Dos concertos que vi, o único em que a performance ao vivo claramente superou o registo discográfico. Entrega e profissionalismo. Exactamente o que faltou, por exemplo, aos Strokes.

Dos concertos que vi, o único em que a performance ao vivo claramente superou o registo discográfico. Entrega e profissionalismo. Exactamente o que faltou, por exemplo, aos Strokes.

Também gostei muito – Arcade Fire são provavelmente a minha segunda banda preferida – mas infelizmente o som não era dos melhores. Para concerto do festival, escolheria o de Portishead, se bem que para ser justo a coisa daria empate.
Strokes foi bom… enquanto durou, e durou pouco. Mas esse dia valeu por Elbow. Não conhecia uma única música deles, mas conquistaram-me logo à primeira.
Gostei mesmo muito, João! Assistir a um concerto tem o condão de moldar muito a minha opinião sobre um grupo, e neste caso fez-me passar a apreciar muito mais esta banda.
À hora de Portishead estava a ver Legendary Tigerman, por isso não posso opinar, mas também me disseram que foi muito bom. Também não vi Elbow. Confesso é que não gostei muito de Strokes. Digamos que teve o efeito oposto ao de Arcade Fire, fiquei a gostar menos do grupo. Achei o homem, aliás, o grupo todo, pouco empenhado, a voz não era brilhante, enganou-se nas letras. Bom, e os comentários entre as músicas… A uma banda que encerrava o festival acho que se pedia mais.
Eu deixei passar Legendary Tigerman, apesar de ter curiosidade… aliás, deixei passar imensa coisa, é sempre inevitável neste formato de festival. Mas Portishead é uma das minhas preferências pessoais há muito tempo. E, de resto, Legendary Tigerman é português – isto em nada o desvaloriza, atenção, simplesmente torna-o mais fácil de apanhar por cá do que os outros.
A performance ao vivo tem que superar o registo discográfico? Isso é alguma regra estética? Como é que justifica a ideia?
É a opinião de um leigo, Carlos, nada tem de complexo. Simplesmente ao vivo perde-se por um lado e ganha-se por outro. E os Arcade Fire ganham muito mais do que perdem. Eu nunca tinha visto Arcade Fire, era uma banda que eu apreciava, mas não estava no meu “top”. Depois de os ouvir ao vivo, subiram consideravelmente na minha consideração. Os cds sempre me pareceram demasiado estilizados (à falta de palavra mais adequada). Ao vivo achei que ganham muita “alma”.