costa ter mandado as hostes sinalizarem o afastamento ao antigo chefe: Cancio, César, Galamba, o trio de jarras escolhido). É a concepção do exercício político como assente na prática nepostista, estruturando a patrimonialização da sociedade, conduzindo à criminalização do Estado. ISto é anti-democrático, por essência
E há, num registo mais espectacular, a constante tentativa de controlo da comunicação social – os adeptos do PS sempre gritam, desdentados e de bafo de onça, impropérios contra o “correio da manhã” ou a “moura guedes” ou isso mas de facto a dimensão estrutural do comportamento de Socrates e sua gente foi a de pressionar, economicamente também, a imprensa para obstar a formas de oposição. E colhendo nisso apoios explicitos dos jornalistas do clube e dos académicos avençados ou corrompidos corporativamente, as gentes da palavra publica. Nesta articulação, antidemocratica, o PS apoiava aos 96 por cento o seu chefe.
O meu ponto é exactamente a diferença entre a corrupção – crime, não atitude anti-democrática mas exclusivamente um desrespeito cívico consagrado como crime; e o nepotismo – esse, sim, uma atitude anti-democrática de dominação do Estado ao arrepio das vontades dos eleitores – mas que apenas é possível pelas regras das nomeações dos titulares de cargos públicos, e também pela ilusão ou falsa crença de que elejemos por nossa escolha quando apenas elejemos quem os aparelhos partidários querem que seja eleito.
Sobre a comunicação social, teve casos evidentes de condicionamento. Infelizmente, quase todos os que não eram PS, e mesmo dentro deste (talvez mais de 4%, mas não muito), perceberam tais manobras – e ainda assim os que as perceberam repetiram-nas quando tiveram oportunidade… É esta outra falha da nossa democracia, a tendência replicadora e a incapacidade de bloquear naturalmente tais replicações.
Os atentados à Democracia perpetrados por Sócrates foram possíveis pelo próprio desenho da Democracia (e, obviamente, promovidos pelo carácter e aspirações da figura) – e o que me dói é que fala-se muito nos processos e na vida do homem mas não vejo ninguém articular-se para corrigir os mecanismos que lhe permitiram tais atentados.
Sobre isso que me diz há hoje um bom artigo dno Público, a coluna do JMTavares https://www.publico.pt/2018/11/01/polit ica/opiniao/onde-estavas-tempo-jose-socr ates-1849517?fbclid=IwAR1a-8GpQFa0omMDpF letOSgZkdPsO92gmxQp8LdftOY2dKulCsT975DUP M
Este é o tipo de comentários que parecem laterais ao texto do postal mas não são. A presidente da junta lisboeta, totalmente PS, é bem o exemplo nestas declarações da radical ausência de uma cultura democrática – depois há toda a “festividade”, dos “eventos (multi)culturais” que aparentam a tal “abertura” “democrática” mas isso são dimensões superficiais, de facto apenas o aggiornamento do velho “folclore” do Estado Novo. Antes eram os ranchos oriundos (criados) das “regiões naturais”, hoje são os festivais da música étnica ou fusão. Nada de novo na forma de conceber o real.
Não há qualquer processo de reflexão e crítica sobre os mecanismos de apropriação do Estado, como bem diz. Resta apenas o estatismo (entre a crença na providência estatal e o apetite do patrimonialismo). É por isso que volta e meia resmungo com a desfaçates do Augusto Santos Silva, raposa velha, que veio dizer ao Expresso que “não faço julgamentos éticos” sobre o passado onde ele foi figura fundamental do socratismo (como o foi Vieira da Silva, António Costa, etc.) quando a questão é mesmo a necessidade de avaliações políticas sobre esses mecanismos (políticos) de apropriação. Eles estiveram no poder, estão no poder, e nada nas práticas estruturais mudou.
Outro problema da nossa sociedade, muito visível na classe política e nas redes sociais – confundem-se julgamentos de carácter com julgamentos de ética, e os que percebem a diferença escusam-se a este porque é perigoso; afinal, o carácter é individual (embora a-do-rem generalizar) e a ética espera-se que transversal…
Para si como é óbvio só existem direitos do trabalhadores de mais ninguém.
O casamento para si tem de continuar mesmo que uma das partes deixe de o querer.
Estranhamente já um divórcio já pode acontecer.
Pois já. Foi uma conquista de Abril, não foi?
https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2010-07-2 0-jorge-miranda-teme-despedimentos-arbit rarios-com-revisao-proposta-pelo-psd1
O social-democrata Aguiar Branco provocou risos na AR ao citar Lenine para defender a revisão constitucional a propósito das comemorações do 25 de Abril
«Mais do que nunca temos que o normalizar, depurá-lo de velhos vícios de pensamento, eliminar os preconceitos ideológicos. Não se trata de acabar com o Estado social, este é que se arrisca a ser inviável se nada fizermos. Não se trata de eliminar a autoridade do Estado, este é que se arrisca a deixar de a ter se nada fizer. Não se trata de acabar com a igualdade de oportunidades, ela é que pode ter os dias contados se nada se fizer», disse.
Vê jpt. A ideia que se pretende associar. O 25 de Abril e a sua Constituição são vermelhas, assim como os capitães!!
Conheço o estilo O insuspeito Expresso comemorava os 40 anos do 25 de ABril com uma entrevista, colada na primeira página, com o terrorista Carlos Antunes. Um tipo pergunta-se porquê? É que nem a maioria dos militares era de esquerda ou extrema-esquerda nem a maioria da população Mas para os jornalistas do Publico, do Expresso e do DN o 25 de Abril e a liberdade são representáveis pelos terroristas do PRP-BR. Faz-me lembrar uma historiadora de Coimbra que escreveu um texto biográfico de Otelo para publicar num conhecido blog, nele considerando que só os tipos da extrema-direita, adversários da democracia, náo gostam desse militar. O interessante é que a historiadora, que tem obra publicada sobre essa época, elidia nesse texto elogioso (e apresentado como obra de historiadora) a ligação de otelo com o terrorismo pós-25 de ABril. Quando lá botei que a historiadora, funcionária pública, deveria ser despedida por ser falsária e negacionista a dona do blog, toda esquerda, toda democrática, toda acolhedora das imundas mentiras da funcionária pública (que para a sua aldrabice é protegida pelos nomes grandes de Coimbra) ficou muito incomodada. A tralha é a mesma, a desonestidade é a mesma. O salário do Estado é que é o relevante.
