
António Costa não brinca em serviço. Nestes dias – sem falhar um – tem cultivado a propaganda mais descarada, dominando a agenda mediática com temas que parecem demonstrar enorme dinamismo do seu governo mas que são afinal meras repetições de medidas anteriormente divulgadas ou anúncios de obras sem a menor garantia de que passarão do papel.
Foi assim na terça-feira, ao alardear com enorme pompa e circunstância que estava tudo a postos para o arranque da construção do aeroporto do Montijo – que afinal, como logo se apurou, é um projecto ainda sem asas para voar por falta de um instrumento imprescindível: a luz verde dos especialistas ambientais, tanto portugueses como comunitários.
De resto, o único relatório de impacto ambiental até hoje elaborado chumbou o projecto. Nada disso obstou a que a propaganda ocorresse, com direito a um descomunal tempo de antena – sem contraditório – em todos os canais televisivos.
No dia seguinte, passou-se do aeroporto para o metropolitano e do Montijo para Lisboa. Com o mesmo procedimento digno dos melhores manuais de marketing político: Costa, acompanhado de gorda comitiva, fez-se filmar e fotografar em estações do metro para anunciar o prolongamento da linha amarela e verde que há muito fora já tornada pública.
Nada havia, de facto, para noticiar – excepto que o projecto da linha circular, anunciado em Maio de 2017 com conclusão inicial prevista para 2021, irá sofrer pelo menos dois anos de atraso, não se comprometendo agora sequer o primeiro-ministro com a data de 2023 para o corte da respectiva fita.
Ainda assim, fez-se mais uma monumental sessão de propaganda.
Hoje Costa ruma a Évora para outra despudorada sessão de embuste político. Anunciando que o futuro Hospital Central do Alentejo, a construir ali, é «prioritário enquanto obra estruturante», blablablá, patati patatá.
Trata–se da mesma obra virtual que mereceu anteriores fluxos de propaganda governamental. Com idêntico despudor.
Em Outubro de 2017, o Executivo socialista fez constar que o novo Hospital de Évora seria «prioridade» a inscrever no Orçamento do Estado para 2018.
Há precisamente um ano, em Janeiro de 2018, o Governo anunciou a dotação de 40 milhões de euros para o arranque da construção deste hospital, no âmbito da reprogramação do programa Portugal 2020, com início previsto para daí a meses. O ano terminou sem que nada se visse.
Em Outubro de 2018, coube ao ministro das Finanças reeditar o anúncio, apresentando matéria antiga como se fosse novidade. E sem qualquer compromisso com prazos, o que dá sempre muito mais jeito para quem apregoa a mercadoria.
No meio de tudo isto, ninguém parece corar de vergonha.
Não sei o que mais criticar. Se a falta de decoro dos responsáveis governativos, se a falta de memória deste jornalismo preguiçoso e distraído que engole notícias comprovadamente em terceira mão, as coloca sem sobressaltos de consciência no micro-ondas e as serve ao público como se fossem novidade absoluta.

É indecente e vergonhoso.
Os jornalistas não estão para aí virados. É mais importante discutir a bola, a Cristina e outras trampas.
Li agora o Expresso online que o cabeça de lista para a europa vai ser o Pedro Marques.
O Costa não esquece os seus amigos com devoção canina como este, e vai premiá-lo.
Entretanto a oposição (?) anda muda e queda. O PSD ninguém sabe o que é, os indicadores económicos preveem uma tempestade perfeita a aproximar-se muito rapidamente, e Portugal é um barco cheio de buracos comandado por um capitão infantil e um piloto lunático.
Assim vai a terceira república a caminho do seu fim.
Parlamento Europeu, uma aberração democrática que serve sobretudo para arrumar fieis emplastros.
A FARSA VAI CONTINUAR
Estão à frente nas sondagens. Eles sabem que os burros de carga pagam.
Pedro, então!? É o jogo democrático, em vésperas eleitorais.
A Feira da Malveira transposta para a política. Salvo o devido respeito aos saloios da Malveira.
Pedro, já me cheira, deste lado do ecrã, a um refugado , em preparação, para Luís Montenegro…ou então é a minha vizinha….
Já me cheira é à mais descarada caça ao voto, projectando nestes acções de propaganda política o futuro cabeça de lista do PS às europeias. 019-01-11-Pedro-Marques-apontado-como-ca beca-de-lista-do-PS-as-europeias
https://expresso.sapo.pt/politica/2
Caramba, ao menos podiam fazer estas coisas com um pouco mais de subtileza.
Já o pequeno Marques na sua homilia semanal tratou de o elevar a figura em ascensão dentro da seita.
Não se esqueça que este senhor saiu de deputado par “ir trabalhar para o Costa” naquela coisa chamada Fundação Res Pública com as funções de angariador de fundos.
O caudilho não esquece os seus e dá-lhe uma sinecura dourada.
Esta democracia, perdão, partidocracia, presta-se a isso:
– é sempre possível enganar uns tantos com estes golpes de magia rasca.