Infelizmente para muitos opinadores os estrategas militares e políticos do 25 de Abril eram socialistas moderados e não de ideologia de Direita conservadora, excepto o Spínola – e veja-se como acabou. Melo Antunes, Costa Gomes, Vasco Gonçalves, Vitor Alves….Mário Soares. ….Salgado Zenha, Jorge Sampaio, Almeida Santos….É a vida pá!
Os de Direita que apareceram depois, de tacões, estava na ala “moderada” da União Nacional/Acção Nacional …estavam integrados na fantochada
Queria dizer Vasco Lourenço. O outro era lelé da cuca.
Almeida Santos …? estou-me a rir tanto que nem vou poder responder
Ok. jpt, pode apagar a patetice que disse aí em baixo…coisas de facção…coisas estupidas…
a net serve é para a gente dizer patetices, para falar coisas sérias é lá fora, na vida real
Abraço, amigo
Já apagou
Sim? Mas antes publicou
O que torna a coisa mais estúpida.
Um caso de irreflexão seguido de um caso de desresponsabilização.
Ou, como alguém disse de outros, “impreparação para o cargo”. São piores que a parietária, estes impreparados!
um amigo no FB comentou-me ter acabado de ser bloqueado pela autarca. Fui lá ver – não tenho ligação nunca tinha visitado: fotos colocadas hoje ladeando Medina e Costa, tipo “o meu presidente”. Borregou, escudou-se. É sintomático do tipo de personalidade política
Falta de coragem para assumir responsabilidades, noção de ter guarda pretoriana?
Não compreendo estas gentes. Percebo-as muito bem mais às suas faltas de noção de responsabilidade de coerência, mas não cabem no meu mundo; e sinceramente é isto que me dói na nossa sociedade: tudo serve para criar feudos, a vassalagem está bem e recomenda-se 500 anos depois.
diz no jornal que reconhece ter sido um “lapso”. Vai assobiar para o lado. O Medina também. O director do Expresso e o do ex-DN também. As vacas sagradas continuarão a debitar e o povo socialista adora …
Um lapso? Discordo, foram vários. Um lapso da inteligência, um lapso da honestidade, um lapso da ideologia, um lapso dos princípios, um lapso da dignidade estatal, um lapso da responsabilidade… assim de repente vou em meia-dúzia.
Demissão, só mesmo dos valores.
Nem se demite nem a pressionarão Como se disse acima, o PM sabia da aldrabice da roubalheira de Tancos e assobia para o lado. O PM kamoveu e nunca se kamoveu … No país de Costa vale tudo
Não percebi muito bem se houve ou não roubo, ainda estou nessa parte
Sei que hoje ao almoço vi parangonas “Cartas implicam Azeredo e Cabrita” – e a implicação do Cabrita era ter recebido uma carta em que Azeredo enviava uma proposta de louvor por recomendação de um seu chefe de qualquer-coisa.
Nada parece certo nessa história, nem as notícias, e foi caso que evitei acompanhar. Porque tinha que começar pelas questões estruturais: PJ vs PJM, segurança privada em equipamentos das forças de segurança pública, regras segurança do armamento caça vs regras de segurança do armamento bélico, vs inventários das empresas vs inventários do Estado… e depois o resto.
Não faço a mínima ideia: sou civil e vivia longe de Tancos, ainda mais agora. Mas tenho a ideia, e não estarei sozinho nisso, que é coisa bastante ridícula – salpicano do PM aos oficiais lá da hierarquia. O rapaz que foi posto a ministro adormeceu na forma e acordou às arrecuas. Para o ano arranjam-lhe um posto qualquer, não perde pela demora, um qualquer quartel em Bruxelas ou parecido
Muito sinceramente, o que sinto em Portugal é que há sectores que têm estruturas tão sólidas que não respondem sequer às hierarquias. De novo Sir Appleby a reinar no gabinete enquanto humildemente diz sim ao ministro.
Noto-o especialmente nas forças militares e para-militares, mas depois entram-me pelos olhos os entendimentos a la carte das administrações e direcções regionais e dos agrupamentos de saúde e de escolas e de sei lá que mais… descentralizado mas opaco e nas mãos dos do costume cf a dança das cadeiras. Uma t(r)eta, jpt!
Há uma evidente altivez funcionária, visível até nos pequenos passos. Só não a vê quem não quer
Meu caro JPT, este último parágrafo, que quero aqui enaltecer, é assinalável!! À laia de confissão deixe-me que faça minhas as suas palavras!!
“Um gajo olha para esta gente, estes guidas gordas, estes jornalistas rastejantes, estes antropólogos “de esquerda”, e lembra-se, constata, que, como todos, tem um bolsonaro cá dentro.”
Sobre o que se lhe segue, só peço a Deus que me dê forças para que me contenha, cívico e civilizado!!
Um bem haja,
A minha sorte é ser bloguista, bolsonarizo blogalmente, assim acalmo o duende interno, e nisso consigo ser um tipo relativamente simpático aquando ao vivo (pelo menos nos jantares do Delito de Opinião esforço-me por não chatear ninguém)
(E conseguirá os mesmos esforço e resultado em jantares com os comentadores?
Conversa de viva voz, por não ter registo, é mais fácil de ignorar, é certo… mas também pode ser mais difícil)
se forem comentadores encapuçados e anónimos acabará tudo aos gritos e até à chapada … de cara destapada e nome anunciado? sou um tipo porreiro, nem gago nem carismático. Ouço.
E eu que já o imaginava apaixonadamente a discursar gesticulante de pé em plena mesa, e afinal…
Faz bem em não gostar do estilo Klu Klux Klan. Mas ouvir, comigo depende do tom dos outros – divergências discutem-se de bom-humor, já condescendências, hipocrisias e outros maneirismos fazem com que desligue e me deixe ficar apenas de corpo presente… se tiver algum truque que queira partilhar, bem preciso.
As mesas blogais que conheço (do Es a Nossa Fé e do DO) tem convivas carismáticos. Eu reduzo-me ao canto da mesa, figurante à escuta
Mas entre “os nossos” as dinâmicas são distintas, é como nos jantares de curso: há uma comunhão natural de respeito e tolerância, e quiçá carinho ou saudade (das pessoas que fomos, porventura), que nos faz ter interesse até pelo chato afectado cuja conversa (apenas por educação) tolerávamos na fila do bar.
O desafio é estar com alguém cujo tom ou mensagem não interessa e ainda assim ouvir sem efervescências nem a modorra do sono 🙂
Falo genericamente, em jantares como em conversas de café ou quaisquer reuniões não profissionais. É tarefa homérica, ouvir quem não desperta interesse ou o desperta por aversão; divagar em mim é mais delicado que ausentar-me, mas como evitar ficar-se ali uma pessoa de olhar vazio? Em miúda era mais fácil: em plena celebração religiosa de um casamento, fui despertada do devaneio por dois amigos familiares entre eles que me cumprimentavam como parte do ritual “já vão embora? Não ficam para almoço?” perguntei. Não tinha 10 anos e todos riram; fosse hoje e apenas não seria excomungada porque já me esgotaram as vidas nisso. Seria útil ter outras formas de suportar tais provas 🙂
Outra coisa não seria de esperar, meu caro JPT!
É por essas e por outras que eu não bebo vinho verde, ainda me faz saltar a tampa. Por causa do gás, claro!!
Para mim tudo verde. Menos o vinho.
As maduras são difíceis de aturar, excepto as do PEV que ficam em modo clarete.
E faz muito bem em ser vegetariano, tem que se reduzir em 90% o consumo de carne de porco e em 75% a de vaca – a Jonet é que a sabia mas não se soube explicar. E como tenho de comer carne por indicação médica, só posso colaborar brindando
Vegetariano não posso, sou leão
Jonet tinha razão, e não sabe comunicar A forma como foi recebida mostra o estado tétrico da nação
Pela boca lhe morreu o bife, à Jonet que escolheu mau exemplo – dissesse antes pequenos-almoços diários de bollycao em vez de pão com manteiga, e todos teriam percebido a ilustração.
Não, ela é incompetente comunicacionalmente; não é problema de marcas … Mas o outro dia julgo que foi o Carlos Pimenta (ou terá sido alguém da Quercus, não posso afiançar) referiu a necessidade ecológica (não sanitária, pois não era essa a abordagem) de reduzir o consumo de carne – qualquer coisa como “as famílias têm que perceber que a carne tem que ser para os dias de festa” – e ninguém ecoou nem resmungou
Falei no bollycao porque exemplo prático que vejo – embora a marca seja porventura outra qualquer (o bollycao entra na linha dos quispos e das giletes, marcas que se tornam nomes comuns por associação). Como falou, foi visto como lição de moral à moda da caridadezinha; o do bollycao é visto por quem lho ouço como crítica ao esbanjamento e falta de cuidado (bolo embalado ao pequeno-almoço é para dias festivos porque gulodice ou emergências; não deve ser alimento diário pela bomba nutricional – mas também, e é por aqui que nele falam, pelo custo e pelo facilitismo associado a “acordar mais cedo para fazer pequeno-almoço dá trabalho”, já que a observação mostra a muitos que quem mais usa tal recurso são pessoas com baixo poder económico, seja a conclusão de tal julgamento, não extrapolável mas extrapolado, certa ou errada..)
Segundo estudos vários e sob várias perspectivas (ambiente, saúde humana, sustentabilidade, …) a verdade é que numa parte do continente se come demasiado, noutra come-se de menos, e ainda assim há que reduzir muito a média.
é engraçado porque ainda ontem falava ontem por cá, com amiga moçambicana: vêem-se pouquíssimos obesos por estas ruas. Comparativamente a Portugal, Moçambique burguês e África do Sul.
Errata inicial: onde escrevi continente queria escrever planeta. Eventualmente, a observação será aplicável ao continente, mas não foi essa a intenção.
A obesidade resulta de factores vários, mas nos citados terá responsabilidade parcial a ideia medieval de que gordura é formosura: a abastança. A falta de educação alimentar e a satisfação de caprichos próprios (self indulgence, dizem os anglófonos) farão o resto. Há excepções, claro, mas a maioria andará por aqui. Em qualquer país.
Deve ser um estudo interessante, tal correlação…
Há duas coisas para a tal obesidade: sim, gordura é formosura – e isso nota-se muito, e é dito, principalmente em contextos rurais. O que foi potenciado com a epidemia de Sida, dado que a magreza vinha associada à doença. Mas há também – e é notório na Africa do Sul – o aumento abrupto de alguns núcleos sociais e a mudança de dieta (principalmente dos mais pobres da classe média, e neste caso muito também de pobreza cultural), mergulhados no consumo de muita má carne e de açúcar
A muita má carne e o açúcar resultam da tal satisfação de caprichos, do tal bollycao que não é marca. Os alimentos processados e os prontos-a-microondar são rápidos – na preparação e na ingestão, dando uma sensação de saciedade que nada tem a ver com nutrição. É aqui que a educação ou cultura alimentar se revela mais urgente – o abandono da dieta mediterrânica em Portugal, pex, e a obesidade infantil. (“Uma pitada de sal na ferida” aborda exactamente este tema).
foi esta pessoa que esteve à frente da “Abraço” uma porção de tempo, ou ainda está, certo?
dantes era, agora não sei
Também fiquei chocado. E não é só na pagela desta senhora no FB. Outra que se diz escritora e faz juras de amor eterno ao Brasil ainda fez pior. Então não era paz, amor e dança?
Esta não é a única, segue aliás uma linha discursiva dos jornalistas vedeta do PS. Mas que saiba é a única política institucional que bota assim (até porque o Galamba agora já é membro do governo …) Quem é essa personagem que referes?
Muito bem. De acordo com este post.
É vergonhoso, repelente, pretender reprimir indivíduos pela forma como votaram. Isto é ser antidemocrata.
Muito obrigado Luis Lavoura.
Eu gostava de chamar a atenção a todos os caros co-bloguistas. Considero isto um momento histórico. Não posso afiançar que seja inédito mas raríssimo será, e comove-me: o nosso Luís Lavoura acaba aqui de explicitar que gostou e apoia um postal no Delito de Opinião. Festejo o facto e espero que a mim se associem
O JPT é relativamente novato no Delito de Opinião, e talvez por isso não tenha reparado que eu já apoiei montes, literalmente montes, de posts neste blogue.
Acaba de fazer-te outro elogio, JPT. Ao chamar-te “relativamente novato”.
Está a ser um dia em cheio.
É mesmo. Mas assusto-me, pois quando a esmola é muita, o pobre …
Seja. Mas pelo menos comigo é facto inédito … e festejo-o
Jpt, confesso que não consegui reter as lágrimas….Deus é Senhor. ….Hossana Bizarra.