O pior é que são esses tantos que sufragam os vendedores da banha da cobra através do voto.
E eis como a bondade do voto vira machado de algoz.
Tal como a energia nuclear…
Mas não havia necessidade!
João de Brito
Honra lhe seja feita:
O “desenho” do terminal do aeroporto do Montijo é espetacular…
Não acreditam que os “bois” voam?
Boas Obras
Amendes
Acredito em tudo desde que vi um porco a andar de bicicleta.
Simplesmente vergonhoso!!! Deixam as crianças em contentores e agora tem dinheiro para tudo…
É às escâncaras!! A media de referencia lá vai, escanchada, cumprindo a agenda, que coincide, a sua e a do governo!!
E, no meio disto tudo, andam alguns imbecis preocupados com a indumentária e o broche que levam ao peito, se mais à esquerda ou ao centro, nunca à direita!!
Que fazer!!??
Porque é que os jornalistas aparecem nestes eventos?
Diz que há 200 milhões para estações de Metro novas, mas não há os tostões para arranjar a passadeira rolante da estação do Marquês de Pombal, que não anda há dois meses. Nem para a placa da paragem da Carris, logo a seguir, na Joaquim António de Aguiar, que há seis meses que não dá o tempo de espera (mas isso até dá jeito, para a Carris sacar uns cêntimos com os sms de quem quer saber se vale a pena ficar ali plantado ou subir até às Amoreiras a pé).
Não deve haver uma única estação de Metro sem, pelo menos, uma passadeira ou escada rolante parada. Não deve haver uma única estação de Metro (e terminais da Transtejo) sem, pelo menos, um balde a apanhar goteiras quando chove. E placas de paragem da Carris? Quando não estão avariadas, é bem provável que os tempos estejam errados. Suponho eu que estejam errados: considerando a desordem dos transportes em Lisboa, talvez 79 minutos de espera a meio da tarde (como vi eu ainda há poucos dias) não seja assim tão descabido…
Isso é uma falsidade! A estação de Metro da Avenida, por exemplo, não tem uma única passadeira ou escada rolante parada (porque não tem nenhuma passadeira ou escada rolante, claro) e a estação de Metro do Marquês tem um balde a apanhar goteiras… mesmo quando não chove!
Bom FDS!
É isso. Simplesmente a mais movimentada de Lisboa.
Outra das mais movimentadas, a da Baixa-Chiado, não tem elevador. Quando a escada rolante avaria, o que é frequente, obriga toda a gente (incluindo velhos, deficientes, grávidas e casais com bebés) a subir mais de cem degraus.
Nessas ocasiões, lamentavelmente, nunca há um membro do Governo por perto.
PS e PSD têm sido dois grupos perenes e inimputáveis de governantes. Porquê?. Impunidade eleitoral.
Podem propagandear demagogicamente que “nós!?” … estamos a fazer obra. Em ano eleitoral, e como as coisas estão fora dos partidos, é mais uma vez a exibição da impunidade eleitoral do partido no poder.
Obras que serão pagas, e terminarão, fora da vigência da legislatura.
É elementar que nestes casos as obras, despesas, “investimentos” de este tipo, teriam que ser negociadas com as oposições. Só seriam contratualizadas com a anuência de uma maioria qualificada, 2/3 da Assembleia da República. No caso português, responsabilização conjunta dos dois partidos, PS e PSD.
Assim, como está, neste arremedo de sistema político dito democracia, todos os dias aparecem graves, lesivos, factos consumados, intranspuníveis, assinados pelos “outros!!!”, mesmo que do mesmo partido.
Impunidade.
Inimputáveis? Sócrates, que foi líder do PS e primeiro-ministro, está imputado. Com todas as letras.
Todas as organizações sociais com o tempo apuram-se na sua forma, e demontram a sua verdadeira natureza.
O Regime político-jornalistico Socialista já está todo afinado, já têm todos os números de telefone uns dos outros para nos darem as “notícias”.
“notícias” claro sem contestação e como bem dito “sem memória”.
As Funções Essenciais deste “Estado” são a Propaganda e o Fisco.
Excelente.
O Ferreira Oliveira do Carvão em Stock (Tin-Tin) era um santo face a este aldrabão que nos calhou numa rifa pois não foi eleito para PM.
O Pais vai acabar com esses ratos a fugir ás responsabilidades e a olhar para o lado.
Votem tudo o que possibilite correr com a geringonça
A.Vieira
Oliveira da Figueira, nosso distinto compatriota.
O problema não é o “artista” – o problema é a “plateia”…
Na plateia estamos todos nós. Você também.
Detesto este tempo de pré eleições. É demasiada alarvidade.
Não diga isso. Sem eleições não haveria obra de quatro em quatro anos, por pouca que seja.
A famosa (no seu tempo) promessa eleitoral de alcatifar Portugal era mais credível.
Dessa não se lembrou o Sócrates.
Costa a vender cobertores na Feira seria imbatível.
Que bem que fica na famosa tribuna red a saudar o povo!