Sim, é Dia Grande
Já está na lista das efemérides, portanto.
Quem desespera sempre cansa, mas há alturas em que à fava se segue o brinde: Parabéns!
Sarin, devo retribuir a amabilidade ao Luís Lavoura: também há muitos postais (e falo dos meus, claro) que são mesmo pontapeáveis
O Luís Lavoura disse-me num postal (seu, se não me engano) que lê os textos com muita atenção; os pontapés serão então resultado de tropeços em expressões mal fixas e quedas em buracos temáticos – responsabilidade sua por não atentar nas acessibilidades… espero que tenha seguro!
Não tenho – vou morrer só quase-velho. E escrevo postais de rajada, corrijo já publicados. Alçapões serão muitos, a somar à trapalhada inicial.
Morrer quando “só quase-velho” é um bom plano, viver velho em qualquer idade deve ser um tormento. Já se fala em morrer “só”, conheço um casal que se casou já ambos com mais de 70, portanto ainda tem toda uma juventude até lá; por outro lado, há estar “só” bem mais profundo do que a melhor companhia, uma coisa assim parecida com ter pontes mas ser ilha (também há o “só” do calimero, mas nada a ver).
Sei o que é escrever de rajada. E editar depois de publicar. Claro que entre uma coisa e outra haverá batedores que caem em todos os alçapões, mesmo nos assinalados.
E depois há os que os procuram e até os vêem onde não os há!
e há os que vêem no carro-vassoura e mesmo assim caem nos alçapões, até se atiram para eles, ainda que estes estejam já assinalados e cercados
Há, sim, mas esses são os estudiólogos que reescrevem o já formulado para melhor o perceberem – ou isso ou têm aspirações de revisor.
Um chocante exercício de duplicidade moral. Muita xenofobia vai saindo do armário por estes dias.
Eu não diria ser xenofobia, diria ser antidemocracia. É um antidemocrata quem acha que pessoas devem ser penalizadas ou castigadas pela forma como votam.
Lavoura terá razão. Mas o ponto fundamental é que há um discurso dominante, à esquerda e muito predominante no contexto sociocultural e político do qual emana esta presidente de junta, que constantmente brande o termo “xenofobia” e outros como “fascismo”, “colonialismo” para discursos com este teor substantivo. E agora, face a isto ou à Câncio ou ao tipo do Expresso, todos saídos desse contexto, nada reage. Digamos que é uma endogamia, os sub-intelectuais lisboetas, os filhosdosanos80s nas orlas do poder político a invectivarem e auto-protegerem-se
Permita-me, seria xenofobia se:
Os brasileiros que vivem em Portugal deveriam voltar para o Brasil para viver a sua liberdade.
Xenofobia é quando se toma como critério exclusivo um povo per si, independentemente das suas crenças políticas, estatuto social ou outras.
esta gente …
A versão gorda da Câncio.
sorrio
E os mihões de PORTUGUESES que vivem , trabalham e têm negócios no Brasil, devem fugir do “terror fascista” e virem rapidamente para Portugal viverem na democracia!
Margarida…. muda de vida!
AMendes
Também pode ter essa dimensão – num país com tamanha quantidade de portugueses imigrados como poderia ser acolhida a notícia deste tipo de discursos por parte dos políticos (e dos jornalistas, e dos escritores, e dos académicos) relativamente aos brasileiros residentes. Mas isso já seria uma pragmática …
Desculpe-me a frase: ” Margarida… mude de vida..”
Concordo em absoluto com o post.
Desculpe
Amendes
vá lá
A destituição por xenofobia e perseguição ideológica de imigrantes, ainda mais grave (se possível) quando vem de uma autarca de uma freguesia tão cheia de alvos potenciais da sua fúria quanto Arroios, não me parece nada descabida. Já a ideia de que o PS se envergonhará e retirará confiança é inverosímil, pois a actual gerência não se envergonha de coisa nenhuma.
é óbvio que bem que poderemos esperar sentados ..;
eu lembro que há pouco tempo o director de informação da rtp foi demitido por causa de um postal de fb sobre questões de índole privada, por putativa alusão a um caso jurídico de um jogador de futebol
uma autarca eleita não é demitível … mas seria mais do que exigível que o PS, sua direcção concelhia e nacional, se demarcasse disto e anunciasse o distanciamente face a esta sua autarca. Mas nada disso – e para que não haja dúvidas ela afixou hoje de manhã uma fotografia abraçada ao “Meu Presidente”, Fernando Medina … Óbvia mensagem para quem com ela proteste. O Melenchon grita ” a França sou eu” ela diz-nos “O PS sou eu” .;;
Não foi por acaso que tiraram o S. Jorge da freguesia de S. Jorge de Arroios. Foi para agradar aos que não gostam de multiculturalismo mesmo quando vão para a terra dos outros, prontamente ajudados por uns fascistas de esquerda que não toleram quem não pensa como eles e que pavimentam o caminho a todos os orcs que possam destruir o Ocidente.
talvez nem tanto assim, mas a mediocridade intelectual dominante alimenta-se do “Remorso do Homem Branco” como tão bem recensou o Pascal Bruckner há já 27 (!!!) anos. Mas para esta sub-intelectualidade (sim, estou também a falar dos funcionários públicos antropólogos sempre tão activos no “indignismo” mas que calados face a esta cloaca canciana e expressiana, que não podem dizer mal do eixo BE-PS esquerda) três décadas de patetice não é suficiente
Personagem desbocada e inconveniente.
“irritante”, diria o nosso PM
Excelente reflexão. Que pena termos que conviver com tanta “bocarra” .

é “lisboa”
Ia dizer que é assim que se criam os Trump e Bolsonaro, mas francamente já cá temos pior.
Pior do que Bolsonaro não temos.
Criam-se os Trumps e Bolsonaros opondo-se a essa escumalha?
Sim, e o primeiro passo é chamar escumalha a quem não vota como nós. Com esse tipo de oposição já se viram os resultados.
É um pouco isso. 70 por cento dos brasileiros emigrados votaram Bolsonaro; Aí em Portugal eu vejo jornalista, romancista, intelectual (crítica pós-colonial) a fotografar uma dúzia de apoiantes do homem e dizendo “vejam-lhes as caras”, “as do fascismo”… Não há um único texto (googlei) na imprensa que critique Alexandra Lucas Coelho, nem um. A abjecção do acto e a incompetência intelectual que mostra. Nada; Apenas o silêncio. Fosse alguém da “direita” e seria um fartar vilagangem
Venho também dar-lhe o meu inteiro apoio. Nem sempre concordo consigo, mas hoje concordo a 100%.
foi então um “tiro no alvo”, concluo … Obrigado
Olha pá, tu sabes como a mim me custa, nestas coisas da politica, dar-te razão, mais à tua torrente adjectivante sobre a turba a que chamas Esquerda, mas neste caso estás cheio, carregadíssimo de razão. Até na agravante, presidente de uma junta de freguesia onde há tanta imigração. Mas se calhar ela só está a fazer aquilo que ela sempre gostou de fazer, desde os tempos do Frágil: mostrar o seu poder de deixar gente à porta.
Grande boca, essa tua final. Que pena não me ter lembrado dela para a ter metido logo no postal … Teria sido um belo final
(Sobre a esquerda e os adjectivos? Quando a Cancio – a propósito da qual fui informado por um nosso confrade bloguistico, meu ex-amigo, que não se podem criticar opinadores públicos que não se conheçam pessoalmente, uma das pérolas dessa tua simpática esquerda – começou esta linha discursiva, logo seguida do inominável do Expresso, tu leste algum individuo dessa tua “esquerda” criticar este tipo de argumentação? Nada. Quando uma antropóloga doutorada professora universitária escreve neste mesmo sentido tu lês algum antropólogo, desses que talvez até conheças, a contestar essa posição? Nada – silêncio, anuência, entre gente que é capaz de arrepiar os pelos das unhas se ouve falar o andré ventura. Como tal não te queixes das minhas generalizações e dos adjectivos (confesso que não percebo o mal-estar generalizado com os adjectivos, parece que estamos todos num curso de escrita criativa). Queixa-te da mediocridade, intelectual e acima de tudo moral, dos agentes dessa tua simpática esquerda, da sua (histórica) conivência com os sentimentos mais desprezíveis, geridos a la carte.
a democracia, ou o espírito democrático não o permite, eu sei. Mas eu gostava de ver os votantes pró Bolsonaro a regressar ao país todos contentes. Não é mandá-los embora, facto que fere a democracia, é deixá-los ir. Com um sorriso. Porque estou de mal com a maioria dos brasileiros, sim.
Mas há uma coisa que não gostei no post: “as guidas gordas”?! E precisava a vergasta da gordura. Critique-lhe palavras, atitudes; por bem ou por mal, é responsável por elas. Como o senhor pelas suas. Ou eu. Mas o aspecto físico?! Por favor…Não interessa o que fez de mal e se fez. Toda a gente é pessoa e isso basta para a respeitarmos como tal.
Vamos lá a ver, jâ um leitor me escreveu me pediu para retirar o termo “gorda”. No caso presente ele não é depreciativo, a presidente da junta foi durante anos assim conhecida e assim tornada célebre .. É como tal descritivo e não pejorativo.
porque se o senhor não dissesse que era gorda a gente nem sabia quem era. Há descrições deselegantes.
Há, e tem razão nisso. Mas eu peço indulgência. Só a minha incompetência formal (da substantiva nem falo) esconde o que julguei ter conseguido explicitar no último parágrafo do texto: há uma besta bolsonar em mim (e não serei único nisso) que descreve e invectiva em modo boçal, e que urge civilizar, assim restringindo-me a nomear. Dirá, com acerto, que de boas intenções está o inferno cheio. Mas complemente isso com tal indulgência, sff, concedendo-me que estará o purgatório carregado de défices estilísticos
Não sei de purgatórios extra terrestres. Para mim – mera convicção pessoal – o purgatório é aqui, na terra. Não direi que o inferno são os outros; mas eles e a consciência individual são os juízes de cada um. E do mais, que não se sabe, nada se diz.
O “inferno são os outros” dizem os infernais …
E a ligação para essa publicação? É que photoshop também eu sei fazer…
E se a senhora disse mesmo isso, eu até concordo. Escumalha que não sabe viver em democracia não merece viver em democracia.
Imigrantes sim, escumalha fascista não.
Se 65% dos imigrantes muçulmanos apoiassem o Daesh, já toda a gente teria pedido a deportação dos mesmos.
Lá está a questão – não, este sector de agit-prop e actividade profissional política reproduz-se afirmando a sua superioridade pela recusa de vigilância; controlo ou intervenção sobre comunidades imigradas
Não há qualquer photoshop
Caro jpt, não seja politicamente correcto.
Eu? Essa dá-me mesmo vontade rir.
Não sei se você é politicamente correcto, mas a recusa em reconhecer que há um enorme afecto pelo autoritarismo na comunidade brasileira que vive em Portugal (e que não se verifica com as comunidades brasileiras residentes na França e na Alemanha, por exemplo) parece-me uma atitude politicamente correcta.
Já que está a comentar e re-comentar o meu postal (o que lhe agradeço) tenho que lhe perguntar: leu o postal ou só comenta? Se o leu de onde retira esse conteúdo que anuncia? Já agora, e porque me parece, pela referência aos votos noutras capitais europeias, ter lido os textos de Margarida Martins que também botou preferir por aí os brasileiros que votam alhures, é muito interessante esta linha discursiva da “esquerda”: tanto barafustam que os eleitores de Bolsonaro são da elite, branca, endinheirada … como preferem os brasileiros imigrados nas capitais europeias, que votam mais à esquerda e que são, em termos gerais, algo mais classe média do que os imigrados em Portugal, globalmente gente com mais capital cultural linguístico e menos dependentes de relações (por vezes apenas simbólicas) de parentesco (ascendência). É tão fino este raciocínio …
Há tendências autoritárias nos eleitores do Bolsonaro? Botei alguns textos aqui no DO sobre esta eleição, sobre o energúmeno candidato e sobre a simpatia que gerou, de facto, em alguma direita portuguesa – só faltava que me viesse agora chamar bolsonarista ou que encubro as piores dimensões que o homem anuncia (e que espero que não venha a cumprir). Mas 39 por cento da enorme população eleitora votou nele. Vamos persegui-los? Aos 39 por cento? Aos 100 por cento por causa disto? Vamos dizer que o cool do Brasil são os imigrantes em Paris, Londres e Bruxelas e Berlim? A esses aceitamos aos outros invectivamos nos jornais e na rua. Vamos ser escritoras sensíveis e ir para a rua fotografar e dizer “vejam a cara destes fascistas”, uma dúzia de imigrados no seio dos imensos milhões? Vamos queixar-nos do whatsapp e das mentiras quando passámos anos a ajudar, colaborar e defender blogs anónimos e remunerados de contra-informação e agora escandalizamo-nos com a aldrabice porque ela passou da aldrabice feita pelo amigo prostituto com o qual jantamos para ser uma cena robotica global? É isso o “cool” do politicamente incorrecto? Não me foda, pá
Apaguei dois comentários. Vamos lá a ver uma coisa que é muito simples: só há uma forma de alguém escrever num blog que fulano de tal, político ou outra coisa qualquer, sacou/desviou/etc. dinheiro ou outros bens a outrem (ou à sociedade). É fazê-lo em blog próprio e arcar com as responsabilidades, morais e/ou jurídicas, disso. Para mais neste postal eu critico esta posição política da política Margarida Martins, considero essa posição integrante num ambiente ideológico muito desagradável e falsário predominante num nicho geracional e cultural lisboeta que tem voz muito audível em Portugal. Quanto ao que a senhora fez ou deixou de fazer ao longo da vida só posso dizer que a mim me deixava entrar no Frágil, não sei de mais nem quero saber.
Vale a pena. Abraço
https://www.continente.pt/stores/contine nte/pt-pt/public/Pages/ProductDetail.asp x?ProductId=5575493
Está a gozar comigo?
Enganei-me não era aqui que o queria pôr. Não. Era um abraço engarrafado que lhe queria dedicar, meu caro amigo.
OBrigado A minha pergunta é porque cá longe como vou eu encontrar boas pechinchas?
Mande-me a morada e envio-lhe o uísque do Lidl…
OBrigado pela simpatia (solidária). Mas aqui também há Lidl e, claro, lá descobri o escorreito Queen Margot (garrafas um pouco diferentes, idem para os rótulos, mas o resto igual, até na afabilidade do preço). É a globalização!
O Brasil sempre recebeu de braços abertos todos os portugueses, mesmo os mais humildes, nas décadas de 40 e 50, e mais recentemente, durante a crise, jovens licenciados desempregados. Milhões de brasileiros descendem de portugueses e tem orgulho das suas origens.
A Senhora que proferiu essa enormidade deveria ser “condenada” a subir a Senhora da Graça a pé.
Ja agora, informo a Senhora que a Senhora da Graça fica no Minho, região donde partiram muitos desses imigrantes no século passado e foi aí que João Roque ganhou uma volta a Portugal.
A dona Margarida, nome tão bonito numa pessoa tão seca : NÃO ESTÁ COM NADA. Falou.
Não será o melhor contexto para o fazer mas já que o proporcionou aqui fica a sempre merecida homenagem ao campeão sportinguista João Roque https://www.forumscp.com/wiki/index.p hp?title=Jo%C3%A3o_Roque
Concordo com a Dra Guida.
Do mesmo modo, escuro que fale mal do país que o acolheu, que vá para as Áfricas aproveitar a qualidade de vida.
Mai nada
eu estou preocupado é se me expulsam daqui …
Ainda não percebeu que a malta que grita “go home” se esquece geralmente de quantos temos lá fora? Se por outras coisas não fosse, pelo menos por esta! Acham sempre que a coisa é unidireccional, veja os portugueses que em Londres apoiaram o Brexit por causa dos muçulmanos….
Sim, a presidente de Arroios eleita pelo partido socialista decerto se esqueceu que tem um enorme contingente português emigrado no Brasil. E vários alhures. Para ela o centro do mundo não ê Jerusálem é mesmo o LArgo do Rato, perdão, ali a à Almirante Reis.
Já agora, não há quatro deputados pelos circulos de emigrantes? Nada disseram sobre estas baboseiras da presidente da junta, da namorada do Socrates que fala quando Costa manda Galamba, Cesar e a gaja mostrarem que o PS se afasta do ex-chefe ladrão, e do inominável do expresso? Não há nada a dizer?
She, the Democracy
https://youtu.be/bYgniftVxQ8
esta é para um daqueles bonequinhos amarelos … Por a canção a tocar ininterrupttamente a estas pintoras de unhas em parlamentos
Percebi as mani(n)curáveis, mas não os bonecos amarelos… forma xenófoba de evocar Mangá?
aquilo dos “sorrisinhos”, a abominável iconografia
os bonecos japoneses vi-os na Heidi (e um pouco no Marco) O resto nem abro
Ah, os novos hieróglifos… pois, eu sou mais dada a 🙂 😀 :/ :s … uma questão de preguiça :p
Está a querer dizer que além da Heidi e do Marco não via mais nada? Eu era fã do Professor Baltazar, mas esse era romeno.
V: falou de mangas, eu respondi a isso dos produtos japoneses (o giraud/moebius saudou e divulgou, mas depois arrependeu-se) Nunca abri um livro disso, nunca vi uma animação dessas, entrevi e nada me diz
Você nunca falou mal do seu país? Chama-se liberdade de expressão. Talvez o Anónimo devesse sair de Portugal pois certamente já disse mal de Portugal muitas vezes. E se não o disse permita-me que o informe que está desfasado da realidade.
Se compara dizer mal do país onde se vive com não saber viver em democracia, é porque não é lá muito inteligente.
A gente fala mal de Portugal mas só entre nós, portugueses Caso contrário não é aceitável
Era então a esta senhora e a outros com atitudes similares que se referia… percebo agora melhor o enquadramento.
Ocupando um cargo público, tem direito à sua opinião enquanto cidadã – não a podendo assumir por canais oficiais, obviamente. Mas, sendo isto que pensa, é bom que o manifeste, que evidencie a sua forma de estar; convém que os eleitores atentem nestas posturas e as recordem na hora do voto.
E é assim mais um exemplo da falta de sentido de Estado que grassa pelos gestores da coisa pública.
Continuo a achar que não serão todas as reacções deste género, talvez mesmo a maioria, motivadas por xenofobia mas antes pela incapacidade de lidar com a diferença de opiniões. Tão má uma intolerância como a outra.
E em ambas uma declaração pública de desrespeito pela liberdade de escolha dos visados.
é uma intolerância (ignorante, multi-ignorante para ser mais explícito) que explicita um ambiente geral. Fundado numa real xenofobia, que se a mulher fosse autarca do interior beirão e militante do CDS ninguém se poria com paninhos quentes diante de um despautério similar
Já vi tantos paninhos quentes de norte a sul e da esquerda à direita a propósito de disparates tantos, que a única coisa que me admira é como é que continam a ser eleitos… a regra é tirá-los de lugares elegíveis e dar-lhes job algures, mas há aqueles que permanecem no posto com o apoio dos eleitores – e se isso não é sintoma da nossa falha cívica, não sei mesmo o que seja…
Não é falha cívica. As pessoas votam PS por conforto identitário (julgam-se de “esquerda”, sentem-se parte do poder …) e por interesse próprio (“pelo menos com o PS eu tenho emprego”, dizia-me uma colega lisboeta, presa às avenças do estado) O resto pouco lhes interessa
Quem diz PS diz outras forças políticas dominantes na região… uma boa intenção que se deixou inquinar, o partidarismo. Existirem “aparelhos partidários” resume a coisa. São máquinas não de projectos mas de projecção.
são projectos de vida Augusto Santos Silva está no governo há vinte anos, por exemplo Outros embaixam, saem para o governo, e avançam como delegados do partido para administradores nao executivos, outros ao contrario avançam para embaixadores Nenhum deles tem “interesse” para além do público, a gente sabe …
Veja onde está o Vítor Ramalho, do PS
https://www.uccla.pt/pessoas/vitor-ramal ho
UNIÃO DAS CIDADES CAPITAIS DE LINGUA PORTUGUESA….mas que real merda é esta???!!!
Jpt, também quero uma associação….
….sei lá…pode ser da ASSOCIAÇÃO DA SANDES DE PERNIL COM QUEIJO DA SERRA – ASPQS
Se calhar está a fazer um bom trabalho. A questão não é pontual, individual, é mesmo o molde sociológico de apropriação dos mecanismos de redistribuição de recursos. Que nós temos a tendência para aceitar – mesmo quando resmungamos – através dos mecanismos autocensórios sacralizadores do “respeito”.
Quanto ao seu desejo presidencial compreendo-o. Já tendo resolvido esse desiderato há uma década, e cumprido um mandato bem sucedido, encaro o futuro com maior placidez e até com alguma complacência face aos anseios alheios
Sim, são projectos de vida… apenas se esqueceram de actualizar os estatutos e a lei.
A attitude da Margarida Martins é deplorável, mas não justifica o tom insultuoso do post. Andamos todos muito azedos e agressivos.
Deixo, por isso, uma sugestão para glosarem no blogue: as unhas da deputada Isabel Moreira.
Delicioso.
Qual insulto? De quando em vez a deputada Isabel Moreira impõe-se ao bloguismo. Haja teclados para isso ..
O problema da destituição, jpt, é apenas um: quem a destitui?
Código deontológico de gestores da coisa pública – onde?
Sentido de Estado – onde?
Comissão interpartidária de disciplina – onde?
Movimentos cívicos – onde? (Não confundir com movimentos das redes sociais)
Assembleias autárquicas – onde, os cidadãos?
A lengalenga de todos terem telhados de vidro não pode (continuar a) servir de desculpa para a inacção, essa mania trauliteira de comparar gravidades que apenas serve ao mexerico e à desculpa. E por algum lado se começa a desconstrução de tais edifícios tão pouco sólidos. Mas desconstruir não é esburacar – exige-se coerência. Nada como tentar um esboço de uma deontologia, já que as análises casuísticas funcionam na escassez não na abundância. Alinha?
Não alinho, não valeria a pena. “Destituição” é título para glosar o “impeachment” que cruzou a língua portuguesa por causa do Brasil. No nosso caso o que se poderia exigir era a retirada do apoio político por parte do partido próprio e de hipotética coligação freguesa e municipal e o anúncio de retirada de apoio futuro. Com conclusões a tirar no presente pela locutora. Nada mais do que isso, mas demasiado para a lógica pêésse
Não falava da destituição, isso é com os eleitores lá do sítio e não comigo, que voto para freguesia a mais de 150km
Falava da discussão de um código deontológico para os nossos gestores da coisa pública. Criticar positivamente, portanto.
Bem, em termos de código deontológico presumo que seja a lei (e se fosse essa muitos cairiam, mas o Mesquita Machado só foi cutucado ao fim de uma longa carreira). O que poderia haver é considerações políticas, uma coisa muito mais fluída – por exemplo, a que propósito é que o PSD apoiou aquele tipo da bola, o Ventura de Loures? Não é preciso deontologia codificada, uma tamanha formalização. Mas apenas pertinência política;
Já sabe uma das razões porque muitos Brasileiros votaram Bolsonaro. Entre os quais 60% dos Brasileiros votantes em Portugal.
Pois lá é também isto, começando pela escola, se os pais tem uma certa opinião política que não vai com o PT trata de penalizar os filhos.
Esqueceu-se de falar do “jornalismo marxista”, lucklucky. Está a perder qualidades.
Eu não conheço o Brasil e muito menos o seus sistema escolar. Mas duvido muito que seja similar ao da Coreia do Norte.
Não ligue, jpt. O lucklucky é algo alucinado.
Quem não o é, nos tempos que correm …?
A hipocrisia da esquerda em todo o seu esplendor.
A xenofobia é abominável…, excepto se os estrangeiros têm ideias diferentes das nossas.
Por isso é este caso tão denotativo
Não se trata de terem ideias diferentes, trata-se de não saberem viver em democracia. E eu não quero escumalha fascista no meu país.
Principalmente os dentistas (e aquelas tipas de Bragança, uma vergonha)
Preocupam-se muito com Bolsonaro, mas a esquerda mais afoita é exactamente igual… intolerante. A falsa moralidade da esquerda é aqui revelada em “peso” pela hipocrisia de um presidente de junta que se julga eticamente acima dos outros. esta e a senhora que pinta as unhas na Assembleia da Republica passaram pelos pingos da opinião pública porque no PS está tudo bem “é das deles”.
Se você acha que a esquerda é igual ao Bolsonaro, é porque não é lá muito inteligente.
Anonimato é de cobarde…
Lamento que não tenha inteligência suficiente para perceber, falamos de intolerância: Sim, porque o governo da Venezuela, Cuba ou Coreia do Norte são democracias vivas e tolerantes.
Deve ser de esquerda, daqueles a quem a democracia é uma coisa maravilhosa – desde que dê o resultado que querem. Tal como a Margarida Martins.
Bingo, “Venezuela” e “Coreia do Norte”. A direita não tem outros argumentos?
o mal é que a esquerda também não tem muitos mais países …
Não são argumentos, são comparações que mostram a hipocrisia da esquerda… anónimo (?)
A cena das unhas é uma delícia
É pena o jornalismo não dar estas noticias.
A lógica xuxa é esta, a próxima bancarrota está aí mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas.
O regime de partidocracia em que vivemos possibilita e potencia estas situações.
WW
Da bancarrota nada sei, espero que não
Mas sim, esta rede patrimonialista, de acesso e apropriação dos recursos, é tenaz e voraz A reacção desta mulher após ter borregado nas redes sociais é um exemplo
Detesto duplicar os meus comentários, mas estou com preguiça de reescrever uma resposta que dei lá pelo meu burgo
(E com este intróito sempre lhe confiro alguma originalidade; desculpe o jpt a repetição abaixo)
https://www.google.pt/amp/s/www.dn.pt/p oder/interior/amp/brasileiros-que-votara m-bolsonaro-devem-voltar-ao-brasil-marga rida-martins-retira-post-polemico-101048 50.html
Veja esta duplicidade do Presidente da Associação Brasileira de Portugal, representante da comunidade: Margarida Martins usou uma página pessoal mas ninguém lhe “deu autoridade para falar sobre os brasileiros” (?) e “deve deixar o seu lugar na junta”; já o representante da comunidade declarou-se apoiante de Bolsonaro (equivalente a um PR em funções apelar ao voto num determinado partido) mas sobre ele não há problema porque “foi uma posição pessoal, não vincula a Associação”.
Além da dualidade de critérios, eis a pérola sobre ter ou não ter autoridade para falar sobre brasileiros – quero dizer, ou bem que aceitam que falou como cidadã e aí não tem autoridade mas também não tem qualquer responsabilidade pública, ou bem que não aceitam que se possa separar a cidadã da gestora pública e aí é responsável e responsabilizável mas como presidente de uma junta com residentes de 92 nacionalidades tem autoridade sobre o tema “falar de brasileiros”. Como vê, dualidade e exageros e irreflexões é à esquerda e à direita, não são exclusivos de um ou outro quadrante mas apenas dos indivíduos e da sua formação cívica, social, pessoal.
Nada disso, V. está a misturar alhos com bugalhos. Não me cumpre defender nem posição nem retórica do homem – mas há uma diferença de natureza (não apenas de grau) entre as declarações públicas de uma política eleita, ainda para mais com um explícito teor discriminatório e pressionante sobre um conjunto de cidadãos, e uma tomada de posição política pessoal de um presidente uma associação Não são comparáveis. Nem é assunto
Quanto à história do “lapso”. Sim, é verdade, a política eleita pensa a vida política assente em lapsos intelectuais (e morais). Às vezes eles mostram-se escandalosamente, outras vezes estarão obscurecidos pelas festividades – e pelo apoio d’”O Meu Presidente” como se escudou logo de seguida a apagar o “lapso”, enchendo a página pessoal de fotos ao lado de Medina e de Costa. Não há paciência para esta gente.
jpt, o presidente de uma associação de imigrantes é eleito e representa a comunidade junto das entidades oficiais. É uma espécie de presidente da junta, sem poderes administrativos mas mandatado para falar em nome da comunidade. Portanto, não serão alhos e bugalhos, mas alhos e alhinhos – ou bugalhos e bugalhinhos, já que estas formações lenhosas não passam de reacções às parasitações por larvas de vespas e outros insectos fofinhos.
Não defendo nenhum, mas vejo e aponto a dualidade de um homem que tem toda a razão para exigir responsabilidades mas opta por uma retórica enviesada.
V. não tem razão. E sabe-o. Como tal eximo-me a explicitar o óbvio.
Explicite, peço-lhe; porque não vejo esse tal óbvio – o presidente da associação é ou não o representante da comunidade?
Sendo-o, qual a diferença ética e política entre o representante da comunidade e a representante da junta no exporem publicamente a sua opinião?
Uma é condenável porque facciosa e intolerante, e quanto a isso não há sequer dúvida; mas e a outra, não acha ser condenável porque indutora ao voto num determinado candidato?
Sejamos honestos: uma figura política tem direito a opinião pessoal. Mas tem o dever ético e político de não a expressar publicamente em determinadas matérias, nomeadamente quando viola princípios democráticos que assumiu defender ao ocupar um cargo público. Tal como tem o dever ético e político de, sendo o representante de uma comunidade, não demonstrar apoio a um candidato para representante dessa comunidade. Uma coisa é ignorarem tal dever e não o cumprirem (Lula ainda presidente em campanha com Dilma, pex) outra é tal dever ser inexistente. Entendê-lo assim inexistente é aceitar como legítima a velha prática padresca de comunicar aos fiéis que o voto é de consciência mas o padre vota X.
Converse-se, debata-se, combata-se sobre outras coisas. Repito, e disso não saio, a diferença é tão óbvia que não me vou por a elaborar sobre isso. Saudações
Respeito a opção, embora lamente.
É um óbvio que não descortino, e talvez um dia o aperceba ou alguém o aponte. Sendo óbvio, não precisará de grande elaboração; apenas de ser indicado pois que será questão de perspectiva. De onde olho, não me é visível.
Bom Domingo, jpt, até breve noutro debate
venham os debates
Se sair da sua zona de conforto, encontrará mais margem para debate. É só uma sugestão.
“Zona de conforto” e “janela de oportunidade” são dois recursos do tecnocrês que me arrepiam. Mas aceitando-o nesta conclusão interrogo-me, a que propósito é que se sai da “zona de conforto” numa actividade exclusivamente prazenteira (nisso gratuita e doméstica) como o é o bloguismo? Para isso basta o resto, forçado ou procurado.
O debate é também prazeroso, e “zona de conforto” é usada noutros léxicos que não esse – psicologia, por exemplo.
Não me referia a sair da blogosfera (pelo que lembro de lhe ter lido, usa variadas plataformas sociais; eu sou bem menos sociável, quase um anacronismo) mas sugeria-lhe visitar e debater noutros blogues que não apenas os seus habituais. Provavelmente já o faz; foi apenas uma sugestão dada por quem gosta de navegar por aí e assiste a/participa em debates sobre variados temas – por achar, talvez erradamente, que o jpt também debate não apenas pelas ideias mas também por genuína curiosidade sobre os estares e pensares dos seus (por vezes nada) semelhantes